Desejo Proibido
1 Voltando para a casa
Notas iniciais
Este cap foi feito por mim e o próximo será feito pela Sandrinha ok? Nós iremos dividir as coisas rsrs.
Espero que gostem e até la em baixo
Eu ainda não estava acreditando que meu pai realmente iria fazer isso comigo, me fazer voltar pra aquele lugar no fim do mundo, me fazendo deixar as ruas lindas e movimentadas de Nova York, vim pra cá morar com meus avós tinha uns sete anos. Charlie achava que aqui era melhor para meus estudos e para ficar com meus avós, pois eles ficavam muito sozinhos, mas antes tinha vontade de ter ficado em Forks. Hoje em dia não, me acostumei à badalação de Nova York sempre me divertindo bem mais do que estudando, mesmo me divertindo muito ainda assim tenho notas boas. Eu nunca gostei muito de mudanças, ainda mais agora ter que sair dessa escola chiquérrima justo em meu último ano. Mas o que poderia fazer? Minha mãe não estava muito bem de saúde, e me queria perto dela, meu pai Charlie é o prefeito de Forks e dono de uma rede de shoppings nas cidades vizinhas, somos muito bem de vida, sempre tive tudo que uma garota poderia sonhar em ter, tenho muito ainda que curtir e muitos dólares para gastar isso sim eu amo fazer de verdade, meu pai me deu o prazo de uma semana para voltar para a chuvosa Forks, sinto falta deles, mas ter que voltar assim de repente seria horrível terei que me acostumar a tudo aquilo novamente, e não será nada fácil.
— Bella minha querida, desamarre essa cara , vai ser bom você voltar para Forks ,seus pais precisam de você agora. – dizia minha vó tentando me animar.
— Ai vovó olhe tudo o que estou tendo que deixar para trás tudo, tendo que deixar Nova York para ir pra Forks, um lugar que ninguém nem ouviu falar, e você quer que eu fique sorrindo, ah pare. – eu disse me jogando em minha cama cobrindo minha cabeça com o travesseiro.
— Deixe de ser dramática Bella, existem muitas coisas boas lá, tenho certeza que logo logo você irá se acostumar.
Minha avó era do tipo de pessoa que não adiantava discutir, pura perda de meu precioso tempo, fui pro meu quarto arrumar minhas malas, acho que iria dar excesso de bagagem e eu não deixaria nada para traz, nada mesmo! Levei uns três dias pra arrumar tudo, me despedi dos meus amigos, da escola e de minhas amadas ruas de longas compras de Nova York,fiz tudo isso chorando muito , minha avó ainda ficava tentando me convencer que eu iria me acostumar novamente a Forks , isso já estava me dando nos nervos , enfim chegou o dia da viagem , retirei alguns comprimidos da minha bolsa e tomei só acordaria quando chegasse em Seatlle,e rezaria pra tudo isso não passar de um pesadelo.
A viagem foi bem tranquila, como tudo neste fim de mundo. Ao desembarcar encontrei Charlie me esperando na pequena sala de desembarque.
- Minha filha, que saudades de você. – disse Charlie me abraçando já desabando a chorar.
- Eu também estava com saudades pai. – eu falei tentando me desprender de Charlie, no fundo, eu ainda estava com raiva dele por me ter feito voltar a esse fim de mundo.
- E como foi à viagem? — ele fazia uma pergunta atrás da outra, acho que já era pra ele ter notado que eu não estava afim de papo.
- Foi tudo tranquilo, exatamente como é tudo isso aqui, tranquilo e parado.
- Não fale assim Bella, parece até que você não ama mais seus pais dizendo desta forma. – ele disse cruzando seus braços.
- Sem dramas pai, por favor, vai. E vem cá, onde está o motorista para vir pegar minhas bagagens.
- Eu sou o motorista hoje Bella, vem, deixa que eu te ajudo a levar as bagagens. – Charlie disse pegando algumas de minhas coisas deixando com que eu levasse o resto.
Preferi nem dizer mais nada, revirar os olhos já era o suficiente naquele momento. Deixamos o aeroporto e fomos procurar o carro de Charlie, coisa que não seria muito difícil, com esse mine aeroporto.
