Notas iniciais
Ai gente!!! Fiquei muito surpresa com as duas recomendações maravilhosas! *__* JAHDSDJSIHUHDAUSH tipo como assim beirando a perfeição? É mesmo sério? xD ai nem sei o que diga haha :$ *Caja sem confiança feelings* Custa a acreditar maas okay xDE às pessoas que me mandam MP falando sobre a história, me diverte muito! HSUAHSUHS A mulherada tá completamente louca com o Kain! kkk Já estão desejando a morte à mãe de Kain HEUHE sei de nada kkBom deixa eu dar umas explicações sobre os personagens ^^Explicação #1: Kain e Caja têm a mesma idade, porque se Kain fosse mais velho ele não iria ter a atitude bronca nem diria as asneiras que diz! Porque se ele fosse mais velho significaria ele ser mais maduro, e não encaixa uma pessoa mais velha judiar com um garoto SHAUSHASExplicação #2: Caja não vai virar um Rambo kkk é impossível, ele não nasceu com essa qualidade, mas a evolução psicológica vai ser outra história ;) Quem manda na casa rules the seme HSUASHUExplicação #3: Theon e Rhae não vão ficar juntos!! Já estou poupando nas expectativas e esperanças. Sorry.E acho que é só! :3Boa leitura! ♥

Os sons excessivamente alegres e altos, das pessoas da aldeia fizeram Caja despertar. Definitivamente estava de novo entre os humanos, todos os sons adentravam pela cabana, assim como os raios de sol entravam pelas frestas das paredes de madeira. A costa da mão serviu para esfregar os olhos, para afastar a sonolência. Não podia prolongar mais o seu sono. Sentou-se na cama e espreguiçou-se.

O vislumbre de pelo amarelado ao seu lado assustou-o, os olhos azuis arregalaram-se. Caja recuou na cama até embater em Kain, que resmungou. Um enorme tigre dentes de sabre estava deitado ali no chão da cabana, junto a eles.

Aterrado, Caja virou-se para o jovem guerreiro que encontrava-se ainda dormindo pacificamente. Ignorando o fato que ele estava nu, tocou no braço dele para acorda-lo. — Kain! — Não surtindo efeito, o garoto cutucava com mais força.

Apenas Xanxus despertava com a agitação dele. — Kain! Acorda! Por favor! — Caja estava surpreso pelo difícil acordar do guerreiro, mas não o podia culpa-lo. Kain devia estar esgotado, pelas horas e quilómetros que tivera que andar com ele nas costas. Ele só respondia ao chocalhar do seu ombro com resmungos adormecidos.

A espinha de Caja arrepiou-se, sentiu movimentos atrás de si. O tigre já estava completamente desperto e resfolegava. Não contendo mais o seu medo, o garoto deu um tapa bem estalo no rosto de Kain. Esse por sua vez abriu os olhos verdes, não mexeu um músculo apenas rolou os olhos para encarar Caja. Ele nunca fora acordado daquela maneira, a vontade de esganar o incómodo de cabelo branco despertou junto com ele.

Um tanto aliviado por finalmente ter conseguido acordar Kain, Caja chocalhou mais uma vez o ombro do outro, aflito. — Kain, tem um t-tigre dentro da cabana! — Caja disse com um fio de voz.

A testa de Kain franziu-se, vendo o estado de pânico dele, viu-se obrigado a levantar-se. Sentou-se na cama de folhas e esfregou o rosto, soltando a sua voz rouca e entorpecida pelo sono. — Acordaste-me porque tem um tigre na cabana?!

Caja rastejou um pouco mais para perto do guerreiro, faltava um pouco para cair no colo dele. — F-faz alguma coisa. — O medo era nítido, a voz do garoto continuava por um fio, imaginando que desse jeito não atiçaria a fera, se falasse assim baixo.

— Xanxus. — Kain chamou o tigre, que subiu a cama, para horror de Caja. O peso do animal afundou as cobertas e folhas sob as pesadas patas dianteiras. Chegando ao limite de recuar, bateu com as costas no tronco de Kain. Caja recolheu as suas pernas para junto ao corpo.

Xanxus subiu o resto do corpo na cama e sentou-se, bem na frente do humano de cabelos brancos. A curiosidade felina fê-lo querer tocar no humano, para ver do que ele era feito. A pata com garras assustadoras tocaram na perna de Caja, somente a ponta das garras tocou-o. Caja tapou o rosto com as mãos, o seu nível de adrenalina feito pelo medo estava no auge.

Kain estava divertido, achou que ele merecia aquilo por tê-lo acordado bruscamente. O corpo de Caja estava tremendo como folhas ao vento, mas não aprovou a excessiva proximidade dos corpos de ambos. A expressão zombeteira dele modificou-se, quando percebeu que Xanxux estava com as presas demasiado perto da pele de Caja. — Xanxus não morder! — A voz do jovem saiu autoritária. Colocou uma mão para parar o focinho do tigre. Sabia que ele tinha o estranho hábito de morder para conhecer melhor algo, ele próprio sabia disso muito bem.

