Desejos libertos

20 A manhã seguinte


Notas iniciais
Finalzinho minha gente.

Acordei no dia seguinte dolorido, muito dolorido, acho que nunca mais vou voltar ao normal mas estou feliz. Sebastian já se levantou para preparar o desjejum.

Me levantei, tanto o quarto quanto o banheiro estão uma bagunça, peças de roupa jogadas em todo canto e o chão do banheiro ainda está molhado. Fiz a minha higiene matinal e me troquei. Estou todo marcado — marcas de amor — ri comigo mesmo.

Como estou ficando piegas!

Desci as escadas e encontrei a mesa posta, Sebastian estava impecável no seu uniforme de mordomo mas quando cheguei perto e ele puxou a cadeira na qual eu me sentei com muito cuidado por motivos óbvios, vi as marcas que eu havia deixado no seu pescoço.

Ele sorriu debochado quando percebeu como eu me sentei devagar. Aquilo me irritou.

_Cure essas marcas, demônio — falei aproveitando que estávamos sozinhos.

_Prefiro deixar assim — respondeu calmamente enquanto me servia o chá.

Franzi o cenho.

_Ora, por quê?

_São as marcas do meu mestre — sorriu e piscou um olho.

_Hunf — um sorrisinho escapou dos meus lábios — Então as esconda.

_Sim, milorde.

Comi uns pãezinhos recheados e uma fatia de bolo simples.

Bard e Finny passaram pela sala de jantar e me cumprimentaram. Dei bom dia para os dois, eles também pareciam meio acabados — Acho que a comemoração na ala dos empregados também foi boa.

Minutos depois a Mei rin surgiu, trazendo uma jarra de suco. Me assustei com a sua aparência: sua pele estava muito pálida, profundas olheiras marcavam seus olhos e nem os óculos conseguiam disfarçar, estava trêmula. E muito pouco, quase não se notava, mas tinha resquícios de sangue no nariz.

_O que aconteceu com você, Mei rin? — perguntei realmente preocupado.

_Não foi nada Jovem Mestre — falou trêmula enquanto depositava a jarra na mesa.

_Ela não tem nada, bocchan. É só uma xereta.

Me surpreendi pelo tom usado. Mei rin saiu rápido da sala. Balancei minha cabeça negativamente — no mínimo Mei rin viu o que não devia e levou uma bronca do Sebastian.

Terminei de comer e me levantei.

_Sebastian — chamei, ele olhou para mim — Ontem, acabou que eu nem te entreguei o meu presente.

De repente eu estava envergonhado de novo, tirei a caixinha de veludo verde escuro do bolso e entreguei meio sem jeito para ele. Sebastian a pegou e olhou para mim, então abriu-a revelando um pequeno medalhão numa corrente.

_O meu presente de dia dos namorados — comentei — Espero que goste.

Ele se abaixou até ficar da minha altura.

_Você é o meu presente. O melhor de todos — acariciou meu rosto e beijou rapidamente os meus lábios.

Então tirou também uma caixa um pouco maior do bolso e a abriu na minha frente: eram dois anéis, semelhantes a alianças — eram de prata e tinha safiras em quase toda a volta.

_Alianças? — perguntei incrédulo.

_Não — sorriu — são anéis gêmeos.

_Parecem alianças

_Você queria que fossem?

Não respondi mas pressionei meus lábios nos dele.

Ele retirou os anéis da caixinha e eu vi dois cordões de prata junto. Sebastian passou os cordões através dos anéis e prendeu um no meu pescoço.

_O cordão é longo o suficiente para ficar escondido dentro da roupa. Assim ninguém vai ver que você está usando. Será mais um segredo nosso.

Sorri cúmplice e peguei o outro cordão prendendo-o no pescoço do meu namorado. Depois o enlacei e o beijei.

_Espere só um segundo — falou e saiu rápido da sala e eu me sentei novamente. Alguns minutos mais tarde ouvi as vozes de Bard, Finny e Mei rin e o barulho de carroça, logo Sebastian estava de volta.

_O que foi isso?

Ele segurou minha mão e eu levantei.

_Mandei os empregados passearem um pouco.

_Por quê?

_Por isso — falou me abraçando, então passou o braço no tampo da mesa, afastando os utensílios e me pondo deitado no lugar.

_Sebastian!!!

_Você não achou que eu ia deixar aquela provocação passar batida, não é?

Sebastian me beijou, prensando meu corpo contra a madeira, ele conseguiu acender o meu fogo de novo. Me esqueci da danada da dorzinha e segui em frente, tiramos as nossas roupas rapidamente e de modo desajeitado.

Ele ergueu as minhas pernas e as apoiou no ombro então me penetrou devagar, devo ter feito cara de dor pois Sebastian se dobrou sobre mim e me beijou ternamente.

_Posso me mover?

Fiquei em silêncio tentando controlar a dor, ele mais uma vez me beijou e começou a me masturbar. Após alguns longos minutos a dor começou a dar lugar ao prazer e eu gemi em resposta. Então ele começou a estocar em mim e nós fizemos amor mais uma vez.

Notas finais
Não sei se os leitores perceberam mas dei a entender que a Mei rin era uma fujoshi e que ficava xeretando os casais da mansão. Se vocês tiverem interesse em descobrir os flagras que ela deu, não deixem de ler a Putz que hemorragia, escrita pela Onee chan. Beijos beijos e até uma próxima. Adoro vocês.