Desejo Cigano.

2 Uma rosa rubra de desejo.


Notas iniciais
todos sabem que entre aspas são os pensamentos né! espero que sim, e aos que ainda não sabiam agora já sabem, rsdeixar review não mata! faz bem pra mim!

Casa de Galena e sua tia, vila Rodório.

Galena está preparando um lanche para Shura na cozinha, cantarolando e sorrindo enquanto sua tia observa alegre sentada em uma cadeira de balanço, de repente Shura aparece na porta e sua tia sorri para ele que coloca o dedo por cima dos seus lábios em sinal de silêncio, Achila por sua vez acente com a cabeça. Galena está de costas e não ve o amado parado na soleira da porta a lhe observar com um sorriso bobo nos lábios, mas depois após uns segundos Galena se vira e dá de cara com Shura e se assusta.

Galena – Aah você está ai! — diz um tanto envergonhada.

Shura – sim estava te olhando, estava tão feliz que não queria estragar o momento – diz sorrindo com carinho para ela.

Galena – a senhora viu e não me falou nada né tia! Ai que vergonha – estava ruborizada.

Achila – a minha sobrinha não me culpe, Shura fique a vontade eu vou até meu quarto descançar um pouco – diz se levantando com certa dificuldade da cadeira.

Shura – sim senhora, quer que eu a ajude a se deitar?

Achila – não, não é necessário meu filho, muito obrigada.

Galena – depois eu levo o lanche para a senhora tia.

Achila – sim querida, e juizo vocês dois heim! — diz com um sorriso maroto.

Shura – pode deixar senhora – coça a cabeça um pouco sem graça.

Galena – sente, eu fiz um lanche para você, vou te servir.

Shura – você é mesmo um anjo mi corazón – diz se sentando a mesa.

Galena – adoro quando você fala assim – sorria estasiada.

Shura – assim como? — se fazia de desentendido.

Galena – assim na sua lingua – abaixou o rosto envergonhada.

Shura – deu um leve sorriso no canto da boca – é que me encantas mi amor!

Os dois continuaram sentados durante toda a tarde, lanchando e conversando.

Já começava o fim de tarde e as cigarreiras deixavam a fábrica rindo e conversando, Carmen por sua vez percorria os olhos pela praça e pelo caminho até sua tenda em busca do homem que viu na praça, mas nada encontrou, suas amigas notaram que ela estava estranha e indagaram.

Mercedes – Carmen qué pasó?( Carmen o que aconteceu? ) — pergunta segurando a amiga pelo braço.

Carmen – nada, solo alguien que vi... ( nada, só alguem que vi )

Esmeralda – quién? ( quem? )

Carmen – un hombre muy guapo, pero él ni me miro ( um homem muito bonito, mas ele nem me olhou ) – diz chateada.

Esmeralda – ahora entiendo por qué esta manera se ( agora entendo por que está dessa maneira ) – diz rindo da amiga.

Carmen – deu nos ombros – no me importa, vamos volver a casa ahora ( eu não me importo, vamos voltar pra casa agora ).

Mercedes – no voy, voy a la taberna de encontrar Joaquin ( eu não vou, vou até a taberna encontrar Joaquin ) – diz com sorriso perve.

Carmen – Esmeralda y tú? ( e você Esmeralda? )

Esmeralda – no voy, voy a encontrar Pablo ( não vou, vou encontrar Pablo ) .

Mercedes – Carmen venir con nosotros, vamos a bailar, beber y disfrutar ( Carmen junte-se a nós, vamos dançar, beber e desfrutar ) – diz dançando em volta de Carmen.

Carmen – bien, entonces sí! ( bem, então sim! ) – diz rindo alto com as amigas.

Então as três seguem para a taberna que fica na fronteira da vila Rodório, uma taberna de reputação duvidosa, cheia de ladrões, contrabandistas, trapaçeiros, punguistas prostitutas etc. E chegando lá elas especialmente Carmen roubam a atenção dos homens para si, Joaquim e Pablo vão de encontro as suas amantes e um contrabandista se aproxima de Carmen oferecendo-se para lhe pagar uma bebida, logo todos sentam em uma mesa e bebem vinho, Carmen está seduzindo o contrabandista que se derrete cada vez mais por ela, porém seus pensamentos vez por outro vagueam em direção ao homem que ela viu na praça.

Carmen — " donde el hombre es ahora? " ( onde aquele homem está agora? )

Casa de Galena e sua tia.

Galena – OH! Já anoiteceu, é melhor você ir Shura, minha tia pode brigar – diz ofegante se afastando de um beijo possessívo que Shura lhe dava.

Shura – mas JÀ! — diz surpreso tentando abraça-la para mais um beijo.

