Notas iniciais
Preparados???? kkkkkk Lembrem-se: Ciel é inocente. Está com a mentalidade de um garoto de dez anos do século XIX. Divirtam-se.

Diário de Ciel Phantomhive

Eu estava no escritório, estava de noite e a única iluminação vinha dos candelabros distribuídos sobre a mesinha no canto da sala e o parapeito da lareira. Estava de pé, apoiando o traseiro na borda da mesa sem estar realmente sentado nela, meus braços estava de cada lado do meu corpo e seguravam a borda da mesa.

Lizzy me beijava, movia seus lábios sobre os meus em movimentos experientes e sensuais, eu queria abraçá-la mas estava envergonhado.

“Por que ela estava me beijando? E me beijando desse modo?”

Então ela segurou na minha cintura e num impulso me pôs sentado sobre o tampo da mesa. Se inclinou sobre mim e eu senti suas grandes mãos pressionarem a lateral do meu quadril. Deixei escapar um gemido.

Nossos lábios estavam perfeitamente encaixados e sua língua brincava com a minha, fazendo coisas que eu nem imaginava que se fizesse, as pontas maiores da sua franja faziam cócegas nas minhas bochechas. Senti seus dedos enluvados acariciarem meu rosto e então eu enlacei meus braços no seu pescoço, afundei os dedos nos cabelos curtos e aprofundei o beijo.

Senti o meu quadril ser pressionado pelo outro e havia algo volumoso ali, eu também sentia algo acontecer com o meu membro.

Então me dei conta de algo :

“Mãos grandes?”

“Ponta maior da franja?”

“Dedos enluvados?”

Abri meus olhos e percebi — eu não estava beijando a Lizzy.

ESTAVA BEIJANDO O SEBASTIAN!!!!!

E o pior, ao invés de ficar horrorizado eu fiquei aliviado. Voltei a fechar os olhos sorrindo por tê-lo ali comigo.

_Sebastian — gemi e o abracei mais forte.

Ele voltou a me beijar e gemeu também quando esfreguei meu quadril no dele. Me sentia quente e algo realmente estava acontecendo com o meu membro.

Eu sussurrava o nome do meu mordomo e ele me fazia gemer enquanto o beijo se aprofundava cada vez mais e o calor nas minhas partes baixas começava a queimar ainda mais.

Acordei com um pulo, assustado com o tipo de sonho que eu tive. Por que o Sebastian??? Eu estou noivo da Lizzy! Por que eu fiquei tão feliz quando vi que era o meu mordomo comigo e não a minha noiva???

Agora eu acredito no que o Sebastian diz. Quer dizer, eu sempre acredito nele mas agora eu tenho certeza que é verdade que dependendo do que você lê antes de dormir, pode ter pesadelos, ou no mínimo, sonhos muito constrangedores. Mas eu nem li tudo daquele livro. Na hora que eu comecei a ver que tipo de história era, eu parei. Li só até o quarto capítulo, e parei quando o criado havia acompanhado o patrão num piquenique num bosque — eles estavam deitados sobre a toalha e se beijavam, se beijavam na boca e passavam as mãos pelo corpo um do outro. Parei de ler antes que a história piorasse, então não sei o que vem depois, mas talvez imagine.

Não é isso que me preocupa, o que me preocupa é: O que eu vou fazer agora? Meu membro está muito duro.

Primeiro eu achei que era porque estava com vontade de urinar mas não é nada disso. Está diferente e cada vez que eu mexo fica pior. Eu estou pegando fogo, acho a febre voltou e isso agora… O que eu vou fazer? Isso nunca aconteceu.

Só se…

Não! Melhor não!

Mas…

Não tem jeito.

Vou ter que chamar o Sebastian e pedir ajuda. Está cada vez pior.



POV Sebastian.

Eu ainda estava acordado, deitado na cama, mas acordado, olhando para o teto mais precisamente. O Jovem amo estava sonhando, sonhando com coisas deliciosas.

Como eu sei?

Ele sussurrava o meu nome. Eu já ouvi ele sussurrar o meu nome desse jeito várias vezes então eu sei bem o teor do seu sonho.

Talvez eu devesse abrir a minha calça e me aliviar mas eu quero guardar tudo para ele quando sua memória voltar.

“Ela tem que voltar”.

