Will acordou com a luz do sol clareando seu quarto, e arrebentando seus olhos. A ressaca estava mais forte que nunca, e seu corpo estava completamente dolorido. Sua mãe gritava da cozinha avisando que o café da manhã estava pronto.

Ele troca de roupas, penteia os cabelos castanhos e cacheados, e desce ao encontro de seu delicioso café da manhã.

Sua mãe parecia cansada, e seu pai já havia ido trabalhar, porém ela continuava linda, como sempre. Seu sorriso torto lhe deu bom dia, e ele, o retribuiu. Agradeceu, e saiu.

Hoje era seu décimo oitavo aniversário, e resolveu sair com os amigos a tarde, e a noite celebrar com a família. Will foi para a cidade, ele e seus amigos sempre marcavam de se encontrar no famoso parque do centro da cidade, grande e arbusto, nobre e familiar. Planejaram passar num bar já conhecido, o melhor que conheciam. Haviam sofás espalhados pelo lugar, e as paredes eram decoradas com garrafas de vidro recicladas e caixotes de madeira, o que fazia do lugar um lugar muito mais amigável e artístico. Era confortável para eles.

O grupo consistia em Mylena, Giovana, Will, Poliana e Júlio. Eram amigos desde o jardim de infância. Cada um possuía suas diferenças, mas no final sempre dava certo.

Passaram muito tempo conversando e bebendo. E na volta, a mais sóbria de todos, Giovana, chamou um Uber, para que todos chegassem inteiros em casa.

Will foi deixado a dois quarteirões de casa, fazendo questão para que Giovana não pague mais caro do que devia. Era uma noite clara, o dia estava bonito, e as luzes dos postes já brilhavam ao anoitecer. Ele foi descendo a rua, passando pelos becos.

A alguns quilômetros de casa, Will foi abordado por duas pessoas.

— Olha ai cara! Ele tá bêbado! – disse ao companheiro rindo.

O mais alto, que permanecia em silencio, sacou uma arma e apontou para ele

— Você vem com a gente. – forçando a arma contra o crânio de Will, que cambaleava levemente para os lados, ainda raciocinando o que estava acontecendo. A arma o empurrava para uma garagem escura.

Ataram suas mãos e pés, vendaram seus olhos, e o prenderam numa cadeira. Cochichavam baixinho quando Will ouviu grunhidos e gemidos. Mãos quentes envolveram seu rosto, retirando suas vendas. Naquela imensa escuridão, ele viu um rosto fino e imensamente lindo, seus olhos brilhavam no escuro.

— Vamos Thomas – Disse Giovana.