Notas iniciais
Voltei meninas Vamos ler que tem novidade forte. A casa caiu Bella...rsrs

apítulo 44 — Ela voltou

P.O.V. Edward

Estava deitado na cama de Thomas, ele estava tomando banho, eu tive uma pequena reunião com papai e logo depois ele me liberou para ir para casa, não antes de me dar alguns puxões de orelha por estar dormindo com a filha dos Swan.

— Então papai brigou de novo. — Thomas diz, sorrindo da minha cara.

— Eu juro, eu não sei como ele sabe dessas coisas. — Eu comento. — “Voce deve ser mais responsável, não será nada elegante da sua parte engravidar a filha dos Swan. Fora o fato de que ele pode querer matar você.” — Digo, tentando imitar a voz dele, o que faz Thomas sorrir e eu me faz lembrar de uma coisa. – E você e Tia? O que está rolando entre vocês?

— Nada. — Thomas diz rapidamente e eu olho para ele levantando uma sobrancelha. – Qual é? É sério, não está rolando nada.

— Vai ser pior quando Bella descobrir. — Eu comento e Thomas meio que treme, eu sei como Bella pode ser irritante quando está implicando com alguém.

— Não tem o que ela descobrir. — Ele comenta. — Não está rolando nada.

— Sei, sei. — Digo, me levantando. — Tanto faz, vocês não vão conseguir enganar a Bella mesmo.

Eu já estava de pé pronto para sair do quarto quando Sue entra sem bater.

— Oh, meninos. — Ela diz ofegante e nervosa. — A menina Bella.

— O que tem Bella? — Eu e Thomas falamos juntos.

— Ela foi levada para a enfermaria. — Sue diz. — Sua mãe acabou de sair daqui indo para lá, algo aconteceu com a menina.

— Obrigado, Sue, estamos a caminho. — Eu digo, saindo e sendo seguido por Thomas.

(...)

Assim que entramos na enfermaria, Tia estava falando com Renée e Charlie Swan, meu pai estava junto e minha mãe parecia estar dentro do quarto onde Bella estava.

— O que aconteceu? — Eu perguntei, chamando atenção, Charlie me olhou feio mas Renée tocou seu ombro, o que fez ele relaxar.

— Bella está na enfermaria. — Renée diz.

— Foi sem querer. — Tia diz e eu e Thomas olhamos para ela.

— O que você fez? — Thomas pergunta.

— Ela... — Tia começou a falar, mas depois olhou para os adultos e calou.

— Eu vou ver como ela está. — Renée disse, saindo e sendo seguida por Charlie.

— Se comportem, garotos. — Meu pai diz e sai, indo atrás dos Swan.

— O que aconteceu? — Eu pergunto.

— Ela veio falar comigo. — Tia diz e cora ao mesmo tempo. — Ela falou algumas coisas que me irritaram.

— Que coisas? — Thomas disse.

— É isso mesmo que você está pensando. — Tia diz, corando ainda mais. — Ela ficou repetindo várias e várias vezes me provocando, eu acabei me irritando e joguei contra ela uma rajada de vento. Eu achei que ela fosse usar o escudo protetor dela, mas não usou.

— Talvez porque ela não esperava que você fosse atacar ela. — Eu digo, irritado.

— Foi um acidente. — Tia diz novamente. – Ela bateu com a cabeça em uma árvore e está inconsciente.

— Merda. — Eu digo e Thomas está calado ao meu lado. — Isso tudo é culpa de vocês dois. Eu avisei que ela ia fazer pior.

Digo e saio deixando eles dois para trás, Thomas se aproxima de Tia e sussurra algo bem baixo. Não consigo ouvir, talvez seja porque eu realmente não queria ouvir. Minha mãe sai do quarto de Bella acompanhada do meu pai e de Esme.

— Como ela está? — Eu pergunto e Tia e Thomas vem ao meu encontro.

— Ela só está dormindo. — Esme diz. — Aparentemente nada grave, temos que esperar ela acordar.

— Então vai ficar tudo bem? — Eu pergunto.

— Esperamos que sim. — Esme diz e sorri gentilmente. — Melhor irem para casa, os Swan vão passar a noite com ela.

