Desejos
1 Capítulo I - Não me esqueça
Disclaimer:Nós até diríamos que the GazettE não nos pertence, se eles realmente não nos pertencesse, afinal, mentir é feio! ;3
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Capitulo I – Não me esqueça
- Meninos! Está aqui é a Kiori-chan, filha da titia Isuzu, brinquem direitinho, sim? – disse a senhora Takashima saindo de trás da menina.
- Eca... Uma menina... Daqui a pouco ela vai querer que brinquemos de casinha – cochichou um dos cincos meninos para o amigo ao lado.
- Liga não, Ue-chan, ela não vai agüentar uma brincadeira conosco – respondeu o filho da senhora que já havia entrado na casa – Ei... Kiori! Vamos brincar de pegar! Está com você! – disse tocando-lhe o ombro e saindo correndo com seus amigos para todos os lados do quintal bem arrumado.
Segundos depois as regras do jogo viraram consideravelmente, e os garotos perceberam que Kiori não era a menininha frágil que parecia ser.
- hahahaha... Andem logo seus molengas – dizia a menina que corria veloz na frente dos outros, ambos tentando pegá-la.
- Af...af...será que ela é uma garota mesmo?
- Sei lá... mas cala boca e corre logo,Taka-chan, eu que não vou perder pra uma garota!
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- Aff....aff....você corre bem Kiori-chan”- dizia um dos meninos agora ofegantes sentados em circulo junto com a nova amiga comendo as panquecas recém saídas do forno.
- Obrigada Yuu-chan” –
agradece enrubescida.- hmmmm...Yuu e Kiori no parque se beijammm!! Yuu e Kiori no parque se beijammm!! — diziam os outros quatro agora correndo, pois os dois não gostaram nada da brincadeira e saíram correndo atrás dos amigos.
*5 anos depois*
- Meninos! Meninos! Olhem só o que minha mãe comprou para nós! – dizia a garota subindo em uma casinha na árvore onde mostrava seis colares para seus cinco melhores amigos.
- O que é isso Kiori-chan?
- Isso, Yutaka-kun são colares da amizade, minha mãe disse que quando se faz o juramento e o seguem as pessoas serão amigas para sempre, não é demais?!
- É sim! O que vocês acham? Vamos fazer?
- Lógico né?! Bobão! – resmungou dando um leve tapa na cabeça do amigo.
- Não me chama de bobão, baka! – disse empurrando-o num ato de revidar.
- Kouyou-chan! Yuu-chan!! parem de brigar! >.< – pedia Kiori chorosa
- Tá tá! – concordaram quase em uníssono.
- Tomem! Um para o Taka-chan, um para o Yutaka –chan, outro para o Kouyou, para o Yuu-chan, pro Akira-chan e um para mim!” – dizia Kiori sorridente enquanto pegava o pergaminho na caixa – Prontos?
- PRONTOS! – todos
- Ok, dêem as mãos e repitam comigo...
“Adultos ou crianças
Prometemos ser verdadeiros amigos!
Na primavera ou em qualquer das estações
Nas horas tristes e nos momentos de prazerMesmo com a perda desse colares nossa verdadeira amizade...
Não vai desmoronar,
Juntos... Ficaremos mesmo separados fisicamente
Estaremos nos corações um dos outros
Amigos para sempre é o que nós iremos ser”
-- Snif....snif....prometam que nunca esqueceram de mim – pedia ela agora em seus 10 anos de vida abraçando os 5 amigos forte no portão de embarque
- Prometemos Kiori, promete que volta para nos visitar... – pedia o menor de todos
- Prometo... Vocês são meus melhores amigos, gente – disse voltando a abraça-los
- Você também é a nossa Kio-chan – dizia Akira tentando sorrir
- Kiori, filha! Vamos! Já estão nos chamando!
- Já vou!! – dizia ela para a mãe em meio a soluços – Yuu-chan... vem aqui comigo? – sussurra ela para o garoto o puxando para um canto enquanto os pais terminavam de se despedir dos amigos.
- O que foi Kiori-chan?
