Desejos Pecaminosos
14 Capítulo - 14 - Em Busca de Sam
Notas iniciais
Mais um capítulo em menos de 24 horas (record/rsrs) Não era minha intenção mesmo, pensava em escrever lá por quinta ou sexta, mas ai me deu vontade de escrever e foi daqueles que eu gosto. Sai tudo de uma vez tranquilamente.
Boa leitura, espero que gostem, eu gostei muito. ^.^
Boa leitura, espero que gostem, eu gostei muito. ^.^
Suas asas se abrem majestosamente. Castiel se encontra agora no limiar do tempo aonde este se cruza com o espaço, aqui tudo é nada ao mesmo tempo, o ontem, o hoje e o amanhã se propagam de formas aleatórias. Há inúmeras ramificações levando para todo e qualquer lugar. O anjo abre sua mente para encontrar um determinado Samuel Winchester, aquele que foi tirado de sua existência natural e enviado para um tempo que não pertence, esse é o Sam que Castiel deve localizar no meio de tantos os outros.
Sam acorda tão cedo quanto desejava, talvez o pensamento firme tenha tido esse resultado além de que como caçador, ele sempre durma com os sentidos meios que despertos embora não saiba disso nesse momento. Seu corpo esbelto ergue-se tendo sobre si apenas a justa cueca branca, a perfeição física seria um deleite para qualquer olhos que pudessem vislumbrar tamanha beleza corporal. Prefere por as vestes que ganhou das gentis senhoras do que as que John Winchester lhe deu. Ele não quer levar nada dali, nem daquele homem que agora não lhe parece tão generoso quanto pensava antes. As calças jeans, a camisa preta, uma blusa xadrez e uma jaqueta verde escuro fazem um look que lhe é bastante familiar mesmo não sabendo ele o porquê. Sam caminha pela casa não de modo sorrateiro, todavia procura não fazer muito barulho para não acordar seu instigante dono.
Quando está para abrir a porta ouve uma voz vindo do andar de cima: — Sam. Sam é você? — A voz vai se aproximando ficando cada vez mais audível. Anunciando que o emissor dela está também mais perto. — Sam?
Ao olhar para cima no alto da escada Sam vê John quase desnudo usando apenas uma cueca igualmente de cor branca e bem justa ao seu corpo o que favorece-lhe bastante as musculaturas de suas coxas e de seu bonito corpo. É o pensamentão de sam naquele momento e é então que ele se da conta do verdadeiro motivo de estar querendo fugir dali. Ele não está fugindo daquele homem, está fugindo de si mesmo e do que pode acabar fazendo se continuar ao lado de John Winchester. Sam se da conta que sente uma grande e forte atração por aquele homem.
— Sam, aonde está indo? Porque está com essa mochila? Você ia embora sem me avisar, sem se despedir de mim? Porque está fazendo isso, eu fiz alguma coisa errada? — Todas essas indagações são feitas por John enquanto ele desce os lances de escadas. A surpresa em sua face demonstra o quanto a atitude de Sam foi inesperada para ele.
O moreno por sua vez com uma voz baixa, tímido responde ao outro: — John por favor... Me entenda... É... Que isso tudo pra mim... Quer dizer, nós dois nos conhecemos a tão pouco tempo e...
— E pra mim parece que nos conhecemos a uma eternidade Sam. — Diz John interrompendo o maior. Ele chega bem perto de Sam continuando. — Olha, eu não sei explicar o que há comigo em relação a você. O que eu quero te dizer é que eu nunca, nunca mesmo estive envolvido por um homem como estou com você e, isso pra mim é uma enorme e assustadora novidade. Porém não posso me fazer de cego negando ou fingindo que não está acontecendo nada. Mas quero que saiba que eu jamais nem se quer por um momento faria nada com você que você não quisesse ou permitisse. E você com todo esse porte, ficaria bem difícil de conseguir mesmo que eu quisesse, não acha? — Depois da última frase dita, ambos abrem um pequeno sorriso.
— Olhando por esse lado. — Fala Sam, um pouco mais avontade mesmo com John bem rente a ele.
— Mas me diga Sam. Porque você ia embora dessa maneira?
Seus olhos se fitam por instantes de silêncio, Sam respira fundo criando coragem para falar a verdade e assim ele faz: — Era porque eu percebi que você... Que nós... Estávamos desse jeito. Era porque eu estava com medo de você, de mim mesmo também.
— Tudo Bem Sam. Venha, largue essa mochila aqui, o dia está amanhecendo e eu estou faminto. — Fala John quebrando o ar pesado que se faz, jogando a mochila de Sam em um sofá pequeno.
Em seguida os dois estão na cozinha onde John prepara um belo café da manhã ao mesmo tempo que conta causos engraçados de seu emprego, algo que faz ambos darem boas e alegres risadas. Durante o desjejum John come esfomeadamente, Sam não tem ideia de onde porém algo lhe diz que já viu algo assim durante muito tempo em sua vida. Ele só lamenta por não saber quando.
