Descendentes
54 Capitulo 50.3
Notas iniciais
Capítulo 50.3 — Então é isso.
Esme não soube explicar o que aconteceu comigo para eu entrar em coma durante esses meses, no entanto meus exames médicos estavam dizendo estar tudo perfeito comigo. Teria que ficar na enfermaria durante três dias apenas em observação, Bella não saiu do meu lado e não saía nem um dia, o que me deixou muito feliz já que eu também não queria ficar longe dela.
Recebi visita dos meus amigos, fui informado que tivemos algumas perdas como Félix que morreu em nossa batalha ao salvar a vida Nessie, o terceiro ministro Caius que morreu ironicamente fugindo da batalha, foi atingido por um ataque de um Apanhador de Alma, entre outros soldados e civis que estavam participando dessa guerra. Um memorial foi feito para os mortos e ficava fiz que dessa vez o nome dela não estava entre os mortos.
— Eu vou em casa. — Bella disse, levantando e me olhando. — Thomas vai ficar um pouco com você, volto já.
— Você realmente tem que ir? — Eu pergunto.
— Edward, é coisa rápida. — Ela me diz. — Preciso tomar banho e trocar de roupa, eu volto rápido. Thomas não vai lhe deixar sozinho.
— Não mesmo. — Thomas diz, sentando na poltrona. — Ela me ameaçou, vai arrancar meu coração se algo acontecer com você.
— Bem a cara dela. — Digo, sorrindo levemente.
— Ele sabe que é verdade. — Ela diz e me beija rápido nos lábios. — Volto já.
Então ela parte me deixando sozinho com Thomas que tem em suas mãos um livro de magia.
— Lembra o que aconteceu no campo de batalha? — Thomas faz a pergunta que ninguém tinha feito ainda.
— Perfeitamente. — Digo.
— Como sabia o que fazer?
— Você sempre soube que Bella não sabia como usar a caixa de Pandora? — Eu pergunto, só então agora me dando conta desse fato.
— Eu desconfiava. — Thomas diz. — Como você aprendeu a usar o elemento raio assim do nada? E os outros elementos? Por que me ensinou a usar esse elemento?
— Eu apenas descobri que precisava ficar mais forte. — Digo. – E para poder pegar Margarida seria preciso nós dois domarmos o elemento raio.
— O elemento terra também. — Thomas diz, me olhando dessa vez. – Parecia que você sabia exatamente o que iria acontecer.
— Eu sabia. — Digo. — Eu posso mentir para você se eu quiser, Thomas, mas seria perda de tempo.
— O que você quer dizer?
— Bella ia morrer. — Eu digo e Thomas me olha. — Margarida morreria também, eu ficaria sem ela.
— Tia descobriu um jeito. — Thomas comenta.
— Não ia funcionar. — Digo, olhando pela janela atrás dele. – Eu voltei no tempo, Thomas, eu estive cara a cara comigo mesmo. Foram apenas algumas horas, mas foi o bastante para saber exatamente o que fazer, e os risco se eu falhasse. Talvez ter ficado em coma tenha sido efeito colateral da viagem, mas só de saber que Bella está viva, eu não me importo nem um pouco.
Thomas me olha atentamente, ele pensa que estou louco mas ele vê a verdade em meus olhos. E posso ver em sua cara a surpresa.
— O que foi que você fez antes da batalha? — Thomas pergunta, se dando conta.
— Garanti que a máquina do tempo ficasse segura e peguei a caixa de Pandora. — Digo, fechando os olhos. – Não me olhe com esse olhar acusador, eu sei o risco do que fiz e tô disposto a pagar por eles. A única coisa que não tô disposto é ficar sem ela.
— Você já pensou que poderia ter morrido?
— Eu já estava morto, eu estive morto por quase um mês por assim dizer, você não entende. — Digo e olho para ele. — Ela morreu para me salvar, eu não pude fazer nada, ela morreu em meus braços, eu estava ficando louco. Eu a via sempre em meio às minhas agonias, você tem ideia do inferno que estava sendo?
— Edward. — Ele diz, me olhando com pena. – Eu...