- Y-Y-Yuu-chan...eu...bem...eu...YUU-CHAN EU GOSTO MUITO DE VOCÊ!” – falava nervosamente para o garoto, que a observava atônico, o rostinho branco e delicado estava avermelhado e os olhos castanhos inchados de tanto chorar, inconscientemente ele sentiu o seu coração falhar uma batida e quando ia falar algo...
- KIORI! Vamos logo! Nosso vôo para o Brasil está saindo!
- Não me esqueça... – ela beija o rosto do ‘amigo’ e secretamente coloca um lado do seu brinco na mão dele, não esperando resposta nem nada, ela corre de volta para os pais que a levavam embora de perto de seus amigos e de seu primeiro amor.
-
— Ah... esse sonho novamente...” – a moça levantava sonolenta de sua cama e olha para seu rosto no espelho do banheiro, ela havia crescido muito naqueles 15 anos, agora era uma moça de longas madeixas devidamente repicadas e chamativos olhos castanhos, a pele branca e o rosto delicado eram mais uma característica sua. Com a idade não perdeu o seu mestiço de brasileiro e japonês e muito menos suas lembranças de criança – Que saudades de vocês – pensa sentada sob a cama novamente com uma caixinha de pau-cetim na sua frente admirando o colar, o brinco e a foto das seis crianças que guardava com todo o carinho dentro da mesma.
— KIORI! JÁ TOMOU BANHO? A MAY JÁ ESTÁ VINDO LHE BUSCAR! – gritou a mulher batendo na porta do quarto.
— JÁ, MÃE! – mentiu, teve que entrar como um raio no chuveiro, mas não antes de colocar em seu som o CD que lhe inspirava a acordar todos os dias.
‘Kuukyo datta kokoro no uta ima nado sagasezu
furikaereba soko ni wa nani mo, nokottenakatta. toki ga tateba iroaseteku, hana no you na uta hibiku hazu mo nai kareta uta kako wo motomete hanareteyuku wakatteta hazu no ni naze itamu? mimi ni nokoru sono neiro wa dore dake mune ni hibiitekuretemasu ka? "nani mo kawaranai no ni" ano koro yori mo... "mae wo muketeiru no ni" okashii na... "dandan tooku natte" te ga todokanakunatte, sabishii no wa onaji hazu na no ni... "nani wo motometeiru no?" wakaranakunatte... "kidzukeba mou doko ka e" tobitatta ato... "muryoku na jibun ni kidzuki" furikaereba, soko ni wa hikarabita egao ga... doushiyou mo naku kanashii toki ni oboreru namida no you na itsuwaru koto no nai uta wo kotoba ni naranai hodo ureshii toki ni egao no you na uta ga utaetara. furue wa mada hidoku tsudzuku iki wo kirashi tachidomareba nani mo nakatta ano toki to onaji tsumetai mainichi ni kaeritaku wa nai. osanaki koro kara yume miteta yume no naka ippo zutsu mata ippo zutsu... "sasaeatte waraiatte naite kizutsuite" onaji iro no yume wo tomo ni aruite ikou. doushiyou mo naku tsurai toki miseta yowasa wo sasaetekureta shinjiru hito e bukiyou na kotoba de shika ienai kedo kareta koe ga tomaru made doko ni itai doushiyou mo naku kanashii toki ni koboreru namida no you nai tsuwaru koto no nai uta wo kotoba ni naranai hodo ureshii toki ni egao no you na uta ga utaetara. kareta koe ga tomaru made doko ni itai’(Kare Uta – The Gazette)
- ‘Nani mo kawaranai no ni’ ano koro yori mo...’mae wo muketeiru no ni’ okashii na...- ela ia cantando distraída para fora do banheiro até se deparar com May olhando-a e sorrindo.
— É vicio, heim? – dizia divertida sentando na cama na amiga.
— Agradeço a você, May-chan – sorriu de volta dando um beijo no rosto da mesma.
-Ahhh....mas o Gazette é demais mesmo, né? — *-*
— Simmmm!! – concordou fervorosamente — Eu não consigo mais acordar sem ouvir esses maravilhosos solos e a ‘power voice’ do Ruki.
