Desperta Pelas Sombras

1 Capítulo 1- Situada em um novo mundo


Notas iniciais
hm... Esta é a terceira vez que escrevo mas é a primeira vez que posto pois sempre morri de vergonha quando liam o que eu escrevia mas agora tomei coragem e postei, enfim, aproveite e pode criticar auhsuahsua

O lugar estava escuro e com um cheiro insuportável, aranhas andavam por todo o local e o medo de alguma presença inconveniente é grande, porém uma passagem de luz estava mais á frente, será que estou morta? Devo entrar na luz? Enquanto várias perguntas vinham em minha mente eu continuava avançando para aquela única saída de luz em meio a toda esta escuridão.

A luz apesar de bela ofuscou minha visão por um tempo e quando voltou ao normal uma mulher de cabelos negros com olhos vermelhos e aparentemente estressados estava à minha frente seus cabelos eram curtos e bem cuidados.

-Qual é o seu nome?

Seu tom mostrava pressa e arrogância e com as mãos na cintura esperava minha resposta.

-Você é surda? Eu perguntei o seu nome.

-Meu nome é Kátropis.

Digo de forma automática e ajeito a minha postura, a mulher que está na minha frente aparenta ser algum tipo de militar seu rosto é sério e nada pode lhe abalar, sua pausa chega a ser incômoda posso ter a certeza que ela vê minha alma e neste momento me julga se sou apta á algo.

-Meu nome é Lete, cuidarei de você durante 10 dias, se sobreviver irá ingressar em uma das melhores escolas Shirai do mundo, caso o contrário será apenas mais uma que não sobreviveu ao treinamento, onde você está? O que está fazendo aqui? Saberá no momento certo, por enquanto siga-me o seu estado é digno de pena.

No início parecia que estávamos andando sem rumo, perdidas no meio da floresta, porém, depois de algum tempo pilares em estilo grego começaram a surgir, a estrada seguia reta a partir da entrada e só parava em frente a uma mansão cinza com jardins bem cuidados o lugar no geral aparentava ser dividido em duas partes, o lado esquerdo era mais escuro e as pessoas que lá estavam usavam roupas de cores fracas na maioria preta, no lado direito tudo parecia mais iluminado e as roupas de todos por lá eram claras predominando o branco, ambos os lados não direcionavam os seus olhares em nossa direção e todos usavam máscaras, mascaras de diversas cores e formas. Entramos na mansão e tudo era tão lindo estátuas de deuses enfeitavam o local, em alguns lugares havia mulheres tocando grandes harpas e a música era tão doce e delicada que a vontade de sair diminuía cada vez mais, o teto era alto e tinha ilustrado nele as constelações, tudo era lindo, lindo de uma forma que eu nunca havia visto antes. Meu fascínio era tanto que nem lembrava o caminho que tínhamos percorrido só prestei atenção quando entramos em uma enorme porta dupla vermelha, a sala era toda vermelha assim como o carpete, não era muito grande e não tinha móveis, apenas uma mesa de madeira no final com uma poltrona preta onde estava um senhor idoso e careca com um terno preto sentado nela de braços cruzados, Lete me jogou no chão e logo em seguida se ajoelhou, segui o seu gesto.

-Shirai alfa 1ª Lete se apresentando vossa senhoria.

Ela falou alto e sua voz ecoou pela sala, sua cabeça estava baixa esperando qualquer manifestação do senhor à nossa frente, devagar o senhor levantou a cabeça e abriu seus olhos.

-Lete, vejo que vem acompanhada. Há um ano lembro que você chegou aqui desta mesma forma, elegante, inabalável e com um orgulho estupendo em seu rosto com uma criança ao seu lado, sua aprendiza e filha, porém depois da tragédia você sumiu, agora volta e traz outra aprendiza, tem certeza de que quer fazer isto?

-Grande mestre, minha decisão é sólida e não irei regressar, assumo meus atos vergonhosos do passado e digo aqui, o que aconteceu antes não irá se repetir, mas peço a sua benção para começar o treinamento.

Ela o encarava com grande expectativa, por um acaso ela matou a filha?

-Pois bem, tem a minha benção, mas saiba que se fugir de novo perderá seu posto e sua liberdade, tem noção disso?

-Sim senhor

-Dispensada Shirai alfa, e a você pequenina desejo coragem, pois sorte, deixaremos aos fracos.