— Tudo bem. — Tia diz e meus pais e Esme partem.

— Acho que alguém deveria ficar de olho em Alice, ela pode tentar fazer uma besteira.

— Eu fico de olho nela. — Digo. — Você leva Tia para casa e garanta que lá não machuque mais ninguém.

Tia me olha de olhos arregalados e então Thomas entra na frente dela.

— Oh, babaca, ela já disse que foi um acidente. — Thomas diz. — Se está com raiva desconte em outra pessoa, acho que Tia já sente culpa o bastante pelo que fez.

— Tanto faz. — Digo, saindo da enfermaria.

(...)

P.O.V. Bella

O barulho de bipe me incomodava, dava para ouvir bem longe, e isso estava me irritando, aos poucos consegui abrir meus olhos, porém, as luzes me deixaram meio cega.

— Querida, fique calma. —Era a voz da minha mãe, eu sabia.

— Mãe, você está me sufocando. — Digo, sentindo os braços dela tentando me conter.

Abro os olhos novamente e já estou vendo melhor, as luzes já não me incomodam tanto assim.

— O que aconteceu? — Eu pergunto.

— Você bateu a cabeça, querida. — Charlie, meu pai, diz.

— Sério?

— Sim. Ficamos muito preocupados. — Renée diz. — Tia disse que foi um acidente.

— Hum, entendo. — Digo, me lembrando do que aconteceu. – Posso ir embora? Amanhã tem aula.

— Oh, querida, espere, vamos chamar Esme. — Renée diz, saindo do quarto.

(...)

P.O.V. Edward

Não foi possível passar na enfermaria, tanto eu quanto Thomas tivemos que ir direto para a aula logo pela manhã.

— Oi, vocês. — Thomas diz sentando. — Alguma novidade sobre Bella?

— Nada. — Rosie diz. — Realmente foi sem querer. Eu conversei com Tia.

— Não importa. — Eu digo. — Só preciso saber se ela está bem.

— Quem está bem? — A voz que ecoou atrás da gente era dela. — Sai, você está em meu lugar. — Bella diz, olhando para Emmett.

— Nossa. — Emmett diz, saindo da cadeira e Bella senta, jogando a bolsa no chão.

— Por que estão me olhando? — Ela pergunta.

— Você está bem? — Thomas pergunta.

Aconteceu bem rápido, Bella puxou Thomas pela gola da camisa e passando o braço em volta do seu pescoço.

— Tô ótima, avisa Tia que vai ter volta. — Ela diz e solta ele. – O quê? — Ela pergunta, quando me vê olhando para ela. – Eu não fiz nada. Ainda.

— Bom dia, turma. — Carmem disse, entrando na sala. – Vamos começar a aula, quero silêncio, por favor.

Havia algo diferente nela, havia algo renovado nessa Bella, eu não sei o que aconteceu, mas eu sabia que logo eu descobriria.

(...)

Bella havia desaparecido depois do primeiro tempo, como sempre ela fugia sem deixar rastro. Eu estava no refeitório quando ela chegou.

— Morta de fome. — Ela disse, sentando do meu lado e beijando meu rosto como ela costumava fazer quando estávamos só nós dois. – Olha, você tem maçã, não tinha mais maçã, acredita?

— É, uma maldade. — Eu digo, olhando para ela, ela tem um sorriso lindo no rosto. – Então, vai me dizer o que aconteceu?

— Como?

— Você estava inconsciente na enfermaria. Isso diz alguma coisa?

— Ah, isso? — Ela diz. — Eu estou bem, Esme me examinou quando eu acordei e me liberou para ir para casa. Meus pais ficaram feliz.

— Nada grave? — Eu pergunto e ela sorri.

— Não, Sr. Masen, eu estou ótima. — Ela diz e então me rouba um beijo rápido. — Mas vou dar o troco na Tia.

— Bella. — Eu digo. – Foi acidente, não foi? — Eu pergunto.

— Ela ficou irritada. — Ela diz e Thomas senta com a gente na mesa. – Thomas, eu ia perguntar por você.

— Sério? Tenho até medo. — Ele diz, analisando toda a situação. Thomas era assim, ele sempre avalia a situação ao seu redor.

