Despertar
28 Capítulo 28
Notas iniciais
Alguns segundos depois as garotas abriram os olhos e se viram paradas no meio do gramado, a apresentação das veelas devia ter acabado e os campeões estavam se despedindo de seus pais. Freya sentiu um aperto no peito ao ver Krum abraçar os pais. O pai de Krum era alto e forte como ele, com cabelos curtos e pretos que combinavam com seus olhos de expressão sempre séria, já a mãe de Krum era um doce, uma jovem e bonita senhora, aparentava ter bem menos idade do que realmente tinha, era alta, mas bem magra. Freya sempre a achou muito elegante mas suspeitava que ela deveria ganhar alguns quilos para virar uma mulher deslumbrante, ela sustentava sempre um olhar orgulhoso e preocupado quando falava com Krum.
– Onde está Freya? — perguntou sua mãe o olhando com aqueles grandes olhos castanhos.
– Ela deve estar por perto, não a vejo desde o café da manhã. — respondeu ele também olhando, procurando preocupado por sua amiga, depois do momento repentino de estresse ele havia se arrependido das palavras que dissera no café da manhã e gostaria de ter a oportunidade de dizer isso a Freya antes de entrar no labirinto.
A mãe de Krum tinha os cabelos castanhos escuros avermelhados pelo sol e a pela extremamente branca. Freya a achava adorável, ela era sempre educada e bondosa.
Desiré olhou ao redor e viu Cedrico abraçar um senhor mais baixo que ele de forma tão carinhosa que seu coração doeu, eles estavam próximos das garotas e Desiré pode ouvir as palavras do pai de Cedrico:
– Você sabe que já é meu campeão, não sabe? — Disse o senhor com uma expressão preocupada em seu olhar — Filho, tome cuidado certo? Estarei aqui esperando por você quando isso acabar, apenas volte para seu pai e tomaremos aquela rodada de cerveja amanteigada que estou te devendo.
– Pai, as vezes o senhor é tão antiquado, mas é por isso que eu te amo! Não se preocupe, trarei aquela taça até o senhor e beberemos litros de cerveja amanteigada esta noite. — Disse Cedrico parecendo meio inseguro de suas palavras mas ostentando um sorriso amplo em suas feições tentando não preocupar seu pai. Eles deram mais um abraço demorado e o pai de Cedrico se afastou após dar um pequeno beijo na testa do filho e um tapinha carinhoso em seu ombro.
– É assim que eu vejo que estamos fazendo a coisa certa. — disse Desiré tentando conter as lágrimas — Não consigo imaginar como deve ter sido para você Freya vendo pessoas morrerem em suas visões e tendo a certeza de não poder ajudar.
– O sentimento de impotência é desesperador, mas agora será diferente, nós vamos conseguir. — disse Freya determinada.
Os campeões se posicionaram de costas para o alto e misterioso labirinto para ouvir as instruções o Sr. Bagman sobre a prova e para lembrar o atual placar do torneio: Harry e Cedrico estavam empatados em primeiro lugar, Krum estava em segundo e Fleur em terceiro..
– Vamos começar pela Fleur. — disse Desiré.
Assim que as orientações acabaram Dumbledore surgiu de uma tribuna ao alto onde haviam todos os diretores e onde agora os pais dos campeões também estavam.
– Atenção campeões, ao meu sinal se posicionem na frente do labirinto, lembrando que a ordem de entrada deve seguir o atual placar do torneio, portanto a Srta. Delacour deve ser ultima a entrar. Os primeiros serão Harry e Cedrico seguida por Victor Krum. Um ultimo aviso, lembrem de nunca subestimar o mundo da magia e se algo sair terrivelmente errado mandem um sinal de luz com suas varinhas que iremos resgatá-los.
Desiré pode ver Fleur estremecendo ao ouvir as palavras do diretor, ela seria a ultima a entrar e já estava na frente da entrada do labirinto, Desiré projetou seu corpo para o lado da amiga, se preparando para segui-la de perto e sussurrou em seu ouvido.
– Vamos Fleur, vai dar tudo certo!