John já vestido e pronto para ir para o trabalho vai até a sala onde Sam assiste á um cartoon qualquer.
— Vou indo nessa Sam. Você vai estar aqui quando eu voltar, ou devo me despedir agora de você?
Os olhos de Sam fitam John de um modo que ele não esperava. Sam se levanta indo em sua direção, ele pega o rosto de John com as duas mãos, se olham, sentem e ouvem suas respirações descompassadas, os dois estão muito nervosos. Então Sam muito selvagem gruda seus lábios nos do menor que de começo fica estático, mas logo corresponde beijando Sam com tanta vontade quanto é beijado por ele. Somente quando há uma falta de ar para eles é que o beijo é desfeito, mas por pouco tempo apenas para recuperar o fôlego mesmo, pois logo estão grudado de novo e dessa vez suas línguas se conectam dentro de suas bocas, seus braços envolvem um ao outro, seus corpos começam a dançar pela sala batendo pelas paredes tamanha é a voracidade de seus desejos. Quando dão por conta o chão é a sua moradia, onde continuam a se beijar, se abraçar, se roçar, mesmo com suas grossas jeans ambos conseguem sentir suas ereções duras e pulsantes, John está por cima, ele desliza a mão no membro de Sam sobre a calça. Sam leva as mãos ao mesmo local desabotoando-a. Só que sem o menor aviso deixando o maior muito espantado, frustrado John corta o ato se levantando.
— O que houve? — Pergunta Sam ainda deitado no chão.
— Não posso, não agora Sam. Não que eu não queira, e como eu quero... Mas estou atrasado já e como ando queimado não quero dar motivos para me darem um pé na bunda. Entende? — Responde John se recompondo.
— Claro, perfeitamente. Me desculpe.
— Não precisa se desculpar. — Diz John estendo a mão para ajudar Sam a levantar-se. — Eu adorei Sam. — Finda John com um largo sorriso que vai de um canto ao outro.
Sam sorri igualmente. — Eu também John.
Sam acompanha John até a piku-pi, eles se despedem e John arranca indo trabalhar. Dando uma enorme e prazerosa espreguiçada abrindo bem os braços, ele ergue a cabeça deixando seu rosto ser banhado fortemente pelos raios do caloroso sol daquela manhã, a seguir volta para dentro de casa, assim que fecha a porta, sua cabeça volta a doer e mais lembranças invadem sua mente com imagens que Sam não entende. Desta vez elas são maiores, são muitas imagens isso faz com que sua cabeça doa ainda mais do que anteriormente. — AAHHH! — Com extrema dificuldade ele chega ao maior sofá deitando-se nele esperando a dor passar como nas outras vezes, mas ele não passa.
Assim Sam levanta-se dali indo à seu quarto procurando por algum analgésico que não encontra, sobe para o quarto de John com muito esforça, cambaleando por vezes, outra tentativa sem sucesso. Não lhe restando outra alternativa ele desce para ir para fora da casa pedir ajuda, a dor se intensifica, as imagens não param ele grita mais e mais. Então antes que possa alcançar a porta Sam cai no chão perdendo os sentidos.Por volta das 18:00 horas a piku-pi de John retorna, chega feliz, sorridente parecendo ter tido um ótimo dia, trás consigo mantimentos que talvez sejam para o jantar. John entra na casa chamando por Sam porque por mais que não queira admitir há uma dúvida instalada se realmente encontrará o mesmo em casa. — Sam? — Para sua felicidade o moreno está em casa, embora de uma maneira que John não esperava. Seus olhos fitam Sam desmaiado no chão, o pacote cai de sua mão e ele corre para socorrer seu recém amigo desconhecido.
— Sam! Sam! — Fala John dando-lhe leves batidas no rosto, algo que não surte efeito, sendo que não reage. John então verifica a pulsação de Sam vendo que está normalizada, essa confirmação lhe acalma um pouco os ânimos.
Fazendo um tremendo esforço, John pega Sam nos braços levando-o para cima e pondo em sua cama. Ele despe Sam deixando-o apenas com a cueca branca, depois cobre seu corpo com um lençol. Senta ao seu lado passando suave a mão no rosto do maior. Por uma fração de segundos, John passa os olhos pelo quarto onde vê um porta retrato com a foto de Mary.
Desde que conheceu Sam em nenhum momento ela esteve em seus pensamentos que foram invadidos e tomados totalmente por aquele belo moreno. Mas John não quer pensar sobre isso agora, ele vai até o retrato, o pega colocando dentro de uma das gavetas do closet. Volta até Sam dando-lhe um meigo beijo nos lábios e desce deixando o moreno dormindo.
Bem mais tarde próximo das 23:00 horas Sam desperta, seus olhos abrem devagar fazendo o reconhecimento de onde está, o que não demora muito. É o quarto de John, pensa ele. Com um virar de cabeça para a direita vê John dormindo sentado em uma cadeira com um livro aberto em seu colo. Sam se acomoda na cama recostando-se na guarda.
— John. John. — Chama baixo Sam para não assustar o amigo.