— Devia mesmo. — Bella diz, comendo duas ou três babatas. — Então vocês transaram. Eu me pergunto onde Emmett estava no meio disso tudo.

Thomas cuspiu o suco dele todo na cara de Bella, ainda bem que consegui me afasta antes de ser pego. Ele parecia bem surpreso em saber que ela sabia.

— Merda. — Thomas disse, olhando ainda sem acreditar no que ela disse.

— Você está morto. — Bella disse, a pequena faca ficou presa na mesa, Thomas puxou a mão dele rápido demais para seu próprio bem. – Idiota. — Ela gritou. — Você me molhou toda, seu babaca! Thomas, eu vou arrancar sua cabeça!

O sorriso na minha cara era impossível de esconder, Thomas saiu correndo e Bella mais atrás, ela tinha ativado o arco dela, e uma das flechas tinha ficado presa na porta do refeitório.

(...)

— Esme, Esme. — Eu chamo ela, entrando na enfermaria.

— Edward, temos pessoas doentes aqui, faça silêncio. — Ela diz.

— Sim, desculpa. — Eu digo.

— Sem problema. — Ela diz. — Se veio atrás de Bella ela não está, recebeu alta ontem mesmo.

— É sobre Bella que eu quero perguntar. — Eu digo e ela para, me olhando. – Quando você examinou ela, você notou algo diferente?

Ela fica me olhando por um tempo, como se pensasse em algo.

— Na verdade, não. — Esme diz. — A não ser o mau-humor dela que estava bem forte. Mas não pode culpar alguém por isso.

— Mau-humor como?

— Mau-humor, ela estava mal-humorada. — Esme diz. — Não posso culpar ela por isso, ela bateu a cabeça, pode ter deixado ela de mau-humor. Fora isso tudo normal.

— O mau-humor dela, te lembrou algo? — Eu pergunto.

— Edward, Bella está bem, ela apenas estava de mau-humor, só isso. Agora sai daqui, eu tenho trabalho a fazer.

Esme passou por mim, me deixando sozinho no corredor da enfermaria.

(...)

Estávamos sentados eu e Emmett no gramado do lado leste da escola quando Thomas apareceu.

— Thomas. — Eu digo, olhando ele que parecia estar bem cansado. — Você está vivo!

— Não por sua ajuda. — Ele diz e Emmett me olha sem entender.

— Bella. — Digo e Emmett continua me olhando sem entender. — Ele cuspiu suco na cara dela.

— Está brincando? — Emmett diz, sorrindo. – Está pedindo para morrer.

— Ela me caçou pela escola atirando aquelas malditas flechas dela.

— Sério? Nossa! — Digo e Thomas me dá um olhar assassino. — Cadê ela? Falando nisso.

— Ela acertou uma flecha no Demetri. — Thomas diz. — Está na sala do nosso tio.

— Como está Demetri? — Eu pergunto, enquanto Emmett está com aquela cara de assustado.

— Vivo. A flecha pegou de raspão no braço esquerdo dele, vai ficar bem, Esme está cuidado dele.

— Menos mal. — Digo.

— Sabe. — Emmett comenta. — Será que aconteceu algo com Bella?

— Fora a bronca que ela deve estar levando do tio Carlisle. — Thomas diz. – Acho que ela está bem.

— Não me refiro a isso. — Emmett diz. — É que você não conheceu a Bella antes.

— Antes? — Thomas pergunta e eu tô de ouvidos atentos ao que Emmett está falando.

— Bella antes de tudo isso. — Emmett comenta. — Edward ainda conheceu esse lado dela, já você pegou ela na fase mais maleável.

— Ainda não entendi. — Thomas diz.

— A Bella de antes não ligava para nada e nem ninguém. — Eu digo. – As únicas pessoas que ela tinha uma relação estável era com os pais, e comigo depois de um tempo.

— Isso quer dizer? — Thomas pergunta.

— Que essa Bella de hoje é a mesma Bella de antigamente. — Eu digo. — Em todos os sentidos.

Emmett está me olhando e eu sei bem onde ele quer chegar. Se realmente for isso, talvez essa Bella estará disposta a lutar novamente.