Perdendo o interesse com a proibição, Xanxus saiu da cama e foi embora da cabana.

Caja estremeceu e arrepiou-se ao sentir o bafejo do animal tocando em si. Quando notou o peso do animal sair, ele destapou o rosto e tentava controlar a respiração. Kain alisava a perna dele, verificando se os caninos monstruosos de Xanxus não tocaram lá.

A boa intenção do guerreiro não foi bem recebida, Caja afastou-se dele acertando-lhe com o cotovelo nas costelas. Dessa fez Caja deu-lhe mais que uma impressão de picada de inseto, acertou-lhe no exato ponto onde dever-se-ia acertar se quisesse machucar.

— Ei! Para quê isso?! Porra! — Golpes nas costelas eram dolorosos. Mesmo os mais fracos golpes, naquela zona conseguia eram um pouco dolorosos.

— Tu és completamente louco! Que porra é aquela de ter um carnívoro como animal de estimação? Até tem nome! — Caja já encontrava-se no lado oposto da cama. Desde que conhecera aquele maluco, que a cada dia surpreendia-se com alguma coisa fora do normal.

— Ãnh? Louco, eu? Qual é o teu problema? — Kain não entendeu a exaltação do outro.

— Atiçando aquela besta para cima de mim! Isso é divertido para ti?! Idiota! — Caja estava ficando acalorado com a troca de palavras.

— Atiçar Xanxus para cima de ti? — As sobrancelhas de Kain vincaram-se em incredulidade. Pois o que ele esperava era que Xanxus entranha-se o odor dele, e que não deveria fazer-lhe mal. — Tu não sabes de merda nenhuma pois não? Eu estava ensinando a ele que não te deveria comer.

— Ensinando um carnívoro que não deve comer-me?! Que pretensioso. — Caja encontrava-se olhando para Kain com uma expressão realmente feia. Levantou-se, a sua entorse estava finalmente curada, decidiu ir embora dali. Marchou até à porta da cabana, mas antes de tocar nas peles costuradas umas às outras formando uma proteção na entrada, a mão de Kain recaiu sobre o ombro dele.

— Onde pensas que vais? Não é seguro andares por ai sozinho. — O impulso de impedi-lo de ir embora surpreende-o. Tudo o que ele queria era livrar-se de Caja, mas compadeceu-se pela segurança dele.

— Vai afogar-te na lama negra e borbulhante e deixa-me em paz. — O tom de Caja foi o mais elevado que tinha usado até àquele momento. Enxotou a mão do outro do seu ombro, afastou a barreira de pele e saiu da cabana. Todavia a valentia do garoto esvaiu-se quando colocou os pés fora da cabana. Vários homens e mulheres deambulavam por ali, fazendo as suas tarefas, até as crianças pararam de brincar com os seus paus e pedras para olha-lo.

Mas o que fez parar os seus passos furiosos e regressar à sua forma medrosa, foi a presença do líder. Parado em frente à cabana de Kain, com os braços musculosos cruzados sobre o peito, o semblante verde estava carregado de inquisição.

Kain saiu para a rua logo a seguir, do mesmo jeito em que estava, nu e berrando. — Volta aqui idiota!

Os olhos de Theon afiaram-se com a aparência do filho. Uma voz muito mais grossa e autoritária questionou os dois jovens. — O que é se passa? Toda a aldeia consegue ouvir os vossos gritos.

Escusado dizer que o líder ouviu toda a conversa. A curiosidade do homem era tremenda, a sua cabeça não conseguia aquietar-se desde que vira o filho de Rhae, caído ali na sua frente.

Nenhum dos dois respondeu ao líder. Caja abaixou a sua cabeça, bastante envergonhado por estar a ser repreendido, e por um líder que não era seu pai. Kain apenas fechou a expressão e não respondeu, não tinha muito o que dizer na realidade. Não era hábito seu discutir idiotamente.

Theon avançou os passos necessários para chegar ao seu filho. Colocou as mãos calejadas nos ombros de Kain e suavizou a sua expressão, o verde de ambos conectaram-se. Pai e filho eram altos e encorpavam músculos proeminentes, mas Theon superava. — Sempre te ensinei a ser ponderado e calmo com os mais fracos, Kain.

Kain recriminava mentalmente o garoto-flor, por estar sendo vergonhosamente repreendido pelo seu pai por uma coisa idiota.

