Descobrindo o Amor (em revisão)

18 Capítulo 18 - Dias atuais.


Notas iniciais
Mais um capítulo quentinho saindo :) Aí que sdds que eu estava, esses dias foram bem corridos, mas estou de volta pra continuar ;) de início já peço perdão, como leitora sei o quanto é chato a espera... e é isso, boa leitura :*

— Marcos! A quanto tempo está aí? – Falei a primeira coisa que me veio a mente.

— Tempo o suficiente. – Estendeu a mão para que eu a segurasse, encarei sua mão no ar por um momento, sorrindo coloquei a mão sobre a sua, ele as entrelaçou.

— Senti sua falta. – Disse lhe abraçando como se de alguma forma ele pudesse escorrer pro entre meus braços, ele depositou um beijo na curva de meu pescoço, pude sentir seu sorriso.

— Eu também.

— Então você me perdoa? – Perguntei ainda abraçada a ele, sem se afastar completamente ele segurou em meu rosto me fazendo o encarar.

— Você leu a carta que te mandei? – Fiz que sim. – E ainda dúvida? – Sorrindo, fiz que não. – Isso é bom, porque sabe Helena enquanto lhe ouvia falar, fiquei com vontade de fazer algo.

— E o que séria? – Segurei o sorriso, já tendo uma ideia do que se tratava. Então ele fez o que eu achei que faria, me beijou, e foi como se não tivéssemos passado todo esse tempo longe um do outro, como se continuássemos de onde tínhamos parado. – Espera, então sua avó...? – Quis saber quando nos afastamos, com o olhar distante ele fez que sim.

— Ela já sabia que eu viria, tenho a visitado todos os dias no mesmo horário. – Acompanhei seu olhar, e lá estava ela nós observando de longe, sorri lhe agradecendo silenciosamente. – Queria te levar em um lugar.

— Que lugar? – O encarei curiosa.

— Acho que para descobrir vai ter que vir comigo. – Estendeu novamente sua mão, sorrindo entrelacei a minha a sua.

Débora e minha mãe estavam me esperando no carro, então avisei a elas antes de ir. O acompanhando em seguida até sua moto.

Ele me levou até a praia, enquanto caminhávamos eu reconhecia o lugar, sorri um pouco lembrando, era o mesmo lugar que tínhamos visto o pôr do sol.

— Eu conheço esse lugar. – Ele concordou.

— Tem um motivo pra a ter trazido até aqui. – Dizia me ajudando para que eu não escorregasse.

— O pôr do sol? – Lhe perguntei assim que nos sentamos, ele fez que não, franzi o cenho. – Então o quê?

— Eu te trouxe aqui, porque foi aqui que percebi que estava gostando de você. – O encarei por um tempo, eu nunca fui boa com palavras, então não sabia o que dizer.

— Marcos eu... – Percebendo meu desconforto ele continuou.

— Tudo bem, você não precisa dizer nada. Eu sei que talvez seja muito cedo pra você, com tudo que aconteceu. — Percebi seu nervosismo, ele estava tentando...- Helena, eu não quero apressar nada, só queria que soubesse o que sinto. – Fiz que sim, ele olhou para frente e eu realmente não disse nada, só fiquei o encarando por alguns segundos.

Foi aí que eu percebi, eu queria estar com ele de verdade, mais que amigos. E não, não era muito cedo, era o momento exato. Me incomodou o fato dele não saber disso, eu queria que ele soubesse que eu também sentia o mesmo.

— Marcos, eu... atchim. – Ele me olhou preocupado.

— Você está bem?

— Estou, foi só um espirro. – Ele continuou com o mesmo olhar preocupado. – Eu queria te dizer algo... atchim. – Praguejei.

— E melhor a gente ir. – Se levantou esperando que eu fizesse o mesmo, o acompanhei. – Acho que vai chover. – Olhei pro céu ensolarado, agora repleto de nuvens. Ele segurou em minha mão andando apressado, eu mal conseguia o acompanhar.

— Marcos, espera. E só chuva, não tem problema se ficarmos. – O puxei um pouco o fazendo me encarar. – Ou tem? – O olhei melhor, a mão dele estava tremendo, achei que ele estivesse preocupado comigo, mas tinha algo a mais. – Ei, vem aqui. – O puxei para um abraço que ele não relutou, eu nunca tinha o visto assim, sua respiração estava pesada, podia sentir seu coração acelerado.