(...)

P.O.V. Bella

Saí da sala de Carlisle com o ouvido doendo de tanto que ele reclamou, como se não fosse bastante ainda tive que ouvir John Masen me dar bronca antes de me liberarem. O que só piorou o meu estado de espírito.

— Bella! — Alguém me chamou, quando virei era Rosie. — Bella, eu estou atrás de você faz horas.

— Já me achou, o que quer? — Eu pergunto.

— Precisamos conversar sobre Alice. — Rosie diz.

— O que ela fez agora?

— Bella, não dá para seguir assim, Alice está determinada a ir embora, ela diz que assim Jasper ficará mais seguro.

— Então deixe ela ir. — Digo e Rosie arregala os olhos. — Talvez ela morra no caminho, ou talvez não. Preciso ir, ainda tenho que bater em Thomas, agora duas vezes mais.

Saí andando e deixo Rosie para trás com uma cara de assustada e surpresa ao mesmo tempo.

(...)

Eu estava andando pelo corredor norte quando avistei Edward ao longe, ele conversava com dois soldados e depois esses dois partiram. Sorri com o pensamento bobo que tive, mas estava com saudade dele.

Saí correndo em sua direção, ele estava de costas para mim, assim que cheguei perto pulei nas suas costas, sorrindo e soltando gritinho.

— Buum. — Digo em seu ouvido. — Gostosura ou travessura?

— Bella. — Ele diz, tocando minhas mãos que estão cobrindo seus olhos.

— Oi. — Digo.

— O que aconteceu na sala do tio Carlisle? — Ele perguntou.

Eu girei em seu corpo ficando de frente para ele, mas ainda presa em sua cintura.

— Um saco. — Eu digo e ele está atento me olhando. — O que me deixa ainda com mais raiva do seu irmão, ele vai apanhar da minha mão.

— Transmitirei o seu recado a ele. — Edward diz, ele tem um sorriso canto dos lábios.

— Ótimo. — Digo e então tomo sua boca em um beijo.

O beijo que começou calmo ganhou vida e quando dei por mim meu corpo estava contra a parede, assim como as mãos de Edward apertavam meu bumbum com força. Minhas mãos fortemente puxavam seu cabelo, enquanto seguíamos aprofundando o beijo. As coisas estavam ficando ainda melhores, foi quando ouvimos vozes, Edward interrompeu o beijo e me colocou no chão.

— Sr. Masen. — Sam, soldado particular de Carlisle, estava parado na nossa frente. — O Sr. John Masen deseja falar com você em sua sala nesse exato momento.

— Claro, Sam. — Edward diz. — Estou me dirigindo a sala dele.

— Isabella. — Sam diz.

— Sam. — Eu digo, então Sam parte.

— Vejo você depois. — Edward diz, indo em direção a sala do pai dele.

Em um movimento rápido eu soco Thomas bem no estômago.

— Coisa feia, ficar ouvindo conversa dos outros. — Digo, enquanto ele está caído no chão.

— Como sabia que era eu? — Thomas perguntou.

— Não sou burra, Thomas. — Digo e olho para ele. — Por falar nisso, onde anda sua namorada? Por acaso ela está fugindo de mim?

— Se levar em conta sua mania de perseguição recente, pode-se dizer que sim, ela está fugindo de você. — Thomas diz, ainda com a mão na barriga.

— Bom, eu apenas quero falar com ela. — Digo, dando meu melhor sorriso. – Tenho que ir. — Falo olhando para ele. – A propósito, se cuspir suco na minha cara novamente te mato dessa vez.

(...)

Estava caminhando em direção a praça quando encontrei com Emmett, ele estava conversando com Jasper que havia recebido alta e Jake, ao seu lado estava Nessie, filha de Afrodite.

— Olá. — Digo, me aproximando. — Então você está vivo! — Digo olhando para Jasper.

— Sim. — Ele diz. — Tia me curou.

— Sorte a sua. — Falo. — Falando nela, vocês a viram?

— Não. — Jasper diz. — Estamos vindo, acabamos de falar com Félix. E por falar nisso, soube que acertou Demetri com uma flecha. Ficou louca?

