P.O.V. Elena.

Estávamos todos num quarto de hotel descansando depois de ter matado um clã de windiegos quando uma outra eu aparece no quarto e os Winchesters apontam suas armas para ela.

—Não. Não me me machuquem.

—Calma Gente.

—Fique longe! Assassina!

—Amara? Pensei que estivesse morta.

—Não só estava do outro lado, com Silas.

—Silas? Sabe se ele passou?

—Sim. Ele passou.

—Do que estão falando? Quem é esse Silas?

—A história Dean, essa deve ser a original. A cópia original.

—É eu-sombra.

—Tanto faz.

—Parem, ela está com medo. Vocês estão assustando ela.

—Obrigado Castiel, você é mesmo um anjo.

—Mas e a sua Duplicata?

—Stefan está bem.

—Temos que encontrá-lo! Saber se está a salvo!

—Calma. Primeiro temos que dar um jeito nesse visual anacrônico.

—Fique calma, fizemos uma troca. Você não é mais a âncora.

—Eu notei, obrigado.

—De nada.

—Venha, vou te dar um bom banho e te arrumar do jeito que você merece.

P.O.V. Amara.

Eu pensei na moça que se parecia comigo quando aconteceu, num instante eu estava do outro lado e agora estou cercada de homens que me apontam coisas.

—Não! Não me me machuquem.

A garota entra no meio e eu recuo ao pensar que é a outra, a cruel.

—Fique longe! Assassina!

—Amara?

Ela era a minha cópia bondosa.

—Eles querem me ferir.

—Tudo bem gente, baixar a guarda.

A moça me deu um banho e me penteou, cuidou de mim como nunca ninguém havia feito.

—Meu nome é Elena Gilbert.

—E eles? Quem são eles?

—Sou Castiel, sou um anjo do senhor.

—Amara Celestia Emmeran Petrova.

—Ela é a original.

—Nós sabemos.

—Sou Sam Winchester.

—Dean.

—Sam e Dean são irmãos.

—E a duplicata malvada?

—Katherine é mortal agora, como eu.

—Bebeu a cura?

—Eu forcei a cura pela goela dela.

—Lamento por Quetsya. Se eu soubesse que Silas a estava usando e que a poção era feita por ela para seu casamento jamais teria bebido.

—Eu sei.

—O que é um anjo?

—Somos soldados que servem ao Senhor.

—E quem é o seu Senhor?

—Deus.

—Vocês servem aos Deuses! Incrível.

—Olha, como você é linda.

—Nossa! Essas roupas são tão estranhas pra mim.

—Posso imaginar. Da época dos romanos direto para o século XIX é barra pesada.

—Barra pesada?

—Quer dizer que vai ser difícil se readaptar.

—Interessante.

—Então foi você a criada que roubou o namorado da princesa e mandou o casamento dela para o espaço?

—Imagino que a resposta seja sim. Mas eu não sabia que Silas havia pedido que sua noiva fizesse a poção, ele disse que a faria sozinho.

—Credo. O cara era um cretino.

—E por causa dele passei séculos sendo a âncora para o outro lado, podia sentir cada morte de cada ser sobrenatural.

—Como assim sentir a morte?

—A dor senhor Dean. A dor que a pessoa passou antes de morrer.

—Credo. Mas a âncora ainda existe?

—Claro! Sem a âncora não haveria a barreira que separa os mortos dos vivos.

—Já esteve do outro lado?

—Já.

—Como é?

—Solitário, frio e sombrio. Eu podia vê-los, mas a comunicação era mais difícil.

—Como assim?

—Ser imortal e morrer é cair no esquecimento e na solidão profundos.

—Lamentamos.

—Eu também.

—Temos que treiná-la.

—O que?

—Não podemos sair com ela assim.

—A divisão me treinou, vou treinar você Amara. Se quer ver Silas outra vez tem que aprender a lutar, a se defender e a matar.

—Ou seja a sobreviver.

—Exato.

O treinamento foi exaustivo e todos os dias Elena me treinava mais e mais, me ensinou a criar armas com as mais diversas coisas a matar diversas criaturas e a como me proteger de bruxas como Quetsya.

—Vou cuidar dos seus ferimentos...

—Sou imortal lembra?

—Eu esqueço. Sabe que se houvesse outra forma eu faria não é?

—Eu sei, meus instintos me dizem que você é uma mulher de honra, caráter e palavra.

—Obrigado, mas não me considero tudo isso.

—E é exatamente por isso que merece esses elogios.

—Obrigado Amara, de verdade e eu não tenho como dizer o quanto eu lamento por ter que fazer isso com você.

—Eu sei sim e agradeço a honestidade e o esforço.

Nos abraçamos e a cópia do mal chegou pendurada no pescoço de Dean.

—Amara? Acho que exageramos Dean.

—Vocês tão chapados? Porra estamos em missão!

—Qual é Elenesma, você é sempre tão certinha. É mó CDF!

—E a CDF salvou as vidinhas de vocês inúmeras vezes e estou ficando cansada de limpar a sujeira de vocês! Arrumem essa bagunça, se livrem dessas quinquilharias e fiquem limpos agora!

—Chata!

—Sam, taca fogo em tudo. Queima todas essas coisas que eles carregam e depois limpa a carteira, sem cartão de crédito só dinheiro em espécime na mão destes dois.

—Sim senhora.

—Queima tudo o que achar suspeito e me traga telefones, celulares, agendas, anotações tudo.

—É pra já chefa.

—Você manda neles?

—Mando. Sam é meu braço direito e Castiel é o nosso pacificador e transporte de emergência.

—Nossa, me sinto realmente honrada em estar na presença de um ser tão iluminado como um anjo.

—Obrigado senhorita.

—Amara! Meu amor, venha comigo.

—Silas. Vá embora.

—Meu amor, fomos feitos um para o outro.

—Talvez, mas você me enganou e quase me matou. Ainda tenho pesadelos com as mortes deles todas as noites.

—Vou te salvar amor.

—Disse isso da última vez.

—E não menti.

—Mentiu e agora vá embora Silas eu preciso de tempo pra pensar.

—Como queira meu amor, mas tenho a eternidade pra te esperar.

P.O.V. Castiel.

A senhorita Petrova está em estado de pânico. Este homem lhe causou muitas dores emocionais.

—A senhorita está bem?

—Sim, obrigado.

—Sei que mente pra mim.

—Ele me enganou e me condenou a ser a âncora por 2000 anos, ele diz que achava que eu estava morta mas ás vezes duvido.

—Duvidar é algo tão estranho pra mim.

—Posso imaginar.

Algo me ligava a aquela jovem imortal. O que?

Não sei dizer, mas vou perguntar ao Pai.