Descobrindo O Verdadeiro Amor.

8 Capítulo 8 - Como Amantes


Notas iniciais
Eles ficaram tão estranhos Amigáveis e... Apaixonados (?) nesse capítulo O.O
Foi sem querer, mas acho que ficou bom... Mas estou meio insegura.
Agradeço aos reviews de:
> Isabelle (Muito obrigada por aparecer dear > <)
> allison
> Elizabeth Turner
> Nathalia S
> Daniella Kelly
> theshadowhunter
> Jferraz
> Vick_Naomi
> Rê Lovegood
> KaoriChan
....
É provável que eu demore muito para postar o outro capítulo pois estou com uma fic atrasada e leitoras impacientes xD. Mas prometo não me esquecer dessa, O.K?
Beijos,
EUQOPÉ-ELLE3

Capítulo Oito – Como amantes.

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Ele a conduziu para a sua “sala proibida”. E Isabelle se perguntou como ele conseguia ficar tanto tempo em uma sala tão abafada. O cheiro de tinta era tão forte e sufocante que Isabelle não sentia o cheiro de mais nada.

- Veja – ele disse segurando a mão dela e a colocando de frente para uma tela coberta.

Sem hesitar ou fazer suspense, ele puxou o pano branco que cobria o cavalete e Isabelle sorriu. Certamente, seu noivo era um homem de muito talento. Ele dissera que pintava apenas por Hobby, mas Isabelle percebeu que ele faria muito sucesso como artista.

Ele havia desenhado um típico baile, com mulheres bem vestidas em seus coloridos e elegantes vestidos de noite, homens com suas roupas mais elegantes... Era lindo. Tudo era bem detalhado e Isabelle viu inúmeros rostos diferentes ali. Havia calor transpassando pelas janelas do grande salão retratado e tudo parecia harmônico. A dança era elegante e Isabelle ficou com vontade de dançar também.

- Pensei que você não gostava de bailes – ela comentou com um sorriso divertido.

- Eu não gosto. Mas idealizo – ele respondeu. – Vê como não tem ninguém fofocando?

Ela riu e concordou com a cabeça.

- Sobre o que você mais desenha? – ela perguntou. – Cenas assim, da sociedade londrina? Ou retratos? Você tem alguma preferência?

Ele pensou enquanto tirava quadro do cavalete e mostrava à ela, com cuidado, mais um quadro que ele havia feito.

- Sinceramente, eu não sei. Quando encontro uma pessoa bonita, eu gosto de desenhá-la. – Ele respondeu e deu um meio sorriso. – Você não faz ideia de quantas vezes eu peguei um espelho para me desenhar.

Isabelle riu.

- Muito modesto de sua parte – ela comentou pegando o quadro de sua mão.

Era uma paisagem de uma grande terra com um casarão ao fundo e casas modestas que seguiam por um caminho de terra. Era bonito e campestre. Lembrava o clima perfeito do feito que os poetas tanto andaram idealizando recentemente.

- Esta será a sua nova casa, ratinha – ele sorriu. – Conheça o ducado de Knightley.

- Parece um lugar agradável de viver. Você o puxou pela memória? – perguntou.

- Não. Eu desenhei da última vez que estive lá, há duas semanas – ele respondeu pegando a tela e a encostando à parede. – Vivo muito lá, espero que você não se importe se passarmos muito tempo lá. Não gosto de deixar meus negócios nas mãos dos outros.

- Bem, desde que venhamos para Londres ao menos na temporada de bailes – ela cedeu. – Sei que você pediu um herdeiro, mas eu gostaria de ter uma garotinha e, se a mantermos trancada em seu ducado, ela vai morrer solteira.

Ele concordou com a cabeça e pegou uma tela em branco e colocou no cavalete.

- Agora, você se importa de me emprestar sua imagem? – ele pediu.

Isabelle franziu o cenho e não entendeu o pedido.

- Minha imagem? – ela perguntou confusa.

