Desejos Pecaminosos

18 Capítulo - 18 - Reencontro Winchester


Notas iniciais
Finalmente.

Seus corpos se abraçam forte depois de um longo tempo sem poder sentir esse toque, esse calor, essa emoção que lhes envolvem quando estão assim juntos, unificados como se eles fossem apenas um só ser, uma única pessoa.

É assim que Dean e Sam Winchester se sentem e, é assim que eles são. Um não poderia sobreviver sem o outro, pois eles são o ar, o sangue, a vida de seus corpos.

O abraço é desfeito, Sam olha Dean fixo nos olhos, o loiro faz o mesmo, então tal como o mais galanteador dos cavaleiros o maior, pega suave o queixo com a ponta de dois dedos, observa atento àqueles lindos lábios carnudos aproximando o seus. O beijo entre eles inicia suave, tenro, carinhoso, mas aos poucos a intensidade vai sendo aumentada e, logo estão a se devorar como dois esfomeados sedentos por desejo, paixão e amor. Eles voltam a se envolver em um abraço apertado onde as mãos de ambos passeiam por seus corpos. O ato só é interrompido por não haver mais ar para sustentá-lo.

— Ei, melhor nós... — Sam respira forte. —... Pegarmos um pouco de fôlego, não acha? — Diz o moreno sorrindo.

— Sim Sammy. Você tem razão.

— Até mesmo porque acabamos nos excedendo esquecendo completamente do Cass aqui. — Sam se vira para olhar para Castiel, porém o anjo não mais está ali.

— CASTIEL! — Fala alto Sam.

— Sammy. Ele já foi não adianta.

— Você está certo. E ele estava bastante enfraquecido também porque das viagens que teve que fazer.

— Vem, vamos entrar. Quero que você me conte tudo o que te aconteceu desde que desapareceu na luta contra Asmodeus. — Diz Dean colocando a mão sobre o ombro do maior lhe sorrindo carinhoso.

Ao entrarem no quarto Dean prossegue indo até as camas, não percebendo que o menor parou logo no começo ficando para trás. Sam olha ao redor com bastante espanto, está tudo arrumado, cada coisa em seu devido lugar, há apenas a mesa um pouco desajeitada com uns papeis, canetas e mapas.

— Dean! Tem mais alguém aqui com você?

— Não Sammy. Por quê?

— Dean! Olhe para este lugar, está tudo arrumado, tão limpo. Eu definitivamente não posso acreditar que tenha sido obra sua.

O loiro abre os braços mostrando o lugar, com um sorriso de canto fala: — Pois foi eu mesmo Sam. Não queria receber você de volta em uma pocilga. O lugar já não é dos melhores, sendo assim... — Dean se atira em cima de sua cama pondo as mãos atrás da cabeça, cruzando as pernas. — Só não acostuma muito Ok?

Sam vai até a mesa desarrumada onde também se encontra o seu laptop. — Você esteve pesquisando o que aqui Dean?

Dean levanta da cama indo para perto de Sam. — Algo importante que pode ficar pra depois. Pois mais importante que isso, é o que aconteceu com você Sammy. Pra onde você foi? Conte-me, por favor.

— Tudo Bem. — Com essas palavras Sam junto do irmão sentam-se cada um em sua respectiva cama que são bem próximas um de frente para o outro. O maior enche seus pulmões de ar soltando devagar depois, fita Dean em seus olhos. — Prepare-se porque você vai ouvir uma história e tanto, Dean.

Sam relata tudo ao mais novo que escuta com atenção e um tanto embasbacado com que o outro lhe diz. Quanto mais Sam vai falando, mais Dean acha a história algo inacreditável, se não fosse Sam a lhe falar, com certeza não acreditaria em tudo o que está a ouvir.

Mais de uma hora depois...

Dean caminha de um lado para o outro com as mãos na cabeça no pequeno quarto. — Cara! Se não estivesse ouvindo isso de você... Muita loucura Sam.

— É eu sei. Eu mesmo não custo acreditar que vivi tudo aquilo. — Sam levanta da cama.

— Se bem que você aproveitou e fodeu nosso pai. Diz ai, ele era gostoso? — Fala Dean agarrando Sam pela cintura, aproximado seus corpos e com um sorriso de canto sacana.

— Tenho que confessar. John Winchester é muito gostoso. Mas Dean o que é isso aqui em cima da mesa, da pra me explicar agora? — Sam muda o rumo da conversa. Os dois chegam à mesa.

— Eu me dei conta que os pontos de onde as pessoas desapareceram formam uma imagem Sam. Todavia não consegui descobrir que imagem é essa e, olha que eu tentei como tentei. Queria estar com isso resolvido quando você e Cass voltassem.

