Desejo e Atuação
19 Minha força vem de você
Notas iniciais
Gabriela observou David atender aquele telefonema, e como a palidez foi invadindo seu rosto enquanto ele ouvia o que alguém falava pra ele do outro lado da linha.
David: — T-t-tá bom, estou i-i-indo. ~Desligando o celular enquanto tremia.
Gabriela: — David, David, você está tremendo, o que aconteceu? Senta aqui.
David: — E-eu vou ter que ir agora, meu tio piorou novamente.
Gabriela: — Espera ~Enquanto subia correndo as escadas~ Eu vou com você.
David sentou-se no sofá enquanto tremia e Dona Norma preparou um copo de água com açúcar para ele, tentava se acalmar, mas só conseguia pensar em como sua mãe estaria preocupada com o irmão e como seria o fim de toda aquela tensão. Em minutos, Gabriela desceu as escadas com duas bolsas e havia vestido uma calça jeans justa, uma blusa de mangas compridas preta e um tênis, pegou o filho no colo e o chamou para irem.
Dona Norma: — Você não acha melhor deixar o Gabriel aqui minha filha?
Gabriela: — Não mamãe, meu filho vem comigo, ele está seguro.
Eles se despediram rápido, colocaram Gabo na cadeirinha e quando Gaby saiu da parte de trás do carro, percebeu o quanto David estava nervoso e não parava de tremer.
Gabriela: — Meu amor deixa que eu vá dirigindo até você se acalmar mais.
David: — Não, eu estou bem, eu consigo.
Gabriela: — Sem teimosia David, se acalma e depois dirige, agora entra lá que eu vou levando até lá.
Ele acabou cedendo à preocupação de Gaby, porque sabia que ela só queria seu bem. Eles entraram no carro e saiu, a cidade onde a família de David morava não era tão longe e em aproximadamente 2 horas de viagem eles chegariam. Durante a viagem David explicou para Gaby quais eram os problemas do seu tio e porque ele estava tão mal ultimamente e ela foi o acalmando mais e o fazendo esquecer um pouco o nervosismo e então ele pediu para que pudesse dirigir o restante da viagem. Já eram 1h30min da manhã quando eles chegaram à casa dos pais de David e a família quase inteira estava lá, ele desceu rapidamente e Gabriela estava muito envergonhada, pegou o filho no banco de trás que já estava dormindo e entrou vagarosamente atrás dele que já estava abraçado com sua mãe. Todos os olhares foram dedicados a ela, que ficou mais envergonhada ainda e David vendo o quanto ela estava sem jeito, correu para perto dela e a segurou pelo braço.
David: — Eu sei que pode não ser a melhor hora, mas vou apresentar vocês, apesar de ter certeza que já a conhece. Gabriela, minha namorada e essa é minha família.
Ela deu um sorrisinho de leve e os irmãos e primos de David vieram cumprimentá-la e ela foi interagindo mais com as pessoas. Mas logo Gaby percebeu que uma menina saiu da sala e foi para a área da casa, deixando-o todos para trás. Ela não conhecia ninguém e nem sabia quem era, mas enquanto pensava sentiu o puxão de David novamente.
David: — Mãe e Pai, essa é minha namorada e nosso bebê lindo.
Os pais de David responderam em sincronia.
Mãe: — Esse bebê é muito lindo, venha aqui e vamos colocá-lo em alguma cama, seus braços devem estar doendo.
Gabriela: — Obrigada, ficarei imensamente agradecida.
Elas seguiram para um quarto que havia uma cama com grades de proteção, colocou o pequeno na cama.
Gabriela: — A senhora está melhor? David me disse que estava preocupada.
Mãe: — Bem, ainda estou bastante preocupada, pois a situação do meu irmão é bem grave, mas sinto que vai dar tudo certo.
Gabriela: Ah claro, vai dar certo sim. Estou torcendo por vocês.
Mãe: — Desculpe-me falar ~Enquanto colocava um cobertor em Gabriel~ Mas você é bem... “mulherão”, mais madura, diferente de todas as namoradinhas do David e não é apenas isso, porque com você é diferente... Nunca vi ele tão envolvido com alguém e está bem apaixonado pelo seu filho, ele sempre quis ser pai.
Gabriela: — Ah, bem... Eu também estou bastante envolvida com seu filho, ele é um homem maravilhoso. Bem, ele me disse isso e se tudo der certo, vamos sim ter filhos.
Mãe: — Sim e ele considera esse pequeno como filho dele, meu netinho.
Gabriela: — Eu... Nem sei o que dizer. Isso era tudo que eu procurava em alguém, um parceiro que aceitasse meu filho e David faz isso como ninguém.
