Despedida de Solteira

1 Capítulo Único.


Notas iniciais
Boa noite gente! Cá estou eu com essa one e espero que vocês gostem.
Boa leitura!

O único barulho que se podia ouvir era o dos grilos na rua. A noite estava tranquila, se passavam da 00:15 e Robin observava o relógio, já preocupado com Regina, já que ela estava demorando mais do que o previsto. Ok, era uma despedida de solteiro, mas isso não o impediu de ficar preocupado com ela. Ele levantou-se, descendo as escadas e seguindo até a cozinha, para tomar um gole de água.

Quando iria voltar para o quarto, ouviu a campainha tocar e correu até a porta, abrindo e se deparando com uma das cenas mais engraçadas que ele iria ver na vida. Regina estava escorada em Snow, que estava escorada em Emma, que estava escorada em Tinker. Assim que o viu, Regina gritou, se jogando em seus braços.

— Robin!

Ele conseguiu pegá-la antes que fosse de encontro ao chão, já que a mesma tropeçou em seus próprios pés. Mantendo-a firme, ele tirou os cabelos, agora curtos, dela do rosto, e percebeu que a situação estava pior do que imaginara.

— Vocês afogaram a minha noiva em um poço de tequila? – ele perguntou para as três mulheres paradas na porta.

— Não! – Snow foi a única que respondeu, com a voz arrastada. Logo, as quatro mulheres caíram na gargalhada, fazendo Robin levantar a sobrancelha.

Ele iria se certificar de ligar para David, para ele vir buscar as três mulheres, mas olhando melhor, ele avistou Killian, um pouco afastado, e concluiu que o pirata estava as levando para casa em segurança.

Se despedindo, as mulheres seguiram o caminho meio tortas até Killian, e Robin fechou a porta, ainda segurando Regina pela cintura. Ele a ajudou a subir os degraus da entrada, e logo os dois estavam na cozinha, pois Robin sabia que talvez Regina precisasse de um café.

— Parece que a vossa majestade, minha noiva, atravessou a linha da tequila. – ele observou, colocando-a sentada em uma cadeira, enquanto ligava a maquina de café.

— Foi wisky! – Regina exclamou, com a voz arrastada, gargalhando em seguida.

— Wisky não foi aquele em que você me mandou ficar longe? – Robin perguntou, e Regina olhou para ele com os olhos semicerrados, parecendo pensar em uma resposta.

— Agora você sabe a razão. – ela disse, rindo de sua própria conclusão. Robin negou com a cabeça, mas se permitiu rir também.

Ele nunca vira Regina bêbada, mas ela ficava adorável.

Vendo que o café iria demorar, ele estendeu a mão para ela ficar de pé, o que ela fez muito rápido, tonteando em seguida.

— Calma, calma, milady. – ele a pegou pela cintura. – Devagar.

— Minha cabeça está girando! – ela reclamou. – Não! Tudo está girando. Por que você está girando, Robin? – ela perguntou, inclinando a cabeça pro lado e fazendo um biquinho.

— Porque você bebeu demais, querida. – ele respondeu, colocando uma mecha do cabelo dela atrás da orelha.

— Ah, ta!

Robin a pegou no colo, e Regina, começando a sentir o efeito do sono, escorou a cabeça no ombro dele, fechando os olhos e aspirando o cheiro do loiro.

— Você ainda cheira a floresta. – disse, baixinho, fazendo Robin sorrir.

Quando Robin já se encontrava na metade da escada, a morena levantou a cabeça, dizendo:

— Robin! Meu estômago está doendo, acho que vou vomitar.

— Segura! – ele pediu, indo o mais rápido possível para o banheiro do corredor, e quando ele depositou a morena no chão, ela não conseguiu chegar ao vaso sanitário, vomitando no chão. Robin fechou os olhos, e quando Regina terminou, olhou para ele com os olhos cheios de lágrimas.

— Me desculpa. – pediu, chorando. Robin se compadeceu, e depois de colocá-la sentada no vaso sanitário, saiu atrás de um pano, para limpar a sujeira no chão. Enquanto ele fazia isso, Regina chorava, como se ela tivesse feito a pior coisa do mundo.

Quando terminou, Robin se ajoelhou na frente dela e segurou o rosto da mesma entre as mãos.

— Não chora, meu amor, já passou. – pediu, mas as lágrimas continuavam a descer pelo rosto dela. – Sh, não chora, já está limpo.

— Você ficou bravo comigo. – resmungou ela, com a voz embargada.

— Não fiquei, meu amor. Está tudo bem, isso acontece. – ele depositou um beijo na testa dela. – Agora eu vou pegar você, te dar um banho e depois a senhorita vai para a cama!

— Com você? – ela perguntou, parando de chorar.

— Comigo! – ele respondeu, pegando-a no colo novamente, fazendo Regina soltar um gritinho e a levou para o banheiro do quarto. Lá, ele tirou a roupa dela com cuidado, respondendo a cada pergunta boba que ela fazia, e depois de despida, ele a colocou em baixo do chuveiro, dando um banho nela.

No meio do banho, Regina olhou para ele e perguntou:

— Por que tem dois Robin? Meu Deus, tem dois Robin! Qual é o meu? – gritou e Robin quase deixou uma risada escapar. A morena, confusa, cheirou Robin e disse – Os dois tem cheiro de floresta, como eu vou saber qual é o meu? Robin!!! – ela reclamou, quando ele tirou ela de baixo do chuveiro e a enrolou na toalha.

— Ainda bem que o casamento não é amanhã. – ele disse, e Regina olhou meio torta para ele, tentando enxergá-lo, os olhos começando a se encher de lágrimas novamente.

— Não é amanhã?

— Não, meu amor, é só no domingo.

— Mas eu quero me casar com você amanhã. – ela disse, resmungando.

Robin a vestiu, levando-a até a cama. Regina depois do banho estava um pouco melhor, mas ainda muito bêbada. Ela se deitou na cama, toda chorosa, e Robin a cobriu.

— Eu queria casar com você, th-thief.

— Mas você vai, minha vida. – Robin respondeu, fazendo cafuné no cabelo dela.

— Mas eu queria amanhã!

— Amanhã você vai dormir, e eu vou cuidar de você, meu amor. – ele respondeu de novo, e ela pareceu contente com a afirmação, fechando os olhos em seguida. Robin achou que ela iria pegar no sono, mas antes de dormir, ela chamou-o de novo.

— Em casa eu tenho você para cuidar de mim, Mary Margaret tem David, Emma tem Killian.... Mas e Tinker? Tem a madre superiora. – Gargalhou, como se fosse a melhor piada do mundo. Robin riu junto com ela, encantado por vê-la falando coisas que nem se lembraria no outro dia.

Ele depositou um beijo na testa dela, acariciando as madeixas castanhas até que Regina pegasse no sono. E durante toda a noite ele velou seu sono, prestando atenção em qualquer barulho fora do normal que ela fazia.

Quando o dia amanheceu e Regina acordou, reclamando de dor de cabeça, Robin estava ao lado dela, com um comprimido, um copo de água e uma bandeja de café da manha.

Na saúde e na doença, disseram.

Notas finais
E aí? Viajei demais? Gente essa one nasceu de uma conversa minha e da Laura (lockyfeather) a ideia foi mais dela do que minha, eu só escrevi. Beijos laulau!
Espero que vocês tenham gostado e até a próxima! Beijos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!