De certo modo o lado paternal ligou-se para Caja, Theon virou-se para o garoto franzino e colocou a sua mão nos cabelos brancos. — Não sejas obstinado, meu garoto. Escuta sempre o que Kain tem a dizer. — Theon identificou o lado obstinado entre Caja e Rhae. Um sorriso natural brotou no líder.

Caja quis gargalhar, ele não era obstinado, oxalá conseguisse ser sempre assim, tudo ia ser mais fácil para ele. Foi ensinado que deveria responder sempre que falassem com ele, sobretudo responder aos mais velhos com humildade. E ele não fazia outra coisa a não ser ouvir as coisas rudes que Kain dizia para ele. — Sim, senhor.

— Agora vão comer, Nala espera-vos para comer. E Kain veste alguma coisa. Não sei o que passou entre vocês ontem à noite, mas seria bom manter a descrição na intimidade. — Theon olhou do rosto perplexo do seu filho para o rosto inflamado de Caja. Ambos estavam constrangidos. Seria muito curioso assistir ao convívio entre ambos os garotos, Theon não iria interferir.

— Não se passou nada e eu durmo sempre nu no verão. O grande líder está insinuando que eu gosto de comer a bunda de outros homens? — Kain olhou para o pai com uma expressão feroz. O líder não deixou-se incomodar com o olhar do filho, estava olhando para si mesmo quando tinha idade dele. Aquele tipo de olhar, Theon deu-os muitos ao seu pai também.

— É uma prática normal sexo entre homens, isso incomoda-te? — Theon fixou os olhos em Kain, como se quisesse ver todas as repostas dele assim. Talvez eles os dois possuíssem muitas semelhanças, contudo isso não queria dizer que fossem exatamente iguais. A ideia dos espíritos antigos terem envenenado as novas gerações das tribos para se odiarem, e não amarem-se, incomodou-o.

— Isso é nojento, pai. — Ninguém dera-lhe o tempo necessário para realmente pensar sobre o assunto. Kain não soube o que responder, por isso disse o que achava correto dizer. Homens envolverem-se sexualmente era um tema tabu para ele, não conhecia e não sabia nada sobre isso.

O rosto de Theon continuava passivo, não reagiu à resposta do filho, não tinha por que faze-lo. — Hum achas mesmo… — O lado enigmático da resposta não passou despercebido aos jovens. — Leva Caja ao lago para tomar banho. Vemo-nos mais tarde, avisa a tua mãe que chegarei pelo anoitecer. — Dito isso Theon deixou os dois garotos na entrada da cabana.

O líder ia fazer o patrulhamento com um dos grupos de vigias. Ser líder significava ficar confinado somente ao seu território, sem a possibilidade de sair para mais lado nenhum. Mesmo se os domínios fossem imensos.

.OoO.

Tribo do lago não era chamada assim por nada, em todo o território estavam dispersos vários lagos para uso humano, sem criaturas aquáticas ferozes. Muitos desses lagos eram de água quente, aquecidos pelos vulcões adormecidos, essa água quente fazia as delícias das pessoas no inverno. Outros lagos eram de água fria para banhos no verão e para consumo. Por isso a tribo do lago possuía o maior abastecimento de água dos territórios humanos.

Kain e Caja atravessaram a aldeia em silêncio, obviamente o filho do líder tomava a liderança do caminho, Caja ia a pouco mais de dois passos atrás. A marcha dos dois era seguida com curiosidade pelas pessoas com quem se cruzavam no caminho. Não trocaram mais nenhuma palavra, o silêncio castrador acompanhava os dois. O caminho reto subia para uma pequena colina, tapada por algumas árvores. Subiram-na, para surpresa de Caja o lago estava situado entre rochas e vegetação, o que resultava numa paisagem bastante comum, mas ele acho-a bonita.

— Essa água é toda tua, fedorento. — Kain sentou-se num rochedo pequeno, pronto para o tédio de ver o outro tomando banho.

Não ligando para mais nada Caja atirou-se para dentro do lago, a sensação de mergulhar dava-lhe a liberdade que precisava. Aliviou-se, não aguentava mais conter-se, precisava mesmo de urinar. Depois disso agitou as águas com as mãos para dissipar o líquido amarelo. Dentro da água ninguém diria que ele era desajeitado. Mergulhou diversas vezes, regressando à superfície para despir a sua túnica e deixa-la por cima de água. Com os dedos tentou desfazer os nós formados no cabelo.

— Ei, florzinha apanha! — Kain pegou no pequeno objeto que tinha trazido consigo. Era uma das invenções da sua mãe e irmã, um pequeno retângulo que servia para tomar banho. Mas como Kain não gostava de coisas com cheiro nunca o usava, era forte demais. Os animais sentiriam o odor caso usasse aquilo para tomar banho. Achou que Caja poderia gostar.

