Desejo e Atuação
40 Quero pedi-la em casamento
Notas iniciais
David: — Você quer que pare o carro amor, está passando mal?
Gabriela: — Espera, tem um posto ali na frente.
David: — Você quer que pare lá? ~Assustado.
Gabriela: — Será se tem loja de conveniência lá?
David: — Provavelmente, mas não estou te entendendo.
Gabriela: — Acho que isso é fome!
Dona Norma: ~Suspiro~ Gabriela minha filha, não faça isso mais.
David: — Filha de uma... Mãe... ~Disse encarando Dona Norma que o olhava brava~ Eu estava pensando que era algo sério, meu Deus. Se eu estivesse grávido teria colocado o bebê pra fora agora.
Gabriela: — Desculpa amor ~Rindo~ Não percebi que exagerei um pouco. Mas eu realmente estou com fome, para lá.
David estacionou o carro ao lado da loja de conveniência e olhou ao redor para ver se estava movimentado, quase não tinha muita gente, então desceram os quatro, Dona Norma carregava o menino no colo, sentaram-se em um banco frente ao balcão. Gabriela escolheu algumas besteiras e depois comeu doces, David a olhava com reprovação, comeu mais besteiras que seu filho. A garçonete os reconheceu, mas não os incomodou, apenas falou um pouco sobre sua admiração. Na prateleira de jornais havia uma revista de fofocas que eles eram capa, estampando a notícia sobre sua gravidez. Dona Norma a folheou e riu um pouco da forma que eles falavam sobre o "casal de vilãos" que esperava a chegada dos primeiros filhos e mostrava também uma foto de Gaby com o pequeno Gabriel, revelando o quanto ela era uma ótima mãe.
Gabo: — Olha vovó, eu e a mamãe.
Gabriela: — Olha, como somos lindos.
David: — Daqui uns dias nesses jornais vão ter fotos nossas com os dois pestinhas que estão na sua barriga.
Gabriela: — Ay David, não se refira a eles assim.
David: — Mas são meus pestinhas mesmo. Vão ser custosos igual o Gabriel.
Gabo: — Mas eu não sou custoso David...
Gabriela: — Claro que não, meu filho é um santinho igual a mamãe! ~Ela disse sorrindo e pegando o menino risonho nos braços.
Eles sorriram, David pagou a conta e eles voltaram para o carro, seguindo viagem. Gabo rapidamente pegou no sono. Não levou trinta minutos e Gabriela fez David parar o carro novamente para vomitar. Ele colocou toda sua paciência em prática e segurou a mulher que chorava graças aos hormônios excessivos e o quanto ela se lamentava por ter comido demais.
David: — Ah meu amor, isso é normal, fica calminha. Eu sei que não deveria ter comido tanta besteira, mas agora já era. ~Dizia enquanto segurava o cabelo dela para trás com uma mão e envolvia a outra em seu quadril.
Ele buscou uma garrafa de água no carro e a entregou para enxaguar a boca e lhe deu um chiclete extra forte. Deslizava os dedos pelo rosto dela enxugando as lágrimas que escorreram.
David: — Tudo bem? Passou, viu?
Ele lhe deu um selinho e a segurou pelo braço até a entrada do carro, colocou o cinto para ela e então voltou para seu lado. Seguiram viagem normalmente. Gabriela acompanhou o filho e acabou adormecendo também, perdera todas as forças ao colocar tudo que comeu para fora. A chácara não era tão longe da cidade, em menos de três horas de viagem já estavam na porta de casa. Dona Norma convidou David para permanecer o dia lá, ela não era tão ciumenta quanto Sr Casimiro. Ele amou a proposta e desceu do carro para tentar acordar a namorada.
David: — Meu amor, a gente já chegou, acorda.
Gabriela: — Hmmmm não...~Ela se remexeu e virou para o outro lado.