— Você não tem culpa. — Eu digo. — Eu faria de novo e de novo quantas vezes fosse preciso só para tê-la de volta. Thomas, eu sempre achei bobagem essa coisa de amor, eu vivi com os humanos, eles não são o tipo de pessoa que levam a sério o amor, mudam de namorada como se trocassem de roupas, casam e separam como se fosse a coisa mais natural do mundo. Quando você vive em meio a esse caos onde tudo parece ter tempo de validade e encontra algo que é duradouro e raro. Bella é isso para mim, ela é o farol que me guia em um mar escuro e sem brilho. O que eu virei enquanto ela estava morta não foi agradável de se ver.
— Sabe que é meio difícil acreditar no que você disse? Voltar no tempo e ter essa chance, é meio...
— Inacreditável. — Digo. — Agradeça a Charlie, ele criou a máquina, a mamãe só roubou dele.
— O que aconteceu com você quando voltou para o futuro? — Thomas pergunta.
— Eu fui preso. — Digo e dou uma leve risada. — Acredite, papai estava furioso, me chamou de louco e inconsequente. E fora que fiz algumas coisa ilegais.
— Caramba. — Thomas diz me olhando, mas havia curiosidade em seu olhar. – Edward, então você é o único que lembra o que aconteceu? O que aconteceu na verdade?
— Eu mudei o futuro quando voltei no passado, minha vida voltou ao normal quando tranquei Margarida dentro da caixa de Pandora.
— Informação demais para minha cabecinha. — Thomas diz, ficando de pé. – Vou beber água, e tentar não surtar com o que você me disse.
— Apenas esqueça o que disse e vamos viver um dia de cada vez. — Digo e Thomas revira os olhos para mim antes de sair.
Thomas voltou e não disse nada mais sobre o que conversamos, apenas ficou me olhando, e depois eu acho que caí no sono novamente porque não me lembro de ter visto ele ir embora e tampouco de ter visto Bella voltar.
(...)
— Bem vindo de volta. — Minha mãe e meu pai disseram quando eu voltei para casa, eles organizaram uma pequena festinha para mim.
— Não tem ideia de como me deixou preocupada, querido. — Ela me diz.
— O importante é que ele está de volta. — Thomas diz sorrindo.
A festa foi boa, nós bebemos, comemos, falamos, fui atualizado de tudo o que aconteceu, Rosie assumiu o posto de treinadora, foi promovida a Soldado de Elite, Emmett também, Jake estava fazendo parte da equipe de armas do acampamento, Jasper estava com ele, Alice e Tia estavam ajudando na enfermaria do acampamento e Bella, bom, Bella sempre seria a Bella incalculável como sempre. E uma arma sem controle do nosso acampamento.
— Acho que todos já foram. — Bella diz, rodando e sentando em meu colo. — O que faremos agora?
— Nada. — Digo, abraçando ela pela cintura e mantendo ela em meu colo. – Apenas quero ficar assim com você. E saber que não é sonho, que é real.
— Eu sei. — Bella diz, colocando as mãos dela sobre a minha. – Fiquei com medo, muito medo de perder você.
— Eu entendo você. — Digo. — Desculpa, não queria te assustar.
— Eu amo você, Edward, tem ideia disso?
— Assim como eu te amo, Bella. — Digo. — E sim, eu tenho ideia disso, não acho que podemos viver em um mundo onde não estejamos junto.
Bella não disse nada, apenas encostou a cabeça sobre o meu peito e ficamos assim abraçadinhos olhando a lua cheia que tomava conta do céu estrelado.
(...)
(Dias depois)
O movimento foi rápido, meu corpo foi lançado contra a parede enquanto as mãos dela tomavam conta do meu cabelo, a boca dela tomava conta da minha em um beijo urgente. As minhas mãos passavam pelo seu corpo até chegar em sua bunda onde eu aperto por cima da roupa.
— 45 minutos. — Ela diz ofegante, puxando minha camisa e rasgando no final com impaciência. – Você realmente está de castigo? — Ela diz, se afastando de mim e puxando sua blusa ficando só de sutiã na minha frente.
— A minha mãe não achou muito legal o que fiz há dois dias atrás. — Digo, abrindo minha calça, os 45 minutos era o tempo que tínhamos.