Caja apanhou o que voou na sua direção. Era escorregadio, teve que aperta-lo com as duas mãos. Não conhecia aquele objeto, era branco mas podia-se ver flores esmagadas e misturadas naquele objeto opaco. O cheiro que provinha de lá era agradável, por isso levou-o ao nariz e inspirou o aroma, de fato era cheiro de flores. Na sua ignorância não soube para que aquilo servia, nunca antes vira aquilo.

Observando a admiração que Caja dava para um pedaço de coisa que nem ele sabia o nome, Kain gritou-lhe. — Usa isso para lavar o corpo, idiota. Para de cheira-lo!

Tendo a sua curiosidade satisfeita quanto ao uso do objeto, Caja lavou o olhar rancoroso ao outro e virou-lhe as costas, murmurando entre dentes um ‘idiota’. De fato a coisa escorregadia branca deslizava sobre a sua pele, deixando um rasto branco com pequenas bolhas na pele. Passou a mão com o objeto pelos do braços, peito pescoço e o trilho espumoso e cheiroso cobria toda a sua pele. Decidiu também usa-lo no seu cabelo, o que não foi uma ideia muito feliz, pois o liquido caiu-lhe para o olho, fazendo-o arder.

Isso fez render a Kain umas boas gargalhadas, que observava o garoto-flor por isso não se lembrou de ficar entediado. Aflito Caja mergulhou completamente, para limpar os olhos soltou o objeto espumoso, que se perdeu no fundo do lago. Quando regressou à tona, Caja continuou a esfregar os olhos, para a próxima já sabia que aquilo não devia cair nos olhos, pois quase o deixou cego. Completamente livre da sujeira procurou a sua túnica, a única coisa que tinha para vestir, e arrependeu-se de a ter molhado.

Saiu do lago sob o olhar atendo de Kain, que levantou-se e pegou em algo perto dos seus pés e entregou-lhe. — Veste isto.

Meio desconfiado, Caja pegou no tecido de couro escuro, era um tanga, que pelo tamanho devia ser dele. Resignado, colocou-a. Precisou dar dois nós no tecido, pois a sua cintura estreita pareceu encolher mais com a tanga, onde caberiam dois de si. Depois de ele ter colocado a tanga, Kain entregou-lhe um cordel, também de couro, para amarrar os cabelos.

Kain estava delirando, o corpo com a pele pálida e molhada pareceu-lhe diferente. Os mamilos do Caja lembravam-lhe duas pétalas de flor, de tão rosados que eram. E claro que ele estava analisando o corpo do outro, obviamente não esqueceu o sonho perturbador que dera-lhe uma potente ereção. O único pensamento saudável e aceitável que tinha no momento era que devia afastar-se de Caja, e retomar a sua vida. Os olhos verdes deslizaram para uma última olhadela ao corpo magro, depois Kain virou-lhe as costas. Tomando o caminho de volta para a aldeia.

.OoO.

Nala lançava olhares curiosos ao garoto que chegara com o seu filho. Uma coisa que sobressaia, ele era assombrosamente bonito. Cabelo e olhos peculiares, pele de causar inveja, naquela terra de peles castanhas até avermelhadas. Existir tal tipo de pele com esse tipo de brancura era de abismar. Outra coisa que notou, o garoto era amável e sabia agradecer, coisa muito rara para os garotos da idade dele. Olhou para o seu filho, e suspirou frustrada. — Mais um pouco Caja?

O garoto aceitou sem graça, estendeu a tijela de barro para a mulher enche-la novamente com sopa. — Obrigado. — Agradeceu quando já tinha a tijela de novo na mão. Caja olhou para a família de Kain, mãe e irmã estavam na sua frente. Ambas de cabelo negro e longo. Nala tinha os olhos castanhos, assim como a sua pele, porém era bastante bonita e claramente destacava-se.

Saxon, o irmão mais novo, era um pouco mais baixo e magro que Caja. Os cabelos negros curtos e lisos, pele igualmente morena. O filho mais novo tinha herdado os olhos castanhos da mãe. Lila e Kain tinham os verdes brilhantes, mas somente o filho mais velho herdou a fisionomia completa de Theon. Os cinco estavam na cabana da mãe de Kain, onde ela vivia com os dois filhos mais novos. No centro deles uma fogueira com o fogo mínimo mantinha a sopa quente, os tapetes feitos com pele de tigre dentes de sabre serviam para sentar. E assim funcionava o ambiente familiar.

— Kain, o que planejas fazer hoje? — Nala tinha interesse em saber tudo o que os filhos faziam, conversavam e o que aprontavam. Enquanto mexia a sopa de carne, olhou atentamente para o filho. Triturar e engolir eram as únicas funções da boca do seu filho, ao vê-lo colocar o pão redondo inteiro na boca.

Somente quando bebeu o caldo da sopa para fazer o pão descer é que responder à mãe. — Planejo fugir hoje. — Sem disfarçar olhou para Caja, que no mesmo momento olhava para ele.