Sam analisa atentamente os pontos ligados no mapa feito por Dean.

— Dean, você não pode ver o desenho porque não está completo, ainda faltam quatro pontos a adicionar. Veja, se ligarmos aqui, aqui e aqui. — Sam com uma caneta vai fazendo as marcações. — Nós teremos essa imagem.

Dean vira o mapa para seu angulo. — O que é isso?

— Dean, por favor. Essa é uma “Cruz de Caravaca” ou “Cruz de Lorena” é uma relíquia cristã espanhola.

— Então quer dizer que esses pontos que você adicionou serão onde pessoas possam vir a desaparecer?

— Exatamente. Pelo menos se eu estiver certo quanto à imagem.

— É claro que está Sam. E mesmo que seja só um palpite, uma intuição minha, eu tenho comigo que aquele miserável do Asmodeus tem algum tipo de ligação com esses desaparecimentos.

— Porque acha isso Dean?

— Não sei Sammy. Mas algo me diz que estamos bem perto de pegar esse desgraçado.

— E o Bobby, Dean? Como ele está? Sua casa havia sido quase destruída por Asmodeus.

— Nada bem Sammy. No inicio antes de Cass ir procurar você, estava tudo bem com Bobby, mas agora ele entrou em coma. Os médicos não conseguem descobrir qual a causa disso. Mas nós sabemos do que se trata, tenho certeza de que quando chutarmos a bunda desse demônio de volta para o lugar de onde veio Bobby ficará melhor.

— Eu quero vê-lo Dean. Vamos.

No hospital Sam e Dean não obtêm agradáveis noticias sobre o estado de Bobby que continua na mesma. Os dois irmãos olham tristonhos para o amigo, companheiro ainda enfermo em cima daquela cama. Seu corpo aparenta ser apenas uma casca fazia sem vida.

Dean está em pé na janela do quarto com as mãos postas na borda. — Ele estava bem. Agora isso...

— Não se preocupe Dean. Nós vamos salvar Bobby. Aconteça o que acontecer. — Fala Sam sentado na cadeira.

— Cass falou que esse demônio Asmodeus está abaixo apenas de Miguel em uma hierarquia de poderes. O bicho não é fácil de derrubar Sam.

— O que é isso? Esse não é o Dean que eu conheço. O Dean que eu conheço o melhor caçador do mundo jamais falaria algo assim. O que está havendo com você?

— Medo Sam. Eu fiquei aqui sozinho, sem você, sem Cass, sem Bobby, sem ninguém completamente só. E isso é algo muito ruim. Não sei, mas não quero arriscar perder você de novo no campo de batalha. Não aguentaria passar por tudo isso de novo.

Sam se levanta da cadeira, vai até a janela onde Dean está lhe vira de frente para si e lhe aplica um potente soco em sua face. Dean cai ao chão com o golpe que lhe pegou totalmente desprevenido.

— Agora preste bem atenção. — Diz Sam apontando o dedo para Dean. — Nem pense em me deixar de fora disso. Eu jamais deixaria que você fosse sozinho atrás desse demônio que como você mesmo acabou de dizer, parece ser osso duro. Então nós teremos que ir os dois juntos e nos esforçamos ao máximo para que saia tudo certo, precisamos de um plano, vamos fazê-lo e executa-lo entendeu?

Com a mão na boca limpando o pouco sangue que se formou Dean ouve o irmão.

— Quanto a mim, eu estou aqui do seu lado Dean. E mesmo desmemoriado sem lembrar nada a imagem que mais esteve em minha mente durante esse tempo foi a sua. Eu também não quero que aconteça nada com você, mas nós somos os únicos que podemos caçar aquele maldito fazendo o que sabemos fazer melhor, o negócio da família. — Sam estende a mão para ajudar o menor a se levantar.

— Não vai nos acontecer nada, porque estamos juntos, ficaremos juntos e acabaremos com esse maldito Asmodeus. — Sam sorri. Eles se abraçam fortemente.

— Sammy, e nós?

— Nós vamos ficar juntos Dean. Juntos para sempre. Eu amo tanto você.

— Eu também Sam.

— Mas por hora temos assuntos mais importantes a resolver. Temos que tirar Bobby desse estado e dar um fim de uma vez por todas nesse Asmodeus. Afinal, ele é quem está por trás de tudo isso desde o inicio. Aproveitou-se da raiva e fraqueza daquela pobre garota, usou a figura do nosso irmão que nem chegamos a conhecer. Estou farto, cansado disso tudo Dean. Quero ficar ao seu lado se não puder ser feliz pra sempre que tenhamos apenas um pouco de paz e tranquilidade...