— Hahaha! É....mas nem se empolga, heim? Ele é MEU! Você já tem o Aoi.
— ...é....quem dera q isso fosse real... – suspira colocando sua sandália com um triste sorriso nos lábios.
— É né?! Mas fazer o que? Sonhar não paga imposto — ^^
— Hahahahaha! Sim... Vamos? Ah! Espera deixa eu guardar isso aqui – Kiori pega a caixinha e quando a amiga pergunta o que é, a mesma responde que são lembranças dos amigos de infância.
— Hm... Kio-chan, você acha que vai encontra-los novamente quando formos morar juntas no Japão no ano que vem?
— Espero que sim... Principalmente o Yuu-chan – ela sorri um tanto envergonhada e a amiga logo faz varias perguntas maliciosas até a porta de saída da casa.
-
Chegando à porta da faculdade May já estava se aborrecendo com Kiori por só lhe contar se sua infância agora.
— Quer dizer que seu primeiro amor foi um garotinho do Japão?? Por Kami-sama, Kiori-chan! Por que nunca me disse antes? Cara, eu sou sua melhor amiga há 14 anos!!!
— May-chan... Calma...! ...é que... Eu fico com vergonha de falar dele... É que... Tipo... Sei lá... Nem sei se é vergonha mesmo, mas... Sinto um incomodo grande dentro de mim – diz ela corando e pegando a bolsa assim que avista a faculdade se aproximando.
— Será... que é por causa do Diogo?
— Acho que sim... ah! Falando nele... lá está! Beijo May-chan... obrigada pela carona! – ela beija o rosto da amiga e sai do carro, correndo em direção a um homem alto e robusto de olhos tão verdes quanto uma esmeralda e cabelos loiros e cacheados — Meu amor! Bom dia – sorri ela após beijar-lhe a boca.
— Bom dia querida.
May ficou observando o casal sumir dentro da faculdade e assim que não o viu mais voltou a dirigir para sua faculdade de moda que não era tão longe, no caminho pensava na repulsa que sentia por Diogo, o rapaz era bonito, mas um completo cafajeste. Cansou de ver a amiga chorando pelas suas grosserias... E sempre o perdoando no final... Kiori era a prova perfeita que o amor é cego, surdo e mud...
Biiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
- SEU @#&$%!!! FILHO DA $#%@!!! O SINAL TÁ VERDE PRA MIM!!!! IDIOTA! – estressou-se com o babaca que ultrapassou o sinal vermelho, o mesmo parou na esquina em que ela ia virar querendo ver quem o xingara e a garota avistou... era ninguém mais ninguém menos que seu ex-namorado – Hunf...tinha que ser você, né? E ainda me perguntam por que eu terminei contigo!! Bakayarou!! – sem mais paciência para olhá-lo ela arranca e só para nos sinais e na porta do seu destino.
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Formatura de Kiori
- QUE?! Não acredito que você achou o Rodrigo na rua, xingou ele e só me vem falar isso agora! – ria Kiori enquanto May terminava de fechar o zíper de seu vestido e passava para a maquiagem.
— Aff, aquele barbeiro passou no sinal vermelho! Você queria que eu fizesse o que? Jogasse confete?? Ah por favor...
— Ta... Ta... Calma – Kiori havia esquecido o quanto agressiva a morena ficava quando se falava do ex-namorado.
— Grr... EU TO CALMA! – rosnou quase borrando a própria maquiagem.
— Aham, acredito – ela sorri divertida, agora pronta, olhava para May que terminava o retoque do lápis para então saírem do quarto e logo da casa.
Na saída, a mestiça avista o namorado conversando com seus pais, que para assim que a vê para elogiar-lhe de sua beleza concomitantemente com a mãe à beira de uma anciã de choro. Partiram então para o local onde seria a confraternização e a festa. A cerimônia foi belíssima, mas não durou mais que 2 horas, depois se abriu espaço e a pista de dança foi liberada, os casais e os amigos dançavam, as luzes brilhavam, outros comiam e curtiam a música, todos se divertiram até a festa acabar.
