Desejos libertos
5 Desejos libertos
Notas iniciais
Sebastian me pegou no colo, não como das outras vezes em que eu ficava de lado com o braço dele me servindo de apoio, eu estava de frente à ele, com minhas pernas envolvendo seu quadril, suas duas mãos estavam nas minhas nádegas e as apertavam levemente; enrolei meus braços no pescoço dele e o abracei forte acabando com qualquer espaço entre nós, podia sentir o tórax rígido sob sua camisa e algo mais rígido ainda mais abaixo. Senti meu rosto corando e o escondi na curva do seu pescoço, inalei seu cheiro, um cheiro bom, diferente, talvez cravo com mais alguma coisa que eu não conseguia identificar mas fazia meu estômago se contrair. Seria fome ou ansiedade? Talvez ambos, fome de Sebastian e ansiedade pois ela seria saciada hoje.
Pressionei meus lábios na pele branca, ele estava quente, talvez tão quente quanto eu, depositei um leve beijo ali e trilhei pescoço acima com a língua, Sebastian soltou um gemido abafado, como se estivesse se controlando e me apertou mais contra si, eu senti o quão excitado ele estava e apertei mais minhas pernas em torno dele em resposta, nossos membros se roçaram um contra o outro através do tecido das nossas roupas, contive meu gemido.
Fui subindo, intercalando beijos e pequenas lambidas, beijei sua mandíbula e cheguei à boca de Sebastian. Aquela boca cujo sorriso sarcástico me irritava e atraía ao mesmo tempo, tomei seus lábios nos meus num beijo impetuoso, a língua de Sebastian invadiu minha boca, explorando-a mais uma vez e eu, por minha vez tentei fazer o mesmo, mas ele não me dava muito espaço, o beijo dele era voraz; deslizou a língua sobre a minha e eu senti seu gosto: doce e picante. O nó em meu baixo ventre se contraiu mais: o desejo estava me consumindo. Suguei levemente sua língua e me comprimi mais contra ele, mais uma vez Sebastian gemeu, dessa vez um pouco mais alto, aquilo era combustível para mim.
Finalmente chegamos ao meu quarto. Sebastian me prensou contra a porta enquanto a mão livre tateava tentando encontrar a maçaneta, a pressão do seu quadril em mim fazia nossos membros apertarem-se entre si, não consegui me controlar dessa vez e friccionei meu quadril no dele soltando um gemido baixo, sentindo todo aquele volume contra o meu corpo.
A porta se abriu e Sebastian me levou até a minha cama de dossel me depositando delicadamente no colchão macio. Se inclinou sobre mim, se apoiando nos braços para não pesar, mas eu queria muito sentir o peso do corpo de Sebastian sobre mim, senti-lo me tocando, sentir o contato da sua pele contra a minha, seu cheiro e seu gosto. O pensamento me fez esquentar ainda mais e corar de vergonha.
Ele não parecia ter pressa. Beijou minha bochecha, desceu pelo pescoço, eu inclinei a cabeça para o lado lhe dando maior espaço para fazer o que quisesse. Ele continuou com beijos e sucções enlouquecedoras, sua coxa direita estava entre as minhas pernas, pressionando ritmicamente a minha ereção. Eu gemia baixinho não querendo entregar os pontos, me sentia quente e tremia de excitação.
Lentamente Sebastian começou desabotoando minha camisa, a boca dele vinha logo depois: beijando e lambendo, me fazendo tremer ainda mais.
Por fim abriu completamente minha camisa, parou e olhou para mim, meus olhos estavam semi abertos mas eu vi o reflexo nos seus olhos, estavam mais vermelhos que o normal.
Ele pousou a mão no meu tórax como se fosse me acariciar mas fui rápido: segurei sua mão pelo pulso. Ele olhou espantado para mim.
_ Tire essas luvas! Quero sentir você. — falei enquanto puxava a luva pelos dedos. Era a mão do contrato, fiquei por alguns momentos olhando aquela marca negra que se espelhava na minha íris, nos prendendo irremediavelmente um ao outro. Mas isso durou apenas alguns segundos, logo Sebastian deu uma pequena risada, típica dele e puxou a outra luva com os dentes.
