Desejo realizado.
15 Espelho Meu.
P.O.V. Amara.
Olhar pra elas é como olhar no espelho, mas no que desrespeito á personalidade somos bem diferentes. Eu sou tradicional, Elena é a meiguice em pessoa e a Katherine é bem egoísta.
—Então, o que faremos agora?
—Á respeito de que?
—Silas. O desgraçado é imortal e está na nossa cola.
—Isso é ruim. Mas, vamos dar um jeito.
—Já sei! Podemos mexer com a cabeça dele.
—Como assim?
—Temos a mesma cara e podemos usar isso á nosso favor. Tipo vamos todas nos passar pela Amara pra dar um lero nele.
—É uma boa ideia. Mas e a parte do controle mental?
—Temos bastante verbena e a Elena.
—Melhor darmos verbena pra eles. Afinal se Silas conseguir ter os anjos sob seu controle estamos muito lascadas.
—Concordo.
Depois de termos planejado tudo nos mínimos detalhes começamos a botar em prática e ele caiu que nem um patinho.
—Por favor Amara, se revele.
—Sou eu.
—Não sua mentirosa! Sou eu!
—Vocês duas traíras! Eu sou Amara!
Acabou que Silas perdeu a paciência e foi embora.
—Isso! Elena você é um gênio!
—Eu sei.
Demos o maior toco nele e acho que Silas vai ficar longe de nós por um bom tempo.
—Vocês são mesmo incríveis meninas. Admiro a bravura e a inteligência de vocês.
—Valeu Ana.
—Gente temos outra missão.
—Fala.
—Acreditem ou não há rumores de um ser que afoga e devora criminosos na cidade de Bon Temps.
—Acha que o caso é nosso?
—Acho. Afinal dei uma investigada nas lendas da cidade e há relatos de pessoas atraídas até lá que sumiram.
—E daí? Pode ser qualquer coisa.
—Aí é que está, são todos homens e homens com a ficha suja e passado tenebroso. Pelo que eu li todos eles foram levados para uma cachoeira que fica no meio do nada, bem pra dentro da cidade.
—Então vamos lá.
Ao chegarmos começamos a perguntar para os habitantes da cidade sobre a tal cachoeira.
—A Chaleira do Diabo.
—O que?
—É o nome da cachoeira. Se estão pensando em ir até lá desistam enquanto podem.
—Porque?
—Lá existem demônios que povoam os pesadelos. Mas de todas as criaturas malignas que moram lá as mais perigosas são as sereias.
—Sereias?
—Sim. Meu avô me contava as histórias, elas são lindas como o sonho do paraíso, mas quando chega a hora do bem bom por assim dizer elas tiram os marinheiros de seus barcos ou do convés do navio. Eles são afogados e devorados!
—Alguém já sobreviveu?
—O meu avô. Ele só sobreviveu porque é surdo.
—Como isso o ajudou?
—Ele não escutou as diabas cantarem e não se afogou. Meu avô viu seus compatriotas serem arrastados para a imensidão fria e escura da chaleira do diabo.
—Porque chamam de chaleira do diabo?
—Por causa da névoa que cerca a cachoeira 24 horas por dia. É uma névoa densa e também tem um campo magnético que faz as bússolas ficarem doidas e os PGS também são afetados.
—PGS?
—É aquela parafernália moderna com aquela vozinha irritante. Vire a direita, vira a esquerda.
—Ah, você quer dizer GPS.
—Tanto faz. Ir para aquele lugar é pedir pra morrer.
Nos acomodamos no hotel e decidimos ir até lá.
—Vamos colocar tampões de ouvido. Só pra garantir.
—Concordo.
Depois de tamparem os ouvidos com bastante algodão nós fomos até a tal cachoeira e o velhinho estava certo sobre tudo o que disse.
—Tomem cuidado e atirem no que se mexer.
—Falou. Qualquer coisa gritem.
—Idem.
Como Elena nos ensinou a falar libras foi fácil nos comunicar.
Quando encontramos as miseráveis nós não conseguimos fazer mal a elas. Melhor ainda nem precisamos.
—Porque matar essas pessoas?
—É o nosso dever moça. Se não vira bagunça.
—Mas, eles vão pra prisão.
—Isso não adianta nada. Pode mandar seus amigos tirarem os tampões de ouvido eles são como nós não vamos machucá-los.
Fizemos sinal para que eles tirassem os tampões.
—Vocês tem nomes?
—Eu sou Serena, ela é Ila e essa aqui é Andrômeda.
—Sou Sam, ele é meu irmão Dean.
—Amara.
—Eu sou Elena.
—E eu sou Tatia.
—Bem, acho que não há necessidade de machucarmos ninguém.
—Idem.
—Bom retorno. Tenham cuidado com as piscinas, elas são fundas.
—Valeu o aviso.
—Disponha.
Como nem tudo são flores acabamos tendo que dar um jeito de manter as pessoas longe daquele lugar.
—Os habitantes não chegam perto, mas os forasteiros sim.
—Temos que colocar umas placas de aviso, sei lá.
—Mas, elas não machucaram a gente, elas devem seguir algum código de conduta.
—Talvez tenha razão.
—Ela deve ter razão. Elena capta coisas que a gente não consegue.
—Será que tem a ver com aquela coisa de profeta?
—Talvez. Quem sabe.

Fale com o autor