Fleur sentiu um arrepio em seu ombro e olhou confusa ao redor procurando quem era o dono daquela voz fantasma, ela estava tão nervosa que concluiu que aquilo deveria ser fruto de sua imaginação e se concentrou na tarefa. Assim que ouviu o sinal sonoro de início de sua prova ela saiu em disparada, assim que entrou no labirinto ela percebeu que não fazia ideia de que lado seguir, correu para a direita e gritou:
– Lumos!
A ponta da varinha de Fleur se acendeu como uma pequena lanterna e ela se agarrou ao feixe de luz e continuou andando insegura pelo labirinto sombrio com Desiré e Freya a seguindo.
Havia um estranho vento que corria por dentro do labirinto fazendo as folhas das altas sebes farfalharem. As garotas por vezes ouviam os gritos contidos de Fleur que se assustava com os barulhos das folhas. Após, o que Freya achou ter se passado meia hora, ela estava notando uma certa semelhança nas rotas e nas folhas.
– Estamos andando em círculos! — Disse Freya a Desiré.
– Nós temos que tira-la daqui logo senão não conseguiremos evitar que os outros não toquem na taça. Vamos tirar a Fleur do jogo e depois vamos atrás do Krum. — disse Desiré resoluta.
– Como vamos fazer isso? — perguntou Freya.
– Ainda não sei, vamos ter que improvisar.
Fleur andava apressada olhando para os lados e estacou quando ouviu um uivo.
– Lobisomem? Eles passaram do limite com esse torneio, Desiré estava certa. — disse Fleur para si mesmo.
– É muito bom quando somos reconhecidas, não é mesmo Freya? — perguntou Desiré sorrindo orgulhosa, mas não ouviu nenhuma resposta e olhou para a amiga que estava seguindo uma pequena aranha no chão que tentava subir na sebe do labirinto e se irritou.
–Me desculpe se está tão entediada a ponto de seguir uma aranha! — disse Desiré quase gritando no final da frase.
Freya que estava agachada se levantou e tirou a varinha das botas.
– Engorgio! — disse Freya apontando para a aranha que ficou instantaneamente maior. — Engorgio! — repetiu a garota deixando a aranha ainda maior.
– O que você está fazendo? — perguntou Desiré assustada.
– Temos que tirar a Fleur daqui, certo?
– Mas não machucando ela! — exclamou Desiré.
Freya abriu a boca pra responder, mas Fleur soltou uma longo e agudo grito ao ver a gigante aranha indo na direção a ela. Desiré correu para o lado de Fleur deixando Freya do lado oposto do caminho e começou a lançar feitiços aleatórios contra a aranha, mas eles não tiveram nenhuma efeito sobre ela.
– Freya! — gritou Desiré.
A garota deu alguns passos a frente, mas parou quando notou uma luz se aproximando cada vez mais do corredor em que estavam. Ela se virou com a varinha em punho preparada para atacar ouvindo passos cada vez mais perto dela e se assustou quando uma grande sombra apareceu.
– Krum? — perguntou Freya vendo a silhueta do amigo — Lumos!
Freya iluminou a silhueta e viu o amigo parado olhando em direção a Fleur. Ela tentou se aproximar mais dele que estava parado de um jeito estranho quando se assustou com um grito. Do outro lado, Fleur estava no chão a poucos segundos de ser atacada pela aranha.
– FREYA! — gritou Desiré.
– Arania Exumai!– gritou Freya com a varinha apontada para a aranha que após receber a luz verde caiu morta.
Antes mesmo delas se recobrarem do susto, elas viram uma luz prateada atingir Fleur que caiu no chão. Freya se virou na direção contrária a Fleur e viu Krum ainda com a varinha em punho. Ele havia desferido o feitiço..
– Ele esta enfeitiçado. — disse Freya a Desiré que fazia menção em ataca-lo. — Olhe os olhos dele.
Chegando mais perto Desiré se assustou ao notar que os olhos de Krum estavam completamente brancos.
– Isso não é bom. — disse Desiré.