_ Você logo vai sentir, Bochan.
Aquilo me fez gelar por dentro de ansiedade. Embora eu quisesse muito, eu nunca tinha ido em frente; teoricamente eu sabia o que esperar mas vivenciar era outra coisa.
Sebastian voltou ao que estava fazendo: deslizou as mãos sobre o meu tórax, com pressão e suavidade na medida certa, passou as pontas das unhas negras no meu mamilo.
_ Uhhnn -dei um suspiro-gemido.
Ele sorriu e o tomou na boca, rodeou com a língua e depois lambeu o botão. Um outro gemido escapou dos meus lábios e em seguida ele o puxou com os dentes. Doeu um pouco, mas uma onda de prazer subiu pela minha coluna, eu arqueei minhas costas, segurando os cabelos de Sebastian, não deixando sair do lugar, ele continuou mordiscando e lambendo, primeiro um e depois, quando foi para o outro, levou a mão até o primeiro e brincou com o pequeno botão, apertando-o entre o indicador e o polegar e torcendo levemente. Me contorci embaixo de Sebastian.
_ Haa ahhhh — o gemido escapou da minha boca, não tinha nem coragem de olhar direito para ele mas o ouvi rir baixinho e continuou me manipulando com aquela língua enlouquecedora.
Desceu mais, beijando meu estômago e mais abaixo. Chegou no meu umbigo, onde afundou um pouco a língua no orifício, um arrepio subiu pela minha coluna e desceu até os meus pés. Nem sabia que era sensível ali.
Os beijos de Sebastian chegaram ao cós da minha bermuda, ele ergueu a cabeça e me lançou um olhar que quase me fez gozar, de tão intenso que foi. Me remexi ante aquela onda de desejo aumentada apenas por um olhar. Ele então desabotoou minha bermuda e eu ergui um pouco o traseiro para que ele pudesse retirar a peça com maior facilidade.
_ Bom menino — disse ele enquanto puxava a bermuda junto com a minha roupa de baixo pelas minhas pernas e jogava em algum lugar do quarto.
_Tch, cala a boca.
_Vou calar — e desceu a cabeça em direção ao meu quadril, prendi a respiração adivinhando o que ele faria, senti a respiração dele sobre o meu membro que a esta hora estava muito duro, quase podia sentir a boca mas Sebastian desviou na última hora, ergueu minha perna direita até a altura do seu ombro e veio beijando: a parte interna do meu tornozelo, minha panturrilha, chegou no meu joelho onde além de beijar, deu uma pequena lambida na pele sensível da parte de trás, enviando espasmos de prazer pelo meu corpo todo; subiu pela minha coxa, beijando, sugando e mordendo a parte interna.
Eu já não conseguia pensar em nada atento apenas às sensações que Sebastian me proporcionava, não havia como ficar melhor mas Sebastian me provou o contrário assim que que segurou a base do meu pênis e lambeu até a ponta, passando a língua lentamente, sugou a ponta de onde saia o liquido transparente do pré-gozo e depois o abocanhou por inteiro.
_ Sebas..tian, aaahn haaaa.
Ele começou a mover a cabeça sugando meu membro com vontade. Não ia demorar muito para eu gozar, comecei a movimentar inconscientemente o quadril para cima ao mesmo tempo que segurava o cabelo de Sebastian e o empurrava para baixo.
Antes que eu chegasse ao meu limite, Sebastian se afastou.
_ Ainda não, Bochan — disse limpando a saliva que escorria do canto da boca.
Era injusto: eu estava completamente nu e ele ainda vestido, me ergui ajoelhando na cama igual a Sebastian. Ele pousou as mãos na minha cintura enquanto eu alcançava o primeira botão da camisa impecavelmente branca que ele usava e começava a desabotoar. Cheguei ao fim da fileira de botões e subi as mãos espalmadas pelo peito dele até atingir os ombros, onde empurrei a camisa para que deslizasse pelos braços. Ele era lindo: a pele branca cobrindo músculos rígidos, definidos na medida certa, sem pelo algum.