David sorriu e desprendeu o cinto dela. Vagarosamente e com cuidado, pegou-a no colo e seguiu a sogra para dentro da casa. Ela ficava admirada com o carinho e paciência que ele tinha para com sua filha e isso fazia com que ela o admirasse ainda mais. David colocou-a no sofá e foi até a cozinha preparar algo saudável para ela comer, precisava daquilo. Pegou algumas verduras e colocou para cozinhar no vapor e preparou um suco reforçado de melancia com um pouco de cenoura, adoçou levemente e o guardou na geladeira. Fez uma pequena torta de batatas com frango, cobriu com mussarela e colocou no forno, pediu para dona Norma prestar atenção no forno.
Dona Norma: — Huum, genro prendado na cozinha.
David: — Sei fazer algumas coisas, mas é segredo, não conte para Gaby, porque eu amo quando ela cozinha.
Dona Norma: — (Risos) Gabriela é bem folgada mesmo, mas ela ama cozinhar, ela não abandonaria isso.
David: — Tomara (risos), mas agora vou acordar a onça. Ela precisa almoçar direito, já que não tem nada no estômago.
Ele foi em direção à amada no sofá, Gabriel já estava sentado no chão observando na TV alguns desenhos. David observou o quanto ela estava linda dormindo, a expressão estava tão calma e serena, que ele teve dó de acordá-la, mas deveria fazer aquilo. Pegou-a no colo com carinho e subiu as escadas enquanto dava leves beijos em seu rosto, ela sorriu da forma mais linda que podia e os olhos ainda estavam fechados. David suspirou, ele ás vezes ainda ficava abestalhado com a beleza dela.
David: — Por Deus amor, como pode ser tão linda! ~Disse beijando-a várias vezes novamente.
Gabriela: — Hummm, que apaixonadinho.
Ele sorriu para ela e então empurrou a porta do quarto com o pé e ao adentrar ela fez menção de descer, ele a apertou mais forte entre os braços e a beijou. Um beijo lento, calmo, rodeado de amor. Apenas lábios. Vagarosamente ele foi colocando-a no chão. Ela desceu espreguiçando o corpo e desabotoando a camisa. David a olhou de cima abaixo e então retirou suas roupas.
David: — Vou tomar banho contigo.
Gabriela: — David, minha mãe e o Gabo estão lá embaixo e...
David: — Psiu ~Ele disse interrompendo-a~ Eu disse “banho”, vamos ser rápidos...
Ela sorriu desconfiada e terminou de se despir, entraram no Box e iniciaram um banho. David deslizou uma bucha macia pelos ombros de Gabriela, passando-a por toda a extensão de seu corpo, eles se beijaram apaixonados. Ela se virou de costas para ele lavar suas costas, assim o fez, descendo pelo bumbum dela. Abraçou-a por trás e segurou em sua barriga, massageando-a. Gaby sentiu o membro dele completamente ereto encosta-se em seu bumbum.
Gabriela: — Por Deus, você está excitado...
David: — Esquece meu pau e se concentra em mim, ele não sabe ser romântico vendo sua bunda, eu sei.
Gabriela: — Você é um idiota, sabia?
David: — Sim, mas você me ama.
Gabriela: — É... Eu amo. Mas... Meu Deus, eu vou colocar a culpa nos hormônios...
David: — O que? Não entendi?
Gabriela: — Eu estou excitada ~Ela disse se remexendo e colocando a mão entre as pernas.
David: — Oh meu Deus, não provoca.
Gabriela: — Só faça, rápido.
Sem precisar ouvir aquilo duas vezes, David foi até o armarinho embaixo da pia do banheiro e pegou um lubrificante escondido atrás dos cosméticos, lubrificou seu membro e em menos de minutos ele estava no Box novamente. Voltou para a mesma posição de antes e segurou Gaby pela cintura, penetrando-a por trás. Ela fez uma leve pressão com o corpo para trás e repousou a cabeça em seu pescoço, em resposta, David deslizou uma mão pelo corpo dela até o ponto pulsante entre suas pernas e o massageou, fazendo-a se contorcer. Explorava os seios dela com a outra mão, enquanto seguia se movimentando atrás. Alguns minutos com o ato e Gabriela apertou os lábios para evitar gemidos altos e seus sussurros abafados se tornaram tão excitantes a ponto de levar o parceiro próximo ao ápice e por coincidência ela estava perto também. Sentindo as pernas bambearem e contrações virem com força, ela acabou gritando e David rapidamente tapou a boca dela e intensificou seus movimentos e os dedos em seu ponto, ele sentiu o líquido quente escorrer em seus dedos e ela amoleceu, repousando em seus braços. Ele perdeu as forças também com um orgasmo poderoso e a levou para fora do box, sentando-se no vaso com ela em suas coxas. Gabriela o abraçou e enfiou o rosto em seu pescoço o beijando, ele se arrepiou.