– A pessoa que colocou o nome do Potter na taça deve estar por aqui.
Após atacar Fleur, Krum saiu correndo pelo labirinto em busca da taça do torneio enquanto Desiré se abaixava ao lado de Fleur tentando acorda-la.
– Vamos, nós temos que ajudar o Krum antes que ele machuque alguém ou que ele toque na taça! — Disse Freya apreensiva olhando preocupada para Fleur.
– A Fleur está bem, ela foi atingida apenas por um feitiço paralisante, vou lançar uma alerta luminoso para que os professores venham busca-la, nós não podemos deixar a Fleur sozinha aqui.
Desiré se levantou e apontou a varinha para o céu formando um enorme feixe luminoso que foi refletido no céu como um sinalizador. Alguns segundos após a luz ser projetada nos céus uma ventania enorme pareceu atingir o labirinto, era como se um enorme tufão estivesse se formando ao redor das garotas. Desiré e Freya se afastaram e observaram Fleur ser sugada pela sebe mais próxima, era como se a folhagem houvesse adquirido braços e agora estivesse envolvendo a garota em suas garras. Desiré fez menção de impedir aquilo, mas Freya segurou seu braço e disse:
– Deve ser algum tipo de feitiço do Dumbledore, fique calma.
A ventania que invadia o labirinto trazia uma mensagem do diretor de Hogwarts. A voz grave de Dumbledore repetia calmamente.
“Informamos aos competidores que a Srta. Delacour está eliminada da competição”
As garotas observaram Fleur ser engolida pelas folhagem e assim que a garota sumiu completamente do labirinto a ventania passou e a sebe retornou a sua posição original.
– Vamos, agora temos que encontrar o Krum — Disse Freya puxando a amiga pelo braço.
O labirinto se modificava de tempos em tempos, as sebes cresciam rapidamente engolindo os corredores e formando novos caminhos para confundir os competidores. As garotas já haviam perdido a pista de Krum que havia desaparecido entre as sebes que se redesenhavam despistando-as. Era como se ele soubesse que havia alguém o seguindo, mesmo que as meninas não fossem visíveis para os competidores e outros bruxos quando estavam praticando a projeção.
Elas tinham plena consciência da urgência em encontrar os demais competidores e por isso passavam correndo pelos corredores vazios em busca de alguma pista, elas estavam correndo fazia mais de 15 minutos e Desiré já começava a mostrar sinais de cansaço, tropeçando a cada metro e reclamando de todas as coisas que envolviam o fato dela ter que correr no meio do mato.
– Mas que droga, pra que servem esses galhos idiotas! — Reclamava a garota ficando pra trás na corrida enquanto Freya tentava manter o pensamento positivo.
Um dos efeitos colaterais mais sérios da projeção é a dominação dos sentimentos, uma vez que uma pessoa se propõe a projetar seu corpo por aí ela tem que ter a consciência que seus sentimentos serão esvaziados e ela será atacada por todos os sentimentos que existirem no ambiente em que ela estará. É algo muito perigoso, e ela sabia dos problemas que Desiré enfrentava ultimamente em controlar seus sentimentos e evitar esses efeitos colaterais.
Freya estava tão focada no objetivo de encontrar Krum que inicialmente nem notou que Desiré havia parado sua lamentação e que agora ela estava andando no mais completo silencio. A garota estava se sentindo estranha e resolveu pedir a colaboração da amiga.
– Desiré, precisamos manter as coisas boas por aqui, não consigo me manter positiva com essa sua lamentação infinita. — Disse Freya esperando uma resposta mal educada da amiga, mas nada ocorreu.
Freya parou de correr e olhou ao redor agora tomando conhecimento do silencio cortante que enchia o corredor a sua frente.
– Desiré! — Gritou a garota preocupada imaginando que a amiga devia ter se perdido ou ficado presa em algum galho a muitos metros atrás.
Nenhuma resposta se seguiu. Freya ficou desnorteada, ela não sabia a quanto tempo estava correndo sozinha e nem se a amiga estava em perigo. A relva atrás da garota começou a avançar ao seu encontro, parecia uma parede se estreitando, obrigando Freya a andar em frente no corredor escuro.
