Descobrindo um outro mundo

1 Uma casa de "bonecas" para gente grande


Notas iniciais
Olá pessoal!
É a minha primeira fic e espero que gostem,os primeiros capítulos geralmente são chatos,depois que a história toma rumo fica um pouco melhor!
Boa leitura!

Era uma manhã ensolarada de Dezembro, eu tinha acabado de acordar quando ouvi um barulho de carro. Sai correndo pelo comprido corredor da casa de vovó Augusta, cheguei na cozinha e dona Maria fazia chá , e o cheiro que saia do forno era inconfundível só podia ser o maravilhoso pão caseiro que ela fazia. Ouvi Elisa chegando, uma vozinha se aproximava e devia ser Clarissa, a menininha que minha irmã era babá.

Clarissa esbarrou na árvore de natal enquanto corria para a cozinha, derrubou alguns enfeites. Dona Maria correu para sala, não aguenta nada fora do lugar. Sentamo-nos mesa da varanda para tomar café da manhã. Vó Augusta chegou uns 10 minutos depois trazendo queijo fresco.

-Bom dia!-a voz animada de vovó nos animava também- fui visitar a horta e o pomar-continuou ela- e aproveitei e trouxe este queijo- finalizou.

-Bom dia- respondemos.

Passamos a manhã inteira conversando, como sempre acontecia quando vó Augusta puxava assunto. Já eram 11 horas quando finalmente vovó nos deixou sair da mesa. Eram férias escolares, então aproveitei para ler um pouco.

O almoço em casa- diferente das casas de vó comuns, que geralmente o almoço sai cedo- aqui só saía depois da 1 da tarde, comíamos sempre famintas e depois voltávamos ao que estávamos fazendo- nada.

Aqui na cidade- cidade pequena todo mundo sabe de tudo- A filha mais velha do pai de Clarissa ia se casar, ia ser na beira do rio e perto da cachoeira. Eles eram uma das famílias mais ricas daqui, moravam na cobertura do único prédio da cidade.

A maioria dos jovens de minha idade preferia estar em uma cidade grande, fazendo compras no shopping. Antes até que eu queria levar está vida, mas gosto de estar onde estou.

...

A noite já havia caído e eu ainda caminhava para lá e para cá, fazendo o piso de madeira ranger. Vó Augusta apareceu na porta do quarto.

— Assim vai acabar fazendo um buraco no chão, menina! – sorriu de um jeito travesso – O que está aprontando?

— Não estou aprontando nada vó – falei pensativa.

— sabe o que devemos fazer?-me perguntou vovó.

-Vó, a senhora não está pensando em construir um balão, né? Você mesma leu aquele livro para mim e não deu muito certo a ideia daquela senhora.

— Não! Olha, vocês moram aqui faz tanto tempo... E nunca conheceram a casinha de madeira aqui da fazenda.

-Que casa de madeira?- Eu conheço está fazenda como ninguém e nunca ouvi nem falar desta casa de madeira!

— A casa fica nos limites da propriedade, logo após as plantações, horta, pomar, galinheiro e depois do riacho.

Eu nunca tinha entrado nas plantações nem ultrapassado o riacho, porque vovó dizia que podíamos nos machucar e tinha muitos bichos por aí, já fui até a cachoeira no lado oeste da fazenda, mas sempre acompanhada de alguém, mas as plantações ficavam no lado leste e este lado nunca tinha nem chegado perto quase.

...

Então, no outro dia levantamos as cinco da matina, preparamos as malas e pegamos as comidas e fomos. Dona Maria e a vó Augusta foram com a caminhonete da fazendo, para ajudar carregar as coisas. Elisa, Clarissa e eu fomos caminhando.

Sinceramente, nunca pensei que estaria feliz andando pelo campo, indo passar minhas férias em uma casa de madeira, sem nenhum luxo. Sempre fui a favor de mudarmos para cidade e deixar a fazenda. Até cheguei a morar com meus pais um tempo, mas não deu certo e voltei para a casa de vovó.

Finalmente chegamos até a “velha” casa de madeira da vovó. Era a casa de madeira mais linda que eu já havia visto, era branca por fora e toda avarandada, na verdade era um sobrado, com jardineiras nas janelas, tinha uma piscina ali (eu nem sabia que tínhamos outra piscina na fazenda), toda gramada e cheia de flores. Quando entrei dentro dela vi uma grande sala de estar, piso de madeira clara, móveis provençais e uma enorme escada que levava até o 2º andar da casa. Virando à direita tinha uma sala de jantar, om uma enorme mesa de 12 lugares, como na sala de estar os móveis eram provençais e delicados. Na cozinha se encontrava dona Maria cozinhando (como sempre hahaha), os eletrodomésticos eram retrôs e cor de rosa, azulejos rosados nas paredes (deviam ser da década de 60?). Subindo as escadas, tínhamos 2 quartos e um banheiro, em um dos quartos se encontravam 3 camas e no outro 2. O banheiro era antiga também, uma pia de coluna rosa ficava à esquerda e à direita tinha um vaso e um bidê rosa salmão à frente tinha uma banheira vitoriana com cortinas brancas em volta.

Depois de conhecer o resto da casa descemos para a sala de estar, Maria e vovó montavam uma árvore de natal, era toda rosa e os enfeites também.

-Aqui tudo é rosa!- disse Clarissa animada, os olhinhos da menina brilhavam ao ver os enfeites todos brilhantes e muito rosa.

Olhei para Elisa e ela me olhava com aquela velha expressão: Será que vamos sobreviver Elizabeth?

Será?

Notas finais
Gostaram???
Espero que sim!
Espero por comentários,beijos sabor pipoca!
Quando abro a cada manhã a janela do meu quarto é como se abrisse o mesmo livro numa página nova (Mario Quintana)