- Sim. Vou desenhá-la – ele explicou, dando um meio sorriso e gesticulou para o grande sofá vermelho de seu atelier de pinturas. – Sente-se ali. Faça uma pose natural e não se mexa.

- Se você está me pedindo para fazer uma pose, eu não vou conseguir ser natural – ela murmurou cruzando os braços.

Ele riu, mas ignorou a reclamação. Jogou-lhe um livro de pintura que havia largado por ali e disse:

- Para ficar mais natural, ratinha – ele murmurou.

Ela ficou sem jeito. Não gostava de ter atenções para si, mas acabou concordando. Ele parecia estar bem mais solto desde que tivera aquele reencontro com Otella e ela não podia perder aquela chance. Com vergonha, ela se sentou no sofá e – numa elegância que Alexander percebeu que só ela tinha – fez uma bela pose.

Isabelle havia se sentado na ponta do sofá, deixando um largo espaço sem nada que ele cortaria. Sentara-se como uma dama, com as duas pernas juntas sob a elegante e volumosa saia, com o livro pousado sobre o colo, o cotovelo apoiado sobre o grosso livro – fazendo com que a rendada e maleável manga deslizasse e revelasse o antebraço alvo -, e o queixo ousado sobre o punho delicado. Havia algo no modo com que sua cabeça se inclinava que era angelicalmente sedutor e fazia com que os presos cachos negros caíssem e roçassem em seu rosto oval.

Tudo iluminado por uma precária luz do lampião que dividia o espaço com uma bacia com água e um lenço na mesinha ao lado do sofá.

“Ela está fazendo isso de propósito?” ele se perguntou, estonteado por um tempo.

Depois de um choque inicial, ele limpou a garganta e começou a desenhá-la.

- Sabe quando foi a única vez que alguém me desenhou? – perguntou ela, talvez porque odiasse o silêncio. – Foi há alguns meses, quando papai ficou com medo de que algo terrível acontecesse e quis retratar toda a família... Mas eu nunca tive um quadro só meu... Então, monsieur, me acha bonita, oui?

- Se não fosse, eu não estaria te desenhando – ele respondeu.

- Você desenhou Otella, não desenhou? – ela perguntou, sentindo uma pontada de ciúmes. – Foi o quadro dela que eu vi sujo de tinta naquele dia?

Ele suspirou e aquilo foi mais do que a resposta que Isabelle esperava.

- Otella é uma vadia que não merece nada de mim – o duque murmurou concentrado.

- Nem mesmo o seu ódio – Isabelle disse e ele ficou confuso, pois um vinco surgiu entre suas sobrancelhas. – Eu sempre pensei assim. Quando uma pessoa é desprezível, tudo o que eu quero é esquecê-la porque ela não merece nada de mim. Nenhuma compaixão, nenhuma raiva e nenhum ódio, porque isso significa que ela representa tanto para mim que ainda é capaz de despertar sentimentos.

Alexander deu um meio sorriso.

- Você tem razão. O problema é que Otella representou muito para mim – ele murmurou. – Sabe por que eu sinto tanta simpatia por você, Isabelle? Porque eu sei como é ser rejeitado e ignorado. Eu sei como é ser maltratado por aqueles que deveriam nos proteger... E eu sei como é procurar um refugio, nem que seja nos livros, quando parece que todo o seu mundo bonito está se ruindo.

Ela abaixou o olhar por um tempo. As palavras dele vieram carregadas de tanta sensibilidade que ela quase se emocionou.

- Quer saber de uma coisa, meu amor? Meu pai é um barão. Um BARÃO. Aos meus vinte e um anos, pedi minha parte da herança e me separei dele para nunca mais vê-lo. Parti em busca de fama e título, e consegui. Não demorou muito para que eu fosse para a Academia Militar, onde protegi a Realeza de uma grande conspiração e planos para matar a família real, e foi assim que me tornei duque. Não é à toa que meu ducado se chama Knightley.

