Descobrindo A Paixão

7 Capítulo 7 Felicidade


Notas iniciais
Bom gente primeiro gostaria de pedir desculpa pela demora e vou postar sempre um novo capitulo

Por Gina

Sai do meu quarto totalmente desnorteada. O que tinha acabado de acontecer? Meu coração estava palpitando, havia uma vontade enorme de sorrir; não tinha como não dizer que eu estava nas nuvens. Eu desejava isto desde o dia em que o vi, e agora o meu maior sonho estava se concretizando.

— Achei que a senhorita não fosse descer mais.

— Desculpa, mamãe, estava resolvendo um assunto lá em cima.

— Aconteceu algo, querida? Estou te achando um pouco diferente.

— Não, não é nada.

— Sra. Weasley, onde está o Ron?

— O querido? Pensei que ele estivesse com você.

— Eu estava resolvendo um assunto.

Estava de costas para Harry e para a minha mãe, porém comecei a rir; eu sabia que o olhar dele estava em cima de mim, eu sentia essa conexão. Porém, sabia que teria que explicar algo para Dona Molly; ela jamais deixaria nada passar, principalmente comigo.

— Será que posso ajudar em alguma coisa?

— Não, querido. Hoje é o seu dia, vá descansar ou procurar o que fazer lá fora.

— Ok, vou ver se acho o Ron por aí.

— Não precisa se dar ao luxo, pois já estou aqui. Mamãe, tem algo para eu comer?

— Não, Ron. Aliás, vocês dois poderiam nos dar licença? Temos muitas coisas para fazer.

— Vamos jogar xadrez, Harry?

— Vamos.

Não tinha coragem de olhar para trás; continuei fazendo as minhas tarefas sem nem ao menos olhar para ele. Eu me sentia nas nuvens com as suas declarações, porém também me sentia envergonhada com a situação.

— Posso saber o que está acontecendo com você, querida?

— Já disse, mamãe, não tenho nada.

Nunca tinha escondido nada da minha mãe, e ela sabia que algo estava acontecendo. Ela ficou ao meu lado e me fez virar para encará-la.

— Conheço você melhor do que ninguém, filha, e sei que algo está acontecendo com você. E digo mais: não é só você que amanheceu diferente nesta casa hoje. Quero o seu bem. O que está acontecendo? Reparei que Harry também está diferente e não tirou os olhos de você um segundo.

Dei um sorrisinho para a minha mãe; não tinha como negar nada para ela, mesmo.

— Digamos que ele finalmente notou que eu existo.

— Ele te disse algo?

Conseguia ver emoção nas palavras dela.

— Sim.

— Ele falou algo importante para você?

— Sim. E você sabe muito bem o que ele me disse. Não me olhe assim, Mione... eu também tomei um susto. Por que não me disse nada antes?

— Não podia trair a confiança dele; ele é o meu melhor amigo.

— E eu sou a sua melhor amiga.

— Sim, Gina, eu sou. Porém, nunca comentei com ele nada a seu respeito.

— Eu estou tão contente! Graças a Merlin, vocês finalmente se entenderam.

— É, mãe... ele se declarou para mim.

Olhei para a minha mãe e para a minha melhor amiga; ambas estavam emocionadas.

— A paixão é algo divino na vida de uma mulher.

— Não se empolgue. Tenho medo e não estou afim de sofrer.

— Não acho que ele iria fazer isto com você. Ele prometeu.

— Te prometeu o quê?

— Que não faria você sofrer. Gina, deixe as coisas acontecerem.

— Ele me beijou. E confesso que foi a melhor sensação do mundo.

— Sei bem como é se sentir assim. Agora, vamos parar de conversar e preparar este almoço.

Logo terminamos o almoço e mamãe chamou os meninos. Notei que Ron estava esquisito comigo e acho que sabia qual era o motivo: Harry devia ter falado algo para ele. Bom, eu não tinha que dar satisfação nenhuma para o meu querido irmão ciumento.

O almoço foi divertido. Mamãe falou que papai estava com muita coisa no Ministério para resolver, por isto não ficou para dar os parabéns para Harry.

— Não se preocupe, Sra. Weasley, eu entendo o Sr. Weasley.

— Papai disse que o Ministério está cada dia pior.

— Eu imagino... não deve estar sendo fácil para ninguém.

Estávamos na sobremesa quando uma coruja entrou e foi direto para as mãos de Harry. Notei que tinha uma caixa; devia ser algum presente para ele, mas de quem?

Ele abriu a carta, dispensou a coruja e começou a ler. Sua fisionomia foi mudando cada vez que lia a carta. Fiquei me perguntando quem seria o misterioso remetente.

— De quem é, Harry?

— Ninguém importante.

— Como assim? Para lhe mandar algo, a pessoa gosta de você.

— Pode ser... porém eu não estou afim de descobrir quem é. Eu já tentei isso ano passado.

Foi como se um balanço atingisse a minha cabeça. Ele percebeu que falou de mais e me olhou; nos seus olhos tinha uma expressão que eu não conhecia, uma mistura de medo e agonia.

— Então, Cho lhe mandou um presente de aniversário?