A cada passo que Freya dava ela sentia um frio congelante a inundar, era como se ela estivesse mergulhando em um lago congelado, cada centímetro de seu corpo pareceu perder todo o calor que tinha, ela sentia seus lábios perderem a cor e seus dentes começarem a bater involuntáriamente. Ela começou a se sentir sozinha, apavorada e perdida e este sentimento pareceu trazer a tona uma grande quantidade de lembranças tristes de sua infância. Era como se ela estivesse mais uma vez tendo uma de suas visões que mostravam grandes desastres e não pudesse fazer nada para evita-las.
– Freya! — Freya ouviu uma voz distante, perdida naquela escuridão cortante.
O corredor agora estava completamente escuro, e Freya sentiu alguma coisa encostando nela, pareciam pedaços de tecido que pairavam sobre a garota e que de tempos em tempos esbarravam nela, mas estava tão escuro que ela não conseguia identificar nada. Ela apenas se sentia cada vez mais inundada por aquelas lembranças e apavorada com aquele cenário sombrio.
– Freya, são dementadores, saia daí agora. — Freya ouvia a voz de Desiré distante, era como um sussurro.
Não fazia sentido, dementadores em Hogwarts. Devia ser apenas a cabeça de Freya confusa por aquele ritual de projeção idiota. Vamos Freya, se concentre na projeção! Que ideia mais ridícula.
– Expecto Patronum! — Gritou Desiré projetando uma luz brilhante da ponta de sua varinha.
Desiré estava parada na outra extremidade do corredor escuro e podia ver apenas a amiga caída no chão cercada por vários dementadores que a rodeavam sugando sua energia vital. Assim que lançou o patrono o corredor foi instantaneamente tomado por uma luz branca, Desiré esperou seu patrono tomar forma, de unicórnio saltitante a propósito, e começou a caminhar em direção a amiga que agora olhava assustada em direção a luz que havia surgido.
– Vamos Hubert, mostre a força do unicórnio alado para a mamãe! — Dizia Desiré andando segurando firmemente a varinha enquanto seu patrono unicórnio saltava para cima dos dementadores os expulsando com sua calda que deveria ser multicolorida.
Freya olhava confusa aquela cena no mínimo inusitada. Alguns minutos mais tarde o unicórnio Hubert havia conseguido expulsar todos os dementadores para longe, o corredor já não estava mais invadido por um frio congelante e agora Freya começava a recuperar sua consciência normal. Ao seu lado Desiré agora acariciava acolhedora a cabeça do patrono repetindo com aquela voz irritante que as pessoas falam com bebes recém nascidos:
– Awn, Hub! Você é o melhor patrono do universo, minha bolinha de pelos multicolorida, linda! A mamãe está orgulhosa de você!
Era absurdo conversar com um patrono que você acabara de projetar da varinha, mas Desiré tinha uma percepção diferente da vida e dos objetos inanimados que as rodeavam e Freya resolveu não interferir no momento da amiga porque estava extremamente grata pela ajuda que havia recebido, mas isso não a impediu de fazer uma nota mental para explicar para a amiga um pouco mais sobre patronos.
– Acho que chegou a hora do arco-irisinho da mamãe voltar pra sua casinha, a tia Freya já parece melhor e temos muito trabalho pra fazer! — Disse Desiré sacudindo a varinha no ar e fazendo seu patrono saltitar por cima das relvas até desaparecer na escuridão a frente.
– Ok, muito momento mágico fofo por hoje, vamos voltar ao trabalho. — Disse Freya tentando se recuperar dos últimos acontecimentos.
Após minutos correndo silenciosamente pelo labirinto, elas pararam constatando estarem andando em círculos novamente e então pegaram um caminho diferente. Assim que viraram, uma luz iluminou o corredor e elas correram em direção a luz. Krum estava com a varinha em punho tentando acertar Cedrico que estava agora de costas para as garotas.
– Estupefaça. — gritou Cedrico mandando Krum para longe.
