Notas iniciais
~pega escudo~ Eu não esqueci vocês Só tive um problema de falta de criatividade e meu computar estragou e perdi o rascunho. Tentei fazer um capítulo para compensar, eu nao tenho certeza se vão gostar, eu espero que sim, hehe. Enfim. Boa Leitura à todos! Prometo nao demorar tanto assim pra atualizar!

Estava sentada na sombra quando senti uma mão em meu ombro, abri os olhos lentamente e vi Mione ao meu lado, ela se sentou próxima a mim e perguntou:

–Ginny, você conhece Londres?

–Londres? Não. Mas sempre quis conhecer. Por quê?

–Quer visitá-la?

–Quando? Hoje?

– Agora!

Ela levantou e pegou na minha mão. Eu não estava acreditando. Ia conhecer Londres, e o melhor de tudo, Hermione me acompanharia!

–Espera, Mione, minha mãe sabe?

–Claro que sabe, não iria sair de sua casa sem a permissão dela, oras.

–E os meus irmãos? Vão com a gente? Harry?

–Nenhum nem outro, vamos sozinhas.

–Perfeito!

Entramos na sala e nos preparamos para usar o Pó de Flu. Nosso destino era o Caldeirão Furado, depois, Londres afora.

...

Quando deixamos o Caldeirão Furado, fomos caminhando pelas ruas não tão desertas de Londres. Naquela parte da cidade, havia um bom número de becos, e eu me peguei pensando que eles seriam ótimos para beijar uns garotos. Ou Mione. Deixamos os becos para trás e chegamos em um ponto mais aberto da cidade. Ela sabia tudo sobre Londres, apontava pontos turísticos, restaurantes, parques, praças e etc.

–Vou te levar a uma loja de doces no final da rua, você vai amar!

Eu fiquei quieta, observava seu sorriso, o jeito que falava e o brilho em seus olhos. Ela estava tão maravilhada quanto eu. Quem não ficaria? Aquela cidade com sua aparência imperial e antiga me emocionava. Enquanto passávamos pela rua, Hermione avistou uma biblioteca e saiu correndo.

Quando eu entrei, eu a perdi. Eram tantas prateleiras e estantes empoeiradas que era fácil alguém se perder ali.

–Mione? –sussurrei- Cadê você, Mione?

Ela estava na penúltima fileira de estantes, lendo a sinopse de um livro de capa preta, parecia não prestar atenção ao seu redor, eu coloquei minhas mãos em sua cintura e a girei, ela reprimiu um gritinho e começou a rir, me dando um leve tapa no ombro.

–Ficou louca, Ginny? –disse ela entre risos- Achou algum livro?

–Não tenho dinheiro. Vamos, eu quero ir a aquela tal sorveteria.

–Vamos lá!

Atravessamos a rua e andamos por alguns quarteirões. Quarteirões estes extensos e apresentavam uma variedade lojística muito grande. Londres era muito povoada, pessoas correndo, atrasadas para o trabalho, falando nos celulares (Mione me disse que os trouxas falam nessa caixa de metal com outros trouxas. E depois os bruxos que são bizarros). Entramos numa lojinha pequena que havia entre uma sapataria e um antiquário (lojas que vendem coisas antigas. Os trouxas apreciam isso. Essa loja deve ser tipo Borgin & Burkes, só que sem objetos das trevas). Hermione fez os pedidos, e eu observei a rua da janela, escolhemos um ótimo lugar no espaço. Um tanto quanto romântico.

–O que acha de Londres, Ginny?

Encarei Mione, sorri de leve, e voltei a olhar a rua.

– Maravilhosa! – voltei meu olhar à ela- Obrigada por me trazer aqui.

–Não acabamos ainda. Tem mais lugares que eu quero que você conheça.

A garçonete trouxe nossos sorvetes. Rimos e conversamos muito. Esquecemos a nossa vida bruxa, esquecemos, por um breve momento, Hogwarts e a Toca. Era só nós duas, sentadas numa sorveteria em Londres, como duas jovens trouxas. Como melhores amigas.

Hermione me levou ao Big Ben, atravessamos a Abbey Road (rua que, segundo Mione –e a maioria dos trouxas- uma banda muito famosa fez como capa de um álbum) e pegamos um taxi até o Hampstead Heath, um parque que fica uns 6 km do centro de Londres. Ela disse que lá é um ótimo lugar pra se ver o pôr-do-sol sobre a cidade. Eu decidi pagar a viagem, até porque ela tinha feito muito por mim até ali. Sentamos em dos bancos e olhamos para o horizonte, ela sorria de forma doce e infantil, e eu adorava vê-la sorrir daquele jeito. Segurei sua mão sem medo. Ela pareceu surpresa, mas aceitou e logo deitou sua cabeça no meu ombro. Havia crianças com seus pais, jovens com seus companheiros, idosos praticando esportes, Londres parecia a cidade perfeita para viver.

–Eu vou morar aqui, Ginny, algum dia.

Ela levantou a cabeça e me encarou, seus olhos, seus cabelos e sua pele estavam tão lindos à luz do sol poente. Segurei seu rosto e passei o polegar em sua bochecha, seus olhos paralizados nos meus. Ela se aproximava. Nossos rostos tão pertos, pude sentir sua respiração quente contra a minha, foi então que selei nossos lábios. Ela era doce, o gosto do seu sorvete de chocolate permanecia em sua boca, abri espaço em seus lábios com a língua, a sua se enrolava na minha, um misto de sabores e desejos naquele beijo. Ela nos separou com um leve chupão no lábio inferior; os olhos brilhavam, tinham desejo e tinham dúvida. Ela havia gostado, e , ao mesmo tempo, estava confusa. Eu a abracei e ela retribuiu, acariciei seus cabelos, enrolando-os em meus dedos. Estava tudo perfeito. Londres estava noturna e luminosa. Ela estava em meus braços, e eu a amava.

Notas finais
Então, será que essa leitora desnaturada merece reviews? Muito obrigada, beijos s2 Só pra deixar claro, Ginny que narra/narrará a maioria dos capítulos, quando o ponto de vista mudar, eu aviso nas notas iniciais e no capítulo.