A mãe de David veio em direção a Gabriela e lhe deu um grande abraço apertado e ela a correspondeu.
Mãe: — Quero que tudo dê certo entre vocês, ele me fala muito sobre você e sei que você é uma grande mulher.
Gabriela sorriu para ela e elas seguiram para fora do quarto conversando e ao sair, novamente percebeu que a mesma menina afastou-se dela e se distanciou. A mãe de David notando tudo foi atrás da menina e Gabriela a seguiu, ficando por perto para saber quem era e porque ela não queria se enturmar.
Mãe: — Menina, porque está fazendo esse papel horrível?
Lorena: — Eu não gosto dela, não acho que seja a melhor pessoa para o meu primo, ela tem filho e fiquei sabendo que nem sabe quem é o pai, não deve ser digna.
Mãe: — Você está ficando louca? É claro que ela sabe quem é o pai, ele só não foi homem o suficiente para assumir o filho, David já me contou toda a história e ele quer até registrá-lo.
Lorena: — David está ficando louco, essa mulher está enganando ele direitinho. Vê assim foi ela quem pediu para ele registrar o filho indigente dela.
Mãe: — Lorena, já deu. Você para de falar o que não sabe e deixe de se prestar a esse papel. David sabe muito bem quem ela é e eu acredito nele, ele a ama e pode se acostumar com a presença dela aqui.
Lorena: — Vai ser ela entrando por uma porta e eu saindo por outra.
Gabriela ficou surpresa ao ouvir tudo aquilo e então se afastou para não notarem que ela ouviu toda a conversa e sentou-se próximo a cozinha e viu David resolvendo os trâmites da internação e a cirurgia do seu tio, que já estava no hospital. O pai de David pediu para que ele ficasse em casa aquela noite, pois a esposa de seu tio já ia dormir no hospital e que ele fosse lá pela manhã, ele concordou com aquilo e pelo horário já resolveu ir dormir e chamou Gabriela para ir com ele. O quarto onde estava Gabo já estava organizado e também tinha uma cama de casal ali, ele trancou a porta e tirou sua roupa, deitou-se na cama apenas de cueca e Gabriela trocou sua roupa por uma camisola curta e confortável, apagaram as luzes e deitaram na cama.
Gabriela: — Meu amor, você já comentou com sua mãe sobre registrar o Gabriel?
David: — Sim, assim que eu tive a ideia e ela me deu total apoio.
Gabriela: — Ah sim, então ela sabe da história com o Neil né?
David: — Sabe sim. Por que amor, algum problema?
Gabriela: — Não, curiosidade. E, quem é Lorena?
David: Minha prima, filha do meu tio que está internado. Já a conheceu?
Gabriela: — Não da melhor forma possível, ela não gosta muito de mim.
David: — De onde tirou essa ideia?
Gabriela contou tudo para David, explicando o que ouviu e que errou por ser tão curiosa, mas David a abraçou.
David: — Não liga pra ela, você é meu amor e a mulher certa pra passar o resto da minha vida se você quiser. Eu te conheço e eu te amo, não dê ouvidos para ela, sempre foi à problemática da família, implica com todo mundo.
Gabriela acreditou em David, eles se abraçaram e foram dormir, pois o dia seria corrido. Amanheceu rapidamente, David já havia levantado e nem ao menos era 7:00, resolveu então não acordar Gaby e deixa-la descansar o possível. Assim que levantou foi até Gabo o pegando e o colocando ao lado de Gaby, para caso ele acordar não estranhar o lugar que estava. Depois de ter escolhido a roupa, organizados alguns papeis foi tomar um banho quente para ir ver seu tio no hospital. Quando havia terminado de se vestir, foi até Gaby e lhe deu um beijo na testa, e logo fez o mesmo no pequeno Gabriel. Ao sair do quarto foi direto para cozinhar comer algo, quando chegou se deparou com Lorena sentada e solitária.
Lorena: — Bom dia primo...
David: — Deixa de ser falsa garota. ~Se sentando.
Lorena: — O que foi? Porque está me tratando assim?
David: — Não se faz de santinha. Você estava falando horrores da minha namorada para minha mãe, então faz o favor de nem me dirigir á palavra.
Ela o olhou e o viu sério, resolveu então sair e deixa-lo em paz. Logo assim que David estava terminando seu café da manhã sua mãe chegou, com a aparência triste.
David: — Bom dia mãe ~A abraçando~ Não fica assim, var dar tudo certo.
Mãe: — Bom dia meu lindo. Eu sei, tenho fé que seu tio vai escapar mais uma vez dessa.