Avistei o carro rapidamente e o apontei a Charlie. Rapidamente ele abriu o porta malas, e colocou todas as minhas bagagens lá dentro.
Entrei no carro e liguei o som, deixei na rádio mesmo e, encostei minha cabeça e fiquei pensando em como seria minha vida daqui pra frente. Em meio a todo o silêncio, Charlie resolveu puxar assunto.
— Você esta tão quieta Bella, aconteceu alguma coisa? – Charlie perguntava como se não soubesse a resposta, mesmo querendo dizer tudo o que estava entalado em minha garganta, resolvi apenas dizer:
- Não aconteceu nada, esta tudo bem.
- Hum, Bella sua mãe esta tão feliz com a sua volta, á tempos que eu não a via tão animada como ela se encontra hoje.
- Se ela esta tão feliz com a minha volta, porque ela não veio me buscar no aeroporto? – eu fiz uma pergunta que deixou Charlie espantado, muito espantado.
- Isabella, o que esta havendo com você? Minha filha você sabe do estado de saúde de sua mãe, não seja egoísta, doutor Carlisle receitou a ela que ficasse deitada a maior parte do tempo. Por mais que ela quisesse vir aqui para te receber com alegria, não podia,entenda isso. – a hora que Charlie disse isso, senti ele pisar fundo no acelerador, ok, eu poderia não estar sendo muito gentil, mas ele não entendia meus motivos por estar agindo assim, nunca entenderia.
O silêncio nesse momento, seria minha melhor resposta a Charlie, não quero começar uma discussão com ele, ainda mais agora que acabei de reencontra-lo.
Ele também não disse mais nada, senti que ele ficou chateado com o que eu disse, sei que pisei na bola, mas não podia fazer nada, não estava me sentindo bem por estar aqui em Forks, não sei mais nem o que pensar a partir de agora, não sei mais qual rumo minha vida irá tomar.
Passamos o resto da viagem neste silêncio contínuo, até pensei de pedir a Charlie para que parasse em algum posto para comermos, estava morta de fome, mas, achei melhor não dizer nada, já estávamos próximos ao fim de mundo Forks. Avistei aquela pequena placa escrito bem vindos a Forks!
E aqui começava uma vida nova, sem badalação, sem movimento, sem tudo aquilo no qual eu estava mais do que acostumada.
Minha casa se encontrava no bairro mais nobre da cidade, depois de dez anos sem vir pra cá, espero que pelo menos a cor dela tenha mudado, e infelizmente, estava totalmente enganada.
Assim que paramos de frente a minha casa, vi tudo da mesma forma de dez anos atrás, a cor clássica clara, os jardins sempre arrumados, tudo do mesmo jeito. Charlie estacionou o carro, e rapidamente sai indo em direção à porta malas para pegar minhas bagagens.
Peguei apenas uma de minhas malas, e na outra mão segurava meu casaco. Parei de frente com o portão, e fiquei olhando diretamente ao redor daquela enorme casa na qual teria que me acostumar novamente.
Segui em passos curtos para poder prestar atenção em cada detalhe daquilo. De repente senti algo bater com força em mim, me derrubando no chão.
- Preste mais atenção por onde anda! – gritei furiosa sem ao menos saber quem era, a pessoa estava de costas, mas rapidamente se virou para me olhar.
- Desculpe-me senhorita, eu estava distraído, desculpe mesmo. – disse aquele rapaz moreno, alto e forte estendendo sua mão a mim.
- Da próxima vez criatura, preste mais atenção. – disse me levantando em um pulo com a sua ajuda.
- Espere um pouco, é você Bells? Bells minha nossa que saudade! – como assim? Ele me conhecia? Eu não tinha dado-lhe o direito de me chamar de Bells e ele ainda ousa em me abraçar, que empregadinho mais abusado!
- Me solte agora! Você ficou doido? Eu não lhe dei o direito de me chamar de Bells, muito menos de me abraçar. – eu simplesmente cuspi as palavras, o empurrando pra longe de mim.
