Notas iniciais
É.. Eu demorei né? hehe n.n eu explico o porque nas notas finais
Betado e revisado.. Desculpe os erros, aproveitem esse capítulo lixoso.

Assim que fechou o portão de sua casa, espreguiçou-se. Naquele dia teria que ir ao trabalho de ônibus, Lavi estava de folga, mas mesmo assim queria levar Allen, coisa que não aceitou; quando finalmente o ruivo teria tempo para descansar, iria acordar cedo para levá-lo? De jeito nenhum. Recusou prontamente. Porém torcia em pensamentos para que não se perdesse no caminho, teria de seguir à risca o mapa que Lavi fez para ele.

Acordou um pouco mais cedo para poder ir à cafeteria de Jeryy, queria tomar o delicioso café da manhã do indiano. Cantarolava uma música qualquer enquanto caminhava, segurando a alça da bolsa como de costume. Ao chegar ao seu destino, um sorriso imenso se abriu em seu rosto. Entrou sem hesitação, partindo logo para o balcão.

– Olá, Jeryy-san! – Cumprimentou-o.

– Ahh! Allen-chan, meu gatinho! Como está? Hm? – Jeryy apoiou-se no balcão, olhando atentamente ao garoto à sua frente.

– Estou bem. – Deu uma risadinha.

– E o que vai querer, querido? Preparo o que desejar! – Sorria ao ver o albino pensativo, aguardando sua resposta.

– Estava com vontade de comer torta de limão!!! – Disse animado.

– Vai querer a torta inteira? – O cozinheiro conhecia bem o apetite do mais novo, e adorava o fato de que ele apreciava sua comida, tornando-o seu cliente favorito.

– Metade… Não estou com muito dinheiro hoje. Ah, e um capuchino. – Deu uma risadinha nervosa.

– Porque não me disse antes?! Leve a torta toda e só pague metade!

– Não! Não precisa disso! – Tentava a todo custo negar, envergonhado.

– Não aceito um não como resposta. – Saiu em direção à cozinha. – Vá sentar, te levo lá, docinho.

Rindo baixinho, Allen olhou em volta, de manhã até que era bem movimentada a cafeteria; fez um bico ao ver que não tinha mesa disponível. Teria de levar a torta para o trabalho.

– Ei, moyashi! – Reconhecia aquela voz; procurou de onde ela vinha, até avistar sua musa lhe olhando, sentado numa mesa ao lado da janela, bem no fundo da cafeteria. – Pode se sentar aqui.

– Obrigado. – Sorriu para o moreno, sentando-se de frente a ele.

Permaneceram em silêncio; Kanda bebericava seu chá, enquanto via algo em seu celular, e Allen, sem que o outro percebesse, o desenhava. Havia mesmo pego gosto por isso, o moreno sempre lhe aflorava ideias e inspirações, pois, ao mesmo tempo em que tinha essa postura rígida e séria, tinha um semblante calmo, feições belas e, em raros momentos, adquiria até mesmo uma expressão serena.

Não demorou muito para Jeryy aparecer com a torta e o capuchino de Allen, deixando Kanda surpreso ao ver que ele a comeria inteira. “Mas como?”, era o que se perguntava, o albino era pequeno e magro, como conseguiria comer tudo isso? Olhava atentamente para Allen, que se deliciava com o segundo pedaço de torta; Jeryy havia cortado, facilitando para o albino comer. De forma inconsciente, fitava fixamente quando Allen lambeu os dedos, saboreando o doce. Virou o rosto assim que percebeu o que fazia, tomando o resto do seu chá.

– Cadê o usagi? – Apoiou o rosto na mão, fitando Allen.

– Hm? O Lavi? Ele está de folga hoje… – Respondeu após engolir, tomando um pouco de seu capuchino.

– Vai para a Ordem como? – Arqueou a sobrancelha.

– De ônibus! – Pegou o ultimo pedaço da torta, mordendo-a em seguida, percebendo que Kanda lhe encarava atentamente. – Nossa, que falta de educação a minha! Você quer um pedaço? Está me olhando aí…

– Não gosto de doces. – Virou o rosto para a janela.