- Esta me parece uma grande história – Isabelle sorriu. – Emocionante até. Então você se tornou duque não por hereditariedade, mas porque o próprio rei lhe deu esse título?

- Poucas pessoas sabem disso porque eu não gosto de sair me gabando e a realeza também não gosta de comentar sobre este atentado... Pareceu-me um bom preço a se pagar pelo meu silêncio – ele respondeu sorrindo. – Que isso fique entre nós dois, querida. Os conspiradores foram assassinados e os segredos de como eles chegaram tão perto, escondidos. Só eu sei e não vou contar a ninguém.

- Oui – ela concordou sorrindo. – Talvez seja por isso o seu grande sucesso na política e a cadeira nas câmaras do lorde que de tão bom agrado lhe foi cedida.

Ele concordou com a cabeça.

Aquela foi uma longa noite regada a muito conversa e risos. Isabelle não entendia o porquê a companhia dele soava tão convidativa quanto naquele momento. Só então ela percebia que, por detrás das palavras grosseiras dele, havia um bom humor sarcástico e comentários ácidos que eram até engraçados.

- Sabe, juro que não sei por que sou grosseira e impulsiva. Pensei que fosse culpa do meu tio, mas, agora que reviro o meu passado, vejo que talvez eu sempre fosse assim. Quer dizer, na França, aos meus dezesseis anos, eu dei um soco no filho do juiz.

Alexander parou de rabiscar e riu da desgraça alheia.

- E porque você fez isso? – perguntou.

- Porque ele queria me beijar e eu tinha nojo dele. Seu rosto era coberto por espinhas.

Ele riu ainda mais.

- Como um homem que um dia teve espinhas, eu deveria sentir compaixão por ele... Mas teve o que mereceu – ele respondeu.

Porém, depois de longas conversas, os dois mergulharam em um silêncio calmo e de exaustão. Isabelle sentia que queria dormir e que, se voltasse a se mexer, seus ossos estalariam doloridos. A pose era confortável, mas ela já se sentia dura e com os músculos tensos.

E sem que ela percebesse já estava quase dormindo, mas para a sua sorte, Alexander já terminava o esboço. Ele quase riu ao vê-la quase dormindo no seu sofá. Ela ainda estava consciente, mas estava quase dormindo. Alexander guardou suas coisas e se aproximou dela.

- Acho que é melhor acabarmos por aqui. Por que você não vai para o seu quarto dormir? – ele sugeriu.

- E deixar você sozinho? Não... Acho que vou ficar aqui – ela falou sonolenta e sorriu. – Confesso que eu sempre tive curiosidade em saber o que você faz trancado aqui.

- Bem, as coisas que um homem faz trancado em uma sala devem ser diferentes das coisas que um homem e uma mulher fazem – ele comentou com uma nota de malícia.

Isabelle deveria se sentir ofendia, mas sorriu e concordou.

- Esta é uma verdade de acordo com as regras de decoro, no entanto, acho um pouco maliciosa demais – retrucou Isabelle. – Vendo maldade onde não existe... Mas, sendo assim, acho melhor me recolher agora.

Ela se levantou do sofá, fez uma vênia para ele, mas quando ia se retirar teve o braço segurado por ele. Não havia força ali, na verdade, o aperto era delicado e deixava bem claro que ela poderia ir embora quando quisesse.

- Hm, agora que você me sugeriu sua companhia, creio que será difícil desistir da ideia – ele murmurou com malicia e um meio sorriso.

Isabelle lhe olhou confusa, mas logo sentiu os lábios macios dele sobre os dela. Foi inevitável sentir que havia algo de diferente naquela carícia. Eles eram dóceis e confidentes agora, já não tinham o tom de castigo, frustração e raiva que tinham na última vez que acontecera.

Talvez aquela noite de conversa e segredos houvesse mudado algo dentro dele. Algo que o fizera ver que ela não era apenas “mais uma mulher”, mas uma daquelas poucas em quem ele podia confiar – assim como Aloysia -. Sem contar que havia um sentimento em comum que eles compartilhavam: o ódio pelas mesmas pessoas.

