Desire to be loved
2 A idéia da fuga
O sinal tocou, era hora do intervalo, Lindsay já estava na fila da lanchonete com seu namorado, Michael. Quando Annabeth e Aslan chegaram lá, Christopher começou a reclamar:
–Epa epa! Mas tá furando fila? Não tem comida em casa não o galera?!
Aslan olhou para o garoto, e disse:
–Como é que é?
–Érrrr... Nada não, hehe, pode passar! — Respondeu Christopher amedrontado
–Eu gosto assim, haha! — Disse Annabeth
–Amiga, depois preciso conversar com você... á sós... — Cochichou Lindsay
–Ta legal, quando acabarmos de comer nós vamos para a pracinha, lá poderemos conversar em paz.
Lindsay olhou para a amiga, e deu um sorriso. Apertou a mão de Michael e cochichou:
–Tenho que contar para ela!
–O que?! Não acha que está muito cedo? Ela pode contar para a sua mãe, você não sabe, ela é a garota mais fofoqueira da escola! – Disse Michael
Lindsay pisou no pé de Michael, e gritou:
–Não fale assim da Ann! Ela é minha melhor amiga, eu confio nela, e precisamos contar para alguém antes de partirmos.
Annabeth olhou para a amiga, assustada, e pensou:
–"Partirmos"? Hmmm... será que eles estão pensando em... ah, não pode ser, Lindsay sempre foi muito correta, ela não fugiria de casa assim...
Ambas terminaram de comer, e foram para a pracinha. Lindsay olhava para Annabeth sem dizer uma palavra. Ann estava confusa, não sabia muito bem o que fazer. Lindsay disse:
–Ann...
E Annabeth ficou calada. Após alguns minutos de silêncio, a garota falou calmamente:
–Então é isso... você vai nos deixar?
–Meus pais não aceitam meu namoro com Michael, eles acham ele um mau caminho para mim!
–Mas e eu? E o Aslan?
–Não sei o que faço, estou confusa, não quero deixar o Michael, eu amo ele, e ele também me *SNIF* — Uma lágrima caiu dos olhos de Lindsay, ela continuou – e ele também me ama!
–Tem que haver alguma solução!
E novamente reinou o silêncio entre as duas garotas na pracinha, os ventos batiam forte, as árvores balançavam de um lado para o outro, folhas e folhas caindo no chão.
–Faremos assim, hoje você vai lá pra casa, e nós planejaremos como fugir.
–Nós? Isso quer dizer que...
–Sim, quero viver coisas novas, aventuras, não aguento mais ficar nessa rotina e Aslan só sabe me fazer estudar.
–Ele só quer o seu bem... assim como eu.
–É, eu sei, mas...
–Ann, vamos para a sala, o sinal vai tocar jajá, mais tarde nós continuamos a conversar! – Lindsay disse com um sorriso no rosto. Ela parecia estar animada, ao saber que a amiga iria fugir com ela.
Quando as garotas estavam indo para as salas, Jean parou Annabeth, dizendo:
–Annabeth, me desculpe a pergunta, mas, nós não somos primos?!
–Érr... Digamos que sim, eu já te vi algumas vezes na casa da vovó, mas a mamãe nunca me deixa interagir com o pessoal da sua família, só porque nossas mães são brigadas.
–O mesmo com a minha! Haha, mas quem diria, agora estamos aqui, conversando. – Jean sorriu para as garotas. Annabeth sentiu um frio na barriga, ela nunca tinha visto um sorriso como esse antes. Ela já não sabia mais o que falar.
–Então galera, hehe, vamos indo pra sala? Senão vamos perder o horário! – Lindsay disse, puxando a amiga.
–A gente se vê mais tarde, ér, Linda né? – Indagou o garoto.
–Não não, meu nome é Lindsay! Linda mesmo é a Annabeth!
Os três colegas deram gargalhadas, e foram para suas salas. Jean acompanhou Annabeth até a entrada. Ao chegarem na sala, Aslan cumprimentou o garoto.
–Vocês se conhecem? Já? Desde quando? Aonde se conheceram? – Annabeth estava um pouco nervosa, começou a gaguejar e a fazer algumas perguntas para os meninos. Aslan desconfiou um pouco...
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