— Não era ele, era o Thomas. — Digo e ele me analisa. — Não tenho culpa se ele apareceu no momento errado.

— Você podia ter matado ele. — Jasper me acusa.

— Assim como Alice poderia ter lhe matado. — Digo e ele me olha e Emmett tem os olhos arregalados.

— Do que você está falando? — Ele pergunta.

— Ela não te disse? — Digo, com sarcasmo na voz. — Não serei eu a dizer, pergunte a ela. — Digo, andando, me afastando dele. — Outra coisa, Jasper, avisa Alice que eu ainda posso matar ela, então é melhor ela pensar bem no que vai fazer, eu posso ser bem pior do que minha mãe.

Não espero por uma resposta dele, apenas parto indo embora, eu realmente preciso falar com Tia.

(...)

Estava sentada na praça centro-oeste quando Tia apareceu por lá, ela me olhou desconfiada, com certeza os rumores sobre hoje de manhã já se espalharam.

— O que está acontecendo com você? — Tia perguntou. — Você ameaçou matar Alice na frente de Jasper e outras pessoas.

— Primeiro, não quero falar sobre isso. — Digo, me levantando do banco onde estava sentada. — Segundo, você me atacou.

— Você provocou. — Tia diz e ela está na defensiva. — Você não tinha o direito de invadir minha mente, era algo pessoal.

— Para quem? Para vocês dois? Francamente, logo todo mundo descobriria. — Digo e ela me olha feio. — Pode ficar com raiva, eu só fiz uma pergunta, você se entregou sozinha. E você sabe que eu não preciso ler mente quando consigo ler bem melhor as pessoas, você é previsível, assim como Thomas. Ambos fingiram não se importar mas ambos se importam.

— Você não tinha o direito de perguntar sobre minha primeira vez com ele.

— Ou, se eu não perguntasse você não ia falar!

— Talvez eu não quisesse falar! — Tia grita.

— Foi tão ruim assim? — Digo e ela cora fortemente. – Se quiser peço para Edward falar com ele.

— Cala a boca. — Ela diz. — Você não vai dizer nada, não era nem para você saber.

— Verdade. — Digo, sorrindo ironicamente, o que deixou ela bem irritada. — Mas vocês dão muita bandeira, mãozinha dada. Vocês são patéticos.

— Bella, para. — Ela diz. — Não vou responder por mim se continuar.

— Ah, sobre isso. — Foi em um piscar de olhos, em questão de segundos minhas mãos estavam em volta do pescoço dela e eu apertava levemente. – Nunca mais me ataque, eu não demonstro piedade duas vezes.

— Me solta. — Ela sussurra com dificuldade e eu solto ela.

— Lembre-se, Tia, de quem eu sou.

— Qual é o seu problema? — Ela me pergunta.

— Você me fez bater a cabeça, isso me ajudou um pouco. — Digo e ela arregalou os olhos. – Não, eu não lembrei de nada, só de uma coisa que precisa saber, quem eu sou de verdade. Talvez esse seja o motivo de ainda não ter quebrado suas pernas.

— Eu lembro, eu conheci esse seu lado. — Tia diz. — Mas gostava mais da antiga Bella, gentil e boazinha.

— Quem sabe em outra hora eu levou ela para passear.

— Você não tem que ser malvada sempre. — Tia comenta.

— Eu gosto do jeito que sou, bem melhor do que ser patética e covarde.

— Mas pelo menos você era gentil. — Tia argumenta.

— Só que gentileza não intimida ninguém. — Digo, piscando para ela. — Só lembre disso. Tenho que ir, mande lembranças minhas para Thomas, há infinitas piadas que posso fazer em relação a isso. — Digo sorrindo e saindo andando.

(...)

P.O.V. Edward

Eu estava em casa fazendo o dever de casa que Carmem havia passado quando Thomas entrou no meu quarto sem bater, ele estava bem irritado.

— Qual é o problema dela? — Thomas perguntou.

— De quem? — Eu questiono, sem dar muita atenção para ele e sem desviar meus olhos da atividade em minhas mãos.

