Desejos libertos

32 O desejo sem limites


Notas iniciais
Oi pessoas. Desculpe pela demora em postar. Eu demorei porque atualizei a Você quer ser meu? e eu estou bem empolgada com essa fic, estou apaixonada pelo Alois! E ainda fiz mais uma oneshot de Ao no exorcist. Mas a realidade por eu ter demorado tanto com a Desejos foi o bloqueio criativo que eu tive. Desculpe! O capítulo tá meio parado mas foi o que eu consegui. Espero que gostem.

POV Ciel

Acordei dolorido por causa da noite tórrida que eu tive com o Sebastian, minha ideia inicial era fazer ele sentir dor, puni-lo por me ignorar durante todo o dia, para só depois nos entregarmos ao prazer mas foi tolice minha até porque era uma mentira — eu estava morrendo por dentro, querendo desesperadamente o Sebastian. De todo modo, pelo jeito, ele gostou de tudo o que eu fiz, incluindo as mordidas.

Quando acordei ontem, eu não sabia o que tinha acontecido comigo, para mim aquilo que eu tive naquela manhã foi um pesadelo, o pior pesadelo que eu tive na minha vida toda, todos os acontecimentos que marcaram a minha existência vindo um após o outro. As mortes, as torturas, sequestros, perdas… tenho certeza que devo ter gritado mas de algum modo eu sentia que não estava sozinho, apenas não conseguia acordar daquele terror. Então no final, logo antes de recuperar a consciência, vieram as lembranças dos momentos bons e todas elas tinham a ver com o Sebastian: ele me provocando, rindo para mim, o nosso primeiro beijo e a nossa primeira vez — o quanto eu estava nervoso e ainda me enganava achando que eu estava apenas pagando uma aposta mas que na verdade eu estava satisfazendo os meus desejos assim como ele — todas as nossas noites juntos depois disso, os abraços, os beijos, as entregas, as conversas no meio da noite abraçados na cama, o jeito que ele tirava o meu fôlego e fazia eu me perder …

Recuperei a consciência nos braços do Sebastian que me segurava como um bebê e nunca tive tanta certeza de que era ele quem eu queria passar o resto da vida quanto naquele momento, porque não era somente sexo era algo mais, algo grande, algo que eu não achava possível um demônio sentir, mas desde que nosso relacionamento começou, Sebastian me provou que eu estava enganado e muitas vezes, ele parecia mais humano do que eu.

E junto com essa certeza veio junto um desejo estrondosamente enorme pelo meu namorado demônio. Um fogo que me queimava e me sufocava, uma vontade avassaladora de me entregar a ele, mas quando eu abri meus olhos ele se preparava para sair do quarto e mesmo quando eu o chamei e pedi que ficasse comigo, eu não ganhei o beijo que eu tanto queria.

Descobri que o pesadelo, na verdade, foi eu recuperando a memória e a distância que eu senti por parte do Sebastian começou a fazer sentido. Eu devia ter ficado uma criança insuportável e ele deve ter se cansado, ou apenas perdido o interesse em mim.

Aquilo me machucou, porque eu nunca tinha estado tão apaixonado por ele como naquele momento e olha que há muitos meses ele tem sido o dono do meu coração, alma e corpo. Esperei o dia inteiro por uma demonstração de carinho, afinal trabalhamos o dia inteiro no escritório mas ele se manteve distante. Me lembrei de todas as vezes que a gente se agarrava no sofá do escritório e acreditei naquele momento que aquilo tudo era passado.

Então à noite, quando eu vi ele indo embora, eu tive a certeza que tudo estava acabado entre nós. Nem estávamos mais dividindo a mesma cama, quer dizer, ele sabia que eu tinha voltado, que era eu, o antigo Ciel de volta, porque então não se deitava ao meu lado?

Tive a certeza que se eu não fizesse nada naquele momento, não faria nunca mais porque não teria coragem de tentar quebrar a barreira que estava se formando entre nós e correr o risco de ser rejeitado. Então fiz ele se aproximar de mim e o puxei para um beijo. Quando ele correspondeu, o beijei com todo o desejo que eu tinha guardado. Libertando toda minha paixão por aquele demônio irresistível.

Então nós fizemos amor, violento e intenso, que me deixou suado e sem fôlego. Quando acabou, eu ainda tinha abstinência de Sebastian, meu corpo ainda gritava pelo corpo perfeito dele e nós fomos para uma segunda rodada. Dessa vez, consegui aplacar um pouco da minha fome e dormimos abraçados.