— Eu já disse que isto não é importante.

— Bom, ela é gentil, não é?

Estava estampado na minha cara o quanto eu estava com raiva e com muito ciúmes. Ele tinha se declarado para mim esta manhã, e agora, na hora do almoço, estava recebendo presentinhos. Ele continuava me olhando, porém o que eu via não era mais agonia, e sim uma certa graça no seu olhar.

— Meninas, vocês já me ajudaram bastante. Eu termino o resto aqui.

— Imagina, Sra. Weasley, a gente ajuda a terminar com o resto.

— Não se preocupe, querida, termino isto aqui rapidinho. E vocês estão de férias, então por que não vão aproveitar o dia?

— Vou lavar a louça, mamãe.

— Te ajudo, Gina.

Não dava para esconder que estava com muita raiva. Como aquela menina tinha coragem de mandar algo para ele, depois de já estar com outro? Fui para a pia e nem olhei para trás.

— Posso falar com você antes de fugir de mim?

— Não estou fugindo.

— Tivemos um começo tão legal... por que está me tratando assim? Tudo isto é por que eu recebi algo da Cho?

— Se pensar um pouquinho, vai compreender o porquê de eu estar assim.

Ele me segurou, olhou no fundo dos meus olhos como se estivesse lendo a minha mente ou me lendo por inteira. Eu ficava desnorteada com esta situação, pois não estou nem um pouco acostumada com isto.

Por Harry

Hoje era o meu aniversário, o mais importante da minha vida. Sim, tomei a iniciativa e beijei a irmã do meu melhor amigo, e estava me sentindo como se todo o ar voltasse aos meus pulmões.

O fato da Gina ser irmã do Ron era algo muito difícil. Quando fomos jogar xadrez, tivemos uma conversa um pouco tensa, mas que depois ficou mais tranquila.

Estávamos almoçando quando recebi um presente de Cho, me parabenizando. Todos queriam saber de quem era o presente, mas eu não queria falar na frente dela, pois tínhamos acabado de nos acertar.

E agora estou aqui, fitando a menina mais linda, rabugenta e ciumenta que já conheci. Confesso que estou me divertindo com isto, mas não quero de jeito nenhum estragar o nosso começo.

— Eu te entendo, mas não vamos estragar o que está ocorrendo entre nós dois.

— Harry, me deixe sozinha, por favor.

— Não vou deixar você sozinha. Está na cara que você está com ciúmes.

— Eu? Com ciúmes? Na verdade, estou com raiva por que ela lhe mandou presentes estando com outro menino.

— Ah, então a questão é esta: o fato de Cho estar com Miguel te incomoda?

— Não. O que me incomoda é que ela teve uma oportunidade com você e não soube aproveitar, começou a namorar com Miguel e agora te manda presentinhos.

— Passou pela tua cabeça que poderia ser apenas como amiga?

— Cho não é amiga de ninguém.

— Gina, por favor, para com isto.

— Bom, eu tinha certeza que o meu conto de fadas não iria durar para sempre... e olha só, ele durou apenas 5 horas. Preciso parar de acreditar em príncipes encantados.

Quanto mais ela falava, mais eu achava ela linda. Ela virou para a pia novamente e começou a lavar a louça. Olhei para os lados: não tinha ninguém no andar de baixo da Toca; acho que todos perceberam que tínhamos que ter esta conversa. Me aproximei dela, peguei o seu ombro... o seu cheiro era algo que me deixava louco. Ela continuou no mesmo lugar, não se mexeu. Me aproximei mais dela e senti o seu perfume mais forte; comecei a beijar o seu pescoço e senti ela se arrepiar. Um fogo tomou conta de todo o meu corpo.

— Harry, o que você está fazendo?

Sua voz saiu rouca; ela também sentia aquela química entre nós.

— Passei 16 anos sem saber como comemorar o meu aniversário. Para mim, era só mais um dia como outro qualquer. Não sei o que é amor de mãe e de pai, mas estou sentindo algo que também não sei explicar: algo que me deixa louco, algo que me deixa cego... e não vou deixar um presente da Cho estragar isto que estou sentindo. Olha para mim, Gina.

Ela se virou e o seu olhar era determinado e sério. Como ela podia ser assim? Não esperei mais; a minha boca não podia ficar longe dela por muito tempo. Comecei a beijar os seus olhos, depois o seu rosto, até chegar à beirada da sua boca. Os olhos dela se mantiveram fechados em todos os momentos em que eu beijava o seu lindo rosto. Então, não aguentei e beijei a sua boca novamente. O fato dela corresponder ao beijo me levou ao céu; parecia que estava em cima de uma vassoura e flutuava, como se o seu limite fosse o nosso limite. Não sei por quanto tempo ficamos ali, quando um pigarro me fez soltá-la. Quando olhei, vi Mione sorrindo para nós dois.

— Vim te ajudar com a louça. A sua mãe já já desce para terminar os preparativos da festa.

