Descobrindo O Verdadeiro Amor.

11 Capítulo 11 - Como Em Lua De Mel.


Notas iniciais
Bem, haverão muitas coisas aqui... - Só pelo nome vocês devem suspeitar isso - que são impróprias para menores de dezoito anos xDD. É engraçado se levarmos em consideração que EU SOU MENOR DE DEZOITO ANOS xDDD.
...
Agradeço aos reviews de:
> Rê Lovegood
> Vick_Naomi
> Allison
> Isabelle
> Sweet Potter
> KaoriChan
> Daniella Kelly.
...
Beijos,
EUQOPÉ-ELLE3

Capítulo Onze – Como em lua de mel.

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Alexander suspirou quando entrou no quarto de sua... Esposa, e nem mesmo assim ela despertou dos devaneios que estava tendo enquanto olhava pela janela. A noite de Knightley era calma, e ela gostava de pensar e observar isso. Havia um vasto campo de rosas plantadas na frente da mansão do duque e era algo agradável de ver.

Isabelle só se deu conta da presença de Alexander quando ele a abraçou na altura da cintura. Ela teve um breve sobressalto que quase o faz rir. Na verdade, ela estava muito alerta desde que reencontrara com o tio e estava começando a duvidar que ele deixasse isso de lado. Não alguém vingativo como ele. Não alguém autoritário, vingativo e que se acha importante.

- Seu tio te machucou antes de eu interromper a conversa de vocês? – ele perguntou.

- Não. Ele só havia me pegado pelo braço e ia me bater quando você chegou – ela respondeu corando. – Bem que você poderia ter avisado que ia convidá-lo para o casamento.

- Tem razão, perdoe-me – ele murmurou beijando a curva de seu pescoço. – Acho que eu conheço um jeito delicioso de me desculpares por essa minha falta.

Isabelle sorriu contra sua vontade e se virou para ele, abraçando-o sobre o ombro.

- Mudando bruscamente de assunto, acreditas mesmo que esta camisola quase transparente é mesmo indicada para uma mulher casada? – inquiriu em tom falso de sensura.

- Bem, monsieur, para ser sincera, nem esperava que tívessemos nossa noite de núpcias hoje, já que seu irmão mais novo e o Grão-duque e sua esposa estão hospedados aqui – ela respondeu envergonhada.

- Oh, sim. Não se preocupe, livraremo-nos deles amanhã cedo – ele respondeu com sarcasmo. – No entanto, juro que se eu não tivé-la em meus braços essa noite, eu vou enlouquecer.

Tudo bem que aquela não era a declaração mais romântica que uma mulher poderia querer, mas ela sabia que, se tratando de Alexander, era o máximo que conseguiria. A sua paixão fogosa era tudo o que ele tinha para lhe oferecer como homem. E Isabelle aprendeu a se satisfazer com isso.

Isabelle acariciou o rosto dele e sorriu para ele. Beijou seus lábios e sorriu ao ver que ele correspondeu na mesma intensidade que ela. Seus lábios sobre os dela exerciam uma leve pressão e uma suave carícia. Sua língua era ávida e apaixonante. Foi coberto de paixão que ele a apertou mais forte pela cintura e ela o segurou mais forte pelo pescoço.

Foi inevitável soltar um grito baixo de surpresa quando ele a suspendeu levemente do chão para pegá-la em seus braços e deitá-la na espaçosa cama. Quando ele passou a beijar o seu pescoço Isabelle não pôde deixar de notar que, sim, ele estava bem mais carinhoso com ela. Cerrando os olhos, ela pôde passar a mão pelos cabelos sedosos dele e perceber o como eles também era invejável.

Ele se afastou só um pouco para se despir devidamente das roupas ainda do casamento e de repente descobriu que despir-se na frente de uma mulher que tão avidamente se sucumbia aos seus encantos poderia ser uma experiência incrivelmente erótica. Só pelo modo com que ela lhe fitava, como se desde já o despisse das roupas com o olhar, já era algo que inflava o seu ego.

Por isso não tardou a se deitar sobre ela e a percorrer as mãos por aquele corpo delgado e suave. Pequeno, sim, mas incrivelmente prazeroso, sem dúvida. Deslizou a camisola de seda suavemente pelo corpo pálido e macio e não pôde segurar a vontade de querer beijar cada pele exposta. Cada novo segredo revelado.