Com o chamado John desperta não assustado como Sam queria, mas ainda assim um tanto nervoso. — Sam! Você está bem? — Indaga John indo até a cama sentando ao seu lado na cama.
— Sim. Agora estou bem melhor. — Responde Sam com um leve sorriso.
— O que aconteceu? Encontrei você atirado, desmaiado no chão quando cheguei.
— Depois que você partiu minha cabeça começou a doer muito mais forte do que das outras vezes.
— O que? Você desmaiou logo que eu sai?!
— Porque o espanto? Que horas é? Você voltou mais cedo?
— Não Sam. Eu voltei no horário normal. E agora já são quase meia-noite. Você ficou desacordado um dia inteiro.
— Você só pode estar de brincadeira comigo! — Exclama Sam.
A mão de John volta a acariciar o rosto de Sam, desta vez com ele desperto que aceita a calorosa mão que lhe afaga. John sorri, feliz por saber que está tudo bem e que o pior passou. Contudo indaga a Sam: — Nós temos que ver o que são essas dores Sam. Acho melhor marcar uma consulta para você, se der amanhã mesmo.
— Obrigado. Mas estou bem agora.
— É, agora. E depois? Não vamos discutir isso, amanhã vamos ao hospital. Enquanto isso está com fome? — Pergunta John se levantando com um largo riso. Vendo que não adianta retrucar Sam da o assunto do hospital por encerrado e, responde a segunda pergunta. — Estou sim.
— Ótimo. Fique aqui que eu vou trazer nosso jantar para cá.
— Espere, eu posso... — Tenta falar Sam sendo logo interrompido.
— Pode é ficar deitado isso sim. Eu já volto.
Em quanto John sai do quarto para buscar o jantar Sam sente que alguém já se preocupou assim com ele antes, alguém que sempre esteve ao seu lado nos melhores e piores momentos, alguém que colocava a sua vida na frente da dele próprio. Sam força a cabeça visualizando as imagens das pessoas que apareceram em suas lembranças, ele tenta dar nomes a elas, mas não consegue. Nem mesmo aquele belo homem loiro que é quem mais aparece ele consegue saber quem é. Eles sorriem, brincam, brigam, correm, lutam juntos, se abraçam e, mesmo assim nada, não lhe vem um nome se quer. Sam tem certeza que é alguém muito ligado a ele, mas quem é, onde encontra-lo, como acha-lo?
John volta trazendo o jantar de Sam em uma bandeja que da para ele na cama. — A última vez que me trouxeram comida na cama, foi a minha mãe... Minha mãe!
— Quem é Sam? Quem é sua mãe? — Pergunta John sentado na cadeira.
— Eu... Eu não sei... Não me lembro. Mas sei que ela fazia isso. Disso eu tenho certeza.
— Ótimo. Já é um começo. Isso quer dizer que sua memória está voltando. E pelo que deu pra notar, sua cabeça não doeu, certo?
— Tem razão. Eu tive uma lembrança e o melhor é que foi sem nenhuma dor.
Sam começa a devorar a comida. Afinal ficou o dia inteiro só com o café da manhã. — Você não vai comer?
— Não, eu já jantei. Estava faminto e enquanto a "Bela Adormecida" estava em um sono profundo eu fiz o jantar e me refastelei com ele. — Diz John em tom divertido. Os dois dão risadas da brincadeira do menor.
Depois de jantar John leva tudo para baixo insistindo em tratar Sam como um adoentado. Ele retorna ao quarto trazendo uma jarra com água e um copo pondo ao lado de Sam em cima do criado mudo. Em pé ao lado da cama diz: — Bom, é isso. Vou deixar você descansar bem e, espero que amanhã não tenhamos nenhuma surpresa. Pra garantir mais ainda vamos dar aquela volta no hospital nem que seja para ver como está o progresso da sua amnésia Ok?
— Mesmo que eu não concordasse você me levaria arrastado, então? — Responde Sam afirmando com a cabeça também.
Quando John se despede indo até a porta para dormir na sala Sam lhe fala: — John.
— O que Sam. — Responde virando a cabeça para Sam.
— Não quer... Ficar? — Pergunta Sam meio receoso da resposta.
— Você quer que eu fique? — Retruca John agora virando-se todo, aproximando-se da cama.
— Muito. — Diz Sam, desta vez com firmeza na voz.
O jovem John Winchester se inclina em direção à Sam, seus lábios se tocam suavemente, ele volta a sentar na cama sentindo braços fortes lhe tomarem envolvendo seu corpo. Uma de suas mãos vai ao rosto de Sam, o beijo vai ficando cada vez mais intenso, o abraço mais apertado numa madrugada que está apenas começando.No limiar do tempo e do espaço completamente concentrado Castiel continua sua busca. — Encontrei.
Notas finais
Será que vai dar tempo dos morenos se saborearem ou o Cass vai empaca toda a situação?
Padabraços e até o próximo capítulo. O/
Padabraços e até o próximo capítulo. O/
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