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As duas amigas se formaram, ambas sempre se questionavam qual teria sido a melhor formatura e acabavam concordando que nas duas se divertiram muito. E Kiori sempre aproveitava para tirava brincadeiras com May pelo garoto com quem ela ficou na sua, pois no dia seguinte descobriram que o ‘infeliz’, como May dizia, era um Don Juan barato, de quem a brasileira sentiu muita raiva no dia seguinte.
Passados esses dias, o natal chegou... Depois o ano novo, e tudo parecia perfeito na vida de ambas... Estavam formadas, eram maiores de idade, tinham arranjado um estagio no Japão e sua ida para lá estava mais do que sacramentada, a única coisa que perturbava Kiori era o namoro com Diogo. Amava-o e não queria perdê-lo, mas como conseguiriam manter essa relação a distancia? Isso nunca daria certo! Na vez que viajou durante um mês para outro estado, ele a traiu... Imagine se for um ano?...ou mais?! Vinha-lhe a dúvida se realmente valia a pena continuar com aquele romance.
Num momento de sonolência, sua mente desvia completamente o rumo e lhe vêm o fato que dos seus cinco amigos, só manteve contato com um, Yutaka, com quem a mãe não mudou o telefone, e pela mesma conseguira o msn do ‘menino’ quando ainda era uma adolescente. Ele praticamente insistiu para ir lhe buscar no aeroporto, aquilo alegrava o coração dela. Um deles, pelo menos, ela já iria encontrar.
E novamente sua mente mudou o foco, voltando aos planos da terra do sol nascente, também iria ver o show da sua banda favorita, ver novamente os encantos das luzes de néon em Tókio, as cerejeiras. Realmente seria uma grande duvida se seu coração a permitiria retornar para o Brasil. Tudo isso e mais um pouco ela pensou enquanto rolava insistentemente na cama, e naquele momento de reflexão, finalmente chegou a sua decisão! No dia seguinte, ligou para Diogo e pediu para se encontrarem no bairro da Liberdade.
-“Di... eu... como você já sabe, eu vou pro Japão daqui a alguns dias e... acho que não vamos suportar essa distância... então... eu acho melhor... — fez uma breve pausa controlando a dor em seu peito que parecia querer sufocá-la — terminarmos... esse é meu sonho... voltar as minhas origens e talvez lá viver, eu não sei... eu...” – gaguejou, finalmente o olhando, encontrando um semblante de total desprezo e ofensa.
— é isso que você quer? – perguntou ríspido
— é-é... é sim – gaguejou novamente, sentindo o aperto em seu peito corroer lentamente as suas entranhas.
— OTIMO!... – gritou – Quer saber Kiori?! Eu não estou nem ai! Nunca estive, tá legal? Você é muito ingênua se pensou realmente que eu te amava!! Vai! Vai pro Japão! Afinal você é louca por aqueles bandos de viados não é? T-E F-O-D... PAF – ele não falou mais nada, Kiori com grossas lágrimas nos olhos soltou um tapa bem forte em seu rosto, pegou as chaves do carro e saiu correndo dali, ele tentou correr atrás, mas já era tarde, a garota arrancou no carro, para seu refugio particular.
Ao chegar à residência, a família toda estava na sala, terminando os preparativos para a viagem, ninguém entendeu por que ela entrou correndo e se trancou no quarto sem dar uma resposta se quer.
Ela entra em seu closet, um lugar que guardava os edredons, onde apesar da idade ainda cabia se, se encolhesse...
Ali... Num refúgio escuro longe de suspeitas, lá chorou o resto da tarde, até perder as forças e adormecer.
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- Kiori-chan? Ahá! Sabia que você estava aí! – disse o menino abrindo a porta do guarda-roupa e olhando preocupado para a menina que o olhou com os olhos marejados — O que se tem Kiori-chan? Por que cê ta chorando? Seus pais estão loucos te procurando e...
- Snif....snif...snif...Yuu-chan!
– abraça-o apertado, quase o fazendo cair para trás- Calma... Eu estou aqui... Acalme-se e me diz que aconteceu
- Snif... meus pais... disseram que vamos nos mudar... Para outro país... snif...não quero sair de perto de vocês!!