Acordei no meio da noite, queimando de desejo de novo, olhei para o lado e Sebastian dormia. Eu sei que era um sono leve — ele não precisa dormir — A noite estava quente e ambos estávamos descobertos, o edredom jazia no chão e os lençóis estavam embolados no final da cama. Fiquei admirando seu corpo nu, a luz da lua entrava pela janela que tinha ficado aberta e deixava o quarto na penumbra; o contraste de claro e escuro delineava perfeitamente o corpo do demônio, ressaltando seus músculos definidos, as saliências dos ossos dos ombros, clavícula, as últimas costelas e quadril. Ressaltava também certa parte anatômica dele, seu membro não estava ereto é claro, mas isso não me impediu de salivar imaginando ele na minha boca.

E por que imaginar se eu poderia saboreá-lo?

Levei minha mão até ele e o segurei, estava flácido é óbvio mas eu comecei a manipulá-lo, massageando-o e logo ele começou a endurecer. Olhei para o rosto do Sebastian para ver se tinha acordado, mas ele continuava dormindo. Continuei masturbando-o e percebi que mesmo durante o sono sua respiração se acelerou e então quando ele estava duro o coloquei na boca.

Comecei a chupá-lo sem pensar no que eu diria quando ele acordasse e me visse fazendo isso. Mas não me importei, naquele momento eu apenas queria sentir o pênis de Sebastian na minha boca, saborear o seu gosto e sua rigidez e sentir a ponta batendo no fundo da minha garganta. Aquilo estava me excitando demais e se ele não acordasse logo eu iria montar em cima dele e dar um jeito no meu fogo por mim mesmo. Comecei a me masturbar tentando alcançar um novo nível de prazer e foi assim que Sebastian acordou.

Eu conheço bem o namorado que tenho, é claro que ele ia me tomar me vendo naquele jeito e ele não me decepcionou. Deitou-se sobre mim e entrou, enterrando-se profundamente e me levando à loucura.

O problema é que depois que tomamos um banho e Sebastian trocou as roupas de cama, o meu fogo estava aceso novamente e eu queria mais.

Infelizmente ele não se mostrou tão animado mas eu tinha um plano, assim que ele dormisse eu o atacaria mas ele cortou a minha onda e eu tive que dormir.

Então hoje, quando acordei com o corpo dolorido, me encontrei sozinho na cama, virei-me para o lado e abracei o travesseiro: tinha o cheiro do Sebastian. Aliás os lençóis tinham o cheiro do Sebastian, meu corpo tinha o cheiro dele. Me excitei pensando no meu namorado e inconscientemente deslizei as pontas dos dedos pelo meu peito, sentindo um misto de cócegas e tesão quando as unhas passavam suavemente pelo meu mamilo, escorreguei mais para baixo pelo meu ventre e cheguei ao meu membro que ameaçava dar sinais de vida.

“Queria ele aqui” — pensei — “Por que raios Sebastian não podia se levantar junto comigo?”

“Ah sim, porque ele diz que não é admissível para o mordomo do Phantomhive acordar junto com o seu senhor”.

“Ele é muito teimoso!”

Enrolei meus dedos no meu membro e comecei a me masturbar, estava gostoso mas não era isso que eu queria, era Sebastian. Desisti.

Me sentei na beirada da cama, meus pés não tocavam o chão pois a cama era alta. Passei os dedos no meu cabelo, desanimado, tentando desfazer os nós dos fios, resultado por eu ter dormido com o cabelo molhado na noite anterior.

Sebastian entrou no quarto. Abrindo a porta devarinho, decerto achava que eu ainda estava dormindo mas assim que me viu acordado, se locomoveu na velocidade normal indo em direção à janela para abri-la.

_Bom dia — Sebastian abriu as cortinas e o quarto foi tomado pela luz matinal.

_Bom dia — cumprimentei.

Pulei da cama, vesti um roupão pois ainda estava nu e me encaminhei para o banheiro, no caminho dei um selinho rápido nos lábios dele.

Fiz a higiene matinal e quando voltei, Sebastian me esperava com minha roupa.

_O que tem para o desjejum?

_Bolo inglês e chá do Ceilão, tortilhas de presunto parma e pão doce.

Tudo aquilo era gostoso mas meu estômago queria algo mais doce.

_Ainda tem profiteroles?

_Alguns.

_Vou querê-los.

Fiquei em pé na sua frente e Sebastian abriu meu roupão o tirando pelos braços, aproveitou para acariciar meus ombros. Ele me vestiu e eu o abracei pela cintura, ele me enlaçou pelos ombros, ficamos assim alguns minutos, então ele se ajoelhou e eu o beijei, aproveitando que a diferença da nossa altura não era tão grande com ele assim.

_Tudo bem? — me perguntou afastando um pouco meus cabelos do meu rosto.

_Sim. Mas nós podíamos ficar um pouco mais na cama, não acha? — propus sorrindo de lado e o olhando provocantemente.

_Acho que não.

