Desejo realizado.
12 Papai visita o Sammy.
P.O.V. Elena.
Estamos nos arrumando pra sair, quando vem uma visão que me deixa catatônica.
–Jesus!
–Vamos pessoal.
–Sam, temos que ficar.
–Porque?
–Seu pai vem te visitar.
–Meu pai morreu.
–Seu pai biológico.
–Oh, esse ai.
–Meu Deus to morrendo de medo. Seja o que Deus quiser.
P.O.V. Amara.
Acidentalmente escutei a conversa entre Sam e Elena e não me aguentei de curiosidade.
–Você sabe quem é o pai biológico do Sam, Castiel?
–Sei. Porque a pergunta?
–Porque ele vem visitar ele hoje.
–O que?
–Qual o problema? O cara é mafioso?
–Pior.
–É cafetão?
–Pior.
–Quem é?
–Lúcifer.
–Quem é Lúcifer?
–O anjo caído que se tornou o governante do submundo.
–Nossa! Temos que tirar ele daqui.
–Não, temos é que tirar Elena do caminho.
–Tem razão.
–Não! Elena é a protetora perfeita.
–Ela é uma profetiza do senhor!
–Por isso mesmo Castiel. O arcanjo protetor vai defendê-la e espantar Lúcifer.
–O Sam é filho do capeta??
–É sim.
–Meu Deus!
–Fique calmo Simon. Nós vamos ao baile e eles que se resolvam.
P.O.V. Lúcifer.
Assim que cheguei o chão começou a tremer.
–Calma, não quero a garota. Vim visitar meu filho.
Tudo voltou ao normal.
A garota estava com medo, os dois estavam, mas ela estava desesperada.
–Olá meu precioso filho.
–Meu pai morreu.
–Se refere a John?
–Ele mesmo.
–O desgraçado ainda está vivo.
–Meu pai tá vivo!
–Você se parece com outra garota. Com Tatia.
–Tatia era minha ancestral e era uma duplicata como eu.
–Elas são mesmo lindas essas Petrova, magnéticas. Todos os homens orbitam ao seu redor e algumas moças também.
–Tudo bem Elena, não vou deixar ele machucar você.
–Eu jamais machucaria sua parceira meu filho e muito menos se ela for uma profetiza muito parecida com minha Tatia.
–Você a amava não é?
–Sim.
–E amava a mãe do Sam?
–Não. Mas ela era uma bruxa e por tanto uma das únicas que seria fisicamente capaz de sobreviver a gestação e ao parto.
–Minha mãe não era uma bruxa!
–Era sim meu filho, e ela era muito poderosa. Tanto quanto Quetsya.
–Conheceu a bruxa que transformou Amara?
–Claro, sou imortal e me lembro de tudo.
–Deve ser horrível.
–De certa forma.
–Sabe onde Tatia está?
–Sei.
–Onde?
–Na Russia. Onde ela nasceu, sentiu falta de casa.
–Não sabia que ela era russa.
–Mas, agora sabe.
–Quer beber alguma coisa, comer?
–Não obrigado.
–De nada. Mas você vai atrás dela?
–Claro.
–Se ela te rejeitar o que vai fazer?
–Tenho que deixá-la ir.
–Graças.
–Não sou esse monstro que me pintam.
–Ainda bem.
Nós rimos.
–Você também tem que possuir o corpo de alguém?
–Sim senhorita.
–Isso devia me assustar, qualquer outra pessoa estaria pirando agora, mas eu já passei por tanta coisa anormal que quando acontece uma coisa normal eu estranho.
–Sei. O anormal vira normal e o normal vira anormal.
–Por ai.
–Olha meu filho, sei que não sou o ideal de pai, mas eu gostaria muito de poder fazer parte da sua vida.
–E vem me falar isso depois de 24 anos?
–Sam! Ele não tem culpa, estava preso.
–Você agora virou advogada do diabo Elena?
–Sabe de uma coisa Samuel Winchester, eu daria tudo para ter os meus pais de volta e você que tem dois pais fica ai reclamando! Pare de reclamar e fique feliz!
–Elas são iguais em quase todos os aspectos.
–Iguais? Pelo menos com a Katherine ela só se parece fisicamente.
–A julgar pela reação que ela acaba de ter não é bem assim.
–A Katherine não liga pro pai dela.
–Mas pra filha liga sim.
–Nadja?
–Sim.
–O que quer aqui? Eu não posso deixa-los.
–Deixa-los?
–Meu irmão e Elena. Eles são a minha única família.
–Te entendo filho. Afinal, Katherine, Elena, Amara e Tatia são enfeitiçantes. No momento em que coloquei meus olhos em Tati senti uma necessidade de estar sempre perto dela, de mantê-la segura.
–Eu me sinto assim com relação a Elena também.
–Como eu disse elas são enfeitiçantes.
–Se me der licença eu tenho que ir conversar com ela.
–Vai lá.
P.O.V. Elena.
Tudo o que eu consigo fazer agora é chorar. A vinda do pai dele me trouxe lembranças da minha família, dos meus pais.
Aqueles que eu enterrei duas vezes.
–Elena? Porque está chorando?
–Porque eu lembrei deles. Meus pais.
–Quer falar sobre isso?
–Minha mãe Miranda era professora. Ela era uma pessoa incrível, sempre me dava os melhores conselhos sobre tudo.
E o meu pai Grayson era arqueólogo, a nossa casa estava sempre coberta de fósseis emoldurados e múmias e caixões egípcios. Foi por causa deles que eu decidi ser egiptóloga e escritora.
–Você devia seguir o seu sonho.
–Como? Eu não sou mais quem eu era naquela época, depois de tudo o que aconteceu eu jamais serei a mesma.
–Eu sei. Mas eu sempre vou estar aqui pra você.
–Eu te amo Sam.
Abracei-o com todas as minhas forças.
–Agora temos que voltar. Seu pai tá esperando a gente.
–Sim senhora.
–Melhorou senhorita?
–Sim obrigado. Desculpe pela cena.
–Estou acostumado com o comportamento explosivo das Petrova.
–Eu sou Elena Jenna Gilbert. Sei que sou adotada e que sou uma Petrova, mas pra todos os efeitos ainda sou Elena Gilbert.
–Se é assim.
–É sim.
–Meus parabéns meu filho. Não deixe essa moça escapar.
–Eu não vou.
–Acho melhor você ir. Sabe Anna e Castiel não conseguiriam lidar tão bem com a sua presença do que nós e tem a Amara.
–Amara a original.
–É ela passou por muita coisa e tem medo das pessoas.
–Bom, volto logo, Vou buscar a minha amada Tatia.
–Boa sorte.
–Obrigado.
Ele sumiu.
–Tomara que ele consiga e seja muito feliz com ela.
–É.
–Então, o que nós perdemos?
–Uma interessante reunião de família. Nem um problema, sem mortos ou feridos.
–Isso é bom. Ele irá voltar?
–Sim. Quer participar mais da vida do filho, recuperar o tempo perdido.
–Eu não acho que seja uma boa ideia.
–Relaxa Dean. Estou de olho nas decisões dele e se ele planeja alguma coisa nós saberemos.

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