Notas iniciais
Leiam este capitulo com atenção, espero que gostam, antes de fazerem julgamentos quero deixar claro que pode parecer algo que já foi escrito por que já possuímos muitas historias baseadas em anjos e demônios, mas a minha e original se provendo dessas criaturas existentes. Lembrem que antes de criticar, tudo o que pode ser lido facilmente foi escrito com dificuldade e é isso. Boa leitura espero que gostem.

Muitas coisas acontecem numa noite de lua cheia, principalmente se o relógio marcar a meia noite. Os lobos uivam até virarem lobisomens, os morcegos viram vampiros, o vento sopra até que as folhas secas caiam, as marés sobem ate que os animais que moram nas margens dos mares e rios saiam de seus abrigos, as almas penadas saem em busca de salvação até serem ceifadas, os anjos saem em busca delas para ceifar las, e os demônios saem para matar de noite. Outras coisas acontecem a meia-noite também, as pessoas dormem, os casais românticos saem para se encontrar e jantar, os jovens depressivos reservam esse tempo para sofrer e se cortar, os malandros para se drogar, mas nada do que foi dito anteriormente importa, pois, irei lhe contar uma história em especial, que iniciou numa noite de lua cheia e acabou numa noite de lua vermelha.

Aquela noite não tinha nada em especial, apenas uma linda lua que brilhava no céu e ao seu redor tinha várias nuvens tingidas de azul-escuro, que combinava perfeitamente com o clima quente que reinava na cidade de Pernostinclin. Era o fim do verão, as arvores já se preparavam para o outono e já estavam a ficar com suas folhas num tom de vermelho quase seco, as águas do Lago Stone estavam completamente azuis e escuras refletindo o brilho da lua e os milhares de pontinhos de velas que se estendiam por sua margem mostrando a presença do restaurante Chines Min Jiang Kong. O restaurante se encontrava nas margens do rio, era um ótimo estabelecimento que já estava instalado ali por mais de duas décadas, apesar de ser um restaurante chinês ele serve outras comidas e é o melhor lugar na cidade para se marcar encontros maravilhosos e românticos. Naquele momento já era meia-noite e vinte minutos, e na mesa mais afastada das outras estava Rick, esperando pacientemente Elaine chegar, ele era um homem de 22 dois anos recém-formado em advocacia e estava num relacionamento sério com Elaine já tinha sete anos, ela era seu primeiro amor, e o único ate hoje, ele é o tipo de cara que sempre anda arrumado e cheiroso, cabelos bem penteados, roupas limpas sempre da última moda, ele é alto, olhos verdes, cabelos escuros, pele branca e lisa.

Eles já tinham marcado de se encontrar ali milhares de vezes, mas sempre dava errado. Isso irritava Rick, ele já tinha pedido para trocaram o champanhe três vezes porque ele precisava estar gelado para quando sua amada chegasse. E o garçom já estava irritado. Ele mesmo trocou as velas quando seu relógio marcou as meia-noite e meia, ele já estava meio bêbado devido as cinco taças de vinho que já havia tomado. E quando ele pensa em deixar o local, ele vê uma mulher alta de cabelos loiros na altura do ombro se aproximando, era Elaine, seu vestido branco estava em perfeita harmonia com o balançar das árvores. Ela se aproxima e limpa a garganta.

— Rick, eu não consigo mais, desculpa. — Ele a encara e percebe sua maquiagem borrada, ela esteve chorando. Ele não conseguiu entender e ficou calado observando os mínimos detalhes, e as pequenas expressões que seu rosto fazia. — Nos tentamos, foi bom enquanto durou. Não vou pedir um tempo porque seria covardia já que não sinto mais nada por você.

— Meu amor, você não está pensando direito. — Ele fala se levantando, se aproxima dela e pega em seu pulso esquerdo que estava morno e pálido. — As dificuldades sempre aparecem, nos podemos cuidar da sua doença juntos. — Ele a encara e solta seu pulso. — Voce está assim pela sua doença não é? Ela piorou?

— Não Rick, nosso relacionamento está morto, e eu estou apaixonada por outro rapaz. — Ela fala virando de costas e seguindo rumo para um pequeno bosque que existe nas margens do lago. — Tudo bem, quando quiser voltar estarei te esperando de braços abertos. — Ela escuta a voz rouca de Rick e segue rumo entre as árvores, ela escuta ele pedindo a conta com a voz melancólica como se fosse chorar.

Elaine chega no pequeno bosque e encontra o balanço que costumava se balançar quando era pequena, quando ainda não possuía consciência dos pequenos eventos da vida que se transformam em problemas, suas lágrimas de tristeza começam a cair, e o vento sopra frio declarando o início oficial da madrugada, ela pega sua bolsa, retira lenços e começa enxugar suas lagrimas, ela pega uma pequena folha de caderno e vê o pequeno poema que Rick tinha dado para ela meses depois de se conhecerem, ele não possuía erros ortográficos, pois ele tinha escrito com perfeita clareza e dedicado somente a ela, apesar de o papel estar velho e borrado ele trazia ótimas recordações. Não existia outro homem, ela só precisava amar a si própria para poder se disponibilizar a amar alguém de novo. Esse motivo parecia estúpido demais, e por esse mesmo ela inventou outra história, ela não queria terminar com Rick e isso deixava seu coração partido e sua mente congelada, outra rajada de vento frio bate em suas costas nuas devido ao vestido e ela sente seus ossos doerem. Ela escuta um barulho atrás dela, ela olha rapidamente para trás e vê apenas as folhas no chão sendo levadas pelo vento e a pequena trilha se tornando visível graças a luz da lua. O que ela não sabia era que eu estava ali, bem atrás dela, observando ela se deixar levar pelos sentimentos negativos e pensamentos depressivos, ela estava tão triste e isso dava um cheiro tão especial no ar. Eu deveria ter sido rápido, me alimentado de uma vez, sem mais delongas. E enquanto eu assistia minha presa apreciar seus últimos momentos de vida sobre a luz da lua e os beijos do vento, Rick chegou chorando na casa de Elaine.

