Desespero, Pânico...

6 Capítulo 6 - Arco II - Recomeço


Notas iniciais
Consegui postar o capítulo! Outro capítulo irá sair hoje ou amanhã!

Acordei em uma cama, o quarto era todo branco. Eu ainda não conseguia ver direito, estava um pouco tonta. Uma silhueta de uma pessoa estava em cima do meu corpo, então me assustei e tentei me levantar. Foi aí que percebi que estava imobilizada. Minhas duas pernas estavam amarradas e meu tronco e braços pareciam estar reprimidos por uma camisa de força. Era um menino loiro, mais ou menos da minha idade. Ele tinha os olhos castanhos e estava me tentando dizer alguma coisa. Forcei os ouvidos e consegui dizer o que ele estava dizendo.

- Me desculpe, Eve. Não podia te trazer para outro local. Isso não é sua culpa, mas é necessário para o bem de todos. – Eu tentava gritar e protestar, mas eu não conseguia. Devia estar sob efeito de alguma droga. Ele disse que mais tarde voltaria para explicar tudo, que eu não devia me preocupar, ele iria me proteger. Isso me deixou um pouco mais calma.

Dormi um pouco pois estava muito cansada. Aquilo deveria ser algum tipo de hospital. Quando acordei, outro menino estava do meu lado. Tentei gritar, reconheci a sua presença. Ele vestia uma jaqueta de couro e seus cabelos eram pretos, mas ele não era menino, era Slender. Percebendo meu desespero, ele começou a rir.

- Então nos encontramos de novo Eve? Dessa vez você irá sofrer. Não poderá fazer nada parada como uma estátua. Eu matarei você e todos os pacientes desse lugar, assim vou poder voltar à minha forma original.

Ele tirou uma agulha do bolso e começou a passar em volta do meu olho. Ele ria quando minha minha cara de desespero, e começava a pressioná-la mais forte contra à minha pele. Quando ele estava quase furando meu olho, uma enfermeira entrou no quarto. Ela viu o que estava acontecendo e tentou tirar Slender de perto. Mas ele a derrubou no chão e começou a estrangulá-la, e depois enfiou a agulha nos olhos da mulher. Quando ele terminou de amassar a cabeça da mulher no chão, voltou sua atenção para mim, estava ofegante. Nesse instante o garoto loiro apareceu no quarto e pulou em cima do menino possuído por Slender. Consegui gritar, e falei para o garoto tomar cuidado. Mas ele era surpreendentemente forte, então ganhou de Slender rápido. O garoto possuído sibilava e seus olhos se tornaram pretos. Então ele começou a ter ataques epilépticos e em seguida desmaiou. Agora eu conseguia conversar, comecei a fazer milhares de perguntas para o menino dos olhos castanhos.

- Quem é você? Onde estou? O que aconteceu com a minha irmã? Por que ainda não estou em um lugar seguro? – Disparei mais um monte de perguntas mas ele simplesmente colocou os dedos nos meus lábios, pedindo silêncio.

- Me chamo Martin. Estamos em um hospício, mas esse é diferente. Os pacientes daqui são todos assassinos ou com tendências psicopáticas, por isso tome cuidado. Muitos pacientes são torturados, os que não foram, conseguiram fugir das garras do diretor, doutor Frank. Ele é mais do que um cirurgião maluco e fez qualquer tipo de atrocidade com os pacientes. Tirou seus órgãos para ver quando tempo conseguiam viver sem eles. Trocou os órgãos do pacientes e já chegou ao ponto de costurar a parte de trás dos corpos das pessoas, para criar falsos gêmeos siameses. Também misturou partes de animais com partes de humanos, um verdadeiro show de horrores. Mas não se preocupe, eu vou te proteger. Não confie em ninguém. Não entre em nenhuma sala, pois podem ser as famosas “salas de tortura” do prédio. A mais temida é a “sala do estouro”. O paciente é colocado em uma sala minúscula, revestida por caixas de som, que são aumentadas até o limite humano. Então, os tímpanos das pessoas são estourados.

Não tive tempo de fazer mais nenhuma pergunta. Tentei segurá-lo mas ele rapidamente saiu da sala. O golpe no dia anterior ( dia? não sabia quanto tempo havia passado) de Slender tinha me deixado paralítica da cintura pra baixo , provavelmente, porque não conseguia mover as pernas.

Eu fui idiota. Temia as torturas que poderia sofrer na sala, então comecei a rastejar e saí para o corredor. Vários presos começaram a me perseguir. Abri uma sala e entrei, desesperada. Quando se está desesperada, não tem tempo pra pensar. Então a voz de Slender ecoou na sala, perguntando se eu estava pronta para uma música. Um zumbido ensurdecedor começou a tocar.