— Sua namorada ameaçou quebrar as pernas da Tia se ela voltasse a atacar ela. — Thomas diz, irritado. — Bella perdeu a noção?

— Não exatamente. — Digo, sem olhar para ele. — Ela faz isso, é o jeito de intimidar as pessoas, assim você pensa duas vezes antes de atacar ela novamente. Você sabe disso, foi com você que ela brincou de caça hoje pela escola toda.

— Você acha isso engraçado? — Ele questiona.

— Não posso dizer que não foi. — Digo, dessa vez olhando para ele. — Relaxa, ela volta ao normal depois que comer.

— Para você é brincadeira? Mas, sério, essa personalidade dela terrorista é assustadora e bem cruel.

— Então você já sabe por que ela usa. — Digo e volto a atenção para o dever.

— Ela se comporta como um monstro. — Thomas grita. — As pessoas tem medo, isso não é respeito, é medo.

— Ela sabe. E sabe por que ela faz? — Eu pergunto, olhando para ele. — Porque pessoas com medo são mais fáceis de controlar.

— A Tia não é um brinquedo onde ela pode estar brincando e descartando. — Thomas diz.

— Diga isso para ela. — Eu aviso. — Mas é bom ir preparado para lutar.

— Qual é o seu problema? — Thomas grita.

— É Bella! — Eu grito de volta, saindo do meu lugar. — Essa é a Bella que eu amo, essa Bella que todos dizem ser sem coração, fria e calculista que você está conhecendo agora, foi essa Bella por quem eu me apaixonei, ela está de volta, não preciso da outra, é essa que amo.

— Uma garota problemática.

— Não, Thomas, uma garota de atitude. — Eu digo. — Parece ser cruel, mas essa Bella mesmo sendo fria e calculista ela se importa, do jeito dela mas ela se importa com as pessoas. E o motivo dela não demostrar é para não fazer de nós um alvo fácil.

— Está dizendo que essa Bella se importa? — Thomas diz e sorri com raiva. — Ela quase quebrou o pescoço da Tia. — Ele gritou.

— Então você se importa. — Eu digo. — Você se importa porque gosta dela. Bella sabe disso, se ela realmente quisesse matar a Tia ela estaria morta.

— E você não vai fazer nada? — Ele pergunta.

— Vou, vou conversa com Bella, pedir para ela pegar mais leve com vocês dois. — Digo, voltando para meu lugar e pegando meu caderno. — Agora não posso prometer nada quando se trata da Bella, ela não é previsível.

Thomas sai do meu quarto furioso, nunca pensei que meu irmão fosse ficar assim tão furioso comigo.

(...)

P.O.V. Bella

Eu estava deitada na grama da praça central quando ele chegou.

— Bella. — Emmett disse, sentando ao meu lado. — Podemos conversar?

— Acho que você já deu início a conversa. — Digo e ele dá um sorriso.

— Você falou que existiam apenas cinco relíquias. — Ele comenta. — Mas você nos falou nome de seis. Não tem algo errado aí?

— Por que quer saber?

— Você sabe onde ela está, não é mesmo? Todas elas você sabe onde estão? — Emmett pergunta.

Eu me sento olhando para ele, ele mantém os olhos nos meus e então eu sorrio e balanço a cabeça.

— Por que quer saber? — Eu pergunto novamente.

— Qual é? — Ele diz ficando de pé. —Margarida está atrás dela, se vamos entrar em uma guerra por causa disso é melhor saber o por quê.

— Você realmente achou que eu não notaria? — Eu pergunto, sorrindo de canto. — Você se acha realmente boa.

O movimento veio rápido, eu saltei para frente mas os cipós me seguraram me prendendo, eles estavam em volta do meu corpo, me mantendo suspensa.

— Tenho que admitir, você realmente é boa, irmãzinha. — Heidi comenta. — Nunca achei que fosse notar assim tão fácil, eu herdei o poder da mamãe, domino esse talento melhor que você, não pode me culpar.

— O que você quer? — Eu digo, me movendo, mas realmente estou presa.

— Saber a verdade. — Heidi diz, sentando em um dos bancos. — São apenas cinco, não seis. Mas seu amigo grandão disse que são seis nomes de relíquias.