— Tu és responsável por ele, não vais fugir para lado nenhum. — A mulher semicerrou os olhos para o eu varão, realmente o comportamento infantil não era usual em Kain. Quando ouviu as mulheres da aldeia comentando o pequeno aparato na cabana dele, incluindo Theon assistindo a cena.

— Ele não é obrigado a ficar colado a mim o dia inteiro. E se queres saber, eu vou fazer o que ninguém pode fazer por mim, quer dizer até podem. Esvaziar as minhas bolas. — Kain não tinha costume de falar das suas necessidades carnais com a sua mãe, mas ela estava pedindo por algo assim.

Nala levou a sua mão ao rosto exasperada, desistiu de responder ou repreende-lo, Kain não tinha mais idade para isso.

— O meu pai avisou que só chegaria à noite. — Kain levantou-se e saiu da cabana.

Caja terminava a sua comida silenciosamente, e sentiu-se um pouco desorientado, não sabia o que deveria fazer. A mãe de Kain sentindo o garoto perdido, no meio de estranhos isso era mais do que normal. — Podes ficar connosco, querido. — Ofereceu um sorriso maternal.

Saxon, o silencioso irmão mais novo, de dez primaveras, levantou-se igualmente. Murmurou baixamente que voltaria para o jantar.

Sorriu de volta para a Nala e Lila, não queria parecer mal-agradecido, mas passar tempo com mulheres era o que ele menos queria. Amaldiçoou Kain por deixa-lo para trás.

.OoO.

Ao anoitecer o líder e os dois filhos regressaram à cabana da mãe. Kain não foi encontrar-se com nenhuma garota como provocou mais cedo, passou o dia dormindo em algum canto e com os outros jovens guerreiros. Os recém-tornados guerreiros, que receberam a aprovação de guerreiros pelo Xamã da tribo, tinham o costume de andarem em juntos. Criando assim laços de irmandade. A proximidade e a boa camaradagem entre os jovens refletia-se na caça. Saxon permaneceu o dia em aventuras com outras crianças da aldeia.

Já o líder não esteve em lazer, andar quilómetros somente com as suas pernas era muito esforçado. Piorando, quando descobriram alguns dos troncos que faziam a fortaleza, deteriorados pelo tempo, água e insetos. A troca dos troncos podres por novos foi relativamente puxada mas rápida.

No fim Caja, divertiu-se com a mãe e irmã de Kain. Os três fizeram diversas tarefas, conversaram e riam, sobretudo falaram sobre Kain e quando era pequeno. A mãe dele confidenciou algumas das traquinagens quando pequeno, e o seu medo de criaturas com menos de dez centímetros. Essas confidências fizeram Caja rir até as lágrimas formarem-se nos olhos dele. Era hilário descobrir coisas desse gênero, um dia poderiam ser usadas para judiar Kain, quando Caja aprendesse a ser desbocado.

O garoto aprendeu a fazer os cheirosos sabões, o retângulo perfumado que usou para lavar-se chama-se sabão. No fim da confeção deles, a cabana exalava aromas que fazia os narizes arderem um pouco.

Á conta disso e com o extremo calor noturno, a família e Caja acenderam uma fogueira na rua para a confeção do jantar. Theon esfolava um Repenomamos com destreza, a pele peluda do animal saía intacta. Aproveitando o pelo dele para as vestimentas do inverno. Com ajuda de Kain, os dois colocaram o animal num espeto de madeira sobre a fogueira. Nala e Lila preparavam os legumes, e pão.

Caja foi arrumado num canto por Kain, com a desculpa que ele atrapalhava. Um pensamento maldoso envenenou a mente do garoto, pensou no quanto quem ficaria bem naquele espeto rodando seria Kain. Assim ficou sentado no chão junto com o caçula da família. Saxon pouco falava, apenas olhava de soslaio para Caja sem esse perceber. Poder-se-ia dizer que o garoto era retraído por ser o filho mais novo do líder, logo as comparações com o irmão mais velho eram inevitáveis.

Theon observou o comportamento do filho mais velho em silêncio, durante todo o jantar. Intrigante ver Kain demonstrar preocupação excessiva por alguém. Mesmo com o jeito sem tato algum, o seu filho lançava um olho a Caja.

Após o jantar, o líder deixou a família, para fazer o que sempre fazia durante a noite. Acostumados com a atitude dele, a família não dava muita importância. Exceto Nala, a esposa somente de nome, e mãe dos filhos dele, mas nunca a pessoa presente no coração de Theon. Os olhos da mulher entristeceram ao ver as costas do marido, ao vê-lo afastar-se a cada noite dava-lhe uma sensação muito amarga.