Allen piscou algumas vezes fitando Kanda, mas deu de ombros, voltando a saborear sua torta; tomou o resto do capuchino e, assim que terminou, levantou-se indo ao balcão, pagou e se despediu de Jeryy. Quando se virou, não mais viu sua musa à mesa, olhou para fora através das portas de vidro: Kanda estava encostado em um carro preto; ao sair, o moreno lhe avistou, Allen pendeu a cabeça para o lado levemente, mostrando-se confuso diante dele, porém lhe dirigiu um sorriso e, quando se despediu, tivera sua mão agarrada e fora jogado para dentro do carro.

Olhou ainda mais confuso para Kanda quando ele entrou no carro também. O moreno não disse nada, apenas colocou o cinto, a chave na ignição e deu a partida. Allen pôs o cinto igualmente, virando o rosto para frente. Bem, pelo que parece, Kanda o levaria ao trabalho.

O caminho foi regado em silêncio, Allen sabia que se o deixassem começar a falar, não pararia e, com certeza, isso irritaria Kanda. E irritá-lo era algo que não queria de jeito nenhum.

Ao chegarem à Ordem, se separaram; Allen, antes de ir ver Komui, agradeceu pela carona. Pensativo, caminhava pelos corredores. Quando tivesse folga iria passar a noite na casa dos seus pais, suas irmãs ligaram para ele cobrando uma nova visita, as levaria ao shopping; marcaria um almoço com Lavi, e hm… Tinha de pensar bem no que mais faria. Ah, tinha que arrumar as fotos que conseguiu com Komui em algum lugar, tinha que fazer uma faxina em casa, arrumar o armário onde estão os cadernos e pastas com desenhos e fotos. Levaria a câmera Poraloid para o conserto e…

Parou abruptamente olhando para os lados. Não estava reconhecendo aquele corredor… Onde estava? Bateu sua mão contra a testa, se xingando. Seu belíssimo dom de se perder em qualquer lugar; já estava há uma semana e meia na Ordem, estava demorando até que isso acontecesse, se bem que nunca havia se perdido nesse tempo porque Lavi estava com ele. Choramingou ao ver que em nenhuma parte do corredor continha informações de onde estava: o jeito era andar por aí até achar alguém.

Abaixou a cabeça em desanimo, devia ter prestado mais atenção no caminho que fazia quando estava com Lavi. Abria porta por porta, quase todas vazias, outras contendo poucas coisas. Entretanto nenhuma viva alma. Perguntava-se o porquê de Komui ter feito uma companhia tão grande.

Estava há dez minutos, ou mais, nessa; até que em uma das portas ouviu barulhos estranhos e vozes… Um sorriso brotou em seu rosto, prontamente correu para onde vinham os sons, abriu a porta depois de bater e ninguém responder. “Devem estar ocupados.”, pensou.

– Com licen… ça…

Travou de onde estava. Seus olhos se arregalaram, Allen permaneceu estático, não acreditando naquilo que via: Komui e seu secretário, Reever, estavam… Estavam… Fechou a porta rapidamente, sem fazer barulho; recostou-se nesta. Passou a mão pelo rosto, suspirando. Acabou vendo o que não deveria e ainda por cima continuava perdido, não podia atrapalhar Reever nem Komui no... No que estavam fazendo.

Afastou-se da porta, decidido a procurar por alguém naqueles corredores. Talvez fosse melhor ligar para Lavi e pedir as instruções de como chegar num lugar mais habituado, já que no momento Komui estava “ocupado”. Quando fechou os olhos por um instante, bateu em alguma coisa grande e maciça. Esfregou o nariz pensando no quão burro era para trombar com a parede. Abriu os olhos, se deparando com um homem… Um grande homem.

– Ahh, meu Deus!! Finalmente achei alguém por aqui!! – Abraçou o homem, quase aos prantos de felicidade; logo percebeu o que fazia quando este soltou uma risadinha. Corando, Allen o largou.

– Está perdido? – Ouviu a voz calma do homem, agradecendo por ele parecer gentil.

– Sim… Eu ainda não estou acostumado com esses corredores, sabe? Estou sempre acompanhado de um amigo meu, mas hoje ele está de folga. – Choramingou.

– E qual seu nome?

– Allen Walker. Sou o novo fotógrafo. – Sorriu a ele, erguendo a vista a fim de ver seu rosto.

– Sou Noise Marie. O harpista.