Deslizei as mãos pelos braços e depois pela barriga, contornando com as pontas dos dedos os gominhos do abdome até atingir o cós da calça e desci a mão apertando atrevidamente o volume, olhei para cima para ver seu rosto mas Sebastian estava com os olhos fechados, a cabeça levemente jogada para trás, os lábios entreabertos deixando sair a respiração rouca. Massageei um pouco até sentir ele aumentar mais, aquilo não era suficiente para mim: queria senti-lo nas minhas mãos, desafivelei o cinto e o tirei em um puxão, largando-o em cima da cama e abri os botões, depois inseri a mão por dentro da roupa alcançando-o. Como estava quente! Quente e úmido. O puxei para fora e tive que controlar o a minha cara de espanto, ainda bem que Sebastian estava de olhos fechados e não me viu. Aquilo era muito grande, enorme, rígido e grosso. Um fio de suor desceu pela minha coluna.
Fiz menção de me abaixar mais e empurrar Sebastian para ele deitasse, queria saboreá-lo da mesma maneira que fez comigo porém ele abriu os olhos e me segurou pelos ombros, suas íris estavam mais vermelhas porém ainda tinha pupilas humanas, me empurrou no colchão sem falar nada, me virou de bruços, me posicionou de quatro e empurrou minha cabeça de encontro ao colchão para que eu ficasse mais empinado, afastou minhas pernas e eu pensei:
“É agora!” — fechei meus olhos e travei meu maxilar, acontecesse o que acontecesse eu não iria gritar nem gemer. Aquela posição já era constrangedora demais. Mas o que atingiu minha entrada não foi o membro de Sebastian e sim algo deliciosamente úmido, ele lambia o entorno e sugava muito levemente a entrada. De vez em quando ele apertava minhas coxas, arranhando a parte posterior delas, depois subia as mãos até minhas nádegas, onde também apertava ou então as mordia.
O que era aquilo???? — eu ia morrer de prazer — Alguém morre de prazer? Eu ia, tinha certeza. Estava tentando não gemer, mas era impossível, os sons saíam da minha garganta sem que eu percebesse, as sensações eram tão intensas que minhas pernas não estavam conseguindo me sustentar e comecei a descer, o quadril indo de encontro ao colchão mas Sebastian não deixou, pôs um braço por baixo do meu quadril e puxou para cima sem para de fazer o que estava fazendo. Bobagem! Assim que ele me soltou, deu uma mordida numa das nádegas e depois pressionou a língua na entrada.
_Uuuuhhhhnnnngg — as pernas amoleceram novamente.
_Não derreta, Bochan!!!
Que vergonha! Tentei me aprumar novamente, mas Sebastian me virou novamente de barriga para cima, e me abocanhou novamente, empurrou minhas pernas de encontro ao meu tronco e eu senti a ponta de um dedo me pressionando e por fim entrando. Gemi e me torci um pouco, a sensação não era ruim, só .... diferente.
Sebastian soltou o meu membro e eu o vi: não havia mais nada de humano em seus olhos, suas íris haviam adquirido um tom profundo de vermelho, vivo e flamejante, suas pupilas eram fendas verticais negras; suas presas estavam maiores agora e mesmo com os lábios fechados era possível vê-las despontando através dos lábios. Ele não me beijou nem nada, apenas me olhava enquanto um segundo dígito se juntava ao primeiro, entrando e saindo aproveitando a umidade da saliva que estava na região: ele estava observando a minha reação, levei uma mão ao rosto para encobri-lo mas ele segurou meu braço.
_Quero vê-lo. Não se esconda.
Os movimentos continuaram, preparando o canal para o que viria em seguida. Levou uma mão novamente até meu membro e e começou a masturbá-lo.
