Despertar
25 Capítulo 25
Notas iniciais
Após o jantar Freya foi para seu quarto preparar as coisas que usaria, mas havia um problema e seu nome é Ilka. Já estava próximo do horário e ela não havia conseguido arrancar a garota do quarto. Pensando como poderia fazer o ritual com sua colega de quarto presente, Freya se lembrou de uma sala próxima a cozinha que não era utilizada a noite. Pegando o que Desiré havia mandado e seu caderno de desenhos, ela saiu do quarto.
Desiré não havia pensado antes, mas ela também tinha uma colega de quarto que não deveria estar inclusa em seu ritual noturno. Eram quase 22h30 e Desiré já havia esgotado sua criatividade pensando em alguma forma de retirar a colega de perto, até que se lembrou de alguns apetrechos com os quais tinha sido presenteada quando conheceu os gêmeos Weasley.
Desiré foi buscar em sua bolsa um pequeno saquinho que havia ganhado dos irmãos como boas vindas a Hogwarts, na ocasião ela e algumas amigas veelas estavam reunidas nos jardins quando os garotos se aproximaram. Algumas garotas se dispersaram, porém Desiré que já tinha ouvido algumas histórias sobre as invenções dos garotos e resolveu aceitar o presente.
– Sabemos que você não precisa da poção do amor, então resolvemos fazer um kit mais utilitário para uma veela: O que pode ser mais útil do que conseguir se livrar de uma situação embaraçosa? — Disse um dos irmãos que Desiré não diferenciar do outro nem se tivesse vários anos de convivência com eles, eles eram idênticos.
– Estou ouvindo, isso parece interessante — Disse a garota curiosa, quando olhou ao redor e percebeu que só havia sobrado ela conversando com os garotos — Bom, pelo menos para dispersar garotas vocês são muito bons. — Riu Desiré.
– É porque elas ainda não descobriram nosso charme, um dia seremos famosos e elas se arrependerão de não ter nos ouvido. Não daremos descontos em nossa loja, só pra você, é claro. — Disse Fred piscando.
– Meninos eu tenho que ir, meu ensaio para a apresentação no torneio começa em alguns minutos — Disse Desiré se levantando.
– Preste atenção: esses são aparatos muito úteis, mas não devem ser confiscados. Estamos te dando duas bombas que conseguem encher um corredor inteiro por vários minutos com tanta fumaça que ninguém vai conseguir te enxergar. Além disso te oferecemos uma buzina andadora que é realmente útil para tirar a atenção de você, uma versão modificada dos feijões de todos os sabores que por ter os sabores mais repugnantes causa vômitos em quem consome e a nossa mais nova invenção, a super goma. — Disseram os gêmeos em jogral apresentando animadamente os apetrechos.
– Super goma? Ela faz uma bola gigante? — Disse Desiré desconfiada — Isso não me parece muito discreto para escapar.
– Nada disso! Isso seria muuuito amador, na verdade ela te transforma em uma bola — Disseram os dois rindo.
– Como? Tipo uma bola daquelas que fazemos quando mascamos o chiclete? — Disse Desiré abismada — Isso não é perigoso? Porque a bola de chiclete explode em algum momento.
– Por isso só use em situações extremas, ela ainda não foi testada em pessoas, mas apresentou um desempenho satisfatório com animais... — Disse um dos irmãos.
– Isso se você não levar em conta aquele rato que explodimos semana passada Fred! — Disse um dos irmãos rindo.
– AH, foi só uma falta de ajuste na fórmula, depois desse incidente fizemos modificações e agora podemos considerá-lo um apetrecho tecnicamente seguro.
Desiré voltou de seu devaneio e começou a procurar algum dos apetrechos, ela estava tão desesperada por uma solução para se livrar de sua colega de quarto que não pensou duas vezes: pegou a super goma e colocou em cima da cama da garota que estava tomando banho, como ela era viciada em doces Desiré duvidava que ela resistiria aquele chiclete dando sopa.
Depois de sair do banho a colega de quarto de Desiré foi diretamente para sua cama, se sentou olhando o chiclete com interesse:
– Desiré, isso é seu?
– Não, quando cheguei isso já estava ai.
– Deve ser meu então e eu não estou lembrada. — e sem dizer mais nada tirou o papel que enrolava o chiclete e começou a mascá-lo.
– Nossa que chiclete estranho, não consigo fazer bolas.
Desiré começou a notar que a garota não estava inchando como havia sido prometido pelos gêmeos e pensou "droga, aqueles gêmeos não me ajudaram em nada, talvez eu tenha que usar os feijões".
Conforme os minutos se passavam Desiré observou que as pontas dos cabelos da menina estavam mudando de cor, estavam virando um rosa chiclete que começou a se espalhar rapidamente para todo o corpo da garota.
