Desligado!
17 Chego a tempo de ver meu mundo desmoronar ou quase isso.
Notas iniciais
O silêncio paira dentro do táxi que o maluco roubou, a essas horas ele deve estar voltando para a clínica para pedir abrigo, mas antes disso tudo acabar o meu prazer vai ser maior, quando eu puder entregar ele para a polícia.
Lembro que tenho que retornar até o bar onde eu estava com minha mãe, eu acredito que ela deve estar preocupada comigo, já que o maluco ameaçou me matar caso ela recusasse entregar o dinheiro a ele. Para que eu não seja culpado por mais um crime, eu paro e deixo o táxi aonde o seu motorista possa buscar ele, e sigo caminho até o bar.
Não demora muito e eu estou a alguns metros do bar, quando percebo uma movimentação e um carro de polícia, olho para dentro do estabelecimento e vejo minha mãe conversando com dois policiais, que para o meu alívio nenhum deles é meu pai, a minha surpresa é maior quando o policial algema minha mãe.
–MAAAAAÃE!
Ela olha apavorada para os lados e quando me enxerga enche os olhos d'água.
–Daniel então você está bem, o maluco me ligou e avisou que liberou você e que não queria mais dinheiro nenhum, mas no lugar disso ele queria que eu me entregasse a polícia.
Então foi a minha vez de começar a chorar.
–Mas mãe você não pode se entregar agora, sozinho eu nunca vou conseguir comprovar a minha inocência, eu preciso da sua ajuda.
Ela tentou me abraçar mas viu que estava de algemas.
–É claro que vai conseguir, seu pai vai confiar em você, ele ama você, ele devia estar de cabeça quente quando te mandou para aquela clínica, e aquela menina maluca a Alícia ela é capaz de tudo para te ajudar.
Eu abracei minha mãe, claro que não era uma despedida, porque eu iria ver ela novamente.
Quando eu ia falar mais alguma coisa, um dos policiais me identificou, minha mãe me mandou correr e foi o que eu fiz.
Me escondi em um beco e pude ver que o policial cansou de me procurar, ao longe eu vi minha mãe algemada subindo no carro de polícia e indo embora. A primeira coisa que pensei foi em ligar para Alícia ela era a minha única ajuda neste momento, mas minha sorte não foi tanta quando percebi que o celular dela estava fora de área.
Então decide procurar ela na casa do amigo dela o Alex que ficava no outro lado da cidade, no meu pique eu ia chegar lá de madrugada, mas nada me impedia de buscar a minha inocência.
Cheguei na casa do amigo de Alícia já era quase dia novamente, eu já tinha usado minha bombinha para asma várias vezes, eu quase não conseguia parar em pé, então comecei a bater na porta mas ninguém atendia, comecei a chamar pela Alícia.
–ALÍCIA VOCÊ ESTÁ AI? ALEX? TEM ALGUÉM EM CASA?
Uma senhora saiu da casa ao lado.
–Meu filho isso são horas de fazer festa? não tem ninguém nessa casa não, o meu vizinho viajou, e a amiga dele foi junto.
Não sabia o que pensar, Alícia tinha ido embora?
–Obrigado senhora.
Bom naquele momento eu não tinha nada ao meu favor, minha mãe estava presa, Alícia me abandonou, o maluco quase me matou, nada mais fazia sentindo, o que me restava agora era ir em busca do meu destino, tentar convencer o meu pai que eu sou inocente, e era isso mesmo que eu ia fazer.
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