David: — Com certeza. Mas se anima um pouco, Deus sabe o que faz.
Mãe: — Isso mesmo, vou tentar fazer algo para me animar. E sua namorada? Ainda está dormindo?
David: — Sim, minha deusa está descansando ~Sorrindo~ Mãe, quando ela acordar ajuda ela em tudo enquanto não estou, faz isso por mim?
Mãe: — Pode deixar meu filho, você sabe que já me simpatizei com ela e pode deixar que vou dar assistência onde precisar.
Ele sorriu e abraçou sua mãe fortemente, depois foi em direção a porta. Passando alguns minutos ele já havia chegado no hospital e viu sua tia adormecida no sofá, ele então resolveu ir comprar algo para ela comer.
Já era quase 12:00 horas, David ainda estava no hospital enquanto Gaby estava conversando com a mãe dele no jardim.
Mãe: — Acho melhor nos arrumar porque David pode chegar a qualquer momento. ~Se levantando.
Gabriela: — Mas antes espera. ~A puxando.
Mãe: — Pode falar. ~Voltando a se sentar.
Gabriela: — Quero esclarecer que o que a Lorena disse é mentira, não estou á procura de um pai para meu filho, não preciso e nunca precisei disso. Sou uma mulher capaz de tudo e de principalmente sair com meu filho adiante. Então, não acredite caso ela queira encher sua mente com mentiras.
Mãe: — Pode deixar, ela é uma menina mimada e quer tudo para si. Não se preocupe com isso Gabriela, sei que você é madura e uma mulher forte, principalmente mãe de um menino lindo e educado. Não acredito no que ela diz, se você souber de tudo que ele fez... Mas estamos aqui para também nos conhecemos melhor, e você já ganhou minha confiança.
Gabriela ficou aliviada ao ouvir a palavras de sua sogra, e viu que ela era uma pessoa muito humilde e de coração bom. Gaby então pegou seu filho no colo e foi com ele até o quarto onde estava, pois precisava se arrumar. Logo assim que já estava pronta David chegou, lhe deu um beijo e correu para o banheiro sem dizer nada. Passando um tempo ele havia saído somente com uma toalha branca e depois observou Gabriela arrumando seu pequeno filho.
David: — Minha força vem de você.
Gabriela: — Fala pelo o que está passando?
David: — Sim. Se eu não tivesse você em minha vida nem sei o que seria de mim. ~A abraçando por trás.
Ela se virou e o abraçou, ouviu que sua voz estava triste e calma.
Gabriela: — Amor, você veio somente buscar eu e sua mãe?
David: — Exatamente. Aproveitei para tomar um banho, e eu almocei com minha tia.
Gabriela: — Certo, pois já estou pronta.
Gabo: — Eu também!!
Os dois riram ao ouvir Gabo falar, logo em seguida David foi se vestir e já estava pronto. Os dois saíram de mãos dadas e Gabo no braço de David, Gabriela então foi chamar sua sogra que veio com fervor. Eles entraram no carro e seguirem para o hospital. Gaby lembrou que precisava avisar para Nicandro o que estava acontecendo.
Gabriela: — Oi Nicandro? ~Ao celular.
Nicandro: — Olá Gabriela!
Gabriela: — Liguei porque quero avisar que o tio de David está passando mal e ele está o acompanhando e eu vim junto para dar assistência a ele. Tem algum problema?
Nicandro: — Não... Mas quando vocês voltarem vai ter trabalho dobrado.
Gabriela: — Entendo muito bem.
Nicandro: — Ok. Diz ao Zepeda ficar bem e mande melhoras ao tio dele, beijos.
Gaby desligou o celular e passou tudo que Nicandro havia falado ao David. O caminho até lá foi tranquilo, assim que chegaram estacionaram o carro e seguiram todos para dentro do hospital.
Mãe: — Vocês podem entrar que eu fico com o Gabo, depois vocês revezam comigo.
Gabriela: — Não senhora. Depois eu entro, não tem nenhum problema.
Mãe: — Insisto Gabriela. Vá com o David. ~Pegando Gabo no colo.
David: — Vem meu amor, não vamos demorar.
Ela somente fez um sinal de positivo e entrou com David. Ao chegar no quarto onde o tio dele estava o viu em péssimo estado de saúde, cheio de aparelho, estava muito embranquecido e magro mas porém estava desperto.
David: — Oi tio José, quero lhe apresentar minha namorada. ~A levando até ele.
O Tio dele a olhou e deu um sorriso com dificuldade.