Não era como se ele nunca a houvesse visto antes, e nunca houvesse beijado certas partes, mas tudo parecia tão – incrivelmente – novo para ele. Talvez fosse porque aquela era a primeira vez que ele estava dando atenção por qualquer parte do corpo dela que não fossem as “óbvias”. Partes como o ventre, as pernas, o colo... Até que uma enorme curiosidade o atingiu.

Ele sabia que havia certa parte do corpo dela que lhe dava enorme prazer, e que também dava a ele um prazer indescritível... Por um instante ele se perguntou de um modo bem curioso como é que poderia reagir se ele acariciasse aquele lugar... Com seus lábios.

Foi motivado por este pensamento que ele trilhou beijos pelo ventre liso até aquele lugar um pouco misterioso para ele.

- Monsieur... – ela quase o reprimiu com receio.

- Relaxe, você vai gostar – ele avisou, com um sorriso e voz travesso.

Isabelle ficou com receio, mas não teve mais nada para pensar quando sentiu a língua dele gentilmente acariciá-la naquele lugar inusitado. A francesa viu-se sem ar e arfante em pura surpresa com a carícia leve, mas inegavelmente prazerosa. Sentou-se na cama quase de imediato e gemeu cerrando os punhos.

Alexander percebeu que estava indo no caminho certo e a lambeu de novo. Começando uma carícia viciante e prazerosa. Isabelle teve certeza de que nunca gemeu tanto em sua vida quanto naquela noite. Ela gostava tanto que já bagunçava os cabelos dele e tinha certeza de que seu corpo explodiria de calor se ele não fosse para dentro dela agora.

Ela o puxou para cima de si e se deitou na cama, tão ansiosa por ele que o enlaçou com seus braços e sua perna. Ansiosa por sentir seu corpo contra o dela. Gemeu alto ao sentir aquela pele quente e lisa em contato com a sua.

- Você está mandando em mim? – inquiriu ele com um sorriso, beijou os lábios dela.

- Acho que estou – ela gemeu. – Oh, por favor, monsieur...

Nem precisou de um pedido completo. Para satisfazer Isabelle, ele a penetrou de uma vez, fazendo com que ela soltasse um gemido que veio do âmago de sua garganta e o agarrasse com força. Ela o queria. Ela estava louca por ele. E isso se mostrou muito presente a cada estocada, a cada carícia e a cada movimento dos dois corpos.

Até que ambos caíssem de exaustão na cama dela com os dois corpos emaranhados compartilhando da mesma sensação de alívio e insaciedade.

- O que você faz comigo? – ele murmurou rindo, um pouco sem acreditar no como se sentia quando estava com ela.

Era incrível! Era como se nada o podesse magoar. Era como se seu coração estivesse completamente curado e à prova de balas ou de decepções. Ele se sentia incrivelmente... Confiante em seus sentimentos quando estava com ela. Sentimentos limitados que, sem dúvida, não contavam com amor.

- Esta pergunta é engraçada já que eu mesma pensava nisso, monsieur – ela murmurou, um pouco desnorteada também.

- Espere, pensei que com o tempo você pararia de me chamar de “monsieur” – ele disse um pouco bravo, tentando imitar o sotaque francês dela. – Quer dizer, sou Alexander, seu marido. Acho que já está na hora de você me chamar assim. Parece que você está falando com um estranho.

Isabelle ficou vermelha.

Chamá-lo pelo nome era um progreso. Ela sempre gostara de chamá-lo de “monsieur”, ao invés de Alexander, porque gostava de imaginar que isso criava uma barreira sentimental entre os dois. Se ele não a amava, isso a impediria de amá-lo também. Mas era óbvio que não se tratava disso para ele. Sem contar que...

... Não fazia sentido continuar negando a si mesma que ela estava amando aquele homem malicioso e grosseiro que estava em cima dela.

-Tudo bem então... Alexander – ela murmurou envergonhada.

...

- Sinto muito pela ausência de minha esposa. Ela parecia muito cansada e, para ser sincero, tive pena de acordá-la — pediu Alexander ao grão-duque e sua mulher.

Era de manhã cedo, por volta das nove horas da manhã e os dois subiam em sua carruagem para voltarem para Londres, ficariam lá por pouco dias e enfim voltariam para o Império de Habsburgo. Havia malícia no tom de Alexander que talvez somente os homens houvessem percebido, porque Eleonora disse:

- Imagino que sim, já que ela passou a última semana toda estressada cuidado até dos mínimos preparativos do casamento, mesmo sendo bem simples. E ainda mais com a repentina presença daquele homem desagradável lá.

