Desejo Proibido.
10 X
Notas iniciais
... A noite foi longa ...
No dia seguinte...
— Bom dia gente. — Falei pra Carmen e Dante que estavam parados em frente aos armários. Eu e Cooper estávamos abraçados.
— Bom dia. — Carmen se virou. — PERAI PERAI, TA ACONTECENDO ALGUMA COISA QUE VOCÊS NÃO ME CONTARAM?
— Fala baixo garota. — Bati em seu ombro que riu.
— Obvio que aconteceu, estão muito grudadinhos. — Dante falou e ficou nos encarando com os olhos semi serrados.
— É... — Olhei pro lado disfarçando. E Cooper me deu um selinho.
— ALGUÉM ME SEGU... — Dante foi gritar e Carmen tapou sua boca.
— Cala a boca. — Os dois ficaram nos encarando. — Eu não to acreditando no que eu to vendo.
— Ai gente, vocês queriam tanto isso. — Falei debochando.
— Queríamos mesmo, to amando isso. — Carmen falou e veio me abraçar. — Bom você cuidar dela seu bonitinho, sei onde você mora. — Cooper levantou as mãos em redenção e começamos a rir.
— Pode deixar, cuidarei. — Ele me puxou de volta pra perto de si.
— Felicidades gente, to amando vocês juntos, finalmente né. — Carmen falou sorrindo mais que todo mundo.
— Finalmente mesmo e agora você ta me devendo dez dólares Carmen. — Ela revirou os olhos e entregou o dinheiro pra Dante.
— Perai... Vocês estavam apostando? — Perguntei chocada.
— Não fique chocada, tava mais que na hora de vocês ficarem juntos e a gente só tava apostando quando que isso ia acontecer, perdi por causa de uma semana.
— Vocês não prestam, ridículos. — Falei rindo.
...
Pensamento On
Agora estou eu aqui, com meus pensamentos fluindo e posso dizer que estou feliz pela minha decisão, pelo menos por enquanto. Ficar com Cooper ontem a noite fez meu corpo liberar todo aquele calor armazenado, toda aquela energia que só me deixava agitada e agora eu estava calma e me sentindo decidida, olhar pra Cooper me causava um desejo louco por ele e era isso que eu queria, ter alguém pra mim e bom pra mim, por que ele me fazia bem de verdade, estou satisfeita.
Pensamento Off
...
... Passou-se uma semana ...
Depois de uma semana, eu e Cooper estávamos na faculdade, era uma quarta feira e estava bastante frio, já era umas três da tarde, saímos dos nossos grupos de estudos e fomos nos encontrar no prédio principal.
— Eai, como foi com seu grupo? — Cooper chegou perguntando.
— Foi ótimo, discutimos bastante coisas e com o seu? — Eu estava tirando o cachecol e ele puxou minha cintura levemente.
— Foi ótimo também, mas estou com saudades de você. — Ele beijou meu pescoço e eu comecei a rir.
— Pare com isso, estamos no meio da faculdade. — Bati levemente em seu ombro, Cooper pegou o cachecol das minhas mãos e colocou de volta no meu pescoço. — O que está fazendo?
— Vamos. — Ele pegou na minha mão e foi me puxando.
— Vamos aonde? — Cooper não me respondeu e só foi me puxando e saímos correndo pelo campus. — VOCÊ É LOUCO.
— VEM. — Começamos a rir e correr. — AQUI. — Ele foi me puxando pra trás do prédio da biblioteca que era o final do campus, não tinha nada lá e nem ninguém.
— O que você ta fazendo? — Cooper me puxou me pra perto dele e me encostou na parede. — Cop...
Cooper me beijou e me pegou no colo, praticamente me jogando pra cima e me segurando por baixo das coxas, entrelacei minhas pernas em sua cintura e ele me prensou na parede.
— Agora não tem ninguém aqui. — Ele falou enquanto beijava meu pescoço.
— Você é louco. — Comecei a beijar sua boca.
— Bastante. — Começamos a nos beijar intensamente, ele tirou as luvas e colocou as mãos na minha cintura por baixo da blusa e estavam um pouco geladas.
— Aaai Cop, essas mãos geladas. — Ele sorriu e apertou minha cintura. — aah... — Fechei os olhos e ele começou a me beijar em todos os lugares que encontra-se...
Passou-se alguns minutos e o clima só estava esquentando.
— Cop você ta sentindo isso? — Coloquei as mãos no ombro de Cooper, mas meus olhos ainda estavam fechados.
— O que? Esse calor? — Sua voz estava baixa e bem mais grossa que o normal.
— Nã... — Mal terminei a frase e comecei a sentir várias gotas de água no meu rosto. — Ta chovendo!
Começou a chover rapidamente, Cooper me colocou no chão e foi me puxando, corremos pelo campus até o prédio principal, a chuva estava engrossando muito rápido, conseguimos chegar no prédio principal, mas ficamos úmidos da chuva.
— Nossa, essa chuva veio do nada. — Cooper falou enquanto respirava ofegante da corrida.
— Sim, se a gente não tivesse corrido já era, estaríamos pingando. — Ficamos retomando o folego aos poucos.
— Pensar que eu queria estar ofegante assim, mas por outra coisa. — Ele me olhou malicioso e eu bati em seu braço fazendo-o rir. — Vem cá amor.
