Desligado!

8 Perseguição policial.


Notas iniciais
Oi gente, chegando com um capítulo quentinho, enquanto vocês leem esse capítulo, imaginem aquelas músicas de ação que tocam nos filmes, tipo essa https://www.youtube.com/watch?v=D5OHrQYwRac#t=56 ç.ç

Alícia estava dirigindo fazia muito tempo, estávamos a mais ou menos uma cidade de minha mãe, foi quando eu acordei meio dopado ainda e pedi o volante para ela.

–Pode deixar que daqui eu dirijo.

Ela estava com umas olheiras que chegava a dar medo, quando ela estava quase cedendo para que eu pudesse dirigir, uma pergunta surgiu.

–Por acaso você tem carteira de motorista? ou sabe pegar em um volante? e por favor vídeo game não conta.

Para falar a verdade eu era o único da casa que não tinha carteira, mas isso não significava que eu não sabia dirigir um carro, meu pai me deu umas aulas práticas, e esse ano ainda eu ia tirar a minha carteira, se minha vida não tivesse virado de pernas para o ar.

–Eu sei dirigir sim, mas não tenho carteira, qualquer coisa eu invento uma história, que deixei minha carteira em casa, ou você pula para o volante de novo.

Enfim Alícia cedeu, como ela estava morta de cansada, foi deitar na parte de trás da mini van, eu tentei achar uma rádio que tocasse músicas boas, mas minhas tentativas foram em vão, então comecei a escutar minhas músicas do celular mesmo, Alícia estava num sono tão profundo que nem reclamou.

Como eu sou uma pessoa de muita sorte e que sempre se da bem na vida, em uma parada bem a frente, a polícia estava atacando os carros que passavam na rodovia. Eu comecei a suar frio, a polícia com certeza já estava atrás de mim, primeiro porque eu fugi da clínica, e segundo sou acusado de matar meu irmão, e também tem a Alícia que roubou o carro do médico. Tentei acorda-lá de todas as maneiras possíveis, mas ela parecia nem ouvir, então para a minha infelicidade tive que encostar.

–Seus documentos do carro, por favor?

O cara que falava, era um policial fortão, usava um ray-ban para esconder os olhos, o que deixava ele com um ar misterioso, eu estava quase me entregando para o policial, quando Alícia acordou e deu os documentos do carro para o homem, ele conferiu com os outros policiais e voltou novamente para o carro de Alícia.

–Está tudo certo e em dia, mas porque o mocinho estava dirigindo e não você senhorita Alícia?

Desta vez Alícia percebeu algo estranho na voz do policial, e só fez um sinal para que eu arrancasse, mas antes disso acontecer, o policial falou novamente.

–E você Daniel Franzen, não devia estar em uma clínica de recuperação, ou melhor ainda preso na cadeia porque é o que você merece.

Alícia não precisou falar duas vezes para eu sair dali, quase que eu atropelei os outros policiais que estavam bem a frente, mas não demorou muito para que eles nos perseguissem.

–Porque você está com esse sorriso bobo no rosto, Daniel?

Eu nem sabia que estava sorrindo, fui me dar conta quando Alícia me falou.

–Sei lá, estou me sentindo igual aqueles atores de filmes de perseguição policial, até pareço ouvir aquelas músicas de ação, você não consegue Alícia? nós somos foras da lei agora, querendo você ou não.

Achei que ela fosse me dar um soco na cara, para que eu voltasse a si, mas não ela apenas entrou no clima, ficava falando para mim ir mais rápido ou desviar dos carros, estávamos num beco sem saída, mas eu não queria perder a esperança.

Foi quando uma van idêntica a de Alícia passou a nossa frente, aquela era a nossa chance, eu observei uma estradinha de terra fora da rodovia e segui por ela, os carros dos policiais passaram reto e foram perseguir a outra van, é parece que os ventos estavam a nosso favor.

–Eu não sei como a gente saiu dessa, mas só sei que temos que procurar um lugar para ficar a noite.

Alícia parecia quase sem fôlego, ofereci minha bombinha para asma, mas ela recusou, não demorou muito para acharmos um lugar para ficar, eu avistei um galpão aparentemente abandonado, não era o luxo, mas era o que tinha no momento.

–Esse lugar fede muito, não sei se consigo passar a noite aqui Daniel.

Foi a minha vez de olhar para ela com desprezo, apenas peguei meu saco de dormir que tinha enfiado na minha mochilha, coloquei meus fones de ouvido e me encostei em um feno, estava quase fechando meus olhos quando Alícia gritou:

–Eu não vou dormir aqui não! eu vou dormir na van mesmo, você não quer dormir lá também?

A minha cama de feno não estava tão confortável assim, um banco de uma van era um luxo perto daquele feno.

–Você está com medo de dormir lá sozinha?

Ela ficou pálida e pensativa, pareceu se lembrar de algo distante que a atormentava.

–Ok, você quer ficar aqui fique, eu não preciso de você mesmo, não preciso de ninguém.

Deu para ver que ela começou a chorar, eu não podia deixar ela chorando e sozinha, meu lado bom de ser falou por mim, peguei minhas coisas e fui para a van.

Mais tarde naquela noite ela me contou que tinha medo de ficar sozinha, ela me contou que quando pequena, ficou em casa sozinha de noite, porque os pais trabalhavam á noite, e ela ouviu um tiro que veio dos vizinhos ao lado, o melhor amigo dela começou a chorar desesperado, ela saiu correndo para acalmar o amigo, e viu que ele chorava porque o pai havia se matado, ela pegou aquele trauma e nunca mais esqueceu.

Eu dividi meu fone de ouvido com ela, e coloquei uma música bem calma, aos poucos ela se acalmou e adormeceu.

Notas finais
o que acharam? comentem não sejam leitores fantasmas, por favor.