Galena – sim Shura, se minha tia nos pega assim, eu nem sei oque ela faz! — olhava constantemente para a porta da cozinha.

Shura – bien!se não tem outro jeito – mostrou-se um pouco frustrado.

Galena – tome leve um pedaço de bolo pra você comer pela manhã – cortou uma fatia generosa e embrulhou entregando nas mãos dele.

Shura – vuelvo mañana a ver si puedo – pegou o embrulho das mãos dela e lhe beijou a testa fazendo um afago em seus cabelos.

Galena — o que disse? Eu não entendi – fala meio sem jeito.

Shura – já saindo pela porta torna a olhar sorrindo – amanhã volto pra ver você se eu puder.

Galena – ah sim – sorriu encabulada.

Santuário da Athena.

Mais um dia começa a despontar no horizonte e os cavaleiros começam a se levantar e se preparar para tomar café da manhã no refeitório do santuário. Todos seguem em direção ao refeitório alguns e silêncio outros conversando animadamente.

Mascára da morte – não sei como esses boçais conseguem ficar animados acordando tão cedo! — fala meio que rosnando e com sua carranca de sempre.

Afrodite – de mau humor pra variar! — diz rolando os olhos.

Mascára da morte – acho que você está querendo dar um passeio no yomotsu! — ameaça com olhos ferinos.

Afrodite – não está mais aqui quem falou – e apressa o passo se afastando de MdM.

Já no refeitório estão todos tomando café para começar mais uma manhã de treino, quando Kanon se senta ao lado de Milo.

Kanon – Milo precisamos conversar – diz em sussurro.

Milo – iih o que foi? Não vai me pedir nada emprestado não heim!

Kanon – não é nada disso seu idiota, e fale baixo não quero que nos escutem.

Milo – o que é que você quer?

Kanon – estou com um plano para matarmos o treino e irmos em Rodório mas preciso de você.

Milo – e o que você vai fazer lá? — pergunta o olhando pelo canto dos olhos.

Kanon – mas você é um tapado mesmo heim! Eu quero conhecer as cigarreiras o que mais averia de ser! — falava cada vez mais baixo.

Milo – humm, sendo assim eu te ajudo, diz qual é seu plano.

Camus – aqueles dois ali conversando, isso não está me cheirando bem! — olha desconfiado.

Aldebaran – as vezes você parece mais pai do Milo do que amigo Camus – fala gargalhando.

Saga – ele tem razão, esses dois juntos conversando de maneira suspeita, não pode dar em boa coisa! — fala com olhar de desaprovação.

Logo todos seguem para o Coliseu e formam pares para treinarem, Aioros faz par com Shura que começa a se queixar um pouco da vida.

Shura – eu estou ficando LOUCO! — diz enquanto se desvia dos golpes do amigo.

Aioros – por que você tá dizendo isso? — diz tendo acertar Shura.

Shura – é a Galena, adoro minha noiva mas essa abstinencia sexual está acabando comigo!

Aioros – quem mandou arrumar uma namorada de 17 anos – fala gargalhando.

Shura – você é um pessímo amigo sabia, eu aqui contando meus problemas e você fazendo piada deles – agora é ele quem tenta acertar um golpe.

Aioros – eu não estou fazendo piada, mas eu acho que é loucura um homem em como você noivo de uma garotinha tão bobinha como ela – se desviando do amigo.

Shura – ontem estavamos lá nos beijando, era só um beijo, mas ela me botou pra fora quando estava começando a ficar bom – diz com certa frustração.

Aioros – como assim? Ela ainda é virgem?

Shura – sim, oque as vezes eu acho uma pena – faz uma careta.

Aioros – é amigo mas se quiser ficar com ela vai ter que aceitar as condições dela, mas se você está tão desesperado assim, por que não marca logo a data do casamento?

Shura – eu não sei!

A conversa e o treino continuam entre os demais cavaleiros até a hora do almoço, então eles param e seguem para suas casas onde iram tomar banho para ir ao refeitório almoçar, e durante o percurso Milo e Kanon continuam com seus planos.

Milo – deixa eu ver se eu entendi, então a gente aproveita que é hora de rendição e hora do almoço e fugimos pra Rodório? — faz cara de confuso.

Kanon – exatamente! Vai ser mole... ops muda de assunto.

Milo – mas a gente tem que acertar os detalhes da fuga antes.

Shura – fuga? Que fuga? — olha desconfiado.

Kanon – mas você é um retardado mesmo heim Milo!- lança um olhar assassino para Milo.

Milo – ahaha, nada não Shura, bobagem só bobagem – tenta desfarçar meio sem graça.

Shura – vocês vão pra Rodório não é! — fala com certeza.