Eles eram macios e delicados de um jeito que ela duvidada que fosse capaz de experimentar, principalmente quando tal ato vinha dele. Mas ela quase se surpreendeu quando sentiu seus braços passarem pelos ombros largos dele e abraçarem seu pescoço. Até então ela não viu nada de errado, afinal, ele também estava abraçando-a pela cintura.

Complicado, foi quando ele repentinamente a ergueu do chão e a deitou no sofá em um movimento tão rápido que a assustou e fez com que ela desgrudasse os lábios dos dele para soltar um gemido de dor. Naquele instante, suas costas latejaram.

- O que foi te machuquei? – ele perguntou um pouco rouco.

- Não. Foram as minhas costas. Elas arderam – ela respondeu desconfortável e ficando vermelha. – Então, monsieur... Er... Acho melhor eu ir para... O meu quarto...

Ela ia fugir dele, pois estava muito envergonhada e com medo do caminho que ambos estavam seguindo, mas Alexander deixou claro que ele queria ir até o fim quando não a deixou sair do sofá.

- Milady, a senhorita está tentando fugir de mim? – ele indagou divertido.

- Não. Mas claro que não. – Ela negou, mas o rubor em suas faces lhe denunciou. – Só acho que uma moça noiva não deve ter “certas intimidades” com o noivo até o casamento.

Ela tentou empurrá-lo para sair do sofá, mas ele não deixou. Agora havia um brilho de diversão no seu olhar e foi com certa maldade que ele comentou:

- Mas e quando a noiva já teve “certas intimidades” com o noivo?

E foi com maldade que ela retrucou:

- Devo recorda-lhe, monsieur, que me forçaste a dormir contigo? Mas se você quer saber, sim, eu estou fugindo. Estou fugindo porque tenho medo de que me toques e me machuque. Estou com medo de não conseguir me deitar contigo sem sentir nojo e que acabe estragando todo o progresso que estamos fazendo esta noite que até então era ótima.

Ela o empurrou mais uma vez para tentar sair do sofá, e ele, um pouco desnorteado, acabou dando o pouco de espaço que ela precisava para deslizar para o lado e se pôr de pé. Ajeitando a saia amassada do vestido.

- Você tem razão, mas pensei que você já houvesse percebido que, a última coisa que eu quero agora, é te machucar – disse ele. – Afinal, eu te dou tudo e não peço nada, eu também não te proíbo nada que você queira fazer.

- Nossa... Quer dizer que eu te devo uns vestidos e isso é mais do que uma prova que você não quer me fazer mal algum. Pensei que fosse dever do noivo bancar o enxoval para a futura mulher – ela comentou com sarcasmo.

Alexander revirou os olhos e respirou fundo. Ele não era conhecido como o homem mais paciente do mundo. Por um lado, ele entendia a desconfiança de Isabelle, afinal, ela fora traída pela própria família!

Ele se levantou e andou até ela. Foi segurando-a pelos ombros com uma delicadeza incrível que ele murmurou:

- Você não sabe o quanto me arrependo por ter feito o que eu fiz.

Ela olhou para ele tentando permanecer em uma posição rígida e inflexível, mas foi difícil diante o brilho de verdade que tinha em seus olhos claros e cinzentos.

- Se arrepende, é? – ela deu de ombros.

- Eu... Estava cego de raiva naquela noite e acabei descontando na pessoa errada – ele respondeu. – Sei que comprar coisas para você e deixar que você viva em paz não seja o suficiente para demonstrar o quanto eu me arrependo pelo como eu te tratei... Logo você, que é a única em quem eu realmente posso confiar.

- Você ainda tem Aloysia – ela comentou.