– O quê? Aquele harpista cego? – Perguntou surpreso, um sorriso imenso se abriu em seu rosto ao vê-lo confirmar. – Uau!! Meu pai é um grande fã seu, até me arrastou para ver um concerto com ele. Você é impressionante!

– E porque acha isso? – Disse após dar uma risada.

– Ora, não é todo dia que se vê um cego tocando harpa. Acho realmente impressionante, pessoas que passam por cima de suas dificuldades e mostram de que são capazes de qualquer coisa! – Continuava a dizer com animação.

– Acha mesmo isso? – Se Marie enxergasse algo, poderia se dizer que ele encararia Allen fixamente.

– Claro! Não acho que só porque é deficiente visual é incapaz de fazer algo. Pessoas especiais como você devem mostrar ao mundo de que não são diferentes de ninguém, que conseguem fazer as mesmas coisas, igual, ou até melhor. É o que eu acho. – Falou sério e com convicção, coisa que fez Marie sorrir.

– Gostei de você garoto. Quer uma ajuda para se “encontrar”? – Soltou uma risada.

– Sim! Oh Deus, você é muito legal, Marie. – Allen fingia que chorava, fazendo Marie rir mais.

~K.A.~

Lenalee e Allen tomavam café na pequena lanchonete que havia dentro da Ordem, o albino contava que se perdera naquele monte de corredores, o que fez a chinesa rir.

– Lavi havia me contado desse seu “poder” de se perder. – Lenalee comentou entre as risadas.

– Não ria! É sério, por que um prédio tão grande? Tem certeza que é necessário tudo isso? – Allen resmungou, cruzando os braços e se escorando na cadeira.

– Ah é, pelo que parece, meu irmão vai se unir à outra companhia… – Allen balançou a cabeça compreendendo.

– Pelo menos Marie me salvou. – Disse em um murmúrio, tão logo sua atenção foi tomada por “certo” moreno, que passava rapidamente pelos corredores, e sua expressão não era das melhores.

– Aconteceu de novo, pelo jeito. – A morena indagou mais para si mesma do que para Allen, olhando com pesar à direção que Kanda havia tomado.

– O que?

– Ah, você não sabe? – Allen a fitou duvidoso. – É que-

– Srta. Lee, Komui à chama em sua sala. – Uma moça parou em frente à mesa.

– OK. Depois de te conto, Allen. – Lenalee acenou para ele, saindo do recinto com a mulher.

Ainda curioso, Allen a observou sair. Dando de ombros, terminou seu café, designando-se ao trabalho em seguida. Levantou-se da mesa, jogando o copo térmico no lixo; saiu em passos calmos até o estúdio, encontrando Kanda, o qual se encontrava sentado em uma cadeira, massageando as têmporas. Antes mesmo que pudesse falar algo, outras pessoas chegaram à sala. Desistindo, foi arrumar o estúdio para a sessão.

~*~K.A. ~*~

Foi, realmente, de última hora. Desculpe por isso filho. – Sarah fala ao telefone.

–- Não se preocupe, mãe. Só que as meninas vão ficar um tempo sozinhas assim que saírem, trabalharei até mais tarde hoje.

Tudo bem. Quando chegar em casa nos avise, assim poderemos ficar mais tranquilos.

– Ok, mãe. Bom jantar para vocês.

Se cuida, filho. Te amo. – Um beijo fora ouvido do outro lado da linha, Allen riu.

– Também te amo, mãe.

Finalizou a ligação, encarando a tela do celular. Ao que parece, seus pais foram chamados para um jantar entre amigos, só que um pouco “fora de hora”, então não tinham como falar com outra pessoa pra cuidar das gêmeas, por isso sua mãe ligara. Sorriu; com certeza as duas estavam animadas com isso. Guardou o celular no bolso, voltando ao trabalho.

Teria de mandar uma mensagem para Lavi mais tarde, tinha de avisá-lo que passaria a noite na casa de seus pais, seria mancada com o ruivo fazê-lo ir à sua casa para depois dizer onde estaria… Bem, essa só seria mais uma mancada pra lista. Realmente, como Lavi ainda podia ser seu amigo? Ele é uma grande pessoa para aturar tudo isso. Riu com seu pensamento. Na verdade, ele é um grande idiota.