Mas ele sorriu e me beijou longamente, me segurou no colo e me levou para o sofá. Por mim tanto faz se for na cama ou no sofá, o importante era o Sebastian ali. Abracei seu pescoço e ele se sentou no estofado comigo ainda no colo, tentei aprofundar o beijo e Sebastian correspondia nos primeiros momentos mas depois imprimia um ritmo mais lento e calmo. Embora eu quisesse, acabei desistindo da ideia e nós ficamos um bom tempo assim: nos beijando calma e lentamentamente, beijos longos pontuados por selinhos, nos abraçando durante todo o tempo.

_Não está com fome? — perguntou por fim, acariciando meus braços, as pontas do longos dedos deslizando para cima e para baixo pela extensão do ombro até o cotovelo.

_Estou. Mas aqui está tão bom! — suspirei, apoiando a cabeça sobre o seu ombro. Suas mãos se deslocaram para as minhas costas e continuaram ali, acariciando por cima da camisa branca que eu usava.

_Qual a minha agenda para hoje? — perguntei, acariciando sua nuca — era gostoso — a pele do Sebastian era macia e quente e os cabelos eram muito sedosos e finos, eu acariciava a pele e os fios alternadamente.

_ Bom, a rainha ainda não respondeu à carta comunicando a sua recuperação, portanto, sem missões; a Funtom está bem, não há documento nenhum. Então hoje será o normal: aulas pela manhã e talvez à tarde também.

Sorri e rebolei no seu colo.

_E o que você vai me ensinar, professor Michaelis? — provoquei.

Ele me apertou e pressionou o quadril contra o meu.

_Nada do que você está pensando — sorriu — Isso você já sabe muito bem.

_Nós podíamos treinar. O que acha? — rebolei mais e beijei o seu pescoço.

_Não me provoque — ouvi ele sussurrar no meu ouvido, meu rosto estava escondido na curva do seu pescoço, onde eu continuava trilhando a pele com beijos e lambidas.

_Por quê? Não vai resistir? — murmurei contra a pele branca e percebi que ele se arrepiou.

_Definitivamente não — Sebastian me agarrou e me jogou para o lado, me deitando no sofá, veio por cima e me beijou.

Os beijos calmos deram lugar aos beijos quentes, com línguas dançando nas bocas e dedos ágeis abrindo os fechos das roupas.

Em segundos eu tinha aberto a sua camisa e apalpava seu peitoral, minha calça já estava aberta e Sebastian a empurrava para baixo enquanto mordiscava meu pescoço.

Me puxou para cima e me pôs ajoelhado no sofá, apoiei meus braços no encosto e os joelhos nas bordas do assento do sofá, empinei meu traseiro, Sebastian me preparou rapidamente com dois dedos e logo encostou a ponta do seu membro na minha entrada, joguei meu quadril para trás e ele entrou um pouco, joguei um pouco e entrou mais um pouco, Sebastian se manteve parado, apenas observado com um expressão safada no rosto eu jogando meu corpo para trás e fazendo meu traseiro engolir seu membro pouco a pouco.

Quando senti o quadril de Sebastian batendo contra as minhas nádegas, ele me segurou pelo quadril e começou a estocar, empinei mais, fazendo ele ir mais fundo. Nos beijamos por cima do meu ombro, mas não houve muito espaço para beijos e carinhos ali. E quando tudo ficou muito intenso, escondi meu rosto nos meus braços, ambos gemíamos e o som dos nossos corpos se chocando me excitava mais ainda. Não demoramos para gozar e quando o veio, gozamos juntos.

***

Depois que Sebastian me acalmou, a manhã transcorreu tranquila. Tive aulas de francês e de política externa. Aquilo estava me deixando com dor de cabeça.

Na metade da manhã, Sebastian me avisou que tinha chamado o médico que havia me atendido anteriormente para me examinar novamente.

_Não precisa. Eu estou bem — argumentei sentado na minha poltrona, dois livros estavam abertos e vários papéis espalhados na minha frente, sobre a mesa.

_Sempre é bom. Você demorou demais para recuperar a memória e mesmo assim — ele deu um tempo — Não parece exatamente igual.

_Não? — levantei meus olhos, jogando o papel sobre a mesa.

_Não.

Franzi as sobrancelhas.

_O que quer dizer com isso?

_Vamos dizer que você anda muito disposto a certas coisas — falou sorrindo e erguendo uma sobrancelha significativamente.

_E você acha isso um problema, demônio? — provoquei sorrindo.

Ele se aproximou de mim.

_De modo algum — se inclinou sobre mim e me beijou mas fugiu antes que eu pudesse agarrá-lo.

_Volte a estudar — falou chamando minha atenção para o livro abandonado sobre a mesa e, muito à contragosto, eu voltei a lê-lo.