- Não se lembra mais de mim Bella? – a voz dele me fez voltar no passado, eu não tinha total certeza, mas, pelo tom de pele, a voz rouca, poderia ser ele Jacob Black, mesmo desconfiando de ser ele, resolvi dizer:
— Não, quem é você?
- Eu pensei que um dia eu poderia ter significado alguma coisa na sua vida Bella, sou eu, Jacob. – ele disse e fitou o chão por alguns instantes.
Eu o olhei firmemente, e comecei a relembrar certas coisas do meu passado aqui em Forks, Jacob tinha sido meu melhor amigo, eu o considerava demais antes, até pensei que ele já teria ido embora daqui, mas me lembrei do quão humilde a família de Jacob era.
- É, lembro de você sim Jacob. – disse apenas isso a ele, preferia não ter muito contato com os empregados.
- Depois de eu ter falado meu nome, é claro que você iria se lembrar Bella. – ele disse e cruzou os braços.
- Olha como você fala comigo Jacob, eu sou sua patroa, me respeite! – Jacob tinha que se colocar em seu devido lugar, quem ele pensa que é para me chamar de Bella? No mínimo ele tem que me chamar de senhorita Bella.
Ele me olhou espantado pela minha forma de dizer, e respondeu:
- Você mudou muito, não é mais aquela garota que eu conheci a dez anos atrás, agora você está uma verdadeira patricinha e esnobe, você não foi criada assim. – ele disse e me olhou dos pés a cabeça.
- Não te interessa o que eu me tornei Jacob, o tempo passa as coisas mudam e as pessoas também, saia da minha frente e vá arrumar o que fazer. – nem se quer eu ouvi sua resposta, apenas passei esbarrando nele e entrando em casa.
Subi as escadas ainda com o meu pensamento ligado a tudo o que eu tinha passado aqui em Forks em alguns anos atrás, chegando lá encontrei Renée deitada na sua cama, ela parecia estar cochilando, bati de leve na porta e ela abriu os olhos.
- Bella, minha filha, entre, de um abraço em sua mãe. – ela disse e seus olhos se encheram de lagrimas, mas, o sorriso dela se estendeu.
- Mãe! – eu disse e corri para seu lado a abraçando, meus olhos se encheram de lagrimas também, não me contive e quando percebi já estava a chorar.
- Que saudades filha, é tão bom te ter aqui comigo novamente. – ela disse brevemente, e começou a tossir, agora sim vi que o estado de saúde de minha mãe era bem grave.
O medo tomou conta de mim por alguns instantes, não sei o que seria da minha vida sem Renée, eu a amo tanto, não me imagino sem ela.
- Eu também mãe, muita saudade mesmo! – eu disse isso e abracei forte, eu estava mesmo com muitas saudades do colo da minha mãe.
- Vá Bella, tome um banho, você esta cansada, vá para seu quarto dormir um pouco, depois volte aqui para ficar um pouquinho com a sua mãe, e matar as saudades. – ela disse e me deu um beijo na testa.
Assenti, e quando estava na porta disse a ela:
- Eu te amo minha mãe.
Ela ficou em silêncio por alguns segundos, pois não estava esperando que eu dissesse isso a ela, na verdade, eu nunca disse, o medo de perder Renée era enorme, por isso disse isso a ela, talvez se sentisse melhor.
- É tão bom ouvir isso de você, também te amo minha filha, muito mesmo! – ela disse e eu sai.
Fui caminhando pelos longos corredores até encontrar meu quarto, nada tinha mudado, minhas coisas estavam da mesma forma em que deixei.
Percorri com as minhas mãos os móveis do quarto, senti um aperto no coração, uma saudade da minha infância, as palavras daquele empregado vieram à tona na minha cabeça:
- Você mudou muito, não é mais aquela garota que eu conheci há dez anos, agora você está uma verdadeira patricinha e esnobe, você não foi criada assim.
Será que eu tinha mudado tanto assim mesmo?
É, acho que sim. Eu mudei muito, e não me arrependo de nenhuma das minhas mudanças, apenas cresci e virei a senhora Isabella Swan, filha de um dos homens mais ricos e poderosos da redondeza.
Notas finais
Espero que tenham gostado, jackisses e até o próximo *-*
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