— Você podia ter mentido. — Bella diz, me puxando e me jogando na cama, ficando por cima de mim.
— Ela descobriria. — Digo, passando a mão pelo corpo dela abrindo seu sutiã. – Ela é bruxa, caso não saiba.
— E daí? Eu sou oficialmente a senhora Masen. — Ela diz sorrido e vindo me beija.
— Sim, é minha senhora. — Digo e puxo sua cabeça a beijando com urgência.
Há duas noites atrás eu, Bella e outros acabamos ficando bêbados na praça central e em meio a uma grande exibição minha de poder acabei destruindo a torre do relógio, todos fugiram menos eu que estava bêbado demais para sair correndo. Bella curtiu da minha cara durante um dia inteiro. E só ficou triste quando descobriu que estava de castigo, nada de sair a não ser trabalhar ajudando o meu pai, ver Bella estava fora de cogitação, era parte da punição, até parece que Bella entende isso. Porque ela esteve vindo todos os dias depois que meus pais saem de casa, Thomas possivelmente está ajudando ela, mas ainda não tive a oportunidade de perguntar para ele sobre, e nesse momento eu estava me perdendo cada vez mais dentro dela.
Sentindo cada toque seu, aproveitando cada beijo, e ouvindo seu gemido rouco e cheio de tezão, enquanto ela me arranhava as costas e me abraçava forte com suas pernas em volta da minha cintura. Minha boca se perdia entre o vão do seu pescoço e seus lindos seios, hora mordendo, hora chupando, brincando com eles arrancando gemidos dela.
Eu e Bella era a combinação mais perigosa já existente, em algum momento íamos acabar explodindo de tanto prazer. Cada dia me sentia ainda mais apaixonado e envolvido com ela, e eu sabia que era a mesma coisa com ela. A mordida dela em minha orelha antes de chupar a ponta me traz de volta ao presente e nesse momento eu estou prestes a gozar com ela me apertando.
Mais algumas investidas e vejo ela jogar a cabeça para trás e gritar meu nome enquanto goza com força arranhando minhas costas.
— Isso é bom. — Ela diz de olhos fechados e a boca aberta, ela está ofegante assim como eu.
— Muito bom. — Digo sorrindo levemente e beijando seu pescoço. — Pena que você tem quer ir. — Falo e começo a distribuir vários beijos em seu pescoço, ombro e colo.
— Edward, sua mãe está para voltar. — Bella diz, puxando minha cabeça e me fazendo olhar para ela. – Eu realmente preciso ir. — Ela diz sorrindo e passando as mãos pelo meu cabelo. – Adoro como você fica depois do sexo, fica ainda mais sexy. — Ela diz, mordendo os lábios. — Mas eu tenho que ir.
— Então é assim. — Digo, quando salta para fora da cama e começa a se vestir. — Você invade meu quarto, usa e abusa de mim e depois vai embora. Isso não é nada legal, senhora Masen.
— Ninguém disse que eu tinha que ser legal. — Ela diz, fechando a calça e colocando o sutiã. — E você gosta?
— Nunca disse que não gostava. — Digo sorrindo descaradamente. – Mas quero que você fique.
— Edward. — Bella diz, fechando a blusa. — Ainda não é a hora de contar. — Ela diz novamente, já tínhamos tido essa conversa, eu quero falar que estamos casados e Bella diz que ainda não é o momento. – Meu pai não está nada feliz com você.
— Fala sério! — Digo, vestindo minha cueca. — Ele já devia ter superado.
— Quando ele enfiar um tiro em você. — Bella diz sorrindo e vem em minha direção. – Deixa só as coisa acalmarem aí damos um outro infarto nele.
— Tenho medo de você, garota. — Digo e ela gargalha e me beija.
— Tenho que ir. — Ela diz e segue para a janela. — Vejo você na festa.
— Claro que não vou. — Digo. — Não vou facilitar para seu pai. E Bella! — Chamo ela antes que pule da janela e puxo novamente para meu braço. – Já ia esquecendo.
— O quê? — Ela pergunta.
Então empurro ela contra o batente da janela e beijo levemente seu pescoço chupando seu sangue, isso nunca ia perder a graça para mim e Bella parecia não se importar.