Perto das dez horas da manhã, ouvi a sineta da porta, Sebastian saiu para atender e logo depois entrou no escritório sendo seguido por um médico que eu nunca tinha visto mas com certeza deveria ser o tal do médico que me atendeu quando me acidentei.

_Conde Phantomhive! Que bom revê-lo tão bem!

Acenei com a cabeça e ele se apresentou, ou re-apresentou.

_ Eu sou o doutor Morrinson. O Senhor Michaelis disse que o senhor recuperou a memória ontem. Como se sente agora? — continuou.

_Ontem, logo depois do ocorrido, eu fiquei muito mal mas agora já estou bem. Eu tinha falado para o Sebastian que não havia necessidade de chamar o senhor.

_Mas é bom eu te examinar. Venha.

O médico me chamou e eu me levantei da poltrona e fui até ele que estava sentado numa das poltronas do outro lado da mesa. Examinou meus olhos e meus reflexos.

_O senhor verificou se ele se lembra de tudo? — perguntou se dirigindo ao mordomo.

_Até onde nós conversamos, sim. Ele se lembrou de tudo.

Lancei um olhar provocante para Sebastian, aproveitando que o médico auscultava os meus batimentos cardíacos. Ele me devolveu o mesmo olhar e eu comecei a me excitar.

_Engraçado...seu coração começou a bater mais rápido — comentou o médico ainda com o aparelho encostado no meu peito.

_Não é nada, doutor — respondi.

Sebastian riu.

O doutor Morrinson se afastou e guardou o aparelho.

_Bom, eu acho que está tudo bem com o senhor — declarou.

_Eu tinha dito.

_Notou alguma mudança de comportamento nele? — perguntou para o Sebastian.

O mordomo coçou a nuca.

_Na verdade sim. Ele parece mais...como posso dizer...mais atirado.

_Atirado?

_O Jovem amo está com o apetite mais acentuado — falou.

Fiz um gesto para que Sebastian parasse de falar. Estava constrangido.

_Ele está comendo muito?

Sebastian segurou o riso.

_Não, doutor. Outro tipo de apetite, o senhor entende? — o mordomo lançou um olhar significativo para o médico que arqueou as sobrancelhas, compreendendo o real significado.

_Ah, sei — ele olhou para mim e eu estrava roxo de vergonha — Bem, algumas vezes isso acontece com pacientes que recuperam a memória. Mas tenho certeza que as garotas não têm reclamado do seu assédio, não é conde?

Se era possível eu fiquei mais roxo ainda.

_O senhor tem noiva ou algo assim? — perguntou curioso.

Olhei para o Sebastian.

_Algo assim.

_Bom, aproveite a sua garota mas não a desonre antes do casamento, hein? — me aconselhou.

“Ah, se ele soubesse…” — ri internamente.

_Pode deixar, doutor. Vou aproveitar muito o meu tempo com a minha garota. E não farei nada que ela não queira — dei o meu melhor sorriso.

_Tem um lindo sorriso — elogiou.

_Obrigado, doutor. Sebastian, acompanhe o doutor Morrinson até a porta.

Sebastian fez uma pequena mesura e o doutor se despediu de mim com um aperto de mão.

Depois de alguns minutos Sebastian voltou ao escritório. Eu estava o aguardava sentado sobre a mesa com as pernas cruzadas e os pés balançando no vazio.

_Feche a porta, demônio — orientei quando o vi entrar.

Ele obedeceu e me encarou, seus olhos brilharam rapidamente antes de voltar ao normal.

_Vem.

_Volte a estudar, bocchan.

_Quero aproveitar o meu tempo com a minha garota — sorri.

_Não se esqueça de quem é a garota aqui, bocchan — Sebastian devolveu a provocação e veio na minha diversão.

Eu sorri para ele e o abracei, nos beijamos e eu me inclinei para trás, me deitando sobre a mesa com Sebastian sobre mim. Nos despimos rapidamente e logo Sebastian entrou em mim mais uma vez em poucas horas, rebolei nele, gemendo e fazendo ele gemer também.

_Mais rápido, Sebastian — pedi e ele apoiou minhas pernas nos seus ombros e imprimiu um ritmo rápido e frenético. A força dos movimentos fazia minhas costas deslizarem na madeira lisa da mesa e Sebastian tinha que me segurar com força pelas coxas. Estava delicioso e eu cheguei ao meu limite muito antes do Sebastian que se derramou vários minutos depois de mim.

_Oh, acho que você vai ter que refazer a lição — falou depois que acabamos e puxando uma folha de papel amassado e melado de debaixo do meu traseiro.

Peguei a folha e a rasguei.

_Deixe a lição para lá — e o puxei para mais um beijo.

Notas finais
Pois é pessoas, é isso aí. O arco está chegando ao fim. O próximo muito provavelmente será o último. Beijos