-... – ele nada conseguiu falar, assim como a ela... A noticia lhe abalou profundamente. A única coisa que conseguiu fazer foi apenas abraça-la com todas as suas forças e chorar silenciosamente até seus outros quatro amigos chegarem. O menino fez sinal para que não perguntassem nada só a abraçassem também, todos juntos – Estaremos sempre ao seu lado... Kiori-chan... Kiori-chan…
…Kiori-chan
...Kiori-chan...
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- Kiori-chan! Kiori-chan! Acorda! Kiori-chan! – era May, não sabia como, mas achou o esconderijo da amiga que assim que abriu os olhos preocupou-se ainda mais, agora além de estar dormindo no guarda-roupa... Estava chorando – Kio-chan – ela a abraça forte, recebendo em troca grossas lágrimas contra o seu peito, não era preciso falar o que se passou, May já imaginava o problema – “Diogo”.
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Kiori não pronunciou uma palavra mais depois do incidente, só alguns ‘ta’, ‘sim’, ‘não’, coisas mecânicas. Despediu-se da mãe e do restante da família no aeroporto, tentando forçar ao máximo um sorriso, está bem que, se ela chorasse naquele momento iriam pensar que era por saudades... Mas era melhor não.
— Kio? Vamos? – pede May agora que terminara de se despedir de seus familiares.
- hã...?! hai – e dando um ultimo adeus as duas entram na sala de embarque, seu vôo acabou atrasando, graças a isso tiveram tempo de tomar um chocolate quente na lanchonete que havia ali dentro.
— Kio-chan, sei que você não está bem, tem certeza que não quer me falar o que aconteceu? Você sabe que pode contar comigo para tudo – não dava, não tinha mais como, aquela situação a irritava, preocupava e angustiava mesmo já imaginando o que o brutamonte fez. Não queria que ela guardasse tudo para si.
— Obrigada. — agradece dando um triste sorriso.
May entendeu que não deveria insistir no assunto e que quando ela se sentisse pronta, contaria. Isso se o orgulho não lhe impedisse.
— Não precisa agradecer Kio-chan – Olhou discretamente para Kiori e sorriu, como se quisesse confortá-la, dizer que tudo ficaria bem.
- Atenção passageiros do Vôo 3946, com conexões em New York, embarque pelo portão internacional
– anunciou a aeromoça pelo rádio.Japão, o lugar dos sonhos das duas amigas, só Deus sabe o quanto elas lutaram para conseguir realizar o sonho de morar lá. Não sabia o porquê do desentendimento entre Kiori e Diogo, mas certamente devia ter algo haver com a ida dela. Muito provável que ele tenha terminado com ela.
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Kiori olhou para a janela do avião... Dentro de alguns dias estaria novamente no Japão, estava ansiosa para chegar, queria deixar todas as lembranças ruins para trás e começar uma vida nova, talvez nem tão nova assim, segurou o pingente do colar que estava em seu pescoço e mais algumas lembranças de sua infância surgiram em sua mente fazendo com que o sorriso triste desse lugar a um sorriso calmo e inocente, perdida em recordações felizes, sem perceber foi adormecendo...
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— Kio-chan!Acorda!Acorda! – Gritava May batendo insistentemente em seu braço.
— Hm?!O que foi? – Perguntou Kiori assustada, o que fez a amiga rir. – Ei!Não ria! – Fez bico.
- Que fofa! – Riu novamente. – O que está acontecendo, você já vai saber! – Piscou para a amiga que ficou sem entender, mas não por muito tempo.
- Atenção senhores passageiros, já podem retirar os seus cintos e sair do avião, a companhia agradece pela preferência – Falou a aeromoça tentando mostrar simpatia.
Kiori e May olharam ansiosas as pessoas saindo do avião, porém esperaram que todos saíssem para então se levantarem. Caminharam lado a lado até a porta do avião, onde puderam ter uma pequena vista do aeroporto, olharam uma para a outra e sorriram dando o primeiro passo para descer da aeronave.
Não sabiam por que, mas tinham a sensação de que aquela maré de azar e tristeza iriam acabar em breve e que tudo seria como elas sempre sonharam.
Continua...
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