Desejo
1 Capítulo 1
Terminei de passar o protetor em meus braços, coloquei meus óculos escuros e me deitei sobre a toalha na beira da piscina.
O biquíni preto protegendo as partes necessárias.
Aquele era um dia de verão atípico para mim que estava acostumada a neve. Então, decidi aproveitar o dia para tentar deixar de ser meio albina.
O Sol estava numa temperatura maravilhosa. Aquecendo cada centímetro de meu ser.
Lembrei que em minha adolescência eu amava dias assim. Agora por causa da correria do trabalho, havia passado a admirar dias mais frios.
Relaxe – Pensei.
Eu estava precisando um pouco de um dia de folga, principalmente das minhas paranoias.
A piscina do Hotel estava completamente vazia, então eu estava bem à vontade.
Prometi para mim mesma aproveitar cada minuto desta tarde e me proibi de pensar em meu colega de trabalho.
— Finalmente um pouquinho de paz – Comentei para mim mesma.
Fechei os olhos e me concentrei em cada parte aquecida do meu corpo.
Alguns minutos se passaram de relaxamento até que de repente uma sombra pairou sobre mim.
Olhei para cima e me deparei com a melhor visão que alguém poderia ter.
Pensando no diabo...
Jared estava parado me olhando, usando apenas uma bermuda, chinelos e um óculos de Sol de armação quadrada. A toalha jogada sobre ombros.
Me sentei e olhei atentamente para ele.
— O-o que você está fazendo aqui? – Perguntei surpresa – O hotel só permite que os residentes utilizem a piscina.
Abaixei um pouco os óculos para lhe ver melhor e meu queixo foi ao chão. Ver todas aquelas tatuagens naquele corpo de Deus grego, tão perfeito quanto as esculturas de Fídias, dentro daquela bermuda caída nos quadris me fazia ficar com agua na boca. Jared não era desses caras enormes e estranhos, seu corpo tinha uma perfeita harmonia, o peitoral, o braço e o tanquinho estavam na medida certa, nada mais e nada menos.
Ele me deu um sorriso, jogou a toalha junto de seus óculos no chão ao meu lado e pulou na água, como se fosse um competidor de natação.
Sentei na beirada com minhas pernas dentro d’água e admirei-o nadar como um profissional.
Ele era bom em muitas atividades variadas e isso me deixou com a vontade de experimentar uma atividade que envolvia a interação de nossos corpos.
Você já está começando a passar dos limites, Marin! – Me repreendi.
Mas para falar a verdade, eu não estava mais me importando. Se tinha algo que eu queria, era passar dos limites com meu colega.
Jared parou, virado de costas para mim... e que costas.
Comecei a sentir um calor e o Sol não tinha nada a ver com isso.
O mesmo Sol que deixava um brilho maravilhoso no corpo que tanto atraia minha atenção.
Aquele homem era tentação em carne em osso.
O moreno se virou e andou sensualmente em minha direção, colocou as mãos ao lado do meu corpo e me encarou.
— Você vai ficar ai só olhando, ou vai vir aproveitar? – O tem de sua voz sugeria que ele não estava falando da piscina.
Abri minha boca para responder, mas nada saiu.
Nada que eu dissesse seria o suficiente.
Ele aproximou os lábios do meu e pude senti-lo emanar calor.
Eu não queria só beijá-lo... queria devorá-lo.
Seus lábios tocaram meu pescoço, despertando minha libido.
Agarrei-me em seus cabelos, pressionado ainda mais em minha pele.
Seus dedos caminharam por todo meu corpo, que já estava todo suado.
— Ah... – Gemi quando Jared mordeu meu lóbulo da orelha.
Eu não poderia esperar mais. Eu o teria ali mesmo.
Ele era tão... tão... tão intenso, tão quente... ele era como o verão, chegando como quem não quer nada e dominando cada centímetro do meu ser.
Segurei seu rosto, me preparando para o tão desejado beijo.
Ele sorriu a centímetros de minha boca.
Finalmente eu iria sentir seu gosto. Eu já estava começando a delirar em ficar imaginando como deveria ser beijar essa boca.
Mas então, eu acordei.
Eu estava completamente suada. As cobertas jogadas ao chão. Minha cama molhada... assim como minha roupa íntima.
Tudo não passara de um sonho.
A frustração tomou conta. Eu não sabia se era por ter sido apenas a minha imaginação, por ter acordado antes de beijá-lo ou se era por eu estar me dando conta de que sentia algo por meu colega.
Bom... não havia nada que eu pudesse fazer, além de voltar a dormir e torcer para ter aquele sonho novamente, mas eu sabia que não conseguiria dormir nem se quisesse. Não depois de quase realizar um desejo que eu não queria admitir a mim mesma.
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