Na noite passada, um pouco antes de se deitar com Isabelle, Alexander precisara dar uma explicação para aquela cena que houve na sua sala de visitas. Não teve outra saída se não contar toda a história da francesa para os dois e para o seu irmão mais novo. Ambos, haviam ficado terrivelmente indignados com tal. Como o próprio Alexander ficara.

Bastou que o Duque desse uma rápida olhada para o grão-duque para ele constatar que o homem havia percebido que, sim, havia entendido o real motivo pelo qual Isabelle estar tão “cansada”.

- Darei-lhe um conselho Knight, contrate uns homens bem armados para proteger a sua casa e sua esposa. Depois de tudo o que você me falou sobre aquele homem... Eu estou sentindo um mau pressentimento – recomendou o Grão-Duque.

- Ele é um homem maluco, sádico e interesseiro, mas duvido que ele seja louco o suficiente para voltar aqui só para fazer mal à Isabelle. No entanto, levarei isso em consideração – Alexander respondeu.

Ele teve que se despedir sozinho do Grão-Duque e sua mulher e, logo depois, de Nicolai. Que, quando lhe contou o cansaço de Isabelle, lhe olhou de cima a baixo. E disse com sarcasmo:

- Imagino o porquê.

- O que você quer dizer com isso? – perguntou Alexander.

- Bem, irmão, ainda sou eu. Sabe, o mesmo Nicolai que foi com você aquele bordél em Witsprings – ele comentou com um sorriso malícioso. – Eu sempre percebi que você é um homem carente e que não perdoa uma mulher quando se deita com ela.

- Não me chame de carente. Essa palavra é tão usada para decretar fraqueza – ele reclamou dando um tapa nas costas do irmão. – Bem, não se preocupe que uma hora você também vai encontrar a futura Baronesa de Humpfray.

- Está dizendo que eu provavelmente vou herdar o título de nosso pai? Mas isso não faz sentido, afinal, você é o mais velho – ele comentou.

- Isso é óbvio. Por que você acha que papai não veio? Ele sabe que eu não sou filho dele, eu mesmo lhe contei. E, sendo assim, quem herdará o título dele será você. O filho legítimo do Barão de Humpfray – respondeu Alexander. – Faça boa viagem à Londres irmão.

Nicolai apertou a mão do seu meio-irmão e entrou na carruagem. Nicolai era um homem bonito de vinte e um anos e muito vivaz. Seus cabelos eram espessos e negros, enquanto os olhos eram verdes como o mar, e o rosto ânguloso.

Alexander perguntou-se onde estava Aloysia e teve a notícia, por um criado, que ela havia ido embora ontem de tarde. Ele achou essa atitude estranha, mas depois percebeu que talvez ela não quisesse comparecer ao casamento dele. Ela realmente esperava que ele fose desistir de última hora e se apaixonar perdidamente por ela.

“Enfim, paz” ele pensou quase aliviado.

Ele não estava somente dizendo aquilo por sua mansão estar silenciosa e calma, mas porque seu espírito também estava em paz. Ele havia perdido Otella – só esse nome fazia seu sangue ferver de raiva -, mas havia ganhado uma esposa muito melhor do que ela poderia ter sido. Sem contar que ele duvidava que Otella podesse chegar a ter esse mesmo “fogo” que aquela francesa tinha.

Quando ele entrou no quarto dela, sem muito o que temer, a encontrou ainda deitada na cama e, provavelmente, nua. Só de pensá-la assim o fez se aproximar um pouco mais dela e deitar-se ao seu lado, abraçando o seu corpo pequeno.

- Hm, não Bobley... Monsieur Alexander pode voltar a qualquer momento – Isabelle o empurrou em tom brincalhão e sonolento.

- Oh, então estavas acordada faz tempo — ele constatou irritado.

- Acordei a pouco – ela respondeu soltando um suspiro. – Não me levantei porque estava um pouco enjoada. Sempre que reencontro com o meu tio ficou indisposta.

- O quanto você está indisposta? – indagou ele, beijando seu pescoço.

- Por Deus! Você não descansa nunca? – ela perguntou querendo rir. – Eu não quero fazer isso agora, Alexander. Meu estômago está embrulhado...

- Pode ser porque você ainda não comeu nada – ele murmurou. – Por que você não toma seu café da manhã, e depois vamos dar uma volta pelos campos de Knightley? Há muitos lugares que eu quero te mostrar. Acredito que você irá se sentir melhor.