Olhei para ela e sorri. O sorriso de volta dela me dizia que Gina não estava mais tão brava. E mais uma vez, o coração bateu forte no meu peito. Fui até ela, beijei novamente a sua boca, e fui em direção à Mione, lhe dei um beijo no rosto e saí correndo. Entrei no meu quarto; Ron estava lendo algo e logo percebi que era a carta de Cho.

— Ah, desculpa... mas queria saber se você pode ter uma recaída.

— Não, Ron. O máximo que a Cho pode ser para mim é uma amiga.

— Gina vai adorar isto.

— Eu sei.

Sorri, lembrando dela.

— Ela é adorável, até com raiva.

— Fala sério, cara... você está apaixonado.

— Sua irmã é o ser mais incrível que eu já conheci. Muito obrigado por ter me dito o quanto ela gostava de mim.

— Ah, sim... isto é algo que eu ainda me arrependo.

Sorri para ele, e ele sorriu para mim.

— Talvez o Miguel ou o Dino fossem melhores para ela, na tua opinião... mas te garanto, meu amigo, eu prefiro eu mesmo.

— Babaca, apaixonado e convencido. O que fará com o presente da Cho?

— Pode comer.

— Só espero que não exista nenhuma poção ali.

— Podem entrar?

Os meus olhos foram apenas para um lado: a menina que estava em pé, vindo com a minha melhor amiga, era a melhor visão da minha vida.

— O que é isto? Já está convencendo Harry a te dar o presente dele?

— Ele pode ficar com este, eu não ligo.

— Sério?

— Sim, não faço questão destas coisas.

Os meus olhos se encontraram com os dela e ela balançou a cabeça.

— Não precisa, você sabe disto.

— Já ganhei muitas guloseimas, posso dividir com o meu melhor amigo, não é?

— Ron, queria falar com você.

— Tudo bem, pode falar.

— É segredo, Ronald.

— Tudo bem, não precisa gritar, ok? Vamos dar uma volta. E para vocês dois: cuidado, estou de olho em vocês.

Olhei para Mione e ela piscou para mim. Ela me conhecia e sabia que eu queria ficar com Gina. Aliás, depois que a beijei, não queria mais desgrudar dela; era incomum, nunca tinha sentido tanta vontade de ficar com alguém.

Passamos o restante da tarde juntos pelos arredores da Toca. Quando a noite caiu, fomos nos arrumar, pois os convidados para a minha festa estavam para chegar.

Estávamos todos no quintal quando Luna chegou, nos abraçou e começou a conversar com a gente. Poucos minutos depois, Neville e Simas chegaram. Fiquei espantado com a presença de Simas, mas já dava para perceber que a nossa briga antiga já não existia mais.

Hagrid e a Professora Minerva chegaram e me cumprimentaram. Daqui a um ano, eu estaria maior de idade; achei que não chegaria a tanto. Aos poucos, a Toca foi se enchendo: Remo, Tonks, Quim e alguns outros membros da Ordem também chegaram, assim como Olho-Tonto.

A Toca estava cheia e eu me sentia feliz com todos que eu amava ao meu redor. Senti falta de Sirius; eu gostaria de ter alguém para conversar sobre o que eu estou sentindo por Gina, alguém que me aconselhasse. Quando ouvi um barulho e olhei, um vulto preto se aproximando... não acreditei que Snape estava ali.

— O que o seboso está fazendo aqui?

— Literalmente, eu não sei.

— Potter.

— Professor Snape, o que te faz vir até aqui?

— Acredite, eu não gostaria de estar aqui, porém o Professor Dumbledore me pediu para vir até aqui e o representar.

— A Professora Minerva poderia fazer isto.

— Acredite, Potter, eu estou tão feliz quanto você por estar aqui.

— Severo.

— Remo.

— Acredito que esteja aqui a mando de Dumbledore.

— É óbvio que sim.

— Sinta-se à vontade, Severo.

— Obrigado, Weasley.

Com toda a simpatia do Sr. Weasley... eu sabia que Severo estava sendo medíocre. Ele se afastou e ficou junto de Quim e os outros da Ordem.

— Oi, você está bem?

— Estava.

— Até Snape chegar?

— Sim.

— Harry, você já parou para pensar por que existe este ódio todo da parte dele quanto a você?

— Na verdade, antes de me odiar, ele odiava o meu pai.

— Aí é que está: por que uma rixa de tanto tempo com o teu pai se reflete em você?

— Gina, eu realmente não sei... eu só queria que ele não estivesse por aqui.

— Não deixe que ele estrague a sua festa.

— Gostaria que outras pessoas estivessem aqui.

— Estão. Pode acreditar: não fisicamente, mas no teu coração.

Ela tinha o dom de me acalmar; ouvir as suas palavras me trazia a paz. Eu sentia falta de todos, até o momento em que ela falou que eles estavam presentes no meu coração. E a partir deste momento, eu acreditei. Olhei para os lados: ninguém estava nos olhando. Beijei a sua testa.

— Obrigado.

— De nada.

— Vamos dançar?

— Não lembro de você ser um dançarino.

— Prometo que não vou pisar no seu pé.

Ela sorriu para mim e esticou a sua mão. Aceitei de bom grado e fomos dançar.



Notas finais
obrigada a todos pelo carinho
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.