— Se você tiver machucado Emmett, juro, Heidi, caço você como nunca cacei ninguém antes.

— UAU. — Ela zomba. — Nunca pensei que minha irmãzinha se importasse tanto assim com alguém.

— E não me importo. — Digo. – Mas essa é a desculpa perfeita para matar você, não acha?

— Você é patética, irmãzinha. — Ela diz e se aproxima de mim. — Se importa com eles, mesmo negando ainda se importa. Você é digna de pena.

— Pena é para os fracos. — Digo e ela me dá um tapa.

— Você é fraca. — Ela diz. — Nunca vou entender por que é você, o que você tem de tão especial?

— Talento natural. — Digo e mostro a língua para ela. E então ela me bate novamente.

— Chega de graça. — Ela diz. — Qual é a relíquia que é falsa? A Rosa de Ouro não é, isso sei bem. — Ela comenta. — Mas as outras, qual é?

— Cadê o Emmett? — Eu pergunto. — Me diz onde ele está e eu digo o que você quer saber. Talvez você tenha razão, eu me importo, mas do meu jeito.

— Não matei seu amigo. — Ela diz. – Ele foi legal respondeu todas as perguntas, ele achou que eu era você, minha ilusão foi tão boa que ele nem notou que estava falando com uma falsa Bella.

— Digo para você o que você quer saber, mas antes. — Eu comento, ao saber que Emmett está vivo. — O que Margarida falou para Alice Brandon?

— A bruxa. — Heidi diz sorrindo. — Odeio ter que frustrar seus planos, mas eu não sei, mamãe anda estranha demais, quase nunca me diz o que está tramando, apenas detalhes. Agora me diga qual das relíquias é falsa.

— Nenhuma. — Eu digo. — Todas são reais, mas apenas cinco das seis foram usadas na construção deste lugar.

— Isso não ajuda em nada. — Ela gritou. — Onde elas estão? Qual é a falsa?

— Já disse não existe nenhuma falsa. — Digo.

— Eu vou matar você. — Ela grita e me ataca, mas algo a faz parar então eu noto que uma lança está enfiada em seu peito, o ataque veio por suas costas.

— Eu estava ganhando. — Digo, ao ver Edward parado.

— Não foi o que pareceu.

— Você sabe que eu não sou real. — Heidi diz.

— Claro que sei que você nunca colocaria seus pés aqui de verdade. — Edward diz. — Mas sua magia é forte, afinal, você é uma bruxa negra.

— Uma bruxa forte. — Heidi diz. — Ao contrário de você, Drácula, fraco e patético. Em uma luta real você morreria por minhas mãos.

Edward chama sua lança de volta, arrancando do peito dela. O que faz ela sorrir ironicamente.

— Nunca se perguntou por que é fraco? — Heidi diz.

— Cala a boca, Heidi. — Eu digo e ela sorri.

— Você sabia o tempo todo. — Heidi diz. — E não disse a ele. Que tipo de alimentadora é você?

— Cala a boca, Heidi.

— Do que você está falando, sua bruxa nojenta? — Edward grita.

— Eu mandei os Apanhadores de Alma atrás de você e sua guardiã.

— Mentira! — Edward grita.

— Some agora, Heidi. — Eu digo.

— Não, não. — Ela diz. — Eu não mandei qualquer Apanhador atrás de vocês, eles eram diferentes, o talento deles era outro.

— Do que você está falando? — Edward perguntou.

— Eles roubaram uma parte da sua alma. — Ela diz e sorri, seu corpo está começando a desaparecer. — Você sempre será um fraco, não importa o que faça, o quanto treine, nunca será o grande Drácula.

Heidi desapareceu deixando Edward e eu sozinhos, as luzes se apagaram, mas a lua deixa o lugar claro o bastante para eu ver o rosto dele.

— Você sabia?

— Edward...

— Você sempre soube! — Ele gritou. — O que aconteceu naquele dia?

— Eu salvei você. — Grito e ele congela. – Fui eu que salvei você, você apagou quando aquele Apanhador tocou em você, sim, Heidi tem razão, ele levou uma parte de sua alma, o que deixa você mais fraco. Mas o que ela disse não é cem por cento verdade.