Isabelle acabou concordando.

- Tudo bem, só me deixe sozinha para me arrumar, por favor – ela pediu se revirando na cama. – A propósito, não sei como vocês fazem aqui na Inglaterra, mas eu sei que na França, nem mesmo o rei entra no quarto de uma dama sem bater na porta antes.

- Bem, lamento informá-la, mas você é minha esposa, esta é a minha casa e acho que tenho o direito de entrar em qualquer cômodo sem precisar ser anunciado ou bater na porta – ele respondeu com petulância. – No entanto, uma vez que eu tenha que terminar algo no escritório, deixar-lhe-ei em paz por um tempo. Quando estiver pronta, avise-me.

Ele pegou o rosto dela em suas mãos e deu um suave beijo em sua testa, antes de se levantar e deixar o quarto.

...

- Eu não fazia ideia que você era tão boa amazona – o duque comentou quando alcançou sua esposa depois de uma longa corrida.

Isabelle riu da expressão verdadeiramente surpresa dele.

- Brincas? Cavalgar é a segunda coisa que eu mais gosto de fazer. Ou achaste que eu era do tipo que fica em casa bordado? – provocou-lhe ela.

Mesmo que ele já soubsesse a resposta, o duque sorriu com malícia ao perguntar:

- E qual seria a coisa que mais gostas de fazer?

Ele viu Isabelle ficar vermelha e desviar o olhar. “Aquilo em que passaste o dia todo pensando” ela quase respondeu para ver se ele ficaria tão sem graça quanto ela, mas se conteve e riu, tomando a frente dele na pequena trilha de cascalho dos bosques de Knightley.

- Nossa! Este lugar é tão belo e calmo... – suspirou a francesa. – Aposto que muitas pessoas adoram vir aqui.

- Algumas... Esta parte de Knightley faz mais sucesso quando em temporada de caça, o que não é o caso – ele respondeu. – Fora desta época, são raras as visitas.

- Então há animais aqui? – perguntou com medo.

Alexander riu.

- Animais pacíficos. Alguns pássaros, coelhos, cervos e arminhos. Nada muito perigoso – respondeu ele, rindo.

Tomando a frente, ele lhe indicou um outro caminho, um pouco mais fechado e discreto. Depois de calvagarem por alguns minutos, a estreita trilha se abriu em um belo lugar. Era uma pequena clareira com um lago e uma cachoeira de água cristalina. Não havia pessoas e não haviam animais.

- Nossa! Isso é incrível! – ela exclamou pasma.

Alexander sorriu e desceu de seu cavalo, ajudando Isabelle a desmontar do dela logo em seguida. Depois de colocar ambos os animais para descansar, ambos se sentaram na grama verde e ficaram em silêncio por um tempo. Até que Isabelle perguntou:

- Quando você me viu naquele... Lugar, o que pensou?

Alexander se viu surpreso e a fitou. Percebeu que ela estava envergonhada e tensa, mas esperando por uma resposta. Fazia algum tempo que ela queria perguntar aquilo.

- Acho que eu pensei: Nossa! Que vestido vermelho horrendo!

Isabelle percebeu que ele o dissera somente para acalmá-la e sorriu.

- Seja sincero – ela pediu.

- A verdade? Perguntei-me o que poderia ter acontecido para uma garota virgem vender o seu próprio corpo... Depois fiquei pensando nos motivos que levariam homens a pagar tão caro para dormir com uma virgem...Por fim, pensei que este poderia ser um jogo interessante – ele contou.

- Um jogo? – Isabelle perguntou sem voz, mas ofendida internamente.

- Você pediu a verdade.

Isabelle, à princípio, se sentiu ofendida Ele a violentara e aquilo era um “jogo” para ele?! Mas depois que enxergou o lado dele, se sentiu melhor. Um homem que amou intensamente uma mulher que lhe traiu não deveria ver tudo com clareza. Não era como se aquilo fizesse desapaercer a culpa dele, mas amenizava. Sem contar que, para ele, ela não passava de uma prostituta.

Quem acredita no que elas falam?

- Você quer dar um mergulho? – ele perguntou se levantando.

- No lago? – perguntou surpresa, vendo-o começar a tirar a roupa. – Qual o seu problema em ficar vestido?! Sempre que ficamos juntos você acaba nu.

Ele não respondeu, mas lhe lançou um sorriso malicioso.

