Chovia.

Há quanto tempo estava sem ouvir…? Sem sentir. Minha visão estava turva, o corpo amolecido. Alguns solavancos me indicavam que eu estava nos braços de alguém, debaixo da chuva.

Eu estava pesada. Como eu estava pesada. Meus braços pesavam como chumbo e eu me perguntava como alguém estava suportando o peso deles e ainda sim, caminhando. Tinha a impressão de que havia acabado de acordar com uma dor de cabeça gigantesca.

Os sons voltaram como vozes distantes, porém de pessoas próximas.

— Eric, ABRA O PORTÃO! — Uma mulher vociferou.Não vai dar… — um homem próximo de mim murmurou.

Eu olhei para cima. A chuva borrava seu rosto, mas eu o reconhecia de alguns momento passado. Tinha longas tranças, a pele escura e molhada da chuva.

— Ah, não, não, não — disse ele, sacudindo-me. — fique acordada. Acordada!

Ele continuou a correr, me mantendo firme em seus braços. A dormência tomava conta de meu corpo. Uma serena sonolência se aproximava.

— Vamos Juan! — A voz feminina retornou, suplicante.

Um estrondo e sons altos confirmaram que havíamos caído no chão. A queda momentaneamente reativou meus sentidos. Havia grama e cheiro de terra molhada. A chuva descia em meu rosto, as gotas pendurando em meu nariz.

Meu corpo doía. Era desconfortável sentir. Fechei os olhos ao sentir o frio.

— Não vai dar — disse novamente o homem próximo de mim, Juan — Onde estão os outros…? — Sua voz era suplicante.

— Vou fazer uma conexão — disse uma terceira voz, masculina. Estava tensa.

— Eric, NÃO!— gritou novamente a moça. — Não!Não podemos perder ela — Disse Juan, próximo de mim.Não podemos perder tudo — disse Eric, decidido de si — vou conectar.

Meu corpo amoleceu com um tremor e eu cedi à escuridão.

Notas finais
Espero que gostem. Continuem lendo se tiverem gostado.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.