- Pff... Aloysia. Ah, eu adoro ela, mas ela ainda é uma moça hipócrita e mimada da sociedade. Ela passou anos tentando conseguir me seduzir e me pedindo para chorar em seu ombro quando fui humilhado por Otella, sendo que, no fundo, ela festejava. Você acha que ela gosta de você? Engano seu, ela só te atura porque sabe que tem que ser boa com você para conseguir se aproximar mais de mim.

- Nossa... É isso o que você pensa dos seus amigos quando eles não estão por perto? – ela perguntou. – Como você é cruel.

Ele segurou o rosto dela entre suas mãos e ela recuou um pouco. Não foi porque ela o temia naquele momento, muito menos naquela noite, mas era apenas por extinto.

- Eu não tenho amigos, Isabelle – ele murmurou parecendo nem se importar com a hesitação de sua noiva. – Em meu mundo megalomaníaco, existem apenas três pronomes: me, mim e eu.

Isabelle quase sentiu pena dele. Quase o pôde imaginar sozinho, como ele provavelmente sempre foi. Talvez ele não fosse assim por ter nascido, mas talvez suas experiências o tenham feito ser esse homem insensível e de humor negro que se tornara hoje. Será que era por isso que Bobley pedira para que ela tivesse paciência? Talvez o seu criado esperasse que alguém o mudasse.

Será que com um pouco de amor e paciência, ela seria capaz de amolecer o coração duro dele? Capaz de curar as feridas que provavelmente ainda estavam abertas?

“Acho que eu posso tentar...” ela pensou quase soltando um suspiro audível.

Isabelle segurou o rosto dele em suas mãos. Fora quase impossível não perceber que era a primeira vez que ela lhe acariciava e depois... Que pele macia de dar inveja ele tinha!

A Francesa o beijou com ternura e suavidade, por vontade própria. Os lábios dele pareciam em choque, mas não tardaram a corresponder. Porém, Alexander parecia um homem sedento por amor e a beijou com desespero. Talvez com o mesmo desespero que um homem abandonado sem nada no deserto, bebe água.

Talvez, Alexander fosse um homem frágil por dentro e só precisasse de alguém para se apoiar. E ela o faria. Não era essa função de uma esposa? Dar suporte ao seu marido?

Ele a tomou em seus braços e a beijou com ardor. Suas mãos a acariciava com cuidado, pois a estavam abraçando e trazendo de encontro a ele, o que poderia acabar agravando o machucado em suas costas. Isabelle se sentiu incrivelmente pequena e mole nos braços dele. Ele tinha braços formidáveis e seguros, quentes, e sua mão fazia carícias circulares na nuca dela enquanto a boca ávida a devorava.

Isabelle não sabia o que queria. Por um lado, aquilo era tão bom... Mas por outro, ela sabia que não era daquele modo que damas deveriam se comportar. Deveriam ser recatadas e reservadas. Sua mãe era o tipo de mulher que não acreditava muito nisso, mas Isabelle percebera que tinha que ser assim para a sociedade. Na verdade, um casal que dividia o quarto ou o leito era algo bem raro. Em geral, o homem tinha o seu quarto e a mulher o dela.

Com maestria que a surpreendeu, ele já desabotoava o vestido caro dela. E Isabelle só percebeu quando viu que ele ficou folgado e deslizou pelo seu corpo. A francesa ficou vermelha quando se viu apenas de combinação na frente dele.

Ela parou o beijo e quase se encolheu, mas, antes que tivesse tempo para recuar, ele a agarrou novamente e beijou o seu pescoço. Absorveu a fragrância suave e doce que ela tinha. Era o cheiro de rosas, ele percebeu com um sorriso.

Isabelle não soube ao certo o que ele fez, mas ela se sentiu mole em seus braços e suspirava espalmando as mãos no peito dele.

O que era aquilo?

Ela se perguntava enquanto ele beijava suavemente seu pescoço e a fazia vibrar por dentro. Tão bom que ela gemeu sem que percebesse e começou a remover o casaco justacorps.

Ele riu com a iniciativa tímida de sua noiva e a ajudou a lhe despir. Com ele nu à sua frente, em seus braços, Isabelle corou ao analisar o seu corpo pela primeira vez.