— O que aconteceu cara? — O irmão de Elaine pergunta aflito. — O que rolou no jantar romântico no restaurante chinês?

— Ela terminou comigo Fernando, ela me disse que está apaixonado por outro cara. Eu não consigo entender, sempre dei tudo de mim para a nossa relação. — Rick fala enxugando suas lágrimas com a manga de sua camisa social.

— Onde ela está cara? — Fernando pergunta aflito.

— Ela entrou no bosque que fica nas margens do lago, aquele que da pra entrar pelos limites do restaurante dos Chineses.

— A lenda urbana! — Fernando fala ofegante pegando a chave da sua moto.

— Onde você vai Fernando? — Rick pergunta aflito. — Que lenda urbana?

— Fique aqui no apartamento, não mexa em nada. Eu vou atrás de Elaine.

E ele sabia do que estava falando, ele sabia da lenda dos Desenjers, um mortal sabia o segredo das divindades. Eu não contava com isso. Desci dos galhos da árvore na qual me encontrava e lentamente suavizei minha aparência, as cicatrizes em meu rosto desapareceram, meus olhos escuros se tornaram claros e minhas pequenas asas rasgadas desapareceram. Elaine estava a se lamentar deixando lágrimas e mais lágrimas caírem, eu toquei em seu corpo e ela desmaiou, pequei ela em me colo e comecei a minha refeição, sangue humano, a alma humana, tão pura e inocente. E tão cedo tão preocupada com eventos amenos. Tão patéticos, tão deliciosos, cegos pela falsa concepção de impureza.

— Achei que não podíamos caçar tão na margem assim Urar, e se outros humanos nos virem? — Uma mulher de pele pálida e fria, alta e de presas a mostras com uma grande capa preta fala se aproximando de Elaine seu nome e Estela. Rapidamente me esquivo e trago Elaine pra mais perto de mim. — Saia! Ela é minha presa.

— Ora, ora, ora. Pega lá deve ter sido moleza, olha só a expressão facial de pavor e tristeza. — A mulher fala rindo olhando para o restaurante, para bem distante, para a entrada em específico. Os vampiros diferentes de mim um Desenjer, podiam enxergar a longas distâncias.

— O que você está vendo? Tem pessoas vindo? Quem? — Pergunto em desespero porque não posso abandonar uma pressa que ainda não teve toda sua alma sugada.

— Sim, humanos, vários deles, parecem armados. Sabemos como os brinquedos deles doem. Vamos Urar, não queremos um conflito, sabemos o que Kar pode fazer conosco, largue sua presa, ela vai morrer naturalmente, humanos são burros, concluirão que morreu de infarto.

E foi assim que eu e Estela saímos do bosque entramos na floresta, largando Elaine para morrer. Esse foi o primeiro erro de uma serie de eventos que desencadearia na minha morte. Pulando entre as árvores saímos da floresta e me separei de Estela. Os humanos chegaram no bosque e Fernando tomou a frente correndo para pegar a irmã. Ele toca sua pela e sente sua pel fria, ele coloca sua cabeça sobre o coração de sua irmã e vê que ainda está batendo.

— As batidas, estão muito fracas, corram, chamem uma ambulância! — Ele fala gritando e abraçando forte a sua irmã. Depois de 20 minutos a ambulância chega, e a calmaria se instala novamente no bosque. Agora a agonia se encontrava no hospital, a cidade era pequena e como a segurança pública era bem elevada, havia poucos pacientes no hospital.

Fernando já havia explicado tudo por mensagem para Rick que quando soube ficou triste, os médicos concluirão que devido ao frio inexplicável que estava fazendo numa madrugada de verão ela pegou uma hipotermia, ela ficaria inconsciente por no mínimo quarenta e oito horas. Fernando olha para sua irmã deitada na maca, se levanta de sua cadeira e sai do quarto. Ele entra na ala alimentar onde se contra uma lanchonete e pede um cachorro quente com chocolate gelado. Depois de pegar seu pedido ele paga e se direciona de volta para o quarto onde sua irma se encontra.

— Ei moço! — Uma faxineira chama sua atenção. — E proibido comer dentro dos quartos dos pacientes, termine sua refeição aqui fora e depois entre. — A mulher termina de falar e vai embora empurrando um carrinho amarelo cheio de produtos de limpeza.

Fernando se senta num banco no mesmo corredor e quando vai dar a primeira mordida, do seu lado aparece um idoso em pé segurando seu suporte de soro.

— Posso me sentar com você? — A voz do idoso sai rouca e trêmula. — È que dentro do meu quarto a central deixou ele muito frio, vim aqui pra fora para me aquecer um pouco, se bem que a noite esta fria também. — Fernando permanece calado e o idoso se senta. — Quem esta doente da sua família aqui?

— Como você sabe que é da minha família?

— O olhar de um homem diz tudo. — O idoso fala rindo de leve. — Escute meu filho, a doença de sua irmã não é uma doença terrena, mas sim espiritual. — Fernando pisca por um segundo e o idoso desaparece.

Fernando olha para o fim do corredor e não vê nada, mas ali, naquele mesmo corredor, Elaine estava olhando para ele sorrindo.

Notas finais
Comentem se gostaram por favor. Se tem critica comenta. Viu algo que não gostou, ou alguma palavra errada, comenta também que estarei lendo tudo com atenção.