Despedida
1 Despedida
Notas iniciais
Estava com essa oneshot pronta faz 2 semanas e tinha esquecido completamente da existência dela. DIUDUSHAUDSAUDI
A primeira fic yaoi que escrevi foi em 2011 e também era ItaDei. E, depois de 4 anos, venho com mais uma ItaDei.
Espero que gostem :3
Boa leitura.
“Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir “
[Encontros e Despedidas]
Maria Rita
A água gelada causava leves arrepios pelo seu corpo, mas ele gostava. Aquele era um de seus lugares preferidos. Adorava a vegetação abundante que circulava o pequeno lago. Adorava os raios de sol que refletiam nas águas claras e davam ao local ainda mais beleza. Adorava a paz que o local transmitia. Adorava ainda mais por estar sempre acompanhado de Deidara quando ia para lá.
Ele sabia que aquele dia seria um dos últimos que aproveitaria. Ou melhor, um dos últimos que teria em vida.
Era questão de dias para que se encontrasse com Sasuke. E sendo sincero, ele mal via a hora disso acontecer. Ver seu irmãozinho novamente, mesmo que afundado em ódio, era algo que aguardava há tanto tempo que mal sabia dizer.
Teria que machucá-lo para atingir seu intento, mas isso não importava. Tudo estaria acabado e Sasuke ficaria bem.
Mas essa certeza fazia com que aquele fosse um dos últimos dias que aproveitaria e a ideia, em si, era dolorosa. Ele não temia a morte, pelo contrário, aguardava-a há tempos. Ele temia a despedida. Temia ter que largar Deidara para nunca mais vê-lo.
Temia ter que mentir para ele, porque era óbvio que o loiro não aceitaria e muito menos entenderia seus motivos. Não era como se pudesse explicá-los, de qualquer forma.
Inspirou profundamente, enquanto seus braços apertavam o enlace na cintura fina. Não o largaria nunca mais, caso tivesse essa escolha.
Desejava mais do que nunca ter nascido em outra família, talvez em meio aos civis. Seria mais simples e ele poderia levar a vida que desejava, além de não ter passado por tudo o que passou. Seria apenas um homem com preocupações como pagar contas e enfrentar o preconceito de relacionar-se com alguém do mesmo sexo.
A ideia soava libertadora.
Inspirou profundamente, tentando expulsar os pensamentos utópicos que não lhe ajudavam em nada. O cheiro almiscarado do outro adentrou fortemente seu olfato devido à proximidade em que estavam. Ele era fascinado pelo cheiro do loiro, tinha verdadeira veneração pelo aroma natural que ele exalava e ter a cabeça loira no vão do seu pescoço acentuava ainda mais o cheiro.
Naquele dia, seus sentidos pareciam ainda mais sensíveis, talvez pela desconfiança de que nunca mais sentiriam aquilo novamente. Quando sentiu os lábios do outro em contato com a sua pele, ofegou levemente.
Deidara sabia exatamente onde tocar para enlouquecê-lo. Conhecia todos os seus pontos sensíveis.
Os lábios grossos mordiscavam, lambiam e beijavam a pele do seu pescoço e ele tentava conter os ofegos que os toques provocavam.
Seus dedos embrenharam-se nos longos fios loiros e puxaram a cabeça do menor para trás, fazendo os orbes se chocarem. O azul-celeste daqueles olhos eram tão intensos e ao mesmo tempo transbordavam uma inocência que Deidara não tinha.
Ele amava aquele olhar.
Guiou suas mãos para o rosto pálido, segurando-o e apreciando o quão belo o amante era. Seu polegar percorreu os lábios grossos em uma carícia lenta, que o menor respondeu passando a língua pelo seu dedo, para logo sugá-lo vagarosamente.
Mordeu o próprio lábio diante do ato simples, porém libidinoso. Seu corpo esquentou a despeito de toda a água fria em contato com seus corpos e ele deixou-se levar pelo desejo e pelo sentimento forte que sentia pelo loiro atrevido.