— Desculpa. – Sussurrou, segurei a lateral do seu rosto.

— Está tudo bem. – Vê-lo assim partia meu coração, eu precisava fazer algo. – Dança comigo? – Ele franziu um pouco o cenho, sorri de lado. Coloquei suas mãos ao redor de minha cintura, levando as minhas ao seu pescoço em seguida, apoiei a cabeça em seu peito começando uma dança com passos lentos.

Nós estávamos encharcados, mas isso não me importava, pude sentir ele se acalmando aos poucos. Me afastei um pouco, olhando em seus olhos perguntei com o olhar se ele estava bem, ele fez que sim, pendi novamente a cabeça em seu peito.

— Você não pisou no meu pé. – Brincou, se fosse em outro momento eu teria retrucado, mas agora eu só estava aliviada que ele estivesse bem.

— Não, não pisei. – Sorri, quando o encarei ele estava me olhando bem sério. – O que foi?

— Nada, senti falta do seu sorriso.

— Para com isso. – Sorriu de lado como costumava fazer.

— Isso o quê? – Não lhe respondi, acho até que estava ficando vermelha. – Isso o quê Helena? – Ele sempre fazia essa cara e me deixava desconsertada e estava fazendo de novo.

— Essa cara que você faz. — Gesticulei com as mãos, ele sorriu com os olhos. — Tipo, assim. — Acho que não consegui imitá-lo muito bem, mas rendeu uma gargalhada. – Você... opa. – Quando me virei acabei tropeçando em algo fazendo com que caíssemos os dois, ele colocou a mão na minha cabeça para evitar que eu a batesse no chão, se apoiando nos cotovelos, perguntou.

— Tudo bem? – Fiz que sim, ele fez menção de levantar-se, mas eu segurei em seu braço o impedindo. – O que foi, você se machucou? – Fiz que não, eu adorava esse lado dele, sempre se preocupando comigo. Quando caímos pude perceber que ele se apoiou rapidamente nos cotovelos para evitar que eu me machucasse, tudo nele me fazia se apaixonar ainda mais. Ele ficou esperando uma resposta, mas ao invés de respondê-lo eu subi a mão pela lateral do seu braço até seu maxilar, parecendo entender o que eu queria, ele se inclinou um pouco, ficando próximo o bastante para que eu o beijasse. — Eu percebi o que estava fazendo. — Sussurrou no meu ouvido. Acho que corei um pouco, não por ele ter percebido que sim, eu estava tentando distraí-lo, mas porque a queda não foi proposital. — Obrigado. — Me ajudou a levantar e seguimos para sua moto.

— Atchim. — E lá estava ele novamente, o espirro. — Desculpa.

— Acho melhor irmos para casa. — Eu não queria ir, mas também não queria ficar resfriada ou algo do tipo, então só concordei. A nuvem de chuva já tinha passado, então seria tranquilo irmos de moto, coloquei então o capacete e subi na moto, mas no caminho percebi que não estávamos fazendo a rota para minha casa.

— Que lugar é esse? — Olhei ao redor, estávamos no estacionamento de um prédio. — Você mora aqui? — Ele fez que sim.

— Sim. Desculpa a ter trazido sem perguntar é que eu moro mais perto e não quero que pegue um resfriado com essa roupa encharcada. — Achei fofo ele tentando se explicar. Entrelacei minha mão na sua.

— Tudo bem. — Fomos então até seu apartamento, era bem pequeno, sala, cozinha, banheiro, não pude deixar de notar que tinha dois quartos.

— Eu divido o apartamento com o filho da amiga da minha tia, ela impôs como condição para eu vim para cá. — Explicou quando me viu olhando.

— Entendi, ele está em casa? – Ele fez que não, se afastou e voltou rapidamente com uma blusa longa e uma calça.

— Pra você vestir enquanto a sua roupa seca. — Peguei a roupa de suas mãos.

— Certo, onde eu posso...?