A colega de quarto de Desiré começou a olhar desesperadamente para suas mãos, agora as unhas azuis contrastavam com o rosa que tomava conta de seus dedos, a garota se levantou apressadamente e começou a se desesperar ao olhar no espelho.
– Eu acho que tem algo errado com você. — Disse Desiré disfarçando — É melhor você procurar a enfermeira, ó meu Deus, seus dedos estão ficando rosa também!
A colega de quarto de Desiré levou as mãos ao cabelo que agora começava a adquirir tons roxos e verde em alguns pontos e apresentava uma consistência duvidosa, era como aqueles fios que se formam quando puxamos o chiclete, o cabelo da garota estava se tornando elástico. Desiré podia apostar que a colega de quarto ganharia uma cabeça de chiclete arco-íris em poucos minutos,
Antes que Desiré pudesse chegar perto da garota ela saiu desesperada do quarto aos gritos e choros.
– Não foi como esperado, mas acho que isso deve mante-la longe por algum tempo. — Pensou Desiré — Droga! Já são quase 23hrs, tenho que me concentrar.
Sentando-se no chão do quarto a garota acendeu uma vela a sua frente e colocou o copo de água a sua direita e a varinha a esquerda e começou a repetir as seguintes palavras como um mantra: – Fogo ilumine os pensamentos, água clareie a passagem, terra conduza pelo caminho, ar liberte a alma e magia me transporte ao meu destino! – Desiré repetia as palavras mantendo a concentração na sala de herbologia e em Freya.
Freya após trancar a sala próxima da cozinha com um feitiço, sentou no chão com as velas já acesas e seu livro de desenhos em sua frente. Mentalizando Desiré, fechou o olhos e esperou que o ritual funcionasse.
Alguns minutos depois ela começou a estranhar porque nada parecia ter mudado ao seu redor. A garota decidiu abrir os olhos e dar uma espiada, mas antes que o fizesse ela ouviu o chamado de Desiré ao longe, como um fantasma sussurrando, e de repente o som se tornou alto e claro, com um susto Freya abriu os olhos e notou que ela estava na sala de herbologia e que Desiré estava sentada em um canto pouco iluminada mas que revelava sua amiga a sua frente a observando receosa.
– Pra ser sincera, eu duvidei que sua ideia fosse funcionar. – disse Freya se levantando.
– Hey, volte aqui, eu sou apenas iniciante nessas coisas, não sei se consigo controlar movimentos bruscos, vai que você perde alguns pedaços enquanto anda pela sala. — Disse Desiré rindo, mas a amiga notou um pouco de desespero em seu olhar e resolveu não arriscar voltando a se sentar perto de Desiré.
–Eu preciso de todos os meus pedaços para jogar quadribol.
–Só pro quabribol, né? Sei de suas intenções mocinha!
–Tudo é válido, né?! – respondeu Freya com uma piscadela.
–Vamos logo ao que interessa, não sei quanto tempo consigo manter essa conexão. — Disse Desiré apontando para o caderno que Freya havia trazido. — Você trouxe o caderno?
– Que caderno? — Disse Freya olhando para onde a amiga apontava — Nossa, ele deve ter sido transportado por acidente! — Explicou a garota.
– Me dê ele aqui, na biblioteca eu vi alguns desenhos que me intrigaram, cadê eles? — Apressou-se Desiré a pegar o caderno e começar a procurar os desenhos antes que Freya chegasse perto dele.
– O que você viu aqui de tão assim? Você já folheou meu caderno mil vezes.
– Esses desenhos novos, eles são como fotos das únicas partes nítidas dos meus sonhos.
–Que desenhos novos? Eu não desenho a semanas por causa dessas provas de ultima hora.
– Veja, eles mostram exatamente o que eu consigo me lembrar do meu sonho, um grande jardim, uma taça reluzente, algo parecido com um caldeirão e uma rajada de luz verde. — Disse Desiré voltando o caderno para o lado da amiga e virando as páginas mostrando os vários desenhos.
Freya pegou apressadamente o caderno das mãos de sua colega, mas antes que pudesse ver algo elas foram interrompidas por um baque, parecia que alguém havia aberto uma porta.
As garotas olharam assustadas para onde deveria ficar a porta da sala, elas conseguiram observar a cena a seguir como se vissem um filme antigo e destoado. Elas foram surpreendidas por um casal que parecia desesperadamente insatisfeito com as regras de conduta do colégio e que viu na pacata sala de herbologia uma oportunidade para dar grandes amassos, mas conforme eles foram entrando na sala esbarrando em alguns vasos de plantas Desiré conseguiu reconhecer aqueles cabelos loiros.