Kain percebeu que o seu pai já não estava ali. — Onde é que ele vai? — Perguntou sem realmente se interessar muito, pois ele fazia isso constantemente.

— Vai tentar encontrar a estrela dele… — Nala respondeu ao filho, tentando esconder a sua tristeza. Realmente amava Theon.

.OoO.

Seguia o rumo que todas as noites percorria, por dezasseis anos. Tornou-se o ritual de Theon, buscava a benevolência dos espíritos antigos, orando a eles. Nunca se esqueceu da felicidade que um dia encontrou, e esperava saboreá-la de novo. Por isso permitia-se dar uma oportunidade a si mesmo e deixar de ser o líder por momentos, e saia da tribo.

Á medida que embrenhava-se pelas árvores e vegetação, o som das águas da cachoeira indicava um rio perdido no meio da densa vegetação. Encontrava-se fora da fortaleza da tribo do lago, aquele curso de água não pertencia a ninguém. A esperança de Theon renovava-se a cada noite como as águas da cachoeira.

Ao encontrar a margem do rio, os olhos do homem pararam de pestanejar. Achou que finalmente estivesse a alucinar, e que a sua obsessão estaria a cegar a sua mente. Sob a luz branca da lua, perto da cachoeira com mãos levantadas como se estivesse segurando a água, Rhae estava proporcionando a realidade do seu desejo.

Theon perdeu o folego, almejava o dia em que pudesse reencontrar o seu amor da juventude. Ele estava tendo dificuldade em controlar o seu corpo, as suas pernas não obedeciam. Parecia que o seu íntimo dizia que apenas observa-lo era o suficiente, e se aproxima-se demasiado a miragem desapareceria.

Para Rhae estar naquele sitia anos depois parecia irreal. Passara muito tempo desde que tocara nas águas daquela cachoeira. Quando mais novo, ele refugiava-se ali, todas as vezes que o seu tormento era maior do que conseguia suportar. Fora ali, que conhecera a pessoa que o fizera esquecer um pouco de quem ele era, e do seu fardo. Apesar dos dois terem destinos iguais.

Conseguiu escapar de Targus e da sua supervisão enquanto fingia que ia dormir, precisava de aliviar-se porque o seu sufoco estava-o matando.

O seu estado era completamente miserável, Caja não havia regressado, os guerreiros não conseguiam localiza-lo. Simplesmente desapareceu e qualquer rasto existente fora lavado com a chuva. No momento de aflição, só conseguia lembrar-se daquela cachoeira, tanto tempo depois encontrava-se no sítio que mais odiava.

Absorto na sua angústia, Rhae deixou as suas mãos em contato com a água corrente. Desde do desaparecimento do seu filho, o líder da tribo da floresta pensava que tudo aquilo fosse algum tipo de castigo divino. Por toda a sua obstinação e por ter enveredado por um caminho tortuoso para fazer de Caja o futuro líder. Deixando os sentimentos e necessidades do próprio filho para segundo lugar, tudo pelo maldito bem da tribo.

Novas lágrimas quentes enchiam os olhos azuis, sentia a falta de ter um conforto. Rhae sentia falta de tanta coisa, que ao longo dos anos aprendera a suportar tudo sozinho, tornando o fardo mais pesado sobre os seus ombros. Nunca considerou a sua esposa como uma verdadeira companheira. O matrimônio entre ambos, não foi mais nada do que um benefício para as duas famílias mais poderosas.

Secretamente Rhae ficou aliviado por a sua esposa ter morrido. Quebrando assim o laço infeliz, libertando-o das amarras que limitavam a sua liberdade. Permitindo assim recuperar um pouco mais da pessoa livre que fora antigamente.

Uma vez tomara uma decisão radical, largar a sua posição e família. Deixaria todo o dever e sumiria com Theon. Isso nunca se concretizou, na noite que escolheram para deixar tudo para trás, Theon não aparecera. Rhae esperou por ele durante toda a noite, até ao amanhecer. A mente dele esvaziara-se, o seu olhar vidrara-se vazio num ponto qualquer, ingênuo e fácil de enganar era tudo o que ecoava na mente e no coração dele.

Fez a promessa de nunca mais amar ou deixar que o enganassem com promessa vãs, Rhae jurou que cegaria se tal acontecesse. Teve o sol do dia em que completaria dezoito primaveras como testemunha. Regressara para a sua tribo e deixou que o preparassem para o ritual de passagem da liderança da tribo. Nesse dia, também fora o dia do seu matrimónio. Rhae descarregou a sua frustração em Amona, estourou o seu corpo nela e drenou todas as energias sem tampouco ser carinhoso com a sua jovem esposa. Libertou toda a frustração do abandono no corpo dela. Caja fora concebido no meio dessa frustração.

A sensação de tocar na garota fora demasiado perturbante e suja, não voltara a tocar mais nela. Procurando assim outro método para satisfazer o seu corpo.