Kanon – é, iamos né, porque agora você descobriu tudo e como você é todo certinho vai contar pro Shion – faz cara de derrotado.

Shura – dessa vez não.

Milo – NÃO? — arregala os olhos em espanto.

Shura – shiiii fala baixo seu babaca! — olha para os lados desconfiados.

Kanon – humm e o que você quer pra ficar quieto? — indaga desconfiado.

Shura – quero ir junto, quero ver minha noiva hoje mas pelo jeito não vai dar, por isso preciso dar uma escapada.

Kanon – está bem então, vou te contar o plano lá no refeitório.

Eles vão se despedindo a medida que sobem e entram em suas casas para tomar banho.

Casa de Galena e sua tia.

Galena está colocando a mesa do almoço enquanto sua tia está sentada esperando, Achila nota que Galena está um pouco triste.

Achila – o que está acontecendo Galena? Você está tão calada e com uma cara triste.

Galena – ah tia sabe oque é, é que eu e Shura estamos juntos já vai fazer dois anos e ele nem toca em assunto de casamento, parece que depois que colocoi essa aliança de noivado no meu dedo se acomodou! — diz como olhos cabisbaixos.

Achila – então é isso! Também acho que ele está demorando deverás a fazer o pedido, eu quero ve-la em segurança, não quero correr o risco de partir e deixa-la desamparada.

Galena – pare com esses assuntos tia por favor!

Achila – fique tranquila, vou dar um jeito nisso pode deixar.

As duas se sentam e almoçam em silêncio, e logo depois Achila pede papel e caneta para a sobrinha para escrever uma carta, então a sobrinha entrega oque Achila pediu e fica curiosa, mas Achila a pede que aguarde na sala e se retira para seu quarto onde escreve e quando termina pede que Galena vá até o santuário e entreque a carta para Shura, a garota acente com a cabeça e segue a caminho do santuário.

Praça de Rodório.

A praça mais uma vez está cheia de homens e rapazes aguardando o intervalo do almoço das cigarreiras, e Kanon, Milo e Shura andam por ali, Shura estava com pressa queria ir encontrar a sua amada noiva, mas os amigos o atrasavam na praça. De repente o alarme da fábrica soa anunciando a hora de almoço das cigarreiras, todas as moças saem exceto Carmen que sempre sai por ultimo. Elas conversam e sorriem alegremente para todos na praça e Milo e Kanon ficam estasiados pela beleza das moças.

Milo – nossa! Eu não imaginava que elas eram tão belas assim! — diz com espanto.

Kanon – e são bem alegrinhas também, com certeza vamos nos dar bem!- diz confiante.

Shura – AH por favor! Vocês não podem ver mulher não!- diz indignado.

Milo – elas são umas beldades Shura, afinal de que planeta você veio heim?

Shura – acho que não é o mesmo de vocês, seus tarados!

Kanon – que isso homem, vai dizer que não gostaria da compania de uma delas no seu quarto?

Shura – já disse, a única mulher que me interessa é Galena! — diz infezado.

Kanon – com certeza aquela ali te faria mudar de idéia! — diz apontando com cara de bobo.

Eis que surge Carmen em um vestido vermelho com decote canoa que deixa seus seios fartos em evidência, seu cabelo estava preso de lado e ela tinha uma rosa vermelha presa neles, ela vinha sorrindo e cantando uma bela musica e todos os homens só tinham olhos para ela, que a cada momento seduzia um homem diferente naquela praça.

Shura – ela não me enteressa apesar de ser uma bela mulher.

Milo – esse cara não existe mesmo! — diz incrédulo.

Carmen dança balançando seu vestido e quando se vira nota que o homem que viu na praça no dia anterior havia voltado, mas que este homem continua indiferente a sua presença, então ela se aproxima dele e pergunta seu nome.

Carmen – cuál es tu nombre caballero? ( qual é o seu nome cavaleiro? ) — diz sorrindo sedutoramente.

Shura – " es española! " ( é espanhola! ) — mi nombre es Shura señorita ( meu nome é Shura senhorita ) – sem parecer dar muita importancia.

Carmen – " es español! " ( é espanhol! ) — es un placer conocerte ( é um prazer te conhecer ) – e gira continuando a dançar.

E continua a dançar e cantar, inconformada pois o objeto de seu desejo não lhe dá atenção, então no final da canção ela retira a rosa de seus cabelos e atira em Shura em sinal de desafio e se retira , ele por sua vez guarda a rosa consigo, todos estão estupefatos pelo ocorrido.

Milo – Shura seu safado! Conquistou a mais bela das cigarreiras.

Shura – I conquistó?! ( eu conquistei?! ) — faz cara de confuso.

Notas finais
não falem do meu espanhol que é pessímo, ainda estou aprendendo.