Desejos Pecaminosos
19 Capítulo - 19 - O Pai, O Filho E O Anjo
Notas iniciais
Seus corpos são arrastados para um antigo prédio em decadência. Sam e Dean caem no chão estatelando-se, o maior e o primeiro a se restabelecer, ele sacoleja a cabeça de um lado para o outro, quando em pé assegura firme seu antebraço esquerdo sentindo uma leve dor nele.
— Dean, Dean. Você está bem? — Pergunta Sam vendo Dean se levantar com a mão no pescoço.
— Estou sim Sam. Foi só um pequeno mau jeito aqui. E esse seu braço?
— Está melhorando. Cai com o peso do corpo em cima dele na queda. Não há com o que se preocupar, já está passando.
Quando Dean e Sam começam olhar ao seu redor, eles veem uma grande sala antiga com um gigantesco formato arredondado. Caminham cautelosos com suas armas empunhadas, Dean com uma shotgun cano cerrado e Sam com uma pistola. Alguns passos e, algo pegajoso cai do teto no rosto de Sam o que faz olhar para cima.
— Dean, olha isso! — Fala Sam com a boca aberta.
O mais velho acompanha com os olhos o mesmo local para onde está fixado o olhar do mais novo, o que eles veem é algo aterrador. Todas as vítimas desaparecidas estão presas em gaiolas suspensas no ar por correntes, algumas se encontram bastante debilitadas por terem suas forças vitais sugadas.
— Temos que tirar todas essas pessoas de lá Dean.
— Eu sei Sammy. Mas como?
Os dois começam a olhar ao redor procurando por alguma alavanca, por um botão ou qualquer coisa que sirva para eles poderem baixar as gaiolas. Algumas das pessoas que viram Sam e Dean começam desesperadamente pedir e gritar por ajuda.
— Por favor, calma. Nós já vamos tirar todos vocês deste lugar — Responde Sam tentando desfazer o pânico que começa a se instalar entre as vitimas.
Sam mal fecha a boca e várias criaturas monstruosas invadem a sala onde eles estão lobisomens, metamorfos, vampiros e todo tipo de criatura que Sam e Dean já enfrentaram. Dean abaixa-se quando um lobisomem parte pra cima dele, usando seu próprio corpo contra para derrubar a criatura, ao se levantar é recebida por uma bela coronhada do caçador e em seguida tem sua cabeça decepada por um afiado facão. Dean sorri fazendo um sinal de Ok para Sam deixando a guarda aberta para um ataque de outra criatura.
— Dean! Abaixa. — Fala Sam atirando logo em seguida. Depois do tiro um metamorfo agarra Sam por trás dando uma forte gravata no moreno.
— SAM! — Grita Dean, porém também é atacado por duas criaturas.
O moreno vira o corpo pra baixo derrubando seu agressor, no chão Sam o soqueia forte, rápido derruba uma estante velha em cima do mesmo. Pega munições em seu bolso preenchendo espaços vazios. Atira com a munição certa matando o metamorfo. Dean chuta com os dois pés o vampiro a sua frente e, aplica duas cotoveladas na criatura que lhe assegura por trás. Afirma a shotgun com uma mão só executando um poderoso disparo fulminante.
Quando resta apenas um último lobisomem Sam e Dean se juntam lado a lado disparando juntos matando-o.
— Nada mau hein Sammy. — Fala Dean batendo no ombro do moreno.
— É, mas ainda temos que resolver esse problema.
Um conhecido clarão que os Irmãos Winchester conhecem bem começa a se formar na sua frente, eles prontamente se preparam para o que está por vir. Asmodeus chega.
— Vejo que minhas presas vieram até mim, me poupando o esforço de ir a seu encalço. Sempre soube que os Winchesters eram muita coisa, mas não suicidas. HAHAHAHAHAHA!
— É impressão minha ou ele está menor Sammy. — Cochicha Dean no ouvido do outro.
— Não Dean. Você está coberto de razão. Asmodeus está bem menor do que antes como eu pensava, ele não teve tempo de reaver seu poder total sem novas vitimas.
— E por causa disso, vocês acham que eu não tenho poder suficiente para esmaga-los. Vou mostrar o quanto vocês estão enganados.
Os olhos de Asmodeus brilham e, Dean e Sam são arremessados contra a parede sendo presos nela por uma esmagadora pressão contra seus corpos.
— Viram. Vou aproveitar e usar a energia de vocês dois para restaurar meus poderes completamente. Mas não se preocupem, não vou matar vocês assim. Quero ter o prazer de trucidar seus corpos físicos em minhas mãos. Assim...