David: — Você me surpreende cada dia mais.
Gabriela: — E eu sei que você gosta de surpresas ~Ela respondeu ofegante.
Ele levantou e a colocou no chão, em seguida a empurrou para a parede, prendendo seus braços.
David: — Você é muito gostosa.
Gabriela: — Já tinha ouvido isso antes e várias vezes. ~O provocando com o olhar.
Ele foi em direção aos seios dela e começou a chupa-los rapidamente, enquanto ela dava pequenos gemidos.
Gabriela: — Não para...
Ele então voltou a olha-la e viu uma expressão de prazer em seu rosto, ela o fitava em chamas, e o provocava ainda mais com aquele sorriso que o tirava do sério. David rapidamente a virou, a deixando de costas e começou a beijar sua grande bunda e as vezes dando alguns tapas, até que ouviu dona Norma entrar no quarto a chamando.
Dona Norma: — Você está bem, Gaby?
Gabriela: — Estou ótima.
Dona Norma: — Atrapalho?
Gabriela: — Não, mamãe. Eu só vim tomar banho e pedi para David me acompanhar por que me sentia um pouco fraca. ~Piscando o olho para ele.
Dona Norma: — Se precisar de mim é só chamar. ~Se retirando.
David: — Mentir é pecado.
Gabriela: — Mas as vezes é necessário. Queria que eu falasse que a gente estava se pegando de todas as formas?
David: — É... Melhor não. ~Sorrindo.
Gabriela: — Então, pode continuar.
Ele sorriu e logo voltou ao ato. O tempo passou e os dois estavam se arrumando para voltar as gravações, estavam felizes pois quase concluíram esse projeto.
David: — Essa semana termina a novela.
Gabriela: — Até por que tudo tem seu final. ~Se maquiando~ Vou colocar logo a roupa da Ivana, assim não perco tanto tempo.
David: — Também.
Ela estava com uma blusa branca e bem folgada, para esconder sua gravidez, uma calça e uma bota, e estava com os cabelos soltos. Saíram de mãos dadas direto para a sala, ao chegar viu Gabo brincando no sofá, assim que os viu veio correndo em sua direção.
Gabo: — MAMÃEEEEEEEEEE! ~Abraçando suas pernas.
Gabriela: — vem cá, meu anjinho. ~O pegando no colo.
Gabo: — Vai para onde?
Gabriela: — Vou trabalhar.
Gabo: — Posso ir também?
Gabriela: — Ay meu filho... Mamãe não pode por que vai trabalhar, mas depois te levo lá, tá bom?
Gabo: — Tá bom...
Gabriela: — Não fica tristinho, mamãe vai mas volta. ~O colocando no chão e beijando sua cabeça.
David também o beijou, se despediram de dona Norma e seguiram juntos direto para Televisa. Ao chegar viu que tudo estava movimentado, os cenários sendo arrumados, atores estudando o texto, câmeras sendo ajustadas, um dia normal de gravação. Gaby deu um beijo em David e logo seguiu para seu camarim, ficou lá lendo seu texto e notando como tudo havia acontecido rápido, no meio de seus pensamentos acabou se perdendo em um turbilhão de lembranças que a fazia rir e até mesmo se emocionar. Veio á lembrança de como conheceu David e que foi ali mesmo na Televisa, que ele vivia atrasado e do jeito que ele a olhava, com o mesmo olhar de sempre. Do jeito que ele falou que a amava, do primeiro beijo deles, da primeira noite de amor que foi magica, das briguinhas besta, do jeito que ele considera seu filho primogênito. Era uma relação que só a fazia bem, ou melhor, que fazia bem aos dois.