Resolvi virar para o lado e me concentrar em qualquer outro pensamento que não ele gemendo em um sonho erótico. Pensei nas inúmeras lutas que eu entrei nesses tantos séculos de existência, pensei em coisas tristes, como no fato de que no lugar de onde venho não existam gatos. Mas não tinha jeito, minha mente dava uma volta e tornava a se fixar no bocchan e nas vezes em que eu o tive nos meus braços.

Eu já não estava mais aguentando a saudade. E saber que ele estava ali, a poucos passos de mim, sonhando comigo, era quase uma tortura.

Aliás, o fato dele estar tendo esse tipo de sonho é interessante — ele não é uma criança de dez anos, pelo menos mentalmente? Como está pensando nessas coisas? Bem, mas seu corpo é de um adolescente de treze, talvez seja isso. Embora sua mente seja imatura, seu corpo está em ebulição por causa da adolescência.

“Não posso pensar nisso”.

Me virei para o outro lado na cama e comecei a planejar o que seria servido no café da manhã.

Já era madrugada então não faltavam muitas horas até o raiar do dia. Finalmente os sussurros cessaram.

Estava indeciso entre fazer panquecas americanas ou bolo com frutas cristalizadas quando, depois de vários minutos, ouvi a campainha tocar, era a campainha do quarto do Jovem amo.

Bufei, me preparando para mais alguma cena difícil de ser encarada. Depois de ver ele todo melado de creme branco no meio da cozinha com aquela carinha de inocente, era difícil imaginá-lo num outra situação tão provocante.

Ah, mas eu estava muito enganado. Muito enganado mesmo.

Isso só podia ser um complô do destino para provar o meu poder de auto-controle.

Abri a porta do quarto dele, o castiçal tinha só uma vela acesa, o que deixava o quarto na meia luz. Ele estava deitado na cama, as cobertas estavam de lado e tinha um caderno que eu reconheci como o seu diário — aquele que ele acha que eu não sei da existência — sobre o colo. Tinha uma expressão de dor, agonia e vergonha no rosto.

_Pois não, Jovem amo. Precisa de alguma coisa? — perguntei solícito.

_Eu..eu… — balbuciou com a voz tremida.

“Será que está com dor? Está passando mal? Ele parecia bem enquanto dormia, mas talvez eu estivesse enganado quanto ao teor dos sussurros.”

_Diga Jovem amo. Está passando mal? — entrei no quarto indo em direção à cama.

Ele estava corado e meio ofegante mas demorou para eu me dar conta do que estava realmente acontecendo.

_Sebastian...eu...não sei — murmurou num fiozinho de voz, apertava o caderno sobre o colo e mexia as pernas, pressionando-as uma contra a outra.

Parei ao lado da sua cama.

_O que aconteceu?

Ele olhou para mim com aqueles enormes olhos heterocromáticos — são tão bonitos… mas estavam úmidos e eu podia ver o quanto ele estava envergonhado. Então tirou o caderno do colo e eu vi a elevação sob o camisão.

Arqueei minhas sobrancelhas em surpresa: ele estava duro!

Desviei meus olhos da sua ereção e voltei a encará-lo mas ele olhou para o outro lado e a cobriu com as mãos.

_Ah — exclamei compreendendo o porquê de estar vermelho e ofegante.

O danado sonhou comigo e ficou excitado. “Ah bocchan. Sempre tão delicioso”.

Dei um passo à frente, segurando o sorriso que teimava em se desenhar nos meus lábios.

_Eu não sei o que é isso Sebastian… Me ajuda! — falou nervoso.

Estaquei o movimento.

_O quê??

_Eu. eu.. não sei o que tenho...eu pensei que era vontade de ir no banheiro mas não é. Não passa. O que é isso? — a voz dele começava a adquirir um tom fino e desesperado.

“Ele não sabe o que é uma ereção?” — eu não acreditava no que estava ouvindo. Ele não pode estar tão inocente assim. Não é possível.

_Você nunca teve isso antes? — perguntei querendo confirmar o meu pensamento.

_Não. Nunca. Está doendo, Sebastian — ele apertou mais, pressionando o membro para baixo, isso só ia piorar as coisas — Eu vou morrer!!!

Eu nunca imaginei que o Jovem amo fosse dar um chilique desses só porque acordou duro. Tive muita vontade de rir da situação mas ele tinha uma expressão de sofrimento no rosto, então eu segurei o riso.

“Esse bocchan…”

_Teve sim. Um monte de vezes! — deixei escapar.