Era forte e firme.

E Isabelle não pode negar que ficou maravilhada pela primeira vez aproveitar o momento para observar melhor o corpo dele. De ombros e peito largos, braços e pernas fortes, costas musculosas... Seu corpo era uma área com elevações e vales monumentais. Era uma bela escultura. Como a estátua de um Deus Grego que seu pai tanto idolatrava e fazia questão de ostentar em suas casas na França. Só havia uma única diferença entre Alexander e aquelas estátuas, era que nada o cobria.

E isso a deixou tensa.

A masculinidade excitada e exposta de Alexander quase lhe trouxe memórias dolorosas, mas enterrou-as. Queria aproveitar o máximo do prazer que ela não pudera sentir. Por isso deixou que ele lhe tirasse a combinação e ficou na mesma condição que ele: sem nada.

Mas Isabelle só queria saber como eles fariam o que queriam se as costas dela estavam feridas, mas foi surpreendida quando ele se sentou no sofá e a pulou para o seu colo. Onde a beijou com paixão e a acariciou.

Em cima dele, a Frances teve uma visão diferente daquele ato. Não se sentia mais a garota indefesa que ele forçara à deitar com ele. Agora ela se sentia, literalmente, “por cima”.

O duque tomou os seios macios e fartos em suas mãos e sorriu ao senti-la desgrudar os lábios dos dele e gemer enquanto se contorcia. Ele quis penetrá-la naquele instante, mas queria que tudo fosse confortável e proveitoso para ela.

Por isso ele levou os lábios famintos aos seios arfantes da sua francesa e os sugou delicadamente. Pelo menos para ele, pois, para Isabelle, era como se ele estivesse chupando uma fruta. Aquilo era tão bom e gostoso que ela levou as mãos aos ombros dele e cravou as unhas.

Ele gemeu. Não de dor, mas de prazer. E levou a mão à entrada latejante daquele delicado corpo. Gemeu ao senti-lo úmido e excitado e o estimulou ainda mais. Fazendo com que Isabelle gemesse e remexesse procurando por uma carícia mais intensa.

- Eu sei o que você quer – ele murmurou penetrando um dedo.

Isabelle arfou em surpresa e gemeu um pouco mais alto.

Ele sorriu com malícia. Se Isabelle era elegante e bela quando vestida, quando nua era melhor. Alexander não pôde evitar não lhe soltar o cabelo. Ela era perfeita com eles soltos. Seus cabelos negros e cacheados, longos, emolduravam seu rosto de tal forma que era angelical. Era um crime que eles ficassem presos.

Os lábios estavam vermelhos e arfantes, o corpo brilhava com gotículas de suor, assemelhando-se ao orvalho, e as mãos pequenas e delicadas apertavam seus ombros com firmeza.

- Você não faz ideia do como fica linda assim – ele murmurou penetrando mais um dedo.

Isabelle gemeu um pouco mais alto e tentou se controlar. Realmente, parecia uma prostituta naquela doce tortura que o duque lhe apresentava. Ele continuou com movimentos ritmados de vai e vem até que parou ao senti-la vibrar quase em um orgasmo.

Ela gemeu em protesto enquanto ele tirava seus dedos, mas ele apenas riu. Maravilhado de conhecer aquele lado tão belo dela.

Sem aviso e quase de surpresa ele a puxou para o seu membro que a penetrou de uma única vez e a fez, realmente, gritar de prazer.

Isabelle ficara chocada. Foi de repente, mas capaz de fazer com que uma onda de prazer percorrer o seu corpo bruscamente. Ela sentia uma explosão prazerosa se propagando por seu corpo e parar ia ser algo difícil.

Ela soltou os ombros dele e foi para o pescoço, onde acariciou e, arfante, o beijou enquanto ele circundou sua cintura com os braços fortes e grudou o seu corpo ao dela.

