Desligado!

10 O jogo muda de lado.


Notas iniciais
Primeiramente vou me desculpar com vocês leitores queridos, é que eu estava sem tempo para postar por causa da escola e tal, mas agora aqui está mais um capítulo, beijos

Passei a noite muito mal, primeiro porque decide dormir em uma poltrona e deixei Alícia ficar com a cama, segundo eu estava muito curioso para saber o que minha mãe ia falar.

Eram 7:30 da manhã, quando a empregada de minha mãe entrou no quarto:

–O café está na mesa! já vou dizendo que minha patroa odeia atrasos.

Alícia acordou toda descabelada e com olheiras, estava usando um pijama de caveiras.

–Se eu tivesse que matar a sua mãe eu já tinha matado, bom dia.

Eu não sei se ela falou aquilo de brincadeira, ou se ela faria aquilo mesmo, então apenas sorri e retribui o bom dia, esperei ela se arrumar e descemos para o café.

Minha mãe estava com um olhar de poucos amigos, em uma das mãos tinha um café e em outra um cigarro, eu e Alícia nos aproximamos e para fazer o papel de filho educado eu comecei falando.

–Bom dia, se eu não estivesse tão ferrado, tinha ligado para a polícia e denunciado você por sequestro.

Ela não falou nada, nem ao menos retribuiu o bom dia, Alícia foi a primeira a sentar na mesa e começou a comer feito uma louca, passaram mais ou menos uns vinte minutos quando minha mãe se pronunciou.

–Daniel, como prometido vou contar tudo a você, não quero que me julgue, porque na época em que tudo aconteceu eu tinha a mente muito fraca e foi uma tentação enorme, eu queria uma vida melhor, mas longe daquela cidade, então foi que surgiu a oportunidade da minha vida.

Ela faz uma pausa e tossiu, Alícia agora tinha parado de comer e começou a prestar atenção na história.

–Eu estava indo para o meu serviço, quando me deparei com um homem na rua, ele estava encapuzado e parecia pronto para assaltar o banco, eu gritei para um policial que estava perto, e o policial conseguiu a tempo deter o bandido, ele foi preso por um dia e depois foi solto, ele veio me procurar e me ameaçar que eu teria que ajudar ele a assaltar o banco novamente porque eu atrapalhei os planos deles, como ele ameaçou de matar toda a minha família eu decide ajudar ele.

Ela não parava de fumar enquanto contava tudo, estava tremendo de nervosa, mas eu não estava com pena, queria saber de tudo.

–Então num sábado á noite, eu e o homem assaltamos o banco, deu tudo certo, conseguimos uma fortuna em dinheiro, eu não ia querer nada do dinheiro, mas o poder subiu a minha cabeça, eu peguei a arma que estava segurando e dei na cabeça do homem, ele caiu no chão e eu peguei todo o dinheiro, imediatamente escapei da cidade e vim parar aqui e é por isso que eu tenho essa mansão e é por isso que ele quer me matar.

Eu comecei a ficar sem ar, minha mãe mulher do policial mais correto da cidade, assaltando um banco com um bandido e depois roubando o dinheiro todo, eu não conseguia acreditar na história, as lágrimas escorriam dos meus olhos sem parar, eu queria gritar, estava desesperado, Alícia me abraçou com força, mas não adiantou muito coisa.

–Você é horrível, eu odeio você! nunca na minha vida que eu vou conseguir chamar você de mãe de novo, agora vamos Alícia, vamos embora, ah! mais uma coisa, você irá com nós voltar para a nossa cidade e vai falar com o maluco e responder pelos seus crimes.

Com certeza ela não iria, mas eu tinha um plano em mente.

–Alícia precisa falar com você, ela tem um bilhete do maluco para você lá na van, mas é preciso que você venha com nós até lá fora.

Ela ficou meio desconfiada no inicio, mas pegou sua cartela de cigarro, e veio conosco até a van, os seguranças de longe nos avistavam, quando minha mãe colocou os pés para fora da mansão, eu pisquei para Alícia.

–Só um pouquinho dona Mara, está aqui dentro da minha mochila, vem aqui e vê se você consegue achar.

Minha mãe entrou na van para procurar o bilhete, foi então que eu e Alícia subimos rapidamente na van e partimos de volta para a cidade, sim estávamos sequestrando minha mãe.

Notas finais
O que estão achando?? comentem fantasminhas heuaheuahu