“Tão semelhante aos movimentos do meu delírio…” — o pensamento foi fugaz. Logo senti seus dedos saírem e algo maior pressionar, empurrando. Sebastian estava indo com calma, mas era grande demais, aquilo não ia entrar em mim nunca. Um gemido de dor saiu da minha boca, mas foi prontamente calado pelos lábios do Sebastian me beijando. Ele não descolou os lábios dos meus, abafando os gemidos, uma mão sobre a minha bochecha, quase um carinho, a outra segurando meu quadril, mantendo uma perna minha meio erguida e flexionada. Abracei-o, passando meus braços por baixo dos seus, minhas mãos passeavam pelas costas e quando, num empurrão mais forte, minha musculatura finalmente cedeu e ele entrou, eu cravei minhas unhas na sua pele, arqueei minhas costas mas ele me segurou, ambos gememos, um na boca do outro, arrepios percorriam minhas costas e pescoço, descendo pelos braços, fazendo todos os pelinhos ficarem em pé.
Sebastian ficou um tempo imóvel, e quando comecei a relaxar ele ergueu o rosto, nossos olhos se encontraram, tão vermelhos...hipnotizantes. Passei a língua pelos meus lábios secos por causa da respiração irregular. Ele os lambeu também, tentando capturar minha língua, deixei-me ser capturado e travei minhas pernas ao redor do seu quadril, dando a permissão para que ele começasse a se mover.
Os movimentos se iniciaram lentos mas, conforme eu me acostumava, logo pegaram velocidade. Sebastian estocava forte em mim, nossos quadris se batiam um contra o outro, produzindo sons que ecoavam pelo quarto e seriam vergonhosos se eu me importasse naquele momento.
Em determinado momento, Sebastian fez um movimento diferente, estocou meio que de baixo para cima, atingindo certo ponto. Perdi o controle:
_Uhng, Sebastian, haaaahaa. — me contorci debaixo dele e me agarrei mais.
Mas o demônio parou. Olhou para mim:
_Doeu?
Olhei com raiva para ele:
_Você acha que isso foi dor??? Faça de novo — tornei a fechar meus olhos aguardando.
_Assim? — ele arremeteu normalmente.
_Não. Do outro jeito — gemi.
_Assim? — novamente o mesmo movimento.
_Não.
_Como então? Me mostre — ele sorria.
“Filho da puta! Estava me torturando, queria que eu implorasse”.
_Você sabe! — exclamei.
_Ah… assim?
Me contorci.
_Isso, isso, aí.
Sebastian estocou três vezes assim e voltou ao outro movimento, eu queria desesperadamente que ele atingisse aquele ponto novamente, estava morrendo por isso e então me dei conta que ele havia parado de se mover e eu estava, vergonhosamente, rebolando no membro dele.
Ele estava sobre mim, seu rosto escondido na curva do meu pescoço, puxei seu cabelo com força, expondo seu pescoço e enterrei os dentes ali. Ele apenas gemeu e me mordeu de volta, muito forte, depois lambeu o local.
_Maldito. Mova-se. Agora!
Ele posicionou a boca no meu ouvido:
_Yes, my lord!
E retomou o ritmo frenético, se enterrando em mim, fazendo a cama balançar e nossos corpos se chocarem violentamente, estocando do jeito que eu precisava.
O orgasmo me atingiu como uma onda, me afoguei naquela sensação e me derramei sobre os nossos abdomens, me contorcendo e gemendo o nome do Sebastian. Ele não diminuiu o ritmo, até que senti ele apertando a minha cintura e, com um grunhido, gozou dentro de mim. Depois foi diminuindo a velocidade das estocadas até parar por completo. Olhou para mim e afastou meu cabelo que estava grudado no rosto pelo suor. As pontas dos cabelos dele fizeram cócegas no meu rosto e eu os afastei também, ele me beijou, um beijo até terno se comparado com os outros trocados por nós minutos atrás. Quando a ereção dele já estava diminuindo ele se retirou de mim e deitou-se ao meu lado. Me virei e ele me abraçou de modo que pousei minha cabeça em seu ombro, meu braço sobre seu peito e uma das minhas pernas descansando sobre suas coxas, seu braço estava nas minhas costas, acariciando a pele suada.
_E então, Bochan? Vai querer fazer novas apostas comigo?
Levantei a cabeça e o vi sorrindo, os olhos começando a voltar ao normal. Corei e voltei a abaixar a cabeça, apoiando-a no seu ombro.
_Todas as noites.
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