Terminando de falar Asmodeus puxa o corpo de Sam para perto dele, agarra-o forte com ambas as mãos. — Você será o primeiro Samuel Winchester. Você tem muita força vital, dependendo de quanto talvez eu nem precise de seu irmão para isso. Posso torna-lo meu escravo depois de acabar com você. Sinta o poder de Asmodeus.
O corpo de Sam entra em combustão pegando fogo, Sam grita. — ARGH! —
— HAHAHAHA! — Você queimará, mas não morrerá. Você sofrerá, mas não morrerá. Você viverá eternamente grandes dores, viverá em grande agonia. E mesmo assim, não morrerá.
— SAM! SAMMY! — Não faça isso. Pare com isso seu desgraçado, miserável.
A carne de Sam queima. O calor e a dor que percorrem seu corpo neste momento é algo quase impossível de se descrever. Enquanto Sam agoniza nas mãos do demônio, o mesmo começa a sugar sua força vital assim como de todas as pessoas presas nas gaiolas.
Dean esforça-se desesperado tentando se soltar do poder de Asmodeus que o prende na parede. Ao mesmo tempo em seus pensamentos mais íntimos ele tenta encontrar Castiel para que o anjo possa lhes ajudar um pedido, um chamado que desta vez é ouvido e atendido.
— Asmodeus. — Um enorme clarão se propaga nas costas do demônio, jogando-o contra a parede a sua frente, como também causando uma queimadura em sua forma. Sam fica nos braços de Castiel, o anjo lhe toca a testa restaurando sua forma original, desfazendo todo o dano causado por Asmodeus. O próximo gesto do anjo puxa Dean da parede até onde os dois estão.
— Sammy! Tudo Bem? — Pergunta Dean muito aflito, mesmo vendo o maior totalmente restaurado.
— Sim Dean. Graças ao Castiel.
— Vamos deixar os agradecimentos pra depois. Isso aqui ainda não acabou. Mesmo enfraquecido eu não tenho poder suficiente para deter um demônio como Asmodeus. Qual o plano de vocês?
— Aproveitar que ele está enfraquecido e, acabar com ele? — Fala Dean descansando a shotgun em seu ombro dando um sorriso sem graça. Castiel devagar vira o rosto dizendo: — Vocês vieram atrás de um demônio tridimensional para mata-lo só porque o mesmo está enfraquecido? — Ambos os irmãos expressam sorrisos disfarçados, junto a uma feição constrangedora. No mesmo instante que Asmodeus se recupera dando pausados dois passos para frente. — Eu não sei se chamo vocês de corajosos ou de imprudentes. — Asmodeus rosna para os três e em seguida libera potentes feixes de luzes brancas de seus olhos e boca. Castiel se põem entre o ataque e os Winchesters. Ele usa as duas mãos segurando o potente ataque.
— Atirem nele agora.
Sam e Dean mais que prontamente atendem a ordem dada pelo anjo descarregando suas armas em cima da criatura que por pouco que seja, sente o dano causado pelos disparos. A cauda de Asmodeus volta a crescer significativamente, ele a usa em um ataque lateral contra os rapazes. Dean está preparado, ele abaixa-se, Sam não.
— Sammy cuidado!
O aviso do mais velho é tardio. A calda de Asmodeus atinge o tórax de Sam fazendo atravessar uma janela, jogando-o para fora do casarão abandonado.
— Segura as pontas ai Cass. Eu tenho que ver como está o Sam.
Do lado de fora um pouco tonto, de quatro no chão Sam leva uma das mãos a cabeça. Ele se levanta olhando para o céu como se estivesse fazendo um pedido, esperando por providência divina. Na porta do casarão Dean grita pelo irmão que responde que está tudo bem com ele. Sam vai até o mais velho.
— Sam, você esqueceu o que temos aqui. O que deu em você para ficar olhando a paisagem lá em cima numa hora dessas?
— Nada Dean. Nada. — Diz Sam, dando uma última olhada para cima.
Algumas pessoas nas gaiolas choram, outras gritam desesperadas e outras apenas rezam para seus deuses arrependendo-se de todos os seus pecados. Os dois retornam para dentro para ajudar Castiel, embora nesse momento o anjo, parece que esta levando vantagem contra Asmodeus. Castiel caminha indo em frente ao demônio empurrando seus feixes de luzes. — É isso ai Cass. Manda ver.
Dean e Sam voltam a recarregar suas armas, eles andam logo atrás de Castiel abrindo fogo contra Asmodeus.
Os três juntos conseguem pressionar o demônio fazendo o recuar dando passos para trás, porém com uma última energização de suas vitimas virando a situação a seu favor, Asmodeus cresce de tamanho ao mesmo tempo em que com um poderoso fogo-fátuo lança todos para longe de si.
