Descobrindo o que é Amar

17 No Banheiro da Piscina – Capítulo 17


Ele me empurrou na parede, encostou seu corpo no meu e sussurrou em meu ouvido:

— Você tem certeza Daniel? Porque se eu começar, não sei se irei conseguir me controlar mais depois!

— Eu quero sentir você! – Dessa vez falei bem rápido e alto, para não ter o risco de gaguejar, meu corpo já estava todo quente, meu coração batia a mil.

O Gabriel então começou. Primeiro ele foi até meu pescoço, ali ele começou a dar leves beijos molhados ao mesmo tempo em que me cheirava.

— Seu cheiro me deixa louco Daniel, desde hoje de manhã que eu estava doido para poder sentir ele assim de perto, tocar mais em você.

Ele começou também a empurrar seu corpo sobre o meu, era uma sensação maravilhosa sentir ele ali. Suas duas mãos foram até minha cabeça, passaram pelo meu cabelo e viraram meu rosto até seus olhos. Seu olhar era de um rapaz safado, olhar penetrante, respiração ofegante. Eu percebia pelo jeito em que me olhava que ele me desejava.

— Você fica lindo todo vermelho sabia? Você me deixa beijar sua boca? – O Gabriel suplicou encarando bem nos meus olhos.

Eu não sabia se já estava preparado para isso, um beijo! Ainda mais entre dois homens, mas, pensando melhor, no fundo eu acredito que essa ideia já estava começando a fazer parte dos meus desejos também. Mesmo assim, eu ainda estava ali parado enquanto o Gabriel tinha passado suas mãos pela minha nuca, tinha massageado meu pescoço com seus lábios molhados, me fazendo ficar todo arrepiado e sentir picadas de calor nas áreas em que ele encostava a boca.

Eu precisava agir: dizer um sim ao seu pedido ou então tomar alguma atitude. Já não era mais novidade que o perfume do Gabriel enlouquecia qualquer um, a própria Fernanda já tinha comentado no primeiro dia de aula. Meu olhar, então, começou a desviar de seus olhos em busca de seu pescoço, decidi que deveria agir. Meus braços, antes parados, começaram a se locomover. Minhas mãos procuraram as suas costas e meus pés foram para frente levando com eles meu corpo. Dessa vez eu que queria agir e tomar os impulsos perante o Gabriel. Minha cabeça seguiu o rastro do seu perfumo, indo direto para o seu pescoço. Ali meu nariz inspirou uma grande quantidade do odor dele, um cheiro de homem, o cheiro do meu homem.

A reação do Gabriel foi instantânea, ao primeiro tocar de meus lábios em seu pescoço, ele sentiu várias respostas de seu corpo. Sua respiração ficou profunda. Sua estrutura tremeu, elevando cada pelo de seu corpo, o deixando visivelmente arrepiado. Um grande volume se elevou em sua cueca, do nada comecei a sentir aquela parte dele fazendo pressão contra meu corpo. Ele tinha ficado muito excitado ao sentir minha boca ao redor de sua nuca / pescoço.

Dessa vez tinha sido ele que ficou sem reação. E eu me surpreendi, gostei dessa sensação de poder. Naquela hora eu tinha assumido o controle e tinha gostado disso.

— Gostou né? Parece que dessa fez fui eu quem te deixei alegrinho! – sussurrei em seu ouvido enquanto dava umas mordidazinhas na ponta de sua orelha.

— Argh!!!!! – O Gabriel tinha dado seu primeiro gemido de prazer.

Precisava continuar, então fui descendo minhas mãos pelas suas costas até encontrar as suas nádegas. Aqueles dois pedaços redondinhos e carnudos dele me deixavam louco. Fiquei com sua bundinha em meus pensamentos desde o dia em que o vi de costas na natação. Abri cada uma de minhas mãos em um dos lados de sua bunda e dei um aperto bem forte.

O Gabriel deu um pulo para trás, acho que ele realmente não esperava por isso. Ele me olhou com um olhar assustado. Eu meio que fiquei nervoso na hora, não sabia se tinha feito algo de errado. Só não digo que meu coração acelerou mais ainda, porque se isso acontecesse eu teria tido um ataque cardíaco ali mesmo.

— Seu safado! Você apertou minha bunda! – ele falou com aquela cara de assustado e depois, do nada, começou a rir bem alto me chamando de safado.

— Você não gostou? – Perguntei a ele meio desconfiado.

— Não Dani, não é que não gostei, eu só não esperava! Mas e você, gostou?

— Eu gostei, ela é bem durinha. – falei isso enquanto abaixava minha cabeça e a vergonha voltava a reinar. Acho que o susto espantou aquele espírito dominador que estava em mim.

— Que isso lindo, não fica preocupado não. – depois ele se aproximou de volta e falou no meu ouvido:

— Quem sabe um dia ela não vai ser sua para você apertar o quanto quiser, em?!

Gostei muito dessa ideia dele, mas eu ainda estava muito sem graça.

— Vem cá vem, aperta ela mais. – ele segurou minhas mãos e colocou uma delas de volta em sua bunda. Mas, provando que não era nada bobo, ele desviou o caminho da minha outra mão. Essa, ele a colocou no final de sua barriga e começou a se enroscar em mim, elevando seu corpo sobre o meu e, consequentemente, fazendo minha mão tocar no volume de sua calça. Putz, aquele volume estava enorme, era impossível não perceber.

Eu acho que ele não queria me pedir diretamente para pegar em seu pau, pois tinha medo que eu me assustasse ou decidisse parar por ali, ele desejava a minha iniciativa de pegar no Gabrielzinho. Ele queria que aquele momento durasse muito mais, e eu também já estava cedendo, me juntando a ele e querendo mais e mais.