Com raiva, o garoto correu até Krum que estava desacordado e apontou a varinha para ele, mas antes que ele pudesse conjurar qualquer feitiço, Harry chegou correndo e o segurou pelos braços, o impedindo.
– Pare, Cedrico! Ele está enfeitiçado! — gritou Harry.
– Enfeitiçado? — perguntou Cedrico se acalmando — Quem enfeitiçaria ele?
– Eu não tenho idéia. — respondeu Harry apontando sua varinha para o céu — Periculum!
A mesma luz avermelhada que Desiré emitiu para salvar Fleur enchia agora o céu como um fogo de artíficio. Logo Krum estaria oficialmente fora da competição, para alívio de Freya.
– Você está pensando a mesma coisa que eu, certo? — perguntou Desiré aflita.
– Se você está se referindo ao fato de que Viktor só não atacou o Harry, sim. É o Harry que querem morto.
Antes que Desiré pudesse responder um vento forte começou a varrer o corredor fazendo com que as sebes se mexessem, deixando o corredor cada vez mais estreito. Elas corriam atrás dos dois garotos os seguindo, pensando no próximo passo. Só que não houve tempo para pensar. Quando o vento parou e as sebes voltaram ao seu lugar, os quatros puderam ver um brilho azulado metros e metros a frente ao final daquele corredor.
– A taça! — disse Harry e Cedrico juntos.
– Não! — gritou Desiré.
Os garotos já corriam o mais rápido que pudessem, trombando um no outro, atrasando um ao outro.
– Nós temos que fazer alguma coisa! — gritou Desiré desesperada e sem idéias.
Faltava agora poucos metros até o centro do labirinto e elas já podiam ver a bonita taça colocada bem ao centro em cima de uma sebe retangular. Ela com certeza seria uma ótimo prêmio depois das loucuras do labirinto.
– Locomotor Mortis!– gritou Freya em direção aos garotos.
O feitiço acertou Cedrico que rapidamente caiu de cara no chão com uma perna colada a outra.. As garotas então correram mais rapidamente, tentando alcançar Harry. Quando Freya viu que Cedrico logo voltaria ao normal ela apontou a varinha em direção a ele e gritou:
– Herbivicus!
Das sebes ao lado de Cedrico e do chão, ramos começaram a crescer e a agarrar o corpo do garoto que lutava e gritava por ajuda. As garotas passaram por ele indo em direção a Harry, mas quando Desiré se preparava para repetir o feitiço nele ele parou e voltou para ajudar Cedrico.
– O que? — gritou Desiré sem entender.
Freya fez menção em responder a amiga, mas sentiu uma sensação estranha. Ao olhar para Desiré pode ver que ela também parecia partilhar da mesma sensação.
– O que está acontecendo? — perguntou Desiré.
– Ora, ora, ora… O que temos aqui?
As garotas ouviram a voz do Zelador Filch e gelaram. Elas haviam sido descobertas. Freya sentiu um pequeno puxão e um grande vazio a invadiu.
– Eu acho que alguém tirou meu corpo de lugar.
– Não pode ser! Isso é muito grave, Freya! Isso só não interfere na nossa projeção, mas interfere na nossa volta ao nossos corpos! — disse Desiré em pânico.
– Eles estão indo em direção à taça. Temos que impedir! — disse Freya.
As garotas saíram correndo atrás de Harry e Cedrico que estava a pouco menos de dois metros de distância da taça.
– Flipendo! – gritou Desiré, mas nada aconteceu — Flipendo!
A taça que deveria cair de cima da sebe continuava intacta.
–Estupefaça!– gritou Freya para os garotos, mas o feitiço também não aconteceu.
–Eles vão tocar na taça! — chorou Desiré.
Há apenas alguns passos da taça, as garotas viram Harry e Cedrico pararem em frente a ela e estacarem, eles pareciam em dúvida de quem realmente seria merecedor de tocar na taça e ser o campeão. Generosos, os dois decidiram e tocaram a taça ao mesmo tempo.
–NÃÃÃÃO! — gritaram as garotas.
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