Castiel bate no teto e volta a cair de volta no chão. Dean voa contra a parede, mas seu trajeto é interrompido por uma lacuna em seu caminho, onde ele bate fortemente tendo duas costelas deslocadas, Sam vai rumo à parede. Com exceção de Castiel os outros dois sofrem queimaduras de quarto e terceiro graus.
Asmodeus gargalha triunfante ao ver seus algozes sucumbidos e feridos aos seus pés.
— Todo mundo bem ai? — Indaga Dean aos outros dois tentando se levantar. A dor nas costelas é forte, ele grita. — Argh!
— Dean, o que foi você está bem?
— Não é nada que vá me impedir de continuar e pisar na cara dessa lagartixa tamanho família Sam. Cass... — Unhg! — Tudo em cima?
O anjo põe as duas mãos no chão fazendo um grande esforço para poder se levantar. — Creio que é melhor. Vocês dois saírem daqui, com essa reposição de forças não vejo como nós poderemos enfrentar Asmodeus de igual pra igual. Vou ver se consigo ganhar um pouco de tempo para vocês.
— Com o é que é Cass? — Indaga Dean fulo da vida.
— Você ouviu o que eu disse Dean.
— Você acha que eu e o Sam vamos embora com o rabo entre as pernas e deixar você aqui sozinho com essa coisa. Sem essa Cass.
— Dean, por favor. Não é hora para heroísmo...
— Isso não se trata de heroísmo Cass, se trata de amizade. — Fala Dean interrompendo o anjo, assim como é também interrompido por Sam que se aproxima dos dois.
— Talvez até mais que amizade, não é Dean.
O loiro olha para o irmão com um olhar confuso primeiro, depois se torna um olhar constrangido.
— Cass, nós gostamos muito de você para deixa-lo aqui sozinho em momento e situação como essa. Ou vencemos juntos ou caímos juntos, todos nós três. Certo Dean?
— Exato Sam.
Dean mal termina de fechar a boca e, Asmodeus está em cima dos três num movimento mais rápido que um piscar de olhos. Castiel e Dean são pegos por seus braços fortes lhes apertando a garganta, Sam é envolto pela a enorme calda sendo erguido no ar.
— Criaturas patéticas. Vós sois frágeis e presunçosos, acreditaram mesmo que poderiam me vencer. Na verdade não me agrada muito o contato físico com criaturas de tua laia mortal, causa-me até certo nojo. Isso me faz perguntar a mim mesmo, porque devo sujar minhas mãos com tão insignificante ser. Isso inclui você também Castiel.
Você gosta muito daquele ali, não? — Pergunta Asmodeus para Dean, olhando sarcástico para o mesmo e, em seguida direciona sua visão para Sam preso em sua calda.
O que Asmodeus fez com Bobby antes, agora faz o mesmo com Sam mantendo-o preso e o jogando decima para baixo. Dean não consegue nem ao menos gritar devido a forte pressão exercida em sua jugular. Vendo o irmão sendo brutalmente machucado sem poder fazer nada, Dean chora agonizando, sua dor é tanta que muitos diriam que chega a ser palpável. Castiel na outra mão da criatura sente toda sua energia angelical ser sugada de seu ser indo direto para o demônio.
A força vital do anjo continua a ser absorvida até que inesperadamente o processo cessa. Castiel sente ser inundado por um novo poder, um poder que Asmodeus não consegue mais absorver. A percepção angelical do anjo lhe permite ter a nítida sensação de uma mão lhe tocar o ombro. Ele não precisa se virar para ver quem é, pois já sabe.
— Você!
Com as duas mãos, Castiel empurra Asmodeus, libertando ele e Dean. A calda do demônio e decepada dando liberdade a Sam que tem seus ferimentos sanados mais que depressa.
— Cass... — Dean tosse e pigarreia. — O que deu em você? Num instante estava mau paca e... No outro...
— Dean olhe para Castiel. — Fala Sam ajudando o mais velho levantar. Ao olhar para Castiel Dean vê John, seu pai com a mão estendida no ombro do mesmo.
— Pai! Mas como? — Exclama Dean em muito baixo tom de voz.
Sam solta um leve sorriso olhando para o irmão. Sua mente volta no tempo quando Castiel lhe devolveu a memória. Antes de partir, Sam escreveu um bilhete e deixou no bolso de uma jaqueta de John Winchester.
“Por mais absurdo que possa parecer, por esses dias desse mês e ano, seus dois filhos podem estar precisando muito de sua ajuda. Então onde quer que você esteja John, se puder auxilia-los, eles lhe serão eternamente gratos.”
— Eu deixei um recado para ele Dean.