Gabriela: — Prazer em conhece-lo senhor. ~Colocando a mão sobre a mão dele.
José: — O prazer é todo meu. ~Apertando a mão dela.
Gaby o olhava e via o quanto estava fraco e ao lado a esposa dele, Gaby então foi até ela e a cumprimentou. Em meios as conversar Gaby dava concelhos para ela. Até que David resolveu que já estava na hora de levar ela embora, pois seu tio precisava dormir e também ele iria levar sua tia e sua mãe iria ficar no lugar. Gabriela foi até José se despedir, mas assim que estava indo embora ele segurou sua mão.
Gabriela: — Precisa de algo?
José: — Quero falar com você. ~Bastante fraco.
David então resolveu deixar eles a sós e esperaria ao lado de fora da porta do quarto.
José: — Meu sobrinho me falou muito sobre você, sabia? Quando ele veio sem te avisar. Queria saber se teve algum problema por minha culpa?
Gabriela: — Não... É... Nunca. Ele me explicou tudo e eu entendi.
José: — Que bom minha garota. Sei que não vou passar muito tempo vivo e queria te falar que para meu sobrinho você é tudo para ele. Então cuida dele por mim, ele é quase como um filho e sei que você é a mulher certa para ele.
Gabriela: — Posso te garantir que o amo e que ele é o homem que pretendo casar e constituir uma família junto ao meu bebê. Obrigado por se preocupar, o senhor é um homem muito bom. ~Sorrindo.
Ele retribuiu o sorriso e em seguida adormeceu, Gabriela saiu quase emocionada do quarto, pois parecia que ele havia se despedido dela. Mas sem querer deixou uma lagrima cair.
David: — Não chora meu amor.
Gabriela: — Seu tio parecia que estava se despedindo, pediu para eu nunca te deixar e que você me ama muito, falou muitas coisas.
David: — De certa forma eu também vejo assim, mas eu sofro ao ver ele em cima dessa cama quase imóvel e com dificuldade em fazer tudo. ~Chorando.
Gabriela: — Não amor, não vamos chorar e sim torcer para ele ficar bem. Vamos ser fortes, certo?
Ele a olhou e abraçou forte, enquanto tentava segurar as lagrimas que insistia em cair sobre seu rosto. Mas ele se conteve, e já estava composto e saiu de mãos dadas com Gabriela. Ao chegar ao lado de fora, ficaram conversando um pouco, sua mãe já havia entrado e Gabo estava dormindo, entraram no carro e foram novamente para casa. Ao chegar David ajudou levando sua tia até o quarto e no meio do caminho viu Lorena.
David: — Você não vai ajudar sua mãe?
Lorena: — Não sou obrigada.
Ele se calou e viu sua tia mais triste, porém havia notado que ela não se importava com o que sua filha dizia. David assim que chegou no quarto colocou sua tia na cama, a enrolou e depois saiu e novamente se deparou com Lorena.
David: — Eu tenho nojo de você, menininha mimada! Seu pai está quase morrendo no hospital e você não se importa.
Lorena: — Para de drama, priminho. Já já vou lá ver o velhote. ~Saindo.
Ele saiu bravo e ao chegar novamente no quarto onde estava se deparou com Gabriela apenas de roupas intimas. O fazendo parar e a observar.
David: — Nossa, estava bravo mas agora que te vi me subiu um fogo por dentro. ~Se aproximando.
Gabriela: — Fica quieto que o Gabo está aqui e pode acordar a qualquer momento.
David: — Você me enlouquece. ~A beijando.
Gabriela: — Calma David... Acho que não é o lugar certo.
David: — E por acaso tem lugar para fazer amor?
Gabriela: — Mas você acha certo fazer logo aqui e com o meu bebê dormindo ao lado?
Ele se afastou e sorriu.
David: — Venha aqui. ~A puxando.
Gabriela: — Porque está me levando para o banheiro?
David: — E ainda pergunta?
Gabriela começou a rir incontroladamente enquanto dizia que o que estavam fazendo não era certo. Ao chega no banheiro David a beijou enquanto apertava sua bunda com força e dava alguns tapas, com rapidez tirou o sutiã que ela usava e chupou seus seios com loucura e vontade. Gabriela dava leves gemidos e apertava David ainda mais contra seu seio, ela então o empurrou contra a parede e foi tirando a camisa azul que ele estava usando, logo depois começou a beijar todo o peitoral definido dele até que se ouviram batidas fortes na porta do quarto e gritos que vinha do seu pai.
Pai: — DAVID, ABRE A PORTA MEU FILHO! SEU TIO ACABOU DE FALECER!! ~Aos gritos.
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