_Não tive, não — falou bravo — Como você pode saber????

Não respondi por motivos óbvios. Ele continuou, agoniado.

_Cada vez que eu mexo, pior fica. Nunca aconteceu antes. Só pode ser porque eu estou doente. Está doendo muito!!!

“Ah, essa vozinha trêmula e fina… essas mãozinhas pequenas apertando a região...o rosto tão corado… Ele estava tão provocante que eu tive que fazer muito esforço para não pular em cima”. Nunca tinha me sentido mais pervertido do que nessa situação, mas tive que tentar manter o foco. Eu não podia agarrá-lo.

_Não está doente. Isso é normal. Você está excitado, é só isso! — falei tentando acalmá-lo — Você estava fazendo o quê antes disso acontecer? — provoquei-o.

_N-nada. Dormindo — o conde ficou mais vermelho ainda, se isso era possível e apertou mais, não conseguindo segurar um gemido baixo — NNNgghhnn.

Meu membro se contraiu por baixo da roupa. “Esse garoto ainda vai me levar à loucura”.

_Dormindo?? E estava sonhando com o quê, hein? — provoquei mais ainda.

_Com nada — mentiu.

“Que mentiroso cara-de-pau”.

_ Sebastian, me ajuda. Como eu faço para isso parar???? — pediu desesperado.

Nisso, ele realmente não estava mentindo. Estava desesperado e a cada vez que apertava o membro, mais duro ele ficava — eu conseguia perceber sobre o tecido fino do camisão.

_Não tem jeito. Você tem que se aliviar — falei tentando controlar a minha expressão.

“Se ele soubesse o quão excitado eu também estava. Menino provocador…”

_O quêêê??? Como assim? — cada vez ele pressionava mais.

“Ele também não sabe isso???? Quando foi que teve a sua primeira ereção de verdade? Como foi?” — fiquei muito curioso.

_Você...você tem...que se tocar, Jovem amo.

_Eu não sei fazer isso, Sebastian — quase gritou.

“Eu não acredito que vou ensinar ele a fazer isso. Eu não acredito!!!!”

_Tem que segurar ele — orientei — Não!!! Por baixo da roupa! — falei quando ele apertou o membro sobre o tecido.

Ele me olhou sem entender. “Isso não é possível!!! Eu não mereço isso!!!” — eu já suava frio.

Me inclinei sobre ele e puxei a barra do camisão para cima e a roupa de baixo até a metade das coxas. E me surpreendi com a situação. O bocchan devia estar com dor mesmo — o membro dele estava em pé, e parecia muito duro, tinha uma cor meio arroxeada pelo enorme fluxo de sangue na região e muito pré-gozo escorria pelo corpo do pênis.

Minha boca salivou e eu senti meus olhos brilharem.

“Controle-se. Controle-se” — mentalizei como se fosse um mantra.

_Não me olhe, Sebastian — falou envergonhado, tentando cobrir-se com as mãos.

_Não seja bobo! Sou eu que te dou banho! — puxei suas mãos descobrindo o membro pulsante.

_Mas nunca me viu assim!!!

“Viiii. Vi sim. Inúmeras vezes” — pensei malicioso.

_Não seja tolo. Vai, segure ele. Assim não! Use os dedos.

Eu nunca imaginei que o Jovem amo fosse ficar tão confuso com o seu próprio corpo. Eu não sabia se ria da situação absurda, ficava excitado por ver a sua inocência ou chorava de nervoso. Ele não acertava de jeito nenhum.

_Assim, Sebastian??? — miou inocente.

_Não. Segure com todos os dedos, bocchan. Isso, agora mova a mão.

_Assim? Não está funcionando!

_É claro! Não é desse jeito! Para cima e para baixo, isso, rápido agora.

_Não dá certo, Sebastian.

_Dá sim. Mantenha o ritmo.

_EU NÃÃOOO CONSIGOOOO!!! — gritou frustrado.

“Não acredito que ele não consegue se tocar!!! O que houve com o cérebro dele???? Será que a febre fritou?”

_Deita mais para lá — indiquei o meio da cama e ele arregalou os olhos.

_O quê???

_Deita mais para lá — repeti — Eu vou te ajudar.

O rosto dele estava quase da dor do pênis — roxo.

_Não, Sebastian.

_Você não quer a minha ajuda? Não foi para isso que me chamou?