(...)
(Alguns dias depois)
Parecia mais um dia normal no acampamento, só que eu sabia que não era, é dia do Halloween, dia das bruxas. Bella não dormiu em casa, ela me deixou sozinho, acredito que era por volta das onze da noite quando ela me beijou, falando que tinha algo para fazer, e disse gritando já saindo pela porta: “Não volto para casa hoje.”.
Esse lado dela – mais solto e mais brincalhão – apenas eu que conheço, ela ainda é a Bella fria e calculista, mas comigo – apenas comigo – ela é a pessoa mais doce do mundo. Eu tenho duas aulas pela manhã, uma é com a mãe de Jasper, Elena, ela virou nossa professora já no final do semestre passado. E a outra aula é com Carmen, que parecia cada dia mais disposta a nos enlouquecer com seus enigmas e situações de combates. Pela tarde eu teria treino com Demetri, ele ainda é meu orientador e treinador.
Enquanto caminhava para a aula, todos pareciam animados com a data, eu devia estar. No mundo dos humanos, é uma data bem divertida, mas depois dos últimos acontecimentos, lá estava eu esperando apenas que nesse Halloween ninguém morresse.
— Edward. – A voz rouca e familiar ecoou atrás de mim e eu me viro em sua direção. – Você não está atrasado para a aula? Dormiu tarde novamente?
Era o meu pai, ainda era estranho ter ele por perto, me chamando a atenção e me dando broncas. Oh, sim. Muitas broncas, e boa parte dessas broncas tem a ver com eu estar namorando Bella de maneira imprudente. Se ele não tivesse voltado para casa mais cedo, talvez ele nunca tivesse descoberto o nosso jeito imprudente de namorar.
— Perdi o horário. – Digo, dando um sorriso amarelo para ele.
— Você perdeu o horário? Sua mãe não chamou você antes de sair?
— Pai, são só alguns minutos de atraso. – Eu digo. — E se eu ficar aqui falando com você vou me atrasar ainda mais.
— Eu realmente espero que não tenha nada a ver com Bella, porque Charlie não anda nada feliz com suas atitudes, rapaz.
Claro que não, Charlie disse que ficaria de olho em mim. Em poucas palavras, soou como uma grande ameaça, e o fato de Bella ter começado a rir da situação só deixou as coisas ainda piores.
— Tá, estou indo para a aula.
— Filho. – Ele me chama antes de eu sair de suas vistas. — Feliz Halloween.
— Obrigado. — Digo e volto a andar em direção à sala. Só queria entender o por quê dessa animação toda por um dia tão simples.
Eu entro na sala, todos já estão, menos Elena – que pelo visto também se atrasou – e Bella – que também não está –, eles estão rindo de algo.
— Fala aí. – Emmett me cumprimenta e eu me sento em meu lugar, a cadeira de Bella está vazia. – Está pronto para hoje à noite?
— O que tem hoje à noite? – Eu pergunto e Jasper me olha, assim como os outros, Jake também puxa uma cadeira, se aproximando mais de nós.
— Me diz que você não sabe? – Jasper diz e eu o olho sem entender.
— Não sei o quê?
— Francamente, Edward! – Jake diz e sorri da minha cara. — Sua namorada organiza a maior e melhor festa de Halloween e você é o único que não sabe disso.
— Bella está organizando uma festa de Halloween? – Eu pergunto, sem acreditar.
— Tecnicamente, os pais dela. – Emmett diz. — A linhagem Frank é responsável pelas melhores festas de Halloween, você precisa ver, todo ano tem uma coisa diferente. É o evento do ano.
— Bom, Bella não me disse nada disso. – Eu comento, me sentindo meio que excluído.
— Bom, talvez ela esteja ocupada demais para lhe falar. – Thomas diz, com sarcasmo.
— Falar o quê? – A voz de Bella vem de trás de mim, sinto seus braços em volta do meu pescoço e então sua boca colada ao meu ouvido, e ela sussurra. – Gostosura ou travessura?
Um sorriso de canto se abre em meus lábios e seguro suas mãos, olho para cima e vejo seu rosto lindo.
