Notas iniciais
Eu sei que prometi postar ontem, mas fiquei sem internet, desculpem ): O próximo capítulo tá prontinho e agendado pra amanhã (13/10) às 15:30. E o 5 já tá quase pronto também. To amando essa fic, gente, socorro ♥ Gente, não me matem, obg ♥ Beijos de gliter da Bea :*

O dia seguinte veio acompanhado por uma senhora dor de cabeça, mas isso não fez Pansy se arrepender, estava precisando relaxar. Demorou a levantar, encarando o teto e resmungando.

Já na cozinha, começou a preparar um suco de abóbora com alguns acenos da varinha, quando ouviu a maçaneta girar. Por impulso, largou a jarra de suco, que caiu no chão, e virou a varinha em direção à entrada, pronta para atacar, se fosse necessário.

Era Draco.

Abaixou a varinha e deu-lhe um sorriso culpado. Ele estava com as sobrancelhas loiras levantadas, assustado.

– Violenta.

– Não esperava que fosse você... São – ela olhou o relógio na parede – Draco, são onze horas! Não deveria estar trabalhando?

– Pansy – ele deixou as sacolas que carregava sob a mesa da cozinha e acariciou-lhe o rosto – hoje é sábado.

– Oh.

Ele riu, beijando sua testa e tirando as coisas da sacola. Suco de abóbora, torradas, bacon e ovos. Com um aceno de varinha, limpou o suco do chão e os cacos de vidro da jarra quebrada.

– Passei a noite aqui, no quarto de hóspedes. Como acordei mais cedo, pensei em preparar o café da manhã... Mas então lembrei que não sei cozinhar – ele riu, dando de ombros – mal de ter empregados a vida toda...

– Eu tive empregados a vida toda – ela riu, pegando os pratos – mas sempre gostei de cozinhar.

– Nunca cozinhou pra mim.

– Você nunca pediu. Aliás, você só aparece para transar.

A frase bateu em Draco como um soco. Ele empalideceu e seu lábio tremeu.

– Draco... – Pansy sussurrou, se aproximando.

Ele deu um passo para trás. Parte de Pansy se arrependeu, vendo o café que Draco havia preparado com tanta atenção, mas não era a maior. Sua maior parte estava cansada de ser usada como válvula de escape, e ela não tinha percebido isso até ontem. Pansy tinha de coragem o tanto que Draco tinha de covardice. Ela era decidida, mas ele fugia dos problemas. Talvez por isso nunca dariam certo.

As pessoas diriam que Pansy é covarde, mas somente com base em um episódio de sua vida: a 2ª guerra bruxa. Ela fugiu. Nunca se arrependeu. Não fugiu por medo, como os Malfoy. Fugiu por receio. Queria se preservar. Não era das melhores duelistas, e não tinha tomado um lado, também por preservação. Sabia que se Potter ganhasse, ela não seria presa por ter estado com Voldemort na guerra. E se Voldemort ganhasse, ela poderia se afiliar à ele, pois não tinha defendido Potter. Nunca o faria.

Não que ele merecesse ser infeliz com Astoria, Pansy nunca pensaria isso, nunca desejaria isso para ele. Mas ela também não merecia ser tratada daquela forma, quando seus sentimentos por ele estavam tão claros. Se perguntou por que não tivera coragem de fazer isso antes, mas a resposta simplesmente não vinha. Talvez ela estivesse se divertindo, e em meio à diversão, voltou a se apaixonar pelo Malfoy. Sim, isso fazia sentido. Ela queria que ele fosse feliz – afinal, não era isso o amor? Desejar a felicidade do outro? -, mas isso só aconteceria se ele mudasse alguma coisa. Inércia significa falta de ação. Sem ação, não há reação. A ação que ele deveria tomar era se divorciar de Astoria. Não por Pansy, e sim por ele mesmo. A reação seria a felicidade, com Pansy ou sem.

E a ação de Pansy foi jogar algo duro na cara de Draco. A reação foi ele ir embora.

– Não... Você está certa. Eu sinto muito.

E dizendo isso, foi embora.

Pansy deixou.

E essa foi a última vez que ela o viu.

Ou pelo menos pensou que seria.