Ele ficou em silêncio e eu dei um pequeno empurrão de incentivo, ele se afastou dando espaço e eu me sentei na cama. Tirei minha luvas e as coloquei sobre a mesinha de cabeceira.

_Isso é errado, Sebastian — murmurou.

_Você pediu minha ajuda. É o meu dever cumprir os seus desejos.

_Não fale desse jeito.

Me calei e segurei o seu membro. Estava mais duro do que eu imaginava e bem quente. Comecei movendo-o delicadamente para cima e para baixo e o bocchan não se segurou, estava muito sensível.

_Aaaahnnnn — gemeu, fechando os olhos.

Aumentei o ritmo, louco de vontade de chupá-lo, de me deitar sobre o seu corpo e tomá-lo para mim.

Cada vez ele gemia mais, se contorcia e se agarrava nos lençóis, puxando-os do colchão.

“Acho que eu que vou morrer” — pensei. Meu membro estava como rocha e também doía de tanto tesão por aquele garoto.

Então veio o golpe de misericórdia.

_Se-Sebastian — gemeu — Me abrace?

Era aquilo que eu queria. Me aproximar, poder sentir o bocchan nos meus braços.

Deitei ao seu lado, sem deixar de massageá-lo. Estendi o meu braço direito e ele deitou a cabeça ali, trouxe-o mais próximo e agora eu sentia seu hálito bater no meu rosto.

Continuei manipulando-o mas não ia deixar ele se derramar tão rápido. Afinal, eu precisava aproveitar um pouquinho também. Assim que eu sentia seu membro aumentar e ficar mais rijo, mostrando que o ápice estava próximo, eu diminuía o ritmo para logo depois voltar a aumentar.

O bocchan já não tinha controle sobre o próprio corpo: gemia muito, se contorcia, empurrando o quadril contra a minha mão. Então ele estendeu as mãos e me abraçou, se agarrando a mim, me trazendo quase sobre ele.

Era demais para mim — mesmo vestido, eu comecei a me esfregar contra o seu quadril — tinha que ter algum alívio ou explodiria. Aumentei o ritmo das mãos.

_Sebastian, ahhhaaa ahhhnnnn não pare — pediu gemendo.

Não me controlei, mas a situação seria demais para qualquer um. Virei meu rosto e o beijei.

Percebi que ele se assustou mas ele queria o quê? Eu estava deitado ao seu lado, me esfregando contra ele, tinha o seu pênis na minha mão e o masturbava.

Não dei chance que ele fizesse nada. Aumentei a intensidade dos toques e movi meus lábios nos seus. Aos poucos ele começou a acompanhar o beijo, tímido no início mas que foi esquentando aos pouco. Não era nem um pouco parecido com os beijos fogosos que trocávamos antes mas era gostoso também. Era gostoso porque era o bocchan, meu coração acelerou e eu senti começar a mudar a forma, como sempre acontecia quando eu estava com ele, mas hoje não, hoje eu não poderia mostrar nenhum indício da minha natureza, me concentrei para voltar à forma humana.

Se bem que não acho que ele fosse notar algo, estava de olhos fechados, suava e me abraçava pelo pescoço. Gemia na minha boca e forçava o quadril na minha mão. Estava totalmente entregue ao prazer e quanto mais eu o masturbava mais ele me puxava em busca de contato, mais o nosso beijo se intensificava até que ele interrompeu o beijo, escondendo o rosto no espaço entre o meu ombro direito e o pescoço.

_HAaahhh — gemeu gostoso e se derramou nos meus dedos.

Fiquei abraçado mais um pouco. Depois de vários minutos ele ainda estava com o rosto escondido.

_Bocchan? — chamei mas ele não respondeu.

“Estaria bravo? Ou apenas muito envergonhado?” — pensei.

Com cuidado eu o movi, virando-o, olhei o seu rosto. Estava adormecido e ressonava baixinho.

Sorri admirando a face daquele que eu tanto amava. Queria tanto que ele recuperasse a memória…

Usei uma toalha para limpá-lo dos vestígios do seu sêmen e ajeitei sua roupa. Antes de sair do quarto, dei um leve selinho nos seus lábios sem, no entanto, acordá-lo.

Voltei para os meus aposentos e tive que tomar um banho. Primeiro para me acalmar e segundo porque eu também havia atingido o meu limite e minha roupa de baixo estava definitivamente molhada.

Notas finais
E aí? Decepcionei? Esperavam mais? Esperavam menos?