— Não pode ser os dois? – Eu questiono e ela ri.
— Qual é a boa do dia? – Ela pergunta.
— Seus pais vão dar uma festa de Halloween? – Eu pergunto e ela sorri timidamente.
— Todo ano. – Ela responde. – Normalmente eu não fico para essas coisa, mas esse ano você vai comigo! – Ela diz, animada.
— Tem certeza? – Eu pergunto, ciente de que nós dois estamos ignorando quem está à nossa volta.
— Claro. – Bella diz e então me beija rapidamente nos lábios. — Seus pais também estarão na festa assim como Thomas e Tia. – Então ela pisca para mim e se senta em sua cadeira. No momento exato que Elena entra na sala.
— Olá, turma. – Ela diz e então vejo que ela está vestida de bruxa. — Todo mundo pronto para a noite de hoje? – Ela pergunta. — Teremos uma grande festa.
Claro que todo mundo sabia, pelo visto o Halloween é o evento do ano aqui no acampamento.
(...)
Meu treinamento com Demetri é mais um protocolo do que algo real, já tinha tempo que ele não conseguia mais me acompanhar em luta mano a mano, porém, ele ainda é um ótimo professor e me ajuda a melhorar as minhas habilidades.
— Você vai à festa dos Swan? – Eu pergunto.
— Claro. Todo acampamento vai. – Demetri me diz, enquanto saímos do centro de treinamento. — Por que? Você não vai?
— Não é isso. – Digo, pensativo.
— Está com medo do que possa acontecer?
— Mais ou menos isso. – Respondo, sim já tinha tempo desde que Rainha Louca foi presa, a caixa de Pandora escondida em um lugar onde ninguém pudesse achar, a vida no acampamento seguia o curso normal tentando voltar ás rotinas de sempre
— Relaxa. – Demetri diz. — São apenas alguns sustos, nisso os Swan são ótimos.
— Claro que são.
— E além do mais, sua namorada não vai estar lá?
— Sim, ela disse que vai. – Eu digo, puxo minha bolsa, a arrumando melhor nas costas. — Te vejo mais tarde, Demetri.
— Claro.
Volto para casa, minha mãe estava na sala, revirando um baú velho e empoeirado.
— O que é isso? – Eu pergunto, curioso.
— Estou atrás de algo para minha fantasia. – Ela responde.
— Tem que ir fantasiado? – Eu questiono.
— Edward, querido, é festa de dia das bruxas. Como você comemorava antes?
— Melhor você não saber. – Digo, me lembro da cara que ela fez quando descobriu – através do papai – que eu e Bella já transamos. Se ela soubesse que isso vem acontecendo já tem tempo acho que o surto dela seria ainda maior.
— É melhor mesmo.
— Vocês dois já sabem que eu tenho dezoito anos?
— E daí? Você sempre será meu menininho. – Ela diz e volta a mexer no baú.
— Ótimo, vou tomar banho.
— Sua fantasia está sobre a cama. – Ela me informa.
— Você que escolheu? – Eu fico apreensivo.
— Na verdade, não. Bella esteve aqui mais cedo para deixar para você. – Ela me informa.
— Ok, que horas é a festa? – Eu pergunto.
— Às dez, se arrume porque você vai junto comigo e com seu pai, Thomas irá com Tia.
— Thomas está dormindo com a Tia, por que vocês não pegam no pé dele por causa disso?
— Edward. — Ela grita e eu começou rir, sabendo que a essa altura ela está vermelha.
Reviro meus olhos sem deixar ela ver, está ficando cada vez pior esse dia das bruxas.
(...)
Só podia ser piada, mas Bella havia escolhido uma fantasia bem tabu.
Eu usava uma capa preta com vermelha, e roupa social preta por baixo, presas afiadas nos dentes, ela havia escolhido uma fantasia de Drácula.
Havia um bilhete dela junto com a fantasia.
“Escolhi algo que é a sua cara.
PS: Não esqueça os dentes.
