Desejo Sombrio
4 Aprendeu Isso Com A Sua Mãe?
Notas iniciais
Enquanto Dorian cola seus lábios ao longo dos contornos do pescoço de Juliet, esta permanece totalmente imóvel com os punhos fechados contra o peito do rapaz que lhe acariciava o corpo com as mãos fazendo movimentos sinuosos pelos quadris da moça apertando-a contra si.
- Retribua Juliet... –diz ele ao pé do seu ouvido com a voz sussurrada.
- E... Eu não... Sei c... Como. –ela responde sentindo certo temor.
Dorian sorri sentindo certa satisfação em ouvir aquelas palavras saindo tão inseguramente da boca da garota. Ele se afasta desfazendo tal sorriso apenas para não parecer piedoso diante dela e então diz em tom sério:
- Comece ajudando-me com estas roupas. –ele segura as mãos da jovem levando-as até os botões de seu colete vermelho.
- Quer que eu mesma o dispa? –ela franze a testa com certa indignação.
- Eu poderia fazer isso por mim mesmo, mas quero sentir as suas mãos no meu corpo.
- E... Eu não quero fazer isso.
- Você não está em condições de querer ou não. –diz rispidamente. – Agora faça o que eu disse...
Contrariada e desejando reagir diante de tal grosseria Juliet faz exatamente o que Dorian ordena mesmo sentindo suas mãos tremulas a cada botão que se abre. Enquanto ela o faz, Dorian toca os cabelos da moça admirando seu belo rosto quase pálido e um pouco quente pelo rubor que se estabelecia dentro dela por culpa da situação constrangedora. Dorian adora a sensação que sente ao ver o pavor no olhar daquela garota tão inocente. Geralmente ele tinha preferência pelas mais experientes, mas as virgens sempre eram um prazer divertido. Era satisfatório desbravar o corpo de uma mulher que nunca fora tocada antes por outro homem e isso mexia com os instintos mais sacanas de Dorian fazendo com que ele desejasse deitar Juliet sobre aquele chão e tomá-la para si sem sequer ter a necessidade de despirem-se de todas aquelas vestes. Já sem o colete, ele sorri e o joga sobre uma poltrona logo em seguida sentando-se sobre a mesma enquanto admira o belo corpo da garota.
- O que quer que eu faça agora... Senhor? –questiona sem um pingo de vontade de fazer sequer mais uma vontade de Dorian.
- Gosto de como isso soa! –ele ri. – O som dos seus lábios se dirigindo a mim dessa forma tão reverencial. Venha... –ele a chama para si.
Juliet caminha devagar tomada pela pouca coragem que lhe restava e para diante de Dorian que ergue seus olhos negros em direção a face de Juliet. Ele a puxa pela mão fazendo com que ela fique mais perto e entre as pernas longas dele, então desce seus dedos leves rumo a perna direita da garota enquanto a observa respirando profundamente.
- Olhe pra mim querida. –diz ele.
Quando Juliet desvia o olhar para a face de Dorian, este sorri com o canto do lábio e segue descendo sua mão pela perna da moça logo a usando para erguer as saias. Com a mão livre Dorian aproxima mais Juliet de si enquanto aperta as nádegas firmes e empinadas da mesma. Dorian não aperta com força, apenas acaricia tentando mostrar a Juliet que aquilo não era tão ruim quanto ela pensava, e embora o desconforto de ter um homem lhe tocando daquela maneira desavergonhada fosse muito grande, a garota sentiu que aquele toque era deveras agradável. Sem que ela notasse Dorian desliza suas mãos sorrateiramente por baixo de suas saias pela extensão de sua perna macia que não vestia meia calça, e segue rumo aos quadris de Juliet que ao sentir os dedos longos do rapaz se aproximando de sua virilha pela parte interna da coxa fecha os olhos respirando forte. Dorian apenas mantém os lábios entre abertos enquanto observa as reações da moça.
- Converse comigo Juliet. –diz ele.
- Sobre o que deseja falar senhor? Pensei que não tivesse vindo aqui para conversar... –ele rebate com suas próprias palavras.
Dorian quase teve um ataque de risos diante de tal provocação, mas apenas moveu levemente os lábios abrindo um sorriso debochado e passando a língua pelo lábio inferior encarando a garota que no momento o encarava profundamente nos olhos.
- Você é muito atrevida Juliet!
- Nem tanto quanto o senhor...
- Gosto do seu temperamento. –ele diz enquanto acaricia a virilha da garota com a ponta do polegar apertando os outros dedos na sua coxa.
Juliet sente uma pontada passar pelo seu estomago assim como das costas e depois se transformar em uma respiração que fez com que esta abrisse os lábios chamando a atenção de Dorian.
- Gosta disso?
- Quer que eu diga que sim para se sentir melhor?
- Quero que diga se gosta.
- Não.
- Não? –ele ergue as sobrancelhas.
- Não é certo uma mulher gostar das mesmas coisas que gostam os homens.
- Sua mãe lhe ensinou isso?
- Eu não conheci minha mãe... –ela lança sobre Dorian um olhar rancoroso.
- É verdade, foi criada pelo tio. Temos isto em comum.
- Também não conhece sua mãe?
- Ela morreu poucos dias após o meu nascimento. Fui criado pelo meu avô.
- Hum...
- Mas você está certa, não vim até aqui para conversar.
Juliet sente novamente aquela pontada atravessar seu corpo quando vê Dorian levantar-se e ficar diante dela ainda com as mãos sobre sua pele. Seu vestido estava cobrindo as mãos e os pulsos do rapaz enquanto este retirava a calçinha que ela vestia e encarava a face da mesma com um olhar frio. Em um movimento rápido o moreno, segura firme Juliet e a conduz até a parede onde a recosta com força e coloca a palma de sua mão sobre a região intima da garota que toma um susto e gruda as unhas nos ombros dele. Dorian afasta os lábios ao sentir aquela região nunca tocada anteriormente com seus dedos enquanto faz movimentos firmes contra um ponto em particular que ele dominava muito bem. No inicio Juliet achou aquilo ultrajante e repulsivo, mas conforme o medo ia se afastando dela e a sensação de ser tocada daquela maneira ia se apossando de seu corpo, Juliet relaxa e apenas firma seus dedos nos ombros do rapaz que sorri a cada vez que ouve os gemidos contidos da garota.
- E disso? –ele sussurra próximo aos lábios dela. – Você gosta?
Ela não diz nada, mas os gemidos dela e a sua expressão que variava entre delírio e reprovação respondia tudo a Dorian. O moreno aproxima os lábios do pescoço da jovem e beija a sua pele agora mais quente enquanto continua acariciando aquela área que já estava úmida. Juliet sente as pernas molengas a cada toque daquelas mãos que pareciam maravilhosas mesmo estando a violentar a sua pureza. Dorian sorri cada vez que sente a respiração de Juliet ao seu ouvido, e ouve os gemidos fininhos dela. Era quase como um choro bem diferente daquelas prostitutas com quem ele costumava se deitar sempre. Notava-se que na maioria das vezes aquelas meretrizes exageravam em seus gemidos apenas para satisfazer o orgulho dos homens com quem se deitavam. Faziam aquilo para inflar o ego de cada cliente, e por melhor que Dorian fosse na cama, e por mais que tivesse plena certeza disso, esse fato lhe incomodava, por esta razão o rapaz tinha preferência pelas damas de sua corte, que eram sempre mais verdadeiras ao que sentiam, e lhe dava muito mais prazer desbravar o corpo delas.
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