Adentrou a sala, vendo o pessoal já se preparando para a sessão; foi até a mesa onde estava seu equipamento, mexia em sua câmera até ouvir Lenalee entrar, sorriu para a morena, logo estava tudo pronto.

~K.A.~

Assustou-se ao ver a hora, já eram 23h15min, precisava correr se quisesse pegar o ultimo ônibus que lhe servia. Arrumou rápido suas coisas, se despediu de Lenalee e saiu do prédio correndo: pra chegar ao ponto e ver que seu ônibus havia acabado de sair.

Praguejou contra seu azar, segurou bem sua bolsa. Talvez devesse pedir para Lavi busca-lo, essa hora a rua estava muito perigosa e seu azar colaboraria mais ainda para que algo acontecesse consigo. Se bem que… Lavi já deveria estar dormindo a essas alturas, ele tem o poder de dormir a qualquer hora e com certeza não desperdiçaria a oportunidade de tirar um bom sono, já que estava de folga. Allen não queria incomoda-lo apenas por uma trivialidade como essa.

Teria que dar um jeito de ir para casa assim. Pedia sorte em seus pensamentos, começando a caminhar em passos rápidos, mordeu o lábio inferior. Estava apreensivo. Tal situação não estava nada legal. O que faria se algum estuprador aparecesse? Seu rosto um pouco afeminado, estatura baixa o faria parecer uma garota com toda a certeza! Não conseguiria agir porque é fraco, e seu braço esquerdo não exerce grandes movimentos. O que faria?

Ou se viesse um ladrão! Com certeza acabaria morto em pouco tempo só de tentar fazer algo… E se ele só pegasse sua bolsa e saísse correndo? Seus desenhos do Kanda estavam ali! Não podia permitir isso… Segurou com mais força a bolsa contra seu corpo. Poderia aparecer algum assassino também! Aí sim não teria a mínima chance!

O que é que estava pensando? Só de imaginar tudo isso lhe dava mais medo ainda! Era um idiota, com certeza, mas não podia deixar esses pensamentos de lado, não mesmo!

Seu corpo inteiro congelou quando sentiu uma mão em seu ombro, pouco depois deu um grito, afastando-se do estranho, antes que pudesse correr, ele segurou seu braço.

– Ei, moyashi! Você é louco? Não tava me ouvindo te chamar não? Idiota. – Era Kanda, que lhe olhava completamente furioso.

– De-Desculpe, Kanda! Eu… Eu tomei um susto! – Continha-se para não abraçar o moreno.

– É. Eu percebi. Meus ouvidos ainda doem, sabe? – Disse com descaso.

– Desculpe. – Abaixou a cabeça, corado.

– Tch, anda, te dou uma carona. Perdeu seu ônibus, é? – Caminhou até o carro que estava estacionado de qualquer jeito, prova de que Kanda saíra correndo na esperança de alcançar Allen.

– É... – Suspirou. – Sou azarado.

Kanda riu soprado. – É um grande “moyashi” mesmo. Estava com medo, é? – Zombou de Allen entrando no carro.

– É claro que sim! E é Allen! BaKanda! – Após colocar o cinto, cruzou os braços emburrado.

– BaKanda?

– É. Você me chama de moyashi, eu te chamo de BaKanda. Estamos quites.

Kanda deu de ombros por aquele momento, Allen lhe deu as coordenadas de como chegar à casa de seus pais. Como se o episódio da manhã se repetisse, o silêncio dominava o veículo, a única diferença, contudo, era que o albino encarava o moreno fixamente, sem nem ao menos perceber. Gravava os traços fortes daquela figura que ficou ainda mais bonita com o brilho noturno, os cabelos negros soltos dançavam com o vento que entrava pela janela, os olhos frios e sérios, que não saíam da estrada, os lábios finos e retos, totalmente atrativos, as mãos fortes e grandes que seguravam com firmeza o volante. Ah, precisava desenhar assim que chegasse em casa.

De tão perdidos em pensamentos que estava, nem percebeu Kanda lhe observando pelo canto do olho, um sorriso pequeno se formou em seus lábios. Esse garoto é completamente interessante, pensou. Allen não se jogava aos seus pés, nem queria sua atenção toda hora, ele simplesmente... Olhava. O maior achava tal mania um tanto “estranha”, porém não deu muita atenção. Cogitava sobre garoto ser como os outros fotógrafos que entraram na Ordem, os quais lhe faziam propostas completamente pervertidas e frequentemente lhe assediavam depois… “daquilo”. Sua expressão se fechou na hora.

