Descendentes
49 Capitulo 48
Notas iniciais
Capítulo 48 – O ruir da rainha
P.O.V. Bella
Os dias com Edward eram sempre bons, estar em sua companhia era sempre agradável. Andei evitando os amigos porque já sabia que eles sabiam, Tia me procurou alguns dias atrás dizendo que estava tentando achar uma saída, que não queria que eu morresse, bom, eu também não quero. Dormi as últimas noites todas com ele, passei cada segundo com ele do melhor jeito possível. Por algum motivo algo estava gritando e sinalizando para o fim. Agora não saberia dizer qual fim.
Naquela manhã Edward fez amor comigo, eu me perdi completamente com ele esquecendo o mundo à nossa volta, esquecendo o que estava por vir. Apenas deixei ele me tocar e me usar assim como eu usei ele.
Seus beijos, seus toques e seu corpo sobre o meu, me enchendo, me preenchendo, me apertando e me fazendo gemer. Senti suas mãos em meus cabelos, descendo pelo meu corpo apertando meus seios e me torturando com seus dedos mágicos, senti ele entrar e sair cada vez mais rápido e mais fundo, alcançando lugares incríveis, senti sua respiração muda assim como as minhas e meus gemidos aumentarem a cada nova investida até que nos perdemos novamente em nosso próprio prazer, gemendo contra a boca um do outro os nossos nomes.
Sim, a nossa manhã daquele sábado foi intensa e profundo para nós, deixando claro o que estaria por vir.
(...)
Não sabíamos quando ele viria, mas sabíamos que estava próximo, as visões de Alice não mudaram, nada mudou sobre aquele dia, estávamos todos a posto, eu tinha a caixa, Edward tinha o livro, a cada um de nossos amigos as suas armas. Emmett seus machados, Rosie sua espada e seu escudo, Alice seu habilidoso chicote, Jasper seu arco e flecha, Eric sua lança, estávamos pronto, dispostos a morrer pelo o que acreditamos. No meu caso, morrer pelo Edward.
(...)
Quando aconteceu foi algo rápido e com um grande impacto os portões foram derrubados e eles passaram, vários e vários soldados seguindo cegamente a rainha para a morte certa.
A guarda principal foi a primeira a ir em campo, contra-atacando e lutando, em seguida o segundo comando liderado por Félix e Demetri e então a Guarda de Elite do acampamento se pôs em campo, liderada por John e Elizabeth.
Não é uma cena bonita de se ver, era uma guerra, pessoas morrendo dos dois lados, sendo massacradas por algo que eles acreditavam, lutando em uma causa que segundo cada um é nobre, não existia um lado certo, eu não posso dizer que tem. Quando os soltados conseguiram nos alcançar estávamos prontos. Lutamos juntos derrubando todos que conseguiram passar pelos pelotões principais, Jasper e eu usamos nossos arcos e flecha para acertar de longe alcance nossos atacantes, evitando lutar corpo a corpo. Rosie usou o elemento vento para mandar boa parte deles pelos ares. Foi quando eles apareceram. Os gêmeos e minha irmã.
— Eu cuido do cara. — Emmett disse, se referindo a Alec.
— Jane é minha. — Eu digo, estralando meus dedos.
— Acho que vou dizer oi para minha cunhada. — Edward diz.
— Tome cuidado. — Eu digo. — Heidi é tão habilidosa quanto minha mãe, não se engane.
As lutas tomaram rumos diferentes, os outros seguiram em suas posições assim como nós seguimos para derrubá-los de vez. Emmett lutou de igual para igual com Alec, agora que ele não tinha mais seu Apanhador de Alma. Mas Alec ainda era mais forte, houve um momento que ele quase conseguiu pegar Emmett de jeito, foi quando Rosie entrou na briga, ambos lutaram juntos e foi questão de segundos para o loiro ser morto, seu corpo cortado ao meio e sua cabeça caindo fora de corpo. Jane sentiu a perda, o que deixou ela bem mais furiosa. Eu lutei com ela de igual para igual, ela sabia que nossa briga seria assim já que eu não era inferior a ela. Eu estava ferida e ela também, a vaca loira conseguiu me ferir no braço esquerdo, cortando levemente com sua espada. Em meio a esse descuido meu ela me mandou pelos ares com uma rajada de vento me fazendo cair bem longe dela. E nisso ela aproveitou para atacar Emmett e Rosie com toda sua força, ela estava fora de controle e querendo vingança. Eu sei como é esse sentimento, ela conseguiu ir encurralando Emmett e Rosie, arrancando deles suas armas.