- Você vem ou não? – perguntou fazendo mensão de tirar as calças.

Isabelle corou e virou o rosto.

- Eu não sei nadar.

- Eu estou aqui e, modestia parte, sei nadar muito bem.

Contendo-se para não ser vulgar, Isabelle apenas perguntou a si mesma qual parte dele era modesta. Nnenhuma, porque cada parte do seu corpo foi feita para exaltar aquela beleza de cabelos ruivos e olhos cinza.

- Ora... Então vire-se, por favor. Não gosto de me despir na frente de um homem – mandou.

- Você não parecia muito preocupada com isso noite passada – comentou ele, em tom zombeteiro.

Antes que ela retrucasse, ele havia pulado na água cristalina. Por um instante, a francesa pensou que nunca mais o veria de novo. Mas ele logo emerge esperando realmente por ela.

- Por favor, diga-me que a água não está gélida – pediu ela.

- Bem. A água não está gélida, se é o que você quer saber – ele respondeu rindo e nadando um pouco.

Isabelle respirou fundo e aproveitou que ele estava destraído para tirar sua roupa e entrar no lago também. Mas teve a enorme surpresa de pular em uma água congelante que a deixou com extremo receio de que não conseguir chegar à superfície. Mas, como Alexaner havera lhe assegurado, ele estava ali e era um ótimo nadador.

Segurou-a pela cintura e ambos foram para a superfície.

- Você disse que a água não estava fria! – ela brigou.

- Não. Eu disse que a água não estava gélida... Ela está terrivelmente gelada! – ele respondeu rindo da cara dela.

Isabelle bufou e jogou água no rosto dele. Para ver se ele acordava um pouco e percebesse que nem todo mundo é capaz de ter o seu bom senso de humor. Ele apenas sorriu para ela e beijou-lhe o rosto.

- Sabia que você parece uma criancinha mimada quando está com raiva? – provocou-lhe ele. – Vamos para uma parte onde você dê pé.

- Essa é a primeira vez que eu estou nadando em uma lagoa – comentou ela, um pouco menos chateada e mais divertida. – Papai, nunca deixou. Ele dizia que era vulgar.

- Por certo, seu pai tem razão – ele concordou rindo. – Afinal, há algo mais vulgar do que um homem e uma mulher completamente nus em uma água que está congelando? No mínimo, eu rezaria para que eles fossem casados.

- Novamente, digo que esta é uma ideia muito maliciosa. E, por mais que seja estranho admitir, nós somos casados.

A soltou para se afastar um pouco e mostrar-lhe um sorriso malicioso.

- Sim, claro. Um belo casamento por conveniência – ele murmurou. – Acho que talvez essa não devesse ter sido a pior ideia que já tive, como pensei a princípio. Sinceramente, acho que você é melhor esposa do que Otella. Minha ex-noiva era agradável e bonita, mas faltava... Calor e aconchego nela. Era muito fria e seu calor só mudava de acordo com os títulos das pessoas.

- Então é por isso que você age como se estívessemos em lua de mel? – perguntou ela.

- Querida, estamos em lua de mel. Consegues imaginar algum lugar mais fascinante do que aqui? – respondeu-lhe ele, com orgulho. – Sinceramente, amo este lugar. É calmo e próspero. Se você perguntar qual é o melhor ducado da Inglaterra, as pessoas lhe diram sem voltas que é o de Knightley. Sempre tive boa cabeça para negócios.

- Tenho que concordar com você. Aqui é um lugar muito bom, bonito e fascinante – ela respondeu ficando vermelha. – Prefiro estar aqui a ir para outros lugares.

- Esperava que me entendesses – ele concordou. – E já que estamos oficialmente em lua de mel... Seria muita indelicadeza minha dizer que o fato de estares aqui comigo, nua, está enxendo a minha mente com ideias maliciosas?

- Que tipo de malícia? – indagou ela, receosa.

Ele sorriu e a encostou contra uma pedra grande que tinha no lago.

- A pior delas – ele sorriu.

Isabelle ficou constrangida com o seu sorriso e Alexander nem demorou em começar a beijá-la com paixão. Como sempre, ela sabia que queria aquilo também, e não tardou em se sucumbir às carícias e encantos dele. Ele tinha cada ideia! Parecia que não lhe importava nem a hora e nem o lugar desde que ele a tivesse para si.

E, com esse pensamento, ela quase se ilude acreditando que ele a amava tanto quanto ela sabe que o ama.