— Há certo, pode usar meu quarto se quiser, é aquele ali. — Fui então até seu quarto, tentei não olhar tanto para não invadir sua privacidade, mas uma foto em cima da escrivaninha me chamou a atenção, um garotinho muito sorridente no meio de um casal, sorri olhando a foto, não pude deixar de notar como ele parecia com sua mãe.

Antes de vestir a roupa percebi que não poderia, não antes de um banho. Sai do quarto então e esperei um pouco ele trocar de roupa, entrei em seguida para tomar meu banho.

Quando vesti sua roupa, a calça não deu muito certo, acabei vestindo só a blusa. Ela ficou abaixo da coxa, então achei que não teria problema algum. Fui em direção a cozinha, não antes de pegar sua câmera que estava na escrivaninha e quando o encontrei não resisti e tirei uma foto sua, ele se virou surpreso.

— Desculpa, não resisti. — Sorri levantando as mãos como forma de rendimento, ele se aproximou para pegar a câmera das minhas mãos, mas eu coloquei as mãos para trás das costas e na ponta dos pés lhe dei um selinho, ele ficou parado me olhando por alguns segundos. — O que foi?

— Tá com fome? eu fiz sanduiche pra gente. — Voltou pro balcão rapidamente, franzi o cenho, não entendi o que fiz de errado, mas não pude deixar de notar que ele tinha mudado de assunto, deixando a câmera sobre a mesa de canto dei de ombros.

— Pra falar a verdade, estou sim. — Me aproximei do balcão, olhei o sanduiche. — Parece bom. Não vai comer o seu?

— Há, vou sim. — Ok, ele estava realmente estranho.

— O que você tem? — Desconversando ele respondeu.

— Como assim, estou normal. — Coloquei o sanduiche no balcão ficando em sua frente.

— Não, não está, fica aí me olhando de canto de olho e está distante também. — Percebi ele trincar o maxilar, quando levantei a mão ao seu rosto ele se afastou bruscamente. — Marcos, o que foi?! — Acompanhei seu olhar, então era isso. — E porque eu não usei a calça, é que não ficou boa e...

— Helena...

— ... é sério, eu iria ter que segurar elas, não dava certo...- Ele segurou meu rosto entre as mãos me fazendo parar de falar.

— Você é muito linda e... — Eu não estava entendendo onde ele queria chegar.

— E o que tem a ver?

— ... e fica mais linda ainda na minha blusa, eu só... não quero fazer nada por impulso. — Mas o que ele estava falando...

— Há. — Fui a única coisa que consegui dizer quando finalmente entendi, meu rosto esquentou. — Marcos, eu... não foi minha intenção. — Sorriu um pouco.

— Eu sei que não, não foi isso que quis dizer. Só me dá um tempo, eu já volto. — Fiz que sim, observando-o se afastar. Peguei novamente o sanduiche e me sentei no sofá esperando que ele voltasse.

— Helena, me desculpa por isso. – Me levantei me aproximando dele. – O que esta fazendo? — Eu tinha tirado seu sinto.

— Eu já volto. – Voltei ao seu quarto, voltando em seguida vestida com a sua calça, agora presa com a ajuda do cinto. – Melhorou?

— Você não precisava. – Me aproximei segurando sua mão o levando até o sofá.

— Eu sei que não. – Busquei uma programação na TV que pudéssemos assistir. – O que acha de assistimos algo? – Ele concordou e assistimos a um filme.

Antes de terminar o filme eu devo ter cochilado, quando abri os olhos estávamos deitados em sua cama, ele estava mais afastado, sorri um pouco pensando em como eu estava me apaixonando por cada detalhe dele, e como tudo aquilo era muito novo pra mim. Já tive algumas paixões, mas o Marcos mexia comigo de uma forma diferente, com ele eu estava descobrindo o Amor.

Me aproximei dele me aconchegando em seus braços. Ele se remexeu um pouco, mas não acordou.

— O que você esta fazendo comigo Marcos, acho que estou amando você. – Sussurrei contra seu peito. Os olhos começam a pesar de sono e não tenho certeza se foi sonho ou realidade, mas pensei ter ouvido ele sussurrar de volta um “eu também te amo Helena".

Notas finais
Estamos nos capítulos finais, logo volto com o próximo