Desejos Vitais - Amor e Morte...
1 Prólogo - A morada do medo
Notas iniciais
Personagens principais: Shaka de Virgem, Ikki de Fênix, Shun de Andrômeda, Hyoga de Cisne, Mime de Benetnasch, Aiolia de Leão
DEDICO ESSA FIC A MINHA QUERIDA CAMILA KITSUNEKIKI que me convenceu a postá-la. Mesmo você preferindo Ikki e Kanon, essa é de coração, amadinha. Beijos, te adoro!
Boa leitura
A morada do medo
Prólogo
- Ouça bem, vocês não podem falhar. Não quero que ele tenha chance de falar com aquele advogado novamente. Isso pode ser muito perigoso para os negócios... – o jovem falou pelo interfone da sala de visitas.
- Você quer que eu acabe com o cara quando ele entrar aqui? – perguntou um dos mais perigosos assassinos naquele presídio, e líder da gangue Black mouses.
- Sim... – sorriu o homem – Não preciso dizer que isso garantirá sua rápida saída desse lugar, tenho amigos importantes que estão dispostos a cooperar, entendeu?
- Entendi.
- E quando ele vem?
- Deve ser transferido ainda hoje, mas tome cuidado, faça a coisa parecer algo comum, uma briga entre marginais. Nada de atentado, ninguém pode desconfiar de nada.
O detento sorriu com malícia.
- Ele é bonitinho?
O outro homem soltou uma risada divertida.
- Muito. Já sei o que você pensou. Seria ótimo, faça dessa forma. Voltarei a entrar em contato.
O homem vestido em um terno elegante deixou à penitenciária. Mirou o relógio, precisava se apressar ainda havia muitas coisas a fazer.
------------Desejos vitais-----------
Seus olhos azuis examinavam o ambiente meio hesitantes. O que estava fazendo ali? Não era um condenado, não era para estar naquele lugar? Pensava enquanto andava pelos corredores, acompanhado por um policial e segurando um cobertor e um pijama nos braços. Alguma coisa estava muito errada, mesmo porque, ele nem ao menos tinha passado pela famosa “desinfecção”. Isso lhe dava a certeza de que algo muito ruim o esperava.
- Entra aí. – disse o policial o jogando dentro da cela.
- Preciso falar com o meu advogado! – pediu.
- Cale a boca, iremos chamá-lo assim que possível.
- Não sou um condenado! O que estou fazendo aqui?!
O policial saiu andando pelo corredor vazio, e o detento se resignou. Sentou-se na cama, abraçando as próprias pernas. Passou exatas duas horas na mesma posição, até que sua cela foi aberta novamente, por outro policial.
Seus olhos se voltaram para o homem loiro que entrava.
- Siga-me, doutor, me mandaram levá-lo até a quadra de esportes...
- Quadra de esportes? Mas...
- Cale-se e me siga.
O médico resignou-se mais uma vez, e seguiu o policial. Andaram alguns metros até que chegaram à quadra de esportes, onde vários detentos jogavam basquete. O jovem de olhos azuis viu quando o policial fez um rápido sinal com os olhos para um homem alto com jeito de italiano que batia a bola no chão. Ele imediatamente se afastou do grupo e se pôs de frente ao médico que ergueu os olhos, percebendo que o detento deveria ter mais de dois metros o que lhe dava uma vantagem de no mínimo vinte centímetros em relação a si, além de ser extremamente forte.
- Então esse é o doutor assassino?! – riu o marginal – Hum... tão bonitinho...
O médico encarou o detento, muito sério.
- Não deixe que as aparências o enganem. – disse – Não me incomode e continuará bem. Eu não estou preso com você, você está preso comigo. Lembre-se disso para o seu bem.
O homem deixou transparecer um olhar surpreso com a ousadia daquele nanico fracote, depois caiu na gargalhada.
- Você está me ameaçando é isso? – perguntou – Rapazes, ouçam essa!
Mais uns cinco ou seis se aproximaram do homem, e ele começou a narrar às divertidíssimas palavras do médico, que continuava impassível.
- Devemos dar uma lição nesse tampinha, quem sabe assim ele não aprende a me respeitar e aprende que quem manda aqui sou eu!
Os marginais se adiantaram, e o médico deu um passo pra trás.
- Não sou homem de ameaças. – continuou– Mas se me tocar, eu quebrarei todos os seus dedos.
- Ora seu... – o líder do bando se precipitou contra o novo prisioneiro, mas muito rápido o franzino rapaz, segurou-lhe o braço o imobilizando, e torceu todos os seus dedos da mão, fazendo repercutir no ar o som de ossos se partindo. O corpulento marginal caiu ao chão urrando de dor.
- Eu avisei. – disse o médico sem se abalar, saindo andando devagar.
Os outros detentos o seguiriam, mas um gesto de mão do policial fez com que mudassem de ideia.
- Eu o levarei de volta à cela. – piscou o homem da lei, indo atrás do médico e o guiando para sua alcova.
- Um mestre ninja em nosso presídio? – caçoou o homem – Ninguém me avisou.
- Por que estou aqui? – o prisioneiro ignorou a pergunta. – Tenho o direito de falar com o meu advogado!
- Não se preocupe, amanhã não mais estará aqui. – falou o policial fechando a porta.
O jovem médico se viu sozinho na escuridão. Encheu de ar os pulmões e resolveu meditar, aprendera a técnica há muito tempo com o mesmo homem que lhe ensinara artes marciais e naquele momento mais que nunca, precisava dela.
Horas depois, a grade foi aberta novamente uma refeição lhe foi entregue. O rapaz percebeu que seu corpo precisava de alimento, precisava ficar forte, estando naquele inferno. Mesmo estranhando o porquê de estar ali, e por que sua refeição fora servida na cela, obrigou-se a comer e beber. Esse foi seu maior erro...
Logo após consumir o suco que lhe foi entregue, sentiu a cabeça rodar, seus movimentos se tornaram lentos. Caiu quase inconsciente na cama enquanto ouvia a cela ser aberta novamente...
Continua...
Notas finais
Sion tentando escrever um romance com um pouco de suspense, não cobrem muito dela. XD!
Abraços afetuosos a todos que leram esse prólogo, em especial aos que deixaram um comentário.
Abraços afetuoso!
Sion Neblina
Postada em:29/01/2011
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