Perdeu a conta de quantas vezes Komui demitiu, ou simplesmente mandou-os para outros setores, para que não tentassem mais nada com ele. Suspirou. Não tinha que ficar pensando nisso… Se Lenalee soubesse, provavelmente ficaria enchendo seu saco toda hora, aquela mulher irritante.

Estacionou em frente à casa indicada por Allen; o albino soltou o cinto, saindo do carro, deu a volta e parou em frente à sua janela.

– Obrigado pela carona, Kanda. Realmente me salvou. – Sorriu sem jeito, colocando uma mecha de seu cabelo atrás da orelha.

– Fala pro usagi fazer o trabalho de motorista dele direito. – Allen riu, colocando a mão sobre os lábios.

– Ah, ele estava de folga, né. Não iria incomodá-lo. – Deu seu sorriso genuíno, tão brilhante que Kanda pensou que poderia ficar cego só de olhar.

– Já que está entregue, estou indo. Tchau, moyashi, até amanhã.

– Tchau, Kanda. Cuidado ao ir pra casa. – Afastou-se, acenando para o moreno, que logo deu a partida no carro, sumindo de sua vista.

Dessa vez não esqueceu onde estava a chave da casa de seus pais; tomou-a em sua bolsa, abrindo o portão e a porta em seguida, trancando-as respectivamente; assim que entrou, deparou-se com suas irmãs lhe olhando… estranho.

– O que foi? – Arqueou a sobrancelha.

– Quem era o homem dentro do carro? – Perguntou Anna.

– Hã?

– É o seu namorado? – Alexa questionou, trocando olhares com Anna, as duas davam risadinhas suspeitas.

– Mas do que estão falando? Ele é meu colega de trabalho, me deu carona até aqui. Estão loucas que nem a mamãe.

Olhou para elas interrogativo, dando de ombros de imediato. Deixou a bolsa em cima do sofá e foi pegar o telefone a fim de ligar para sua mãe avisando que havia chegado. Após finalizar a ligação, ergueu o celular, mandando uma sms para Lavi.

Foi para seu quarto carregando sua bolsa, apesar de já não morar mais com seus pais, eles deixaram tal peça intacta, afinal, vivia passando noites ali. Colocou a bolsa em cima da escrivaninha, sentou-se na cadeira, pegou seu caderno e, sem demora, começou a desenhar a bela imagem de Kanda que estava em sua cabeça.

Ele é realmente uma obra de arte. Uma figura tão bela e independente. Sorriu enquanto iniciava um novo desenho, esse vindo de sua imaginação mesmo. Será que teria a oportunidade de ver Kanda sorrir? Bem, isso não parecia ser um feitio do mais velho, afinal, todo aquele porte sério não combinaria com uma pessoa sorridente. Então, podia presumir o óbvio. Mas… Ainda achava que Kanda ficaria muito bonito sorrindo, mesmo que fosse um sorriso pequeno.

Pelo que ouvira de todas as pessoas da Ordem, Kanda é uma pessoa muito assustadora e não se importa com ninguém além de si mesmo… Talvez ele só quisesse mostrar isso às pessoas para manter-se afastado. É, poderia ser. Porém já estava simpatizando com o moreno e esperava de todo coração que Kanda se tornasse um amigo seu. Sorriu com esse pensamento.

É. Faria Kanda ser seu amigo… Ou não se chamava Allen Walker.

Notas finais
E ai? Completamente lixoso né? Ai, eu sei ;A;
Bem, a razão pela demora foi o simples fato de que de jeito nenhum eu conseguia escrever o resto do capítulo, eu travei depois que o Allen falou com o Marie ;; aí ficou esse lixo.
Enfim, vou tentar não demorar com o próximo e com a Akai.
Só tentar mesmo, do jeito que eu to com essa preguiça e falta de inspiração, ta foda.
Chega de papo.
Reviews? Eles são lindos sabe, adoro recebe-los.
E obrigado pelos do capítulo passado~
Vou tentar fazer o próximo melhor!
Até.