— Você não presta também. — Ele entrelaçou os braços na minha cintura e me beijou e depois sorriu pra mim. Quando ouvimos um trovão e levei um susto.
— Bom, parece que vamos ficar aqui um tempo até passar um pouco essa chuva.
— Pois é. — Revirei os olhos. — Pelo estou aqui com você.
— Que sortuda que você é hein. — Ele ainda me agarrava pela cintura, bati em seu peito.
— Para de ser metido. — Rimos. — E agora?
— Deixa eu pensar... — Cooper me levou até perto do banheiro.
— O que você pensa que está fazendo? — Cruzei os braços encarando-o.
— Só queria terminar o que começamos. — Cooper olhou pra baixo pra si mesmo e depois pra mim, olhei pra onde ele olhava e percebi que ele ainda estava "animado". — É pedir muito?
— No banheiro? — Ele deu de ombros. Puxei sua mão. — Tenho um lugar melhor.
Fomos até sala de cinema, era um auditório onde assistíamos palestras, fui puxando ele até o palco, subimos.
— Depois eu que não presto né?! — Cop falava em tom de deboche.
— Cala a boca. — Puxei ele até o palco.
— Quer fazer aqui no meio do palco? — Empurrei seu peito e ele foi cambaleando pra trás. — Eu gosto desse seu lado dominadora.
Empurrei ele pra uma das laterais do palco e fechei as cortinas, mandei ele deitar no chão e subi em cima do seu corpo e comecei a beija-lo, ele colocou as mãos na parte de trás das minhas coxas, mas eu as subi até sua cabeça segurando seus pulsos.
— Eu não gosto dessa parte. — Cop falou sussurrando.
— Não perguntei, só me responda quando eu perguntar. — Ele sorriu malicioso.
— Você vai ver. — Eu o beijei e fui descendo pelo seu corpo já desatando seu cinto... — Assim você acaba comigo...
— Xiiu Cop...
Começamos a entrar no clima, Cooper retribuiu todo o "sofrimento" que eu fiz ele passar e depois de um tempinho ele deitou ao meu lado, estávamos um pouco suados.
— Quem diria fazer essas coisas no palco do auditório. — Cooper falou ofegante no meu ouvido, sua voz estava rouca.
— Melhor que o banheiro né. — Respondi com a voz sussurrando.
— Até que você é criativa, gostei. — Ele me beijou.
— Isso por que só fizemos oral um no outro.
— Queria ter feito um amor também né. — Cop sorriu. — Fica pra próxima.
— Sim. — Nos beijamos e ficamos um pouco deitados até recuperar o fôlego. — Será que já passou um pouco a chuva?
— Vamos ver. — Levantamos e nos arrumamos.
Fomos andando de mãos dadas pela faculdade até o corredor principal pra ver se a chuva tinha parado um pouco.
— Ainda ta bastante forte. — Falei olhando pelo vidro. — Vamos esperar só mais um pouco, senão diminuir vamos correndo pro carro.
— Ta bom, não aguento mais ficar nesse lugar vazio e frio, parece que anoiteceu tão rápido. — De fato parecia que tinha anoitecido, era quase cinco da tarde e já parecia que era oito da noite. — Olha, tem uma sala acessa ali.
— Vamos ver se tem alguém lá. — Fomos andando até a sala que tinha a luz acessa e assim que olhamos era Thomas corrigindo trabalhos.
— Professor o que faz aqui? — Cooper perguntou.
— Ah, oi gente. — Ele se assustou e ajeitou os óculos. — Não esperava ter alunos aqui esse horário... eu só estou corrigindo uns trabalhos e vocês fazem o que aqui ainda?
— Começou a chover e ficamos presos aqui. — Cooper respondeu.
— Entendo. — Thomas começou a tossir muito. — Com licença, preciso tomar uma água.
Thomas saiu as pressas da sala, eu e Cooper entramos e nos sentamos em cima de umas mesas e ficamos conversando.
— Será que o Thomas ta bem? — Cop perguntou. — Ele sumiu faz um tempo, acho que vou atrás dele.
— Ta bom. — Cooper saiu e eu fiquei na sala mexendo no meu celular. Passaram-se alguns minutos.
— Finalmente sozinha. — Thomas entrou fechando encostando a porta.
— Você ta bem? — Olhei pra ele que parecia normal.
— Eu estou ótimo. — Ele sorriu sapeca. — Consegui me livrar de Cooper.
— Como assim? — Me levantei ficando preocupada.
— Você tem que ter um homem de verdade Jessy... — Ele foi chegando perto de mim.
— Fica longe de mim. — Eu sai correndo pra porta, Thomas segurou meu pulso. — Me larga!
— Tem certeza?
— TENHO! — Puxei meu braço com força e sai correndo pela faculdade trombando com Cooper.
— Eita amor, o que foi? — Abracei ele desesperada. — Calma.
— Vamos embora daqui. — Peguei em sua mão o puxando.
— O que houve?
— VAMOS!
Corremos pela chuva até meu carro.
— Eu quero você Cooper. — Olhei pra ele tirando minha touca.
— Eu também quero você.
— Não.. Você não ta entendendo, eu quero só você. — Falei e o beijei.
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