Desconhecidos

2 Cúmplices - Um a mais, que mal há?


Notas iniciais
Cliquem nos personagens se quiserem ver como eu imaginei
Sinto muito, acho que vão se decepcionar com a fic :c
Desculpe a demora por postar também .-.

\"\"

Chaci Messer nunca foi uma garota popular naquele colégio, embora sua melhor amiga, Violet, fosse. Esse é mais um dia comum onde Violet recebe toda a atenção, a maioria tem inveja dela, afinal, ela não possui nenhum defeito: Ausência de cicatrizes, falta-lhe espinhas, o cabelo nunca está embaraçado, entre outras coisinhas assim. Quando perguntam qual é o segredo para ser tão perfeita, Violet responde que não existe. Ela simplesmente é desse modo.

Agora elas estão na ultima aula do dia, faltam apenas três minutos para o sinal bater. Chaci olha para o outro lado da sala, procurando por Violet. Sua visão nunca foi das melhores, mas ela consegue se virar bem. O sinal toca, agora não foi difícil encontrar a amiga, os irmãos Hans foram em direção a ela, que para variar, era para entregar um convite para uma festa.

Algumas vezes, Chaci se perguntava o porquê Violet andava com uma fracassada como ela. Pense bem, ela nunca teve tantos amigos, não enxerga bem, as notas não são das melhores, os pais não ficam juntos, é uma garota problemática e tinha uma questão em alta com cortes. Vai lá saber o que se passa na cabeça de Violet para dar bola a uma garota assim.

Chaci acena com a cabeça para irem embora, a amiga passaria a noite na casa dela para fazer alguns trabalhos e deixar em ordem as lições pendentes. Ela chega com um convite vip, enfeitado com isso e aquilo, todo cheio de frescura e com o nome “Violet Leishmann” escrito com a mais bela letra, eba, mais um para a coleção.

As duas seguem juntas e deixam para trás os portões da escola, ficam caminhando por alguns minutos, passando por varias casas com telhados pontudos, tem que ser assim na Alemanha, para a neve não acumular. Só falta dobrar mais uma esquina e seguir em frente, o lar de Chaci é um dos primeiros da rua, porém, acho que elas não vão chegar tão cedo em casa...

Um carro azul marinho começa a encostar-se à calçada onde as garotas estavam. Os vidros eram totalmente pretos, o design não era um dos mais invejados, os jovens gostam de carros esportivos, certo? O sedã para totalmente e as meninas se entreolham. O vidro é baixado, o motorista usa um chapéu, não da para ver totalmente seu rosto, mas é quase certeza que ele deu um sorriso e a porta traseira se abriu. O carro é lindo por dentro, ele só faltava falar para convida-las a entrar.

O índice de criminalidade é muito baixo na Alemanha, mas não chega a zero. E se? E se isso fosse um sequestro? E se elas fossem acabar mortas? Ou torturadas? E se elas estampassem todos as noticias do país? Eram muitos “E se?” para pouco tempo. Rapidamente as garotas começam a correr o mais que podem, enquanto o motorista desce do carro.

Violet olha para trás, só para medir a distância entre elas e o cara misterioso. Ele continua ao lado do carro, se espreguiçando. Ela puxa o braço de Chaci para pararem de correr e as duas ficam o observando. Então, ele olha diretamente para elas:

– Não adianta fugir – Grita ele. – Vocês vão precisar de minha ajuda.

Agora não precisaram pensar duas vezes, saíram correndo mesmo. “É só virar a esquina” pensava Chaci. Quando dobraram a rua viram carros da policia parados em frente a residência dos Messer. De longe puderam ver a mãe de Violet chorando igual louca, a polícia conversava com os pais, anotando tudo em um caderno. Elas queriam sair correndo até lá, mas hesitaram. Do nada, o cara misterioso apareceu, o carro estacionou bem ao lado delas:

– Eu não faria isso se fosse vocês – Disse ele – Abaixem-se aí.

– Vamos, Violet. – Disse Chaci puxando o braço da amiga, mas ela não deu bola.

– O que aconteceu? Porque precisamos de sua ajuda? Porque meus pais estão lá? – Continuou ela.

– Ora, ora – Respondeu o homem, com uma voz áspera – Você é a peça do meu jogo, simples.

– E se eu não quiser fazer parte do seu jogo?