Ele olhou nos meus olhos e estremeci quando percebi que ele não tinha Iris, seu olho esquerdo era totalmente negro e o direito totalmente branco, percebendo o meu desconforto ele deu uma leve risada.

-Com o tempo irá perceber que neste mundo as coisas não são o que realmente aparentam ser, pequenina.

Lete já havia levantado e também levantei, dessa vez ela não puxou meu braço nem olhou pra mim de forma agressiva apenas caminhou em direção à porta e eu mais uma vez apenas segui.

Seus passos eram longos e seu semblante era sério, percebi que quando tento olhá-la pelo canto do olho existe uma névoa cinza ao seu redor, quase imperceptível, mas existe.

-Que lugar é esse?

Nunca soube que existia algo assim durante toda minha vida.

-Você ainda não tem permissão pra perguntar nada.

Sem diminuir o ritmo de seus passos me respondeu com a voz fria de sempre.

-Exijo saber

Não podem me obrigar a nada, com quem eles pensam que estão falando?

-Você não tem permissão de exigir nada e não fale sem permissão.

Como se eu fosse obrigada a seguir ordens de uma desconhecida.

-Eu realmente espero que você esteja me levando para a saída.

Falei revoltada, ela parou de andar, virou-se e agarrou a gola de minha camisa, a pressão era fraca, mas começava a aumentar até chegar a um ponto onde eu já não podia mais respirar, preciso de ar, meus pulmões clamam por energia, não posso me mover. Então ela solta minha gola e como um saco de lixo a ser descartado vou ao chão, com o rosto ainda virado para baixo busco por ar, algumas pessoas dizem que em caso de incêndio o ar vai estar o mais abaixo possível, ela atacou novamente seu pé enlameado se chocava contra minha costa repetidas vezes, o salto do seu sapato era o que mais fazia pressão, sangue saía de minha boca e o riso que escapava de seus lábios era puro como o de um recém-nascido que vê a luz do dia pela primeira vez, enfim ela parou, mãos seguraram meus cabelos e me içaram, sua expressão era neutra enquanto lágrimas escorriam do meu rosto.

-Eu não lhe dei permissão para chorar.

Um sorriso começava a se formar em seu rosto com meu sofrimento.

-Me d-desculpe.

Chorei pra ela.

-Irei tolerar mais duas desobediências, você deve me obedecer acima de tudo entendeu?

-Eu...en...tendi, eu entendi por favor... me desculpe.

Ficamos nos encarando e apenas no momento em que parei de soluçar ela me jogou à sua frente e fez sinal para que eu continuasse a andar, ambas permanecemos caladas desde então, caminhamos por pouco tempo e paramos em uma porta que em cima tinha uma placa com o nome “sala de espelhamento”, no lugar da maçaneta havia uma abertura, Lete inseriu sua mão nesta abertura e de lá puxou uma chave em seguida a girou no nada, uma voz mecânica se manifestou dando boas vindas a Lete e então a porta abriu, a sala era grande e dividida por um vidro de película escura, em um lado havia uma poltrona e diversas substâncias estavam em cima das mesas espalhadas pelos cantos.

-Vê aquela porta? Irá lhe levar ao seu confessionário.

Ela falou apontando na direção da porta, entrei sozinha, havia uma poltrona no centro, esta sala ao contrário da outra era pequena e diversos fios se conectavam com a poltrona formando um cenário tanto bonito como assustador em meio a tanto fio apenas uma poltrona pôde suportar, fora isso todo o chão estava coberto pelo infinito emaranhado de fios com diversas cores, exceto por um caminho que ligava diretamente a entrada à cadeira, segui este caminho e sentei-me, a voz de Lete se fez presente no recinto.

-Vou lhe fazer algumas perguntas e me responda com precisão.

-Aonde você estava antes de chegar aqui?

-Na escola

-Em que parte da escola?

-No banheiro feminino.

-Quem estava com você?

-Haviam três meninas mais novas, eram do fundamental, não as conheço.

-Como chegou aqui?

-Não sei.

-Tente lembrar o que aconteceu antes de acordar.

-...Eu realmente não lembro, por que está me perguntando essas coisas?

-Apenas responda. O que aconteceu antes de você chegar aqui?

Notas finais
Obrigada por ler :D