Desde Sempre, Pra Sempre.
4 Capítulo 4
McGonagall a encarava com os olhos frios e cortantes. Lily tinha tentado explicar diversas vezes que havia dormido sem querer do lado de fora do castelo e que só estava tentando voltar para o dormitório quando foi pega. Mas ela não queria saber, estava furiosa.
– Lilian, que tipo de gente simplesmente "dorme" encostada numa árvore? Não tem uma desculpa pior?
– Mas é verdade, eu juro! Olha só, você pode até usar a veritaserum em mim.
– Não vou usar uma poção dessas em você, porém, a Grifinória vai perder 30 pontos pela sua irresponsabilidade. E deveriam perder muito mais! Agora ande, vá para seu quarto, sim?
Lily foi indo pelos corredores em direção ao seu dormitório, pensando na traição de Louis e como deveria agir dali em diante. Parou na frente do quadro da mulher gorda e disse a senha: "Água de Gilly"
– Ora, o que você faz acordada a essas horas? Hein? Me diga, vamos.
– Tive uma diarréia depois do jantar, estava no banheiro até agora.
– Argh! Vá até a ala hospitalar, lá tem um cházinho que é tiro e qu...
Ela deixou a mulher falando sozinha e foi entrando. E quem estava dormindo na poltrona da sala comunal? Pois é. Por um momento ela pensou em acordá-lo, mas aí se lembrou do que tinha feito e desistiu. Chegou perto e ficou observando Louis dormir, sua respiração era lenta e profunda, como uma criança que descansa depois de muito brincar.
– Grrr, deixa de ser idiota — disse Lily batendo na própria testa -, ele quer se divertir com aquela vadia.
Nisso foi indo pro quarto, o mais silenciosamente possível quando tomou um belo de um susto.
– Eu sabia que você ia voltar uma hora Lil, foi só questão de tempo.
– Ah, é mesmo? Interessante. -Virou as costas e continuou andando- 50 pontos pela sua inteligência.
Louis se adiantou e puxou-a pelo braço, olhando bem no fundo de seus olhos, pegou em suas mãos e começou a acariciar.
– Me larga!
– Aonde você tava?
– Não interessa.
– Não fala assim comigo.
– Diga isso pra sua amiguinha Sophie.
– Lil...
– Tá, tá. Na floresta proíbida.
– O QUE? NÃO ACREDITO LILIAN, É PERIGOSO!
– Nossa, e você se importa muito comigo não é?
– Me ouve, por favor.
– Você tem três minutos.
– Aquela garota, a Sophie...
– Não perca seu tempo, eu já entendi. Você até gosta de mim, mas não quer largar da diversão, né? Você gosta de pegar aquela putinha que faz o que você mandar.
– Para, você não é assim.
– Talvez por isso vocês gostem de me fazer de idiota. E ah, um minuto.
– Olha só, eu ficava com ela, mas isso faz tempo tá? Eu larguei essa vida faz tempo, mas ela não entende. E outra, eu nunca senti nada por ela, eu assumo que era diversão. -ele se aproximou e pegou no seu rosto- Com você é diferente Lil.
Ela sabia que era verdade, mas não ia deixar por isso mesmo.
– Não sei, as pessoas mentem muito bem.
– Eu posso provar. Conto pra nossa familia o que aconteceu entre a gente. Hein? Que tal? Vou marcar uma reunião entre todos e...
– Shiiiiu — Ela estava com as mãos tapando sua boca — Não diga bobagens.
– Então me perdoa, por favor.
– Vamos conversar.
Os dois sentaram pra conversar e Louis já se sentia todo esperançoso. Ele contou de todo o seu passado, das coisas que fazia, das meninas que ficava e como tinha mudado. Tinha dito também que não queria mais nada além dela mas que estava com medo por serem primos. Menos de uma hora havia se passado e eles já estavam rindo e brincando como antes, mas Lily se lembrou de algo e resolveu voltar no assunto.
– Louis...
– Sim?
– Você já... hm... transou com alguma delas?
– EI! Isso não, claro que não. Eu sempre quis perder a virgindade com alguém que eu realmente gostasse. Porque? Você já?
– Não né, bobão. Só quis saber.
– Sei... Você tem vontade? — Lily corou na hora.
– Er.. Eu sou humana, ok?
Louis explodiu em gargalhadas e ela corou mais ainda, pensando se tinha falado algo errado.
– O que foi?
– Nada Lil, achei engraçado. — Mas ele continuava rindo, e ela acabou rindo junto.
Então ela parou de rir e ficou séria, porém um tanto misteriosa. Louis chegou a se assustar com a mudança de humor e parou de rir e ficou esperando. Lily se aproximou e deu-lhe um beijo quente, intenso e cheio de primeiras, segundas e terceiras intensões. Ela passava a mão por dentro de sua camisa, sentindo o calor de seu corpo e aos poucos foi descendo. Chegou no zíper da calça, que foi sendo puxado pra baixo lentamente, até ser aberta. Louis num movimento rápido e ágil, deixou-a por baixo e com suas pernas, prendia as dela.
– Então é isso que você quer moça?
– Não posso querer?
– Tem todo o direito. -beijou-a novamente e foi levantando sua blusa, deixando a mostra seus seios- Mas será que você aguenta provocações?
– Ha-ha-ha, mala. Pode apostar, sou mais macho que você.
– Ahhh, isso nunca! — Numa rapidez inacreditável ele tirou o que sobrava de suas roupas e desceu a boca até a barriga dela, beijando de leve e mordiscando vez ou outra. Então ele tirou sua calcinha e começou a acariciá-la, fazendo movimentos lentos e circulares.
– Vai logo, eu quero mais.
Ele acelerou os movimentos e penetrou o dedo em sua vagina com cuidado, fazendo Lily soltar um gemido tímido.
– Ué, não disse que aguentava ?
- Você vai ver só quem é que aguenta mais!
E então foi a vez dela de passar por cima dele. Lily se sentia um tanto insegura, mas não podia controlar seus impulsos e vontades. Ameaçava masturbá-lo e voltava, chegava perto com a boca, e voltava. Até ele desistir de se controlar.
- Ok, você venceu. Mas eu quero você.
- Eu já sou sua.
Devagar eles foram encaixando seus corpos nus e num ritmo maravilhoso se deixaram levar pelo prazer e pelo amor, sem nem pensar aonde estavam e na gravidade do que estavam fazendo.
Era quase de manhã quando acordaram deitados no tapete da sala comunal. Rapidamente ajeitaram suas roupas e cabelos, se beijaram, e começaram a agir normalmente pra ninguém desconfiar, já que logo os alunos começavam a descer para o café. Cada um pro seu canto, é claro, mas sempre com os olhares unidos, pois só poderiam ser quem realmente eram, quando chegasse a madrugada.
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