Ela então foi chamada por um dos funcionários que já ia começar as gravações, saiu acompanhada de Silvia Pinal, havia a encontrado no corredor e se falaram durante o decorrer do caminho até o cenário.
Silvia: — E como estar meus netos? ~Acariciando a delicada barriga de Gaby.
Gabriela: — Estão bem, crescendo rápido e dando um pouco de trabalho. ~Sorrindo.
Silvia: — Não sejam tão bagunceiros aí dentro, deixa sua mãe ter uma surpresa quando vocês nascerem.
Elas continuaram falando sobre os bebês e depois partiram para a gravação, tudo estava decorado, atores estudados e Nicandro prestava atenção em todos os detalhes dos personagens. Voltando para a outra parte, David estava conversando com alguns companheiros de trabalho sobre os dias que tinha passado e eles também.
David: — Espero um dia levar vocês também lá na chácara.
Fernando: — Não seria uma má ideia.
Fabian: — Se pudesse iria hoje mesmo.
Tony: — E os planos futuros?
David: — Sobre isso... Estava pesando em algo.
Fernando: — Em que?
David: — Fazer uma surpresa a Gaby... Quero pedi-la em casamento e ser algo mais concreto.
Fabian: — Já está realmente na hora. Mas e aí, tem alguma ideia?
David: — Pior que não. Nossa! Tenho gravação agora, mais tarde nos falamos. ~Correndo.
Assim que estava correndo se atrapalhou e acabou caindo, nesse momento Gaby já havia terminado a cena e estava vindo ao lado da senhora Silvia Pinal, e ao vê-lo caído teve uma crise de risos.
David: — Nem para me ajudar? ~Se levantando sem jeito.
Gabriela: — Que atrapalhado. ~Gargalhando.
Silvia sorria juntamente com Gabriela.
David: — Paguei mico... Mas preciso gravar, tchau. ~Foi correndo novamente.
Elas ainda riam e Gaby seguiu sozinha para outra gravação. Ao chegar viu que seria bem curta, facilitando mais ainda. Ela rapidamente estudou o texto e em seguida já estava gravando a cena. Aquele dia havia sido bastante corrido e algumas cenas foram deixadas para o dia seguinte. Todos haviam sido liberados e David já estava á espera de Gabriela na garagem.
Gabriela: — Vamos?
David: — Sim. Já que ainda é cedo, queria que assim que te deixasse em sua casa você se arrumasse por que iremos a um lugar bem elegante. Ok? ~Enquanto dirigia.
Gabriela: — Mas estou um pouco indisposta...
David: — Por favor, só faça o que te pedir. ~Sério.
Ela virou o olhando e viu o quanto estava sério, mas apenas concordou. Assim que chegou em sua casa, desceu do carro, deu um selinho em David antes e seguiu para dentro. Ao chegar já foi surpreendida pelo seu filhinho a abraçando, o pegou no colo e se sentou no sofá juntamente com ele.
Gabriela: — Estou tão cansada, queria poder dormir.
Dona Norma: — É por que não vai?
Gabriela: — David me chamou para sair, nem tive como negar...
Ao caminho de casa, David estava pensando em como iria fazer a surpresa para Gabriela, mas lembrou que ela disse que estava indisposta e que o dia havia sido muito cansativo para ela. Ele pensou mais um pouco e resolveu deixar a surpresa para depois, assim pensava mais e Gabriela descansava, resolveu ligar para ela avisando.
Gabriela: — Fala, amor.
David: — Eu estava pensando melhor, quero que você descanse e depois iremos onde falei. Assim, fica bem melhor para você.
Gabriela: — Também acho melhor, estou morta de cansaço.
David: — Mas amanhã você não me escapa, irar gostar do que tenho para falar. ~Com um tom alegre.
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