— Olhe, Asmodeus precisa de no mínimo mais quatro pessoas para voltar ao nosso mundo ou para ter o seu poder por completo. Eu não sei bem pra qual dessas duas finalidades as pessoas servem. Mas se eu estiver certo Dean, ele nesse momento não está em todo o seu máximo, o que nos da uma chance de pega-lo enfraquecido. As pessoas são levadas para algum lugar, se nós estivermos ligadas a elas no momento da tele transportação vamos ir junto com elas seja para onde for. — Dean olha para Sam com quem não está gostando nada do que ouve.

— Tá eu sei que é muito arriscado, porém é o que temos e sem duvidas nossa melhor oportunidade de pegarmos ele. Não me olhe desse jeito, vem aqui.

O maior envolve o menor em seus braços acarinhando seu rosto. — Eu te desejo tanto, quero tanto você... — Dean sorri ao ouvir as palavras ditas por Sam antes de beijarem-se apaixonadamente.

Os Irmãos Winchester deixam o hospital, decididos a por fim em tudo. Eles voltam para o hotel barato onde estão hospedados, Dean vai direto para o quarto enquanto Sam passa na recepção para pagar o senhorio. Dean separa uma roupa deixando-a estendida em cima da sua cama, vai para o banho. Sam entra no quarto, senta na cadeira da mesa fazendo uma última pesquisa em seu laptop.

— Pronto Sam. — Fala Dean ao mais novo saindo do banho enrolado em uma toalha e enxugando os cabelos com outra.

Sam se levanta, pega um conjunto de roupas em sua mochila fazendo o mesmo que Dean fez com as suas anteriormente. Ele entra no banho.

Enquanto Sam toma seu banho, Dean começa a se vestir, Box preta, calça jeans azul surrada, camiseta preta, moletom preto e jaqueta de couro marrom. O loiro sai indo até o porta-malas do impala pegando todas as armas de fogo, começa a limpa-las e carrega-las uma a uma.

Sam sai do banho, depois de enxugar-se bem põe a roupa que havia escolhido cueca preta. Nesse momento os olhos de Dean perdem a atenção na arma em suas mãos voltando-se totalmente para o belo corpo de Sam. Ele sente algo em sua cintura responder rápido, a visão que vê, todavia esse não é o momento nem a hora para isso. Então Dean da uma sacolejada na cabeça tentando voltar sua atenção ao que está fazendo.

Calça jeans, camiseta azul, camisa xadrez em preto e branco com traços na horizontas em azul e jaqueta jeans azul forte. Sam não percebera o olhar do irmão, depois de pronto se junta a Dean no manuseio com as armas, eles se preparam para uma de suas maiores batalhas até aqui.

Dean e Sam conseguem desocupar uma das casas onde possivelmente iria acontecer um desaparecimento, alegando que como agentes federais precisam da moradia para usar como ponto de vigilância para espionar um grande magnata do tráfico. Depois de fazerem algumas armadilhas do demônio os dois esperam cautelosos.

— Essa é a parte do golpe de sorte Sam.

— É. Não temos como saber em qual dos quatro pontos restantes ele irá aparecer. Como também não podemos estar em vários lugares ao mesmo tempo.

— Bom. Caçadores precisam de um pouco de sorte também. E nós mesmos já tivemos algumas. — Diz o loiro de maneira bem brincalhona.

A noite passa e nada acontece, Sam acaba acordando com os primeiros raios de sol batendo em seu rosto, ele acorda Dean para irem embora. A sorte que eles esperavam estar do seu lado não estava. Quando passam por uma banca de jornal veem a noticia de que outra pessoa desapareceu, o local era um dos não escolhidos por eles.

Na outra noite nada acontece, não há nenhum desaparecimento. A semana passa com Dean e Sam revezando acompanhamento ao estado de Bobby. Dean em algumas ocasiões tenta fazer contato com Castiel no qual não recebe resposta.

No sétimo dia como todos os outros Dean e Sam voltam para a casa. Após algumas horas eles começam a ouvir um forte ruído ao seu redor, sacam suas armas e se postam especificamente próximo as armadilhas esperando que Asmodeus apareça. Porém não é isso que acontece, o que vem a seguir é uma forte luz ofuscante como acontecera antes na casa de Bobby. Ela aparece sobe os pés de Sam que começa a ser sugado desaparecendo aos poucos.

— Ah não! De novo não. —

Dean corre em direção ao ponto onde Sam está abraça-se forte no irmão e ambos acabam desaparecendo.

Notas finais
;)