– Estou impressionada, o que está aco...- Desiré começou a se sentir nauseada e ao olhar ao redor viu que a sala agora estava começando a girar, em alguns instantes ela já não conseguia mais distinguir em que lugar estava, era tudo muito escuro e ela mal podia enxergar, a única coisa visível era uma pequena luz que parecia vir lentamente em sua direção, a cada instante a luz aumentava sua intensidade e cor.
Desiré podia ver que se tratava de um lampejo verde que atingiu a garota em cheio como se ela tivesse sido atingida por um raio que tirou seu fôlego, a dor era tão dilacerante que a garota mal podia respirar, era como se uma chama tivesse entrado em seu peito e agora estivesse esmagando seu coração.
Ao fundo ela ouviu apenas um abafado grito desesperado, alguém estava gritando “não”. Como se tivesse sido mais uma vez atingida, mas agora em sua cabeça, a garota foi bombardeada por várias imagens que agora estavam nítidas. Era como se ela estivesse fazendo parte das imagens, olhando para baixo ela sentia como se estivesse em outro corpo que com uma mão masculina tentava tocar em uma grande taça, olhando ao redor ela viu o corpo de Krum estirado ao chão. Em uma nova cena no mesmo lugar ela se viu agora com uma mão menos robusta, mais magra e masculina tentando tocar a mesma taça mas agora era o corpo de Cedrico que estava estirado no chão. A cena se repetia desesperadamente, apenas os protagonistas mudavam, agora Desiré se via com uma mão feminina que ela já sabia a quem pertencia tentando alcançar a taça e em um lampejo viu o corpo de Fleur ao chão, e então ela estava com uma mão menor que as demais, masculina tentando alcançar a taça e lá estava o corpo de Harry no chão.
Ela foi arrancada dessas imagens pela imensa dor que invadia seu peito, era como se seu coração fosse explodir tamanha era a força que o pressionava, ela mal podia ordenar qualquer pensamento que fosse e sentindo seus pensamentos se esvaziarem o lampejo verde foi diminuindo de força até que não tendo mais forças para aguentar a garota caiu, a ultima coisa a se lembrar foi o peso de seu corpo batendo no chão.
No dia seguinte Freya acordou agoniada. Sua cabeça pesava como se tivesse passado a noite toda acordada. Ao se sentar na cama sentiu algo em suas pernas, seu caderno de desenhos. Ela não lembrava de ter usado o caderno antes do dormir, mas não se importou e o colocou de lado.
Ilka que ainda estava na cama a olhou com um olhar assustado. Freya pensou em dizer que já havia passado da hora dela ter esquecido o que aconteceu, mas ficou quieta, apenas se limitou a tentar sorrir para a garota encorajando-a a dizer algo. Ilka continuou a olhar Freya com medo e então saiu do quarto tão rápido como se estivesse montada numa vassoura de ultima geração.
– Nossa… Se eu soubesse que seria tão fácil assusta-la, teria feito isso no meu primeiro ano. — Disse ela pra si mesma.
Se sentindo cansada, Freya se levantou e tomou um banho antes de ir para o castelo. Como o navio parecia vazio, ela foi diretamente até o salão principal e encontrou Krum e Ivan tomando café da manhã na mesa da Sonserina.
– Bom dia! — Disse Freya se sentando.
– Bom dia! — Respondeu o Krum de boa cheia.
– Você me parece cansada. — Observou Ivan preocupado.
– Está tudo bem. — Respondeu ela sorrindo para o garoto que o olhou assustado e cutucou Krum.
– O que é? — Resmundou ele.
Ivan direcionou seu olhar para Freya como se quisesse falar para Krum a olha-la também. Com certa irritação, Krum tomou um gole de seu suco de abóbora e ao olhar para Freya o cuspiu.
– Francamente, Krum, você é tão famoso. Deveria melhorar suas noções de etiqueta. — Disse Freya revirando os olhos.
– Freya, seus olhos… — Disse ele Krum sério.
– Meu olhos o que? — Perguntou ela.
– Já acordada? — Perguntou Draco chegando a mesa.
– Bom dia para você também. — Respondeu ela o olhando.
– Freya… — Disse Draco a olhando e então pegou seu rosto com a mão se aproximando dele, como se quisesse enxergar mesmo.
– Seus olhos estão escuros, Freya. — Disse Ivan.
– Escuros como? — Perguntou ela confusa.
– Não estão mais verdes. Parece que você está usando lentes de contato castanho escuro — Respondeu Krum.
– Lentes de contato? — Perguntou Draco sentando na mesa — Ah, nem quero saber. Deve ser algum objeto trouxa.
Freya pegou uma taça de prata a sua frente e tentou ver seu reflexo nela. Seus olhos não tinham mais aquela coloração verde clara, eles estavam num tom de castanho. Isso a deixou preocupada.
– Parece seus olhos quando você deu uma de bruxa-pirada-prevendo-o-futuro. — Disse Draco baixinho para a garota que o fuzilou com os olhos — Muito cedo?