– Você não pode recusar. A polícia está atrás de você e só eu posso ajudar – Explicou ele – Entre no carro.

Mas ela não obedeceu e foi em direção a casa. Quando um dos policiais as viram, ele apontou a arma e pediu para que deixassem as mãos num lugar visível.

– Mais um passo e eu atiro. – Gritou ele.

– Chaci, o que é isso? – Violet perguntou, procurando por conforto.

– Deve ser um engano. Não fizemos nada.

– Ordem para atirar? – O jovem polical perguntou ao homem do seu lado.

– Ordem concedida – O homem respondeu.

Não deu nem tempo de ouvirem o disparo e o carro azul marinho entrou na frente. O vidro baixou e o caro misterioso falou:

– Agora vocês querem ajuda ou não? Entrem no carro. – As garotas não se moveram – AGORA!

Elas entraram no carro e Violet começou a chorar.

– Elas estão fugindo – Chaci escutou um dos policiais falar.

– E agora? O que fazemos? – Chaci perguntou.

– Eu não sei, eu não sei. – Violet disse em meio a soluços e choro.

– Você não tem motivo para chorar. – Era a voz do rapaz de chapéu, que embora a cabine do motorista fosse separada da onde elas estavam, puderam ouvir muito bem sua voz. – Eu até estou sendo legal com vocês, geralmente eu não tenho tanta paciência assim, por exemplo, o americano Blazon Hope, resistiu demais e eu tive que desmaiá-lo. – Ele suspirou – Essas pessoas me cansam, ai ai, elas não entendem que sou quem dita as regras. Policiais são tão bobões e seus carros mais ainda, não se preocupem, não vão conseguir nos seguir.

– Porque aqueles policiais queriam nos matar? – Chaci perguntou, Violet estava muito exaltada para poder falar algo.

– Violet – disse o homem, ignorando Chaci – Você é uma das que tem mais chance, pena que sua amiguinha veio junto, não pude fazer nada, tive que colocá-la no crime também, que triste – Ele falava com pura ironia e Chaci tentou interromper, mas ele aumentou o tom da voz – Voltando ao assunto, Violet. Eu gosto do seu nome. Ah, seus pais tem bom gosto. É bastante raro e é forte, que é o nome de uma cor e uma flor. Ele quase te define, você é rara como ele, forte também, delicada com a flor e pode trazer vida como uma cor. Sim, você é minha preferida.

– Eu vou ligar para a poli... – Chaci não conseguiu terminar a frase e se achou a pessoa mais babaca do mundo por falar isso.

– Olhem para as TVs – Disse ele respondendo a primeira pergunta de Chaci – Vocês são terroristas.

Só agora puderam dar uma boa olhada no carro, é um automóvel luxuoso e tão lindo que o mundo fica do lado de for. Não faz nenhum barulho, tudo é revestido com couro, madeira e detalhes cromados até o teto, no chão não tem nada de carpete e sim veludo alto, há duas telas, totalmente nítidas e melhor até do que as de suas casas, uma para cada passageiro, o som é tão bom como home theater e no teto ainda tem mais três telas, mostrando a velocidade, hora e temperatura. Há mais coisas no carro que nem da para saber para que servem.

A TV mostra uma escola incendiada e a foto um uma menina. A repórter dizia que as digitais encontradas em uma das bombas pertenciam à Violet Leishmann e não há como negar que foi a garota que a colocou lá.

– Noticias de ultima hora – Disse a repórter – Está confirmado, Violet Leishmann realmente é uma assassina. Hoje ela quase foi capturada, mas fugiu, o que prova que ela está envolvida no crime. As suspeitas sobre ela ter uma cúmplice também são reais, uma garota estava junto com ela, seu nome é Chaci Messer, sangue da mesma foi encontrado no local do acidente, investigadores acham que ela se machucou quando tentaram escapar. Quem diria? O mundo de hoje realmente mudou. Duas adolescentes causando tanto estrago assim, me deixa chocada. – Finaliza ela com uma voz super falsa.

A foto das garotas passam novamente pela tela junto com um aviso: Procuramos por elas, vivas ou mortas.

– Ok, o que você quer? – Disse Violet enquanto lágrimas nervosas caiam de seus olhos.

– Eu já disse – Respondeu ele – Eu quero você.