— Sammy, seu malandro. Bela sacada. — Um leve soco no braço de Sam demonstra a alegria e orgulho de Dean.
— Que tolice. Acham que um humano pode fazer diferença aqui. E para sua informação, seu pai está alimentando Castiel com sua própria vida espiritual, quando ela se acabar ele simplesmente deixará de existir para todo sempre, seu nome será riscado do Livro da Vida. Você sentenciou seu pai há uma não existência definitiva meu rapaz. Além de que a energia dele é o bastante.
Asmodeus ataca forte Castiel, a forma espiritual de John vai desaparecendo cada vez mais à medida que sustenta o poder do anjo.
— Filho de uma puta. Temos que fazer alguma coisa Sammy. — Antes que Sam possa responder qualquer coisa, John diz.
— Calma Dean. Sammy pediu minha ajuda me chamando como um reforço, só que eu também trouxe o meu reforço. — Diz John muito sereno. E assim que termina de falar outra mão se estende no outro ombro de Castiel, menor, mais clara.
Adam Milligan se junta a seu pai unindo suas forças aumentando o poder de Castiel. Com os três juntos, a força e pressão contra Asmodeus é aumentada significativamente, ele é empurrado para trás ficando encurralado. A força necessária para fazer frente ao ataque dos três faz Asmodeus voltar ao tamanho menor.
Castiel é quem agora começa a drenar toda a força vital que o demônio havia sugado dos humanos engaiolados. Ele as devolve a seus respectivos donos, as energias passam através das formas etéreas de John e Adam sendo purificadas por seus espíritos. Asmodeus pragueja, rosna, urra irado não acreditando no que está a acontecer consigo, o demônio amaldiçoa a si mesmo por ter menosprezado a força de vontade de reles homens.
Uma enorme cratera se forma sob os pés do demônio, Castiel manda um último poderoso ataque mandando Asmodeus direto para a gaiola dentro do buraco. Ele chama Dean e Sam lhes dizendo: — Não errem.
Os Irmãos Winchesters, cada um com sua arma miram na corrente que prende a gaiola ao nosso mundo. Eles atiram, acertam soltando a gaiola fazendo-a cair buraco adentra, os gritos e pragas de Asmodeus vão ficando cada vez mais distantes até que não possam mais ser ouvidos.
A cratera se fecha diante deles como se nunca tivesse estado ali, as formas etéreas de John e Adam começam a desaparecer na frente dos Winchesters e Castiel.
— Pai, Adam, nós...
Não há tempo para palavras. John e Adam vão sumindo gradativamente, em suas faces dois belos sorrisos de satisfação por poderem ter ajudado seus filhos, seus irmãos. Dean e Sam sabem que aquele é o verdadeiro Adam, seu irmão. Os espíritos desaparecem, deixando os olhos de Sam e Dean completamente inundados de lágrimas.
— Dean.
— Sam.
Falam os dois ao mesmo tempo, logo se envolvem num aconchegante abraço apertado.
... Momentos mais tarde.
— O que vamos fazer com essas pessoas? As coisas que elas viram e ouviram não é algo para qualquer um saber. — Diz Dean com semblante sério.
— Cass? — Indaga Sam, olhando para o anjo.
Castiel abre seus braços, ergue sua cabeça, respira fundo e todos no instante seguinte não estão mais com eles. O anjo devolve todos a seus respectivos lares apagando tudo de suas mentes.
Nos seus lares, a emoção de tê-los de volta é maior do que qualquer outra coisa, e os últimos acontecimentos são esquecidos por aqueles que os amam.
— Cass, o Bobby?
— Não se preocupe, ele está bem também Dean.
— Cass, eu...
Dean por naturalidade da uma piscada, quando volta abrir seus olhos Castiel não está mais.
— Vamos indo Dean. Isto está acabado em definitivo.
Dali Sam e Dean vão para o hospital onde as palavras de Castiel são confirmadas. Bobby saiu do coma, embora vá precisar ficar algumas semanas no hospital para um acompanhamento mais detalhados.
Eles contam para o velho caçador suas proezas e como de costume ouvem um sonoro, IDIOTAS por terem sido tão inconsequentes. Se bem que no intimo de Bobby Singer embora não diga para eles, ele está feliz e orgulhoso de seus “filhos”.
Quase à noite, Dean e Sam se hospedam em outro hotel amis perto de onde Bobby está internado para poderem ficar de olho nele. Na recepção Sam pede um quarto com cama de casal, apesar de adorar o pedido do maior Dean fica um pouco constrangido principalmente pela forma com a recepcionista os olha.
No quarto depois de jogarem suas coisas por qualquer lugar Sam e Dean se entre olham fixamente um de frente para o outro.
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