Ela gemeu com o contado dos corpos febris se chocando e investiu contra o corpo dele. Queria ir bem fundo e até onde fosse possível, mas ele a recuou suavemente para penetrar de novo e com mais força.

Ambos gemeram em conjunto.

- Oh, mon dieu. – Alexander a ouviu arfar enquanto ele a penetrava e ela acompanhava o ritmo dele. – Je pense... Que je suis dans le ciel.

Alexander gemeu e continuou a estocá-la naquele ritmo que a enlouquecia. Ele sentia que ela gostava. À cada beijo que ela lhe dava, desesperado em abafar os gemidos, aquele ato se tornava mais quente e rápido.

Isabelle abraçou-lhe sobre os ombros largos e gemeu no ouvido dele enquanto ele mordiscou-lhe o pescoço. Até que ela ficou tensa e sentiu espasmos por seu corpo. Era como uma agonizante pressão em seu baixo ventre.

- Monsieur, eu sinto... – ela gemeu entra arfadas, mas se perguntou o que, exatamente, ela sentia.

Era algo bom, disso ela sabia.

Mas nem precisou descobrir o que sentia e Alexander sabia, muito bem, que ela estaa sentindo, pois sentia as suaves massagens que a feminilidade dela fazia sobre o seu membro latejante e ele gemeu. Ele também estava quase lá.

Porém, Isabelle chegou primeiro e, com um gemido abafado pelos lábios dele, ela sentiu um frescor e uma suave sensação de alívio, para logo depois sentir o corpo pesado, mas sentiu que Alexander investiu mais duas vezes contra o corpo dela antes de se aliviar também. Estremecendo com um gemido.

O corpo dele caiu pesado e cansado contra o encosto almofadado do sofá e puxou Isabelle para o seu peito, onde, mesmo cansada, se aconchegou nele.

Ambos suados e esgotados, mesmo assim a francesa se viu na obrigação de dizer:

- Isso foi... Diferente do como eu pensei que seria.

Alexander quis olhar para ela, mas não pôde.

- Te machuquei? – pergunto preocupado.

Foi com vergonha que ela negou com a cabeça.

- Não, longe disso. Mostraste à mim o oposto da dor.

Ele deu um meio sorriso convencido.

Sentou-se no sofá, pondo Isabelle ao seu lado, e pegou um pano umedecendo-o na bacia com água. Limpou a ambos, o que fez com que Isabelle se contraísse e corasse. Parecia que agora ela estava com culpa pelo que fizera. Afinal, aquilo não foi muito correto. E o pior, foi que ela o fizera por sua própria vontade.

- E o que você sentiu? – ele perguntou.

Isabelle ficou corada e nem conseguiu responder.

- Está tudo bem se eu... Comportar-me deste jeito? – perguntou envergonhada.

- De que jeito? – ele perguntou confuso, mas divertido.

- Bem... Sem pudores. Não é correto que uma mulher aja como eu me portei. Quer dizer... Como foi que eu aceitei que me amasses em um sofá? Sem contar o modo como eu agi... Tão vulgar...

Alexander riu, mas compreendia do que ela tagarelava e pousou o dedo em seus lábios antes que ela continuasse com aquilo.

– Já vi muitos casais promissores não darem certo por conta desse maldito medo em ser ou não correta. Eu gosto de saber o que você sente quando eu te acaricio. E, desde que seja somente comigo, não vejo problema que você seja tão... Quente, na cama. – Sorriu com malícia.

Isabelle corou.

- E... Quantas vezes um casal faz... Aquilo o que fizemos? – ela perguntou envergonhada.

Alexander não respondeu, apenas sorriu largamente. Enfim havia encontrado a mulher ideal: fiel e com tanta sede quanto ele.

Notas finais
--->Hierarquia de Título Nobiliárquico:
Rei/Rainha
Príncipe/Princesa
Duque/Duquesa
Marquês/Marquesa
Conde/Condessa
Visconde/Viscondessa
Barão/Baronesa