Desconhecidos

1 Confiança - O Início de Tudo


Notas iniciais
Espero que gostem (:
O capítulo está intercalado entre dois pontos de vista, um de cada personagem.

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Blazon Hope. Esse é um nome de um assassino nato, guarde-o bem. Ele usa uma pulseira de prata, marcado nela há mais de quinhentos traços que representam pessoas mortas, porém a manga comprida esconde o metal, porque a luz não pode ser refletida nela, pois denunciaria sua posição. Ele nunca errou, nem se quer uma vez. Com o tempo ele aprendeu a não hesitar na hora de atirar e não ficar em lugares óbvios, como no alto de edifícios, embora ele estivesse na cobertura de um agora, alguns casos e suas exceções...

Alvo localizado.

Bem ali, o garoto de cabelos escuros. Hope quer dizer esperança, o que é bem irônico, já que ele é um assassino, que esperança as pessoas marcadas em sua pulseira tiveram? Elas nem ao menos souberam do onde veio a bala, se bem que a maioria mereceu. Pobrezinho, o mesmo aconteceria com o garoto.

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Sentando num café daquelas estranhas ruas do Japão, Sr. Yoshimura se sentiu aliviado, ele ainda não se acostumara com as vias públicas daquele país, elas faziam curva do nada, nasciam postes, não havia quarteirões, é extremamente cansativo fazer o caminho de volta ao seu apartamento, por isso decidiu parar nesse estabelecimento e tomar um chá, o dia estava frio e logo iria nevar.

Assim que o chá chegou, ele pegou seu celular, um daqueles de última geração e procurou por noticias, bah, nada de interessante. O ponteiro do relógio fazia barulho, havia uma lasca na mesa de madeira, a água ferveu na cozinha, o celular vibrou numas das ultimas mesas, a roupa daquela mulher é falsificada, os vidros estão levemente embaçados, algo brilhou na sua lateral esquerda.

Pelo canto do olho, conseguiu distinguir um movimento, havia alguém no alto daquele prédio.

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O companheiro “Esperança” já apontava a mira para seu alvo. Só precisa que o movimento das ruas baixe um pouco e ai, é só puxar o gatilho. Mais um traço seria adicionado a sua pulseira, que por pura negligência está a mostra, rapidamente ele a cobre com o tecido, um descuido desses poderia ser fatal, ainda mais quando o lugar onde ele está posicionado não é favorável.

O movimento baixou e por um momento, Blazon hesitou em atirar. Ele vacilou de novo! Será que ele esta perdendo a manha? Primeiro foi à falta de atenção na pulseira, agora isso? Ele não seria capaz de atirar? “É só um garoto” pensou ele “O que ele pode ter feito de tão sério?”. Compaixão, é isso que Blazon está sentindo, um sentimento que ele nunca tinha conhecido antes. “Estou ficando velho demais para isso” cismou.

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Chamar um adolescente de senhor é no mínimo bem bizarro, ainda mais quando ele deve ter uns 15 ou 16 anos, eles não usam aquelas tais de gírias como ‘brother’ ou ‘mano’? Mas com Ethan é diferente, aliás, esse é o primeiro nome do Sr. Yoshimura.

Se ser detalhista é considerado uma habilidade, Ethan com certeza tinha uma. Ele voltou sua atenção para o ponto que brilhou no alto do edifício, lógico que ele não olhou escancaradamente, foi bem discreto. Sabia que iriam mandar alguém para vigia-lo, mas não compreendeu, na cobertura não era apenas mais um cara com terno preto e binóculos, aquele era um Sniper, um Sniper de verdade, que matava de verdade. Não acreditou como chegaram tão longe.

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Está decidido, Hope, pela primeira vez, desistiu. Ele não iria matar um garoto, ele nem ao menos sabe qual é o motivo. Aquela sensação foi passando, ele tem um sério problema em momentos assim. Seu coração bate mais rápido, os sentidos são apurados e tudo a sua volta some, tudo fica branco, exceto seu alvo. De uns tempos para cá, ele consegue controlar bem essa sensação, no começo ele perdia toda a noção de tempo e não conseguia raciocinar, agora ele consegue.

Ele se levantou, não se importou com quaisquer pessoas que o olhava, não estava preocupado nem com garoto de cabelos escuros, afinal, o que ele poderia fazer? Tentar tacar uma xícara de café que não chegaria nem ao segundo andar ou sacar uma arma e atirar, o que ele achou pouco provável. Ele até sentiu uma pontada de confiança pelo garoto.

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“Mensagem enviada” é o que está escrito no celular de Yoshimura. Pelo canto do olho, ele ainda olhava para o Sniper. É isso? O atirador de elite estava se afastando, a mira não estava focada nele, o atirador desistiu. Como isso aconteceu? Ele vai perder muita grana por seu ato.

Ele olha para seu relógio de pulso, sempre que precisava ser preciso ele utilizava o seu relógio. O ponteiro dos segundos chega a metade do relógio, trinta segundos. Hora de sair.

Sim, ele estava confiando no atirador, esperava que não fosse um truque.

Ele paga pelo chá e se desloca para a saída. A incerteza que o cercava o deixou em paz, ele olhou para cima, conseguiu ver a silhueta do matador. Se sentiu grato, pelo menos esse homem tinha juízo o suficiente para não sair matando qualquer um.

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Blazon olhou uma ultima vez para o café onde sua mira estava apontada. O garoto não estava mais lá dentro, ele olha aos arredores e enxerga. O menino está olhando diretamente para ele. Ou foi impressão dele, ou o garoto realmente deu um sorriso agradecido.

Por um momento, Blazon fica feliz. Dessa vez ele não seguiu ordens, ele fez o que queria fazer, conseguiu até controlar seu “problema”. Ele joga a mochila nas costas, guarda o rifle com cuidado e vira de costas para pegar a escadaria. Foi exatamente ai que eles o encontraram.

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Ethan olhou para o relógio mais uma vez, 4 segundos atrasados. Estava quase indo embora a pé, talvez a mensagem não tenha chego, não era bom ficar muito tempo num lugar onde havia uma bala destinada a ele, e se houvesse mais assassinos?

Finalmente o carro chegou, não dava para ver o interior, o carro era preto ofuscado com filme nos vidros. Ele sentou-se no banco do passageiro, ele nem tinha idade para dirigir ainda. Seu apartamento não é muito longe, estão quase chegando. O semáforo acende a luz vermelha, ele odeia isso, faltava tão pouco para chegar, se jogar na cama e tomar um bom banho e tentar esquecer esse “incidente”, agora ele tinha que ficar ali, esperando. Foi exatamente ai que eles o encontraram.


Notas finais
Se quiserem ver como eu me baseie nos personagens, cliquem no nome deles :3 Ou se não, imaginem vocês próprios, eu acho legal quando criam a imagem de um personagem totalmente diferente do que eu vejo (E me contem como eles são u.u kk)