Theon deixou a sua tanga cair perto das roupas de Rhae. Entrou na água, surpreso por o outro não dar pela sua presença. Só de observar a imagem dele, Theon poderia dizer que ele transformara-se num bom líder. A postura orgulhosa de Rhae dava-lhe a aura de poder que precisaria ter. Sabia que ele com toda a certeza o odiava, Theon estava ciente disso. Mas na altura em que estava pronto para largar tudo, algo maior o fizera quebrar a promessa.

Rhae continuava tão absorto, isso junto com o som ensurdecedor da água, abafando os sentidos de alerta dele. Sobressaltou-se quando uns braços fortes rodearam a sua cintura, pensando ser Targus. Que finalmente tivesse percebido a sua fuga. Sendo uma pessoa que aprendera a conhece-lo ao longo dos anos, acrescentando que a sua falecida esposa era irmã dele, Targus era como uma espécie de apoio. Em que ambos beneficiavam de algo.

O seu cabelo foi alvo de uma profunda inspiração do recém-chegado. O nariz dele desceu para seu pescoço, a ponta roçava na pele, descendo muito devagar até chegar ao seu ombro. Rhae franziu a testa, era certo que Targus não era de muitas palavras, por isso não estranhou a falta de comunicação. Mas as caricias dele estavam diferentes. Faziam o seu corpo reagir de forma estranha.

Theon beijou e sugou o ombro, a pele que somente poderia acariciar nos seus sonhos. Foi o suficiente para entrar em transe, a submissão de Rhae dava-lhe mais a sensação dele estar alucinar. A sua ereção pressionou-se contra as costas brancas, as suas mãos apertavam o ventre liso. — Rhae… — Suspirou.

Acordado da hipnose que as caricias estavam provocando nele, Rhae afastou-se abruptamente empurrando o corpo que estava atrás de si. Theon teve a confirmação de que não estava alucinando ou sonhando.

Rhae virou-se para a pessoa que representava a sua tortura silenciosa. A voz que tantas vezes suspirara o seu nome, não era de admirar que o seu corpo tivesse ficado submisso, pois não tinha esquecido do toque daquelas mãos. Os olhos azuis brilharam numa expressão feroz.

— Quanto tempo Rhae. — Theon deu um meio sorriso, ali estava a expressão de ódio alimentado pelos anos.

Não respondendo, Rhae lançou o seu desprezo mudo, teve a intenção de ir embora dali o mais rápido possível. Porém essa tentativa falhou, o silêncio da noite foi sobreposto por árvores sendo arrancadas e caindo no solo, como se algo muito grande se aproximasse da cachoeira.

Theon empurrou o corpo de Rhae para dentro da cortina grossa de água que caía, isso fez com que ele batesse com as costas nas rochas. Não conteve o gemido de dor, Rhae abriu os olhos, ouvindo o animal chegar perto da cachoeira, só restava saber qual o tipo de animal.

Ambos permaneceram quietos, controlando as suas respirações, diminuir a presença humana era fundamental em qualquer caso de contato com as bestas. A água iria ajudar a disfarçar os odores dos corpos. Movimentos pesados da criatura eram distinguidos, os olhos de Theon e Rhae seguiram a sombra escura, uma grande mandibula se abria para engolir a água da cachoeira.

Os dentes do animal eram arredondados, significava que era um comedor de plantas e não um carnívoro. Sendo que não corriam perigo, Theon e Rhae viraram-se para encarar um ao outro. Tinham consciência que encontravam-se nus e colados. Theon continuava com o seu membro duro enquanto Rhae não conseguira atingir esse estado porque interrompeu-o.

— Trinta e três primaveras assentam-te lindamente. — Theon estava embebecido pela aparência do seu amor. O tempo fora extremamente bom com ele, a sua pele continuava branca e perfeita, algumas cicatrizes já esbatidas no peito e braços contavam a história do obstinado e rebelde Rhae. Os cabelos brancos cresceram bastante, os lábios carnudos exibiam-se implorantes por beijos como sempre. Os olhos verdes encaram os azuis, sem intimidar-se Theon encontrou a maior mudança ali.

— Afasta-te de mim ou arranco o teu couro. — Rhae susteve o olhar feroz, foi como uma proteção. Ficou nervoso com a situação, ter subitamente o penetrante olhar daquele homem em si era desconcertante. Os anos também foram bastante generosos com Theon. Ele exalava a temperatura corporal de uma pessoa nascida no verão.

Os músculos duplicaram de tamanho, assim como as marcas no seu corpo. Os cabelos castanhos outrora curtos agora tocavam os ombros, mantendo o mesmo jeito selvagem. Algumas rugas e barba decoravam o rosto de Theon. Se dessem a escolher entre a versão mais jovem e a atual, Rhae escolheria aquela. A aparência amadurecida do outro era intoxicante. Alheio, o dinossauro continuava a emborcar litros e litros de água para dentro da sua boca.