— Digam adeus, seus bastados. — Ela disse, pronta para empunhalar a espada contra os dois.
— Adeus, vadia. — Digo e enfio minhas duas espadas nela, perfurando seu corpo. – Nunca dê as costas para seu inimigo, ainda mais se estiver lutando sozinha.
— Obrigada. — Rosie disse sorrindo e levantando junto com Emmett.
— Não abaixe a guarda, ainda temos muitos inimigos. — Digo e volto minha atenção para nossa volta. Avistando ao longe Edward.
(...)
P.O.V. Edward
Minha luta com Heidi estava equilibrada de igual para igual, ela não esperava que eu fosse tão forte assim, ela não era uma de suas ilusões, essa era real, sabia pelo modo como ela contornava a luta.
— Assim que eu acabar com você eu matarei ela. — Heidi disse, sorrindo. — Sabe, minha mãe só quer o coração dela, nada mais, depois disso ela estará morta de qualquer jeito.
— Você não tocará nela. — Eu digo e Heidi sorri, me atacando com mais força, mas eu uso a lança em um movimento rápido mandando ela para o chão contra-ataco e ela perde sua arma, então vejo o desespero dela se arrastando pelo chão tentando pegar sua arma. – Acabou.
E ao dizer isso enfio a ponta da minha lança em seu coração e vejo ela pouco a pouco perder o ar e fechar os olhos até seu coração parar de bater.
Quando puxo minha lança de volta vejo ao longe Bella, ela está me olhando. E então veio explosão grande e avassaladora. Ela apareceu em toda a sua glória, a mulher que deu início a tudo isso estava ali e dessa vez era ela, sem ilusões.
— Você pagará por isso, jovem Drácula. — Ela disse, partindo para cima de mim.
Margarida usava duas espada assim como Bella, ela me atacou, consegui me defender algumas vezes até ela me atingir com força e me mandar para longe. Foi quando meu pai entrou na briga, meu pai tinha uma espada como arma, ao contrário de mim ele conseguiu lutar de igual para igual com ela, mas ainda assim ela conseguiu desarmar ele e jogá-lo longe com seu ataque.
— E vocês se dizem invencíveis. — Ela gritou. — Fraco é o que vocês são.
— Você não tocará em minha família. — Elizabeth disse, aparecendo e se juntando à luta.
Só então me dou conta que Thomas não está aqui, que não vejo ele desde de hoje pela manhã. Onde será que ele está?
— Matarei todos!
Eu, meu pai e minha mãe lutamos contra ela, atacando e se defendo dos seus ataques, ela lutou forte e ferozmente contra cada um de nós. Até conseguir desarmar todos, nos mandando para longe. Meu pai e minha mãe tiveram o corpo chocado contra uma grande árvore. Já eu ela me agarrou pelo pescoço, me levantando como se eu fosse nada.
— Você morrerá pelo o que fez a minha filha. — Ela diz. — Veja, John, essa é a família de fracos que você criou, eles nunca me destruirão.
— Solte-o. — John diz.
— Se tivesse me escolhido, se tivesse me amado. — Ela grita e aperta meu pescoço. – Você nunca teria filhos fracos.
Eu estava começando a ficar sem ar, eu não conseguia me soltar, foi quando veio a fecha que acertou perfeitamente a mão dela. O que fez ela me solta e cair.
— Oi, mamãe. — Bella diz, está com arco e flecha nas mãos. — Sentiu saudade e resolveu dar um oi?
— Filha ingrata!
— Você me fez assim. — Bella diz. – Que tal acabarmos com isso eu e você?
— Para acabar com isso terá que arranca seu coração do peito e isso você não vai fazer. — Margarida diz e pega sua espada que estava caída no chão. – Mas eu vou fazer algo com você, que você lembrará para sempre enquanto viver.
— Nada que você possa fazer me fará mal. — Bella diz.
— Eu nunca mataria você. — Margarida diz. — Quanto mais forte você ficar, mas eu ficarei. Bella, Bella, você tanto lutou e ficou forte por nós duas, o meu poder vem de você, minha querida.
— Bella, saia daqui. — John grita. – Leve Edward com você, nada que possa vir dessa mulher vai ser bom.