Os lábios se chocaram, sôfregos. Sua língua explorava toda a cavidade úmida e ele sabia que jamais se cansaria daquilo. O sabor dele era único, assim como a sensação de tê-lo nos braços também era.
Suas mãos rumaram para o quadril firme e espalmaram-se nas bochechas de suas nádegas, apertando-as. Um gemido alto escapou dos lábios do outro, que sorriu sacana antes de levar as próprias mãos ao membro desperto sob sua calça, acariciando com certa rudez.
Conteve um gemido ao beijá-lo novamente, suas mãos adentrando a calça do menor e acariciando levemente sua entrada.
Queria-o.
Precisava dele.
E faria de tudo para que fosse memorável para o loiro.
Naquele dia amaram-se dentro do lago que já fora palco de inúmero encontros, pela última vez. O moreno teve o cuidado de guardar cada expressão de prazer que passava pelo rosto alvo. Tentava guardar a sonoridade de cada gemido em sua memória, para poder lembrar-se daquilo quando tudo chegasse ao fim.
No final do ato, quando normalmente passavam a agir como se fosse apenas membros de uma organização e não amantes, tomou o rosto entre as mãos e acariciou suas bochechas. O ato carinhoso e inesperado fez com que o menor ruborizasse e arrancasse um sorriso leve do Uchiha, que logo tomou seus lábios novamente.
Deidara era adorável, de uma maneira própria.
Ao despedir-se, tinha ciência de que provavelmente seria a última vez que o veria. Seu peito doía pela constatação, porém era necessário.
Mas não poderia imaginar que as coisas aconteceriam daquela forma.
Poucos dias após o encontro, Deidara provocou sua morte ao lutar contra seu irmãozinho e Itachi experimentou o sentimento amargo de alívio pelo irmão estar bem e de dor pela perda do amante.
Foi um ato inesperado vindo da parte do loiro. Ele não esperava sentir, outra vez, a dor de perder alguém. Sempre contentava-se com a ideia de que, após sua morte, deixaria Sasuke com créditos a seu favor em relação a Konoha, dar-lhe-ia um novo poder e o sabor da vingança realizada. E deixaria Deidara vivo, exibindo o sorriso aberto e sacana por onde quer que passasse e livre para envolver-se com alguém menos complicado do que ele.
A ideia de partir, mas ter as pessoas que mais amava em segurança, era doce. E agora, tudo se resumia em amargor.
Os dias arrastaram-se e foram os mais tortuosos possíveis. Chegava a ser irônico, já que o Uchiha costumava pensar que havia se acostumado com a dor de perder alguém amado.
Quando o dia finalmente chegou e a morte foi a seu encontro, no embate contra Sasuke, ele despediu-se do irmão com um sorriso.
O seu ciclo de dor estava sendo encerrado, afinal. O caçula ficaria bem e ele seria finalmente livre do peso que carregara nas costas por tantos e tantos anos.
Seus últimos pensamentos foram flashes. Um Sasuke bebê, seus pais, Shisui. Sasuke sorrindo, Sasuke brincando, Sasuke chorando com medo de si. O primeiro beijo que trocou com o loiro. A primeira noite e a última noite.
E então o olhar assustado que Sasuke lhe direcionou quando seus dedos ensanguentados tocaram a testa do menor.
E o sorriso aberto que Deidara dava toda vez que estavam a sós.
Seu corpo caiu em um baque surdo. Estava feito.
Em seu último resquício de consciência apenas desejou que pudesse ser levado para onde o loiro estava, seja aonde fosse.
Depois de tudo, ele merecia isso.
Notas finais
Espero que tenham gostado. ItaDei é um casal que eu acho muuuito amor :3
Tive a ideia da fanfic por causa da capa.
Aliás, super recomendo vocês darem uma olhada nessas cosplayers. São excelentes e fazem cosplay ItaDei, NaruSasu e de outros fandons também.
Espero ver vocês nos reviews :3
Beeijos,
@lumii_uchiha
ps: fic postada também no meu perfil do Social Spirit.
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