Rhea era alto, mas Theon era um pouco mais. O líder da tribo do lago sempre fora um pouco mais que ele em todos os aspetos. Mandou a prudência ir junto com a corrente do rio e empurrou o moreno para longe de si, e saiu da proteção da cortina de água da cachoeira.

Theon não ficou surpreendido pela reação dele, afinal havia muita tensão acumulada, feridas reabertas e nenhuma comunicação. Deixou-o afastar-se de si. — Caja está na minha tribo, a salvo.

Rhae já estava vestindo-se, ficou estático. A surpresa estatelou-se no rosto dele, o seu cérebro assimilou com rapidez o que foi dito, mas a sua reação foi morosa. Isso deu tempo para Theon também chegar à margem e aproximar-se novamente do arisco. — O meu filho encontrou-o três dias atrás. O meu filho encontrar o teu dá muito que pensar. — Não tendo a força necessária para evitar em tocar em Rhae, os grossos dedos enlaçaram-se nos fios brancos.

O pesado fardo que vinha alimentando-se da sua angústia e aflição, desapareceu como uma folha varrida pelo vento. Fechou os olhos por breves instantes para abri-los com outra expressão. — O teu filho vai ficar sem aquilo que mais preza se tocar em Caja.

Theon riu deliciado, a sombra que cobria os adoráveis olhos de Rhae havia-se sumido. — Os jovens são difíceis de controlar e dominar, devias saber disso melhor do que ninguém.

Um sorriso malicioso cobriu os lábios de Rhae, pois tinha o que precisava para dominar aquele homem, a sua mão. Aproximou-se muito mais dele, roçando corpos e respirações. A mão de dedos finos e longos pousou no extravagante pênis duro de Theon, os dedos começaram a acariciá-lo. Sentindo as veias do membro dele pulsarem com a pressão do movimento que exercia.

Theon não conteve os gemidos, estar sendo tocado por aquela pessoa era o que mais desejava, durante anos. Orgulhando-se pouco da sua falta de atitude, pois devia pegar em Rhae e possui-lo no chão, mas não o fez. Deixou-se masturbar-se ali de pé. Rhae sussurrou no seu ouvido, o apelido que mais ninguém usava. — Theo…

Rhae aumentou a velocidade da sua mão no pênis de Theon, enquanto suspirava na orelha dele. O orgasmo deu-se mais cedo do que Theon queria, efeito colateral da situação irrisória em que se encontravam. — Rhae…

— Continuo a dominar esse teu animal… meu amor. — Rhae ironizou, lambeu os dedos sujos com sêmen enquanto mantinha o contato visual com Theon. Lambeu cada um dos dedos de forma lenta, passando a língua sugestivamente. A essência salgada da masculinidade encheu a sua mão.

Apesar de Rhae estar também ofegante e excitado tentou controlar-se o máximo que pôde, as suas roupas largas eram uma vantagem naquele momento. — Caja é virgem, e vai permanecer assim. Caso contrário eu acabo contigo e com o teu filho. Manda-o para casa daqui a trinta dias.

O fundamento da ameaça seria para evitar que a mesma história se repetisse, mais dois garotos que acabariam destroçados. Rhae toleraria a morte, mas ver o seu filho de coração despedaçado levando uma vida de amargura era inconcebível. Contudo permitiria que Caja ficasse na tribo do lago para aprender algo. Queria testar a resistência de Caja, se o garoto fosse esperto não sucumbiria aos encantos dos homens daquela família. Não acabaria como ele.

Theon não respondeu, efeito do orgasmo e de estar concentrado no rosto dele. Admirando o quanto ele estava adorável fazendo ameaças. Ficou vendo Rhae afasta-se e desaparecer por entre as árvores. O líder amaldiçoou-se, somente um misero rio separava-o de Rhae, a distância física não era nada, rigorosamente nada. Em contrapartida as obrigações para com as respetivas tribos criaram uma distância mais profunda, que nem a maior força de vontade podia contorna-la.

Rhae não acreditava no que tinha acontecido, a intensidade de querer aquele homem não havia diminuído.

Notas finais
Gostaram do cap? :3Essas fotos, foram o máximo dos máximos que encontrei para representar os pais deles, são mais ou menos parecidos com os filhos. kk Rhae, claro o uke tem que parecer mais jovem haha mas basicamente os meus ovários não aguentaram quando vi esses dois juntos !! JSIASDHUASHUAHSE quanto à #3 explicação, esqueçam ela foi só mesmo pra fazer desespero kkkk E acho que não tenho mais nada a dizer o/Beijos e até ao próximo caps! ♥