— John, vou tirar de você tudo o que você ama. — Ela diz. — E vou torturar você, Bella querida, do jeito mais cruel. Agora! — Ela gritou.
Então meus pés ficaram presos sob o chão e ela jogou sua espada em minha direção, não havia como eu me mexer, na ponta da espada havia uma pequena garra presa com a lâmina.
— Não! — Os gritos foram dos meus pais, eu reconheceria a voz deles ao longe, mas o que veio depois não foi o que eu esperava.
Eu esperei o impacto e o fim, mas ele não veio, quando olhei a espada tinha atravessado o coração de Bella, ela estava caída de joelhos segurando a espada em suas mãos como se tivesse tentado impedir o ataque da sua mãe.
— Não!
O grito foi de Margarida que começava a ruir em minha frente. Seu corpo começou a brilhar e por ele foram aparecendo rachaduras e uma luz saindo dela, então ela explodiu na minha frente e de todos. Eu consegui me mover, corri em direção a Bella.
— Não, não, você não vai morrer! — Eu digo, mas no canto de sua boca já escorria uma fina camada de sangue. Ela sorriu ao me ver.
— Você não tem culpa. — Ela disse. — Era inevitável, sempre foi.
— Não! — Eu ouço os gritos e eu sei que são meus pais que estão perto, minha mãe grita por ajuda, as pessoas estão se aproximando, os soldado estão se rendendo, tudo isso acontece à nossa volta mas eu tenho o corpo de Bella em meus braços, Charlie e Renée estão por perto, eu ouço a voz deles mas meu mundo está ruindo bem embaixo dos meus olhos.
— Eu amo você. — Bella disse e vejo que ela está morrendo, eu não consigo fazer nada.
— Fica comigo. Você prometeu! — Eu digo chorando aos soluços. — Fica comigo!
— Eu fui feliz ao seu lado. — Ela diz em sua voz fraca e ficando cada vez mais fraca. — Eu sei o que é amar.
— Eu amo você, você não pode me deixar. — Eu digo. – E você prometeu.
— Não poderei cumprir essa promessa, me desculpe.
— Não, não feche os olhos. — Eu digo. — Eu não posso viver em um mundo onde você não esteja, Bella. O meu mundo é você!
Eu sei que havia muita gente em nossa volta, eu sei que estavam todos vendo o meu desespero, mas eu não me importava, eu estava vendo a mulher que eu amo morrer em braços.
— Chega mais perto. — Ela disse.
— Bella, para por favor. — Eu digo, puxando ela para meus braços. — Não me deixa.
A espada de Margarida sumiu assim que ela morreu, mas o ferimento de Bella era real e estava a matando.
— Você precisa ser forte. — Eu digo. — A ajuda está vindo, aguenta só mais um pouco.
— Você terá meu coração. — Ela diz e vejo os olhos dela se fechando lentamente e a mão que ela tinha sobre meu rosto cair ao lado do seu corpo sem vida.
— NÃO!
Era como se eu estivesse quebrando em milhões de pedaços, pedaços pequenos e miúdos, pedaços esses que nunca serão colados. Meu coração morria a cada vez que a dor aumentava em meu peito. Eu chorava que era possível ouvir os soluços. Não quis olhar em minha volta e ver a pena que todos estavam sentindo por mim.
— Edward. — Alguém me chamou de longe, mas eu ainda gritava e apertava o corpo sem vida de Bella em meus braços. — Edward!
Alguém insistia em me tirar da minha dor, alguém insistia em grita meu nome constantemente.
— Edward. — O grito e a voz era do meu irmão, só então pude reconhecer. — Use a sua lança!
Eu pisquei meus olhos afastando as lágrimas e tentando entender o que ele dizia.
— Use a sua lança. — Thomas volta a dizer.
— Ela está morta. — Eu digo, quase sem acreditar em minha voz. – Bella está morta.
— Use a lança. — Tia diz. — Bella falou uma vez que a lança de Aquiles tem o poder de restaurar e purificar. Eu passei as últimas duas semanas buscando um jeito de salvar ela e essa é a solução. Agora, antes que o corpo fique frio demais para ser salvo.
— Eu não sei como usar esse poder.
Continua...
“Olha tem um buraco aqui no meu peito a onde havia um coração, e ela nem se importa em ter feito isso!”
― Na Trilha Da Fama
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