– Muito. — Respondeu ela brava.
– Isso é muito estranho para mim. Sem querer te ofender… — Disse Draco rapidamente.
– Que seja. — Respondeu ela.
– Freya! — Ouviu Juan a chamando.
Ele chegou correndo até a mesa deles. Tinha o rosto tomado por preocupação.
– Você viu a Desiré? — Perguntou ele.
– Não. A ultima vez que a vi foi ontem a noite na sal… — Freya não completou a frase, mas se lembrou.
A conexão entre as garotas tinha sido quebrada. Freya se lembrava apenas do baque na porta e do casal invadindo a sala de Herbologia, depois disso o ambiente ao redor começou a desaparecer de sua vista rapidamente e ela se viu sentada na pequena salinha perto da cozinha sozinha novamente. Ela aguardou por alguns minutos esperando que a amiga restabelecesse a conexão, mas desistiu depois de algum tempo lembrando que a amiga havia advertido que era apenas uma iniciante naquele tipo de magia. Assim ela fechou seu caderno de desenho, pegou a vela e voltou para o quarto rapidamente esperando não ser vista por ninguém.
– Desiré… — Murmurou Freya que até aquele momento não havia pensado em algo ruim acontecendo com a amiga, até porque ela achava que a ligação delas avisaria se algo ruim tivesse acontecido, mas a ligação ainda tinha tantas partes sem explicação que a garota começou a ficar preocupada e disse se levantando rapidamente. — Vamos procura-la.
Assim que Freya levantou e deu um sorriso encorajador para Juan ele também reparou na mudança de cor nos olhos dela.
– Freya… a quanto tempo seus olhos estão escuros? — Perguntou ele aos sussurros.
– Pelo jeito desde de hoje pela manhã.
– Seus olhos escuros, Desiré desaparecida, as duas coisas podem estar ligadas. — Disse Krum para a garota a seguindo com Ivan e Draco.
Freya estava pensando que pelo menos uma vez na vida a cabeça de Krum estivesse funcionando quando reparou que Juan havia ouvido e começado a se desesperar.
– Não pode ser! — choramingava ele enquanto eles saiam para os jardins.
– Hogwarts é enorme. Se algo aconteceu com ela vamos demorar para acha-la. — disse Krum.
Juan soltou um choramingo alto e Freya fuzilou o amigo com os olhos.
– Minha doce Desiré está em perigo! — Disse Juan alto demais atraindo a atenção dos alunos que se encaminhavam para o castelo.
– Você já viu se ela está na carruagem? — Perguntou Ivan para Juan.
– Já, ela não está lá! Diga que você sabe onde ela está! — Disse Juan sacudindo Freya.
– Já chega. Vamos nos separar e procurar, assim acharemos ela mais rápido. — Decidiu a garota e ao ver o olhar meio confuso de Ivan tentou explicar — As vezes ela tem umas quedas de pressão. Ela deve ter tentado ir ao nosso encontro…
– Claro. Vamos procurar pro lado do lago negro, assim já perguntamos para Kayo se ele a viu, ou mesmo a Aimée.
– Juan, vá com os garotos. — Disse Freya e ele saiu cabisbaixo murmurando palavras sem nexo.
– Também estava querendo ficar a sós com você. — Disse Draco arrumando as vestes se sentindo.
– Sério? Com a bruxa-pirada-prevendo-futuro? — Perguntou ela levantando uma das sombracelhas fazendo Draco bufar — Eu queria sua companhia, mas também não aguentava mais o Juan chorando no meu ouvido.
– Para onde iremos então? — Perguntou Draco.
– Me leve até o campo de quadribol. Tenho a sensação de que ela possa ter ido para lá.
– Me acompanhe, óh profetiza. — Disse Draco oferecendo o braço para Freya o acompanhar.
O caminho era realmente longo, ela pensou que se estudasse em Hogwarts teria que andar com uma mapa do terreno no bolso ou se perderia facilmente. Quando chegaram perto do local, Freya notou que não havia ninguém por lá, talvez porque o campo havia se tornado um imenso labirinto de folhas verdes e altas.
Conforme foi se aproximando, ela viu alguém deitado perto da entrada do labirinto. Não precisou se aproximar mais para saber que a garota com vestes azul claro era Desiré. Ela desmaiara com a varinha em punho e um grande livro estava caído ao seu lado.
– Desiré?! — Chamou Freya tocando a amiga.
A garota não respondeu, havia perdido os sentidos, mas para o alívio dela sua temperatura ainda estava normal. Freya então se virou para chamar Draco, mas se agachar para pegar o livro que estava caído ao lado de Desiré. Quando ela o virão nas mãos sentiu seu coração gelar ao ver o título do livro.
– O que você estava tentando descobrir? — Freya murmurou preocupada.
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