Swan”
Minha mãe estava vestida de fada e meu pai de elfo. Eles fazem um casal legal, por mais estranho que parecesse. Thomas havia se mandado mais cedo usando a desculpa de que iria buscar Tia em casa para irem junto. Seguimos juntos para a festa. De fato, a casa dos Swan é tão grande quanto a minha, o jardim da casa estava todo decorado, havia um caminho da morte, a fonte que jorrava sangue, os doces e comidas, tudo dava medo, no entanto, tinham bom gosto e estava bom.
— Aproveita, querido, vai se divertir. – Minha mãe disse.
— Vou dar uma volta. – Digo e saio andando pela multidão antes que ela voltasse ao estado possuído e me mantivesse ali ao seu lado.
Eu avisto Emmett vestido de morte, com alguém que possivelmente é aquela loira do mal, a Rosie, Jasper está vestido de caveira e Alice de noiva cadáver. Eles de fato são um casal estranho, Jake estava de lobo mau, junto com Nessie, que estava de Chapeuzinho Vermelho. Carlisle e Esme estavam vestidos de algo que nunca saberei dizer o nome, porque eu nunca vi algo daquele tipo, estranho e ao mesmo tempo fofo.
Rodei bastante pela festa, até alguém cobrir meus olhos.
— Gostosuras ou travessuras?
A voz inconfundível era de Bella, levei as minhas mãos, segurando as dela, antes de virar ela e beijá-la. E então noto que ela estava vestida de bruxa, mas uma bruxa muito, muito sexy mesmo.
— Não pode ser os dois? – Eu pergunto, com um biquinho.
— E o que seria os dois?
Dou um sorriso safado e puxo ela, colando ainda mais nossos corpos, então finjo que estamos dançando e colo minha boca em seu ouvido.
— Bom a gostosura seria você, e travessura é o que podemos fazer juntos. – Mordo levemente a orelha dela.
— Uma saída à francesa. Que tal?
— Totalmente de acordo.
— Ótimo, estava detestando essa festa. – Bella diz, sorrindo e então me puxa pela mão.
Rodamos por todo o jardim, até entramos na sua casa. Eu fui o caminho todo esperando que nossos pais não notassem a nossa saída à francesa.
Assim que estávamos longe da multidão e em local seguro, Bella me puxou, me beijando. Primeiro um beijo calmo que ganhou forças e foi ficando urgente. Suas mãos foram para meu cabelo e assim, acabou bagunçando. As presas falsas que faziam parte da fantasia caíram e eu não me importava nada.
Empurrei Bella para um canto, imprensando ela contra a parede, levanto ela que automaticamente passa as pernas em volta da minha cintura.
Havia algo em mim e em Bella que é automático, e isso é nossa química e nosso desejo que é muito grande.
— Senti sua falta. – Ela diz, beijando meu pescoço e puxando minha camisa, já a abrindo.
— Também senti a sua. – Eu digo, apertando a bunda dela com força e levantando a saia do seu vestido.
— Seus pais estão pegando pesado. – Ela sussurra e eu solto uma risada, o que a faz rebolar em meu colo, me deixando ainda mais duro.
— Eles acham que eu tenho cinco anos. – Informo ela, minhas mãos estão abrindo aparte da frente do vestido dela, liberando seus lindos seios para mim.
— É o menininho da mamãe. – Ela diz, me provocando.
— Menininho que está louco para te comer. – Digo, mordendo levemente o bico do seio direito dela, o que faz ela gemer.
— Então come. – Ela diz e ali, bem ali, eu perco todo o controle.
Bella foi rápida ao abrir minha calça e liberar meu membro, em poucos segundos eu estava afastando sua calcinha e me afundando dentro dela, fazendo nós dois gemermos.
Bella movimenta o quadril junto comigo, fazendo meu membro ir ainda mais fundo em sua cavidade. Ela gemia a mordia meu ombro, e eu respondia à altura. Minhas mãos apertavam o seu corpo até chega em seus seios, onde apertei e pressionei o bico dele, fazendo Bella gemer em meu ouvido e rebolar em meu membro que ficava cada vez mais inchado. Meus movimentos ficaram mais rápido, assim como os de Bella, suas mãos agitadas puxavam meus cabelos e sua boca beijava a minha com urgência. Me enterrei com força dentro dela, fazendo ela gemer e gozar em meu pau. Mais duas investidas e eu estava gozando.
Minha respiração estava ofegante, assim como a dela, o pequeno armário onde estamos enfiados cheira a sexo, Bella está descabelada, assim como eu, e sua face está corada.
— Podemos fazer mais travessuras? – Ela me pergunta, com aquele sorriso safado no canto dos lábios.
— Você não tem jeito. – Eu digo sorrindo mais, adorando a ideia
Ela me beija, um beijo lento que segue pelo meu rosto até chegar ao meu ouvido, onde ela sussurra:
— Feliz Halloween.
— Feliz Halloween, senhora Masen. — Digo e Bella abre um grande e largo sorriso.
— Podemos ir à casa da morte? — Ela diz sorrindo safadamente.
— Com toda certeza nós vamos.
Bella gargalha e voltamos a atenção para nos arrumar e vestir minhas roupas.
(...)
Enquanto andávamos pela casa vendo as grande atrações preparada pelo seu pai, encontramos nossos amigos no meio do processo, mas a situação mais constrangedora foi encontrar Thomas e Tia no trem fantasma de um jeito bem constrangedor. Não o bastante para fazer Bella calar a boca e não fazer um milhão de piadas possíveis. O que deixou Thomas bem furioso e que nos fez sair correndo feito loucos fugindo dele na festa. E de um jeito bem louco e divertido terminou a nossa noite de Halloween, eu, Bella e outros na praça central vendo o sol nascendo.
(...)
As coisa foram voltando normal aos poucos, após o grande evento do Halloween o acampamento voltava ao normal, as pessoas voltavam à vida e suas rotinas. Meu pai ainda seguia procurando pelos aliados de Margarida, boa parte já tinha sido preso, cada um de nós assumiu um novo posto, eu e Thomas fomos promovido a Segundo Tenente da Guarda de Elite. Bella era a única que não quis nenhum tipo de promoção, ela simplesmente disse que estava feliz em não ser nada.
Estávamos sentados no gramado do lado centro-oeste, como sempre era o lugar mais calmo do acampamento, onde ninguém tinha vontade de ficar tempo suficiente devido sua calmaria, o lugar onde eu e Bella nos casamos, o lugar onde tudo mudou.
— Acho que o ano está terminando. — Bella disse pensativa, sua cabeça estava deitada em meu ombro.
— Foi um ano e tanto. — Digo. – Acho que podemos descansar um pouco agora.
— Não mudaria nada o que vivemos. — Bella diz.
Eu já tinha mudado, a única coisa que não soube lidar em toda minha vida foi com sua perda, essa perda eu tinha mudado.
— Também não mudaria mais nada. — Digo, olhando para ela e sorrindo.
— Espero que você seja realmente imortal. — Bella diz sorrindo e se afastando. — Acho que está na hora de contamos.
Olho para ela tentando entender o que ela queria falar, então vejo que ela está usando o anel, o nosso anel. Então meu sorriso surge naturalmente em meu rosto deixando claro que eu estava realmente feliz.
— Já está passando da hora. — Digo, me levantando.
— Eu amo você. — Bella diz sorrindo e segurando minha mão.
— Assim como eu te amo. — Digo e então puxo ela para um beijo.
Eu sei o que aconteceu, eu conheço a verdade que mudou a minha vida, eu sei que não sobreviveria sem ela. E também sei onde tudo começou, minha vida virou de cabeça para baixo e hoje meu ponto de equilíbrio é ela, eu sei que sem ela eu fico perdido, eu sei que preciso dela, e foi por ela que fiz tudo o que fiz, não me arrependo de nada, nem um dia me arrependo de ter entrado naquela máquina do tempo e ter mudado toda a história. Porque no final ela é minha única história, a única que vão contar. Olho ela sorrindo sob a luz do pôr do sol e a certeza que tenho que é para sempre esse meu grande amor.
— Está na hora de virar a Senhora Masen para sempre.
The End
“Me ajoelho diante de ti não como um príncipe, mas como um homem apaixonado...”
― Para Sempre Cinderela
“- E nós, princesa, devemos ser felizes para sempre. — Quem disse ? — Sabe … eu não sei.”
― Para Sempre Cinderela
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