— Você me salvou? — Ele diz. — Foi você que me salvou? Por que nunca me disse isso?

— Já era difícil aceitar tudo o que aconteceu, não queria jogar mais uma bomba em cima de você.

— Por que não me disse depois que começamos a nos envolver?

— Eu não lembro o por quê. — Digo. — Ainda não recuperei as lembranças suas, então não sei por quê não disse.

— Mas lembra que me salvou.

— Lembro.

— Então você não esqueceu completamente de mim.

— Não. — Digo.

— Então mentiu novamente para mim quando disse não lembrar?

— Não exatamente.

— O que exatamente aconteceu com minha alma?

— Você não foi criado como um de nós. — Eu digo. — Você vivia como humano, tinha uma vida legal, e sabe por que nem um de nós é mandado para o campo não antes de fazer a cerimônia da escolha da arma?

— Por que?

— Ficamos imunes. Se um Apanhador de Alma tocar em você, ele pode roubar sua alma, e isso quer dizer seus poderes.

— O que aconteceu comigo?

— Ele tocou em você. Roubando uma parte da sua alma, porém, eu não deixei ele completar. Eu ataquei e isso fez ele recuar. — Explico. – Eu sabia que não era um Apanhador comum, mas ele escapou, você estava vivo, era o que importava.

— O que aconteceu comigo? A verdade.

— Você perdeu uma parte dos seus poderes. — Eu digo. — Dráculas estão no topo por serem os mais forte, vocês deram início as linhagens.

— Eu...

— Você nunca será como seu pai e seu irmão. — Digo e ele me olha. – Eles sempre serão mais fortes que você, sempre.

— Então eu nunca serei forte o bastante para vencer alguém como Margarida?

— Não é bem isso.

— Então é o que? — Ele gritou. — Quem mais sabia? Quem mais, Bella?

— Sua família. — Digo.

— E eu como sempre sou o último a saber. — Ele diz e vejo a tristeza em seus olhos.

— Edward!

— Fica longe! — Ele grita.

— Eu não vou ficar longe. — Digo e ele me olha, está com raiva. – Eu sei o que fiz, eu menti para você e não foi primeira vez, mas essa sou eu, essa aqui sou. Eu nunca vou dizer tudo o que sei, nem mesmo se você implorasse.

— Então continue, porque você está fazendo um ótimo trabalho. — Ele diz com sarcasmo.

— Sarcasmo comigo? Sério? Querido, meu sobrenome é sarcasmo. — Informo ele. — Quer um pedido de desculpa? Não vou fazer, sei o que fiz, Edward, e também sei o que estava fazendo antes de perder a memória.

— Como também me fez escolher a lança de Aquiles? — Ele fala e levantou uma sobrancelha.

— Não. Ela escolheu você e controversa. — Digo, com um pouco de ironia.

— O que mais você esconde de mim, Bella? Que eu nunca serei mais forte que você? Que qualquer um pode me derrotar? Que sou um fracasso total? — Ele gritou cada palavra em plenos pulmões.

Em um movimento rápido eu parti para cima dele ativando minhas duas espadas. Edward usou sua lança para bloquear o meu ataque, então ficamos cara a cara.

— O que está fazendo? — Ele pergunta.

— Acho que entendeu agora que não é fraco. — Digo. — E eu conheço um jeito de ter a outra parte da sua alma de volta

— Claro que conhece. — Ele diz, me olhando nos olhos. — O que você não conhece desse mundo?

— A cueca que você está usando. É nova, né? — Questiono e ele dá um sorriso de canto. – Você não é fraco, Edward, é da sua natureza ser forte, não deixe ninguém dizer o contrário.

Ele fica me olhando por alguns segundos e então ele volta a me atacar, lutamos por alguns segundos, seus movimentos são tão rápido quanto os meus, sua lança se movimentou como se fosse o vento, assim como ele eu sigo contra-atacando e me defendendo, eu sei a verdade, eu sempre soube a verdade, apenas Edward nunca quis olhar o que estava em sua cara o tempo todo. Então ele me atacou novamente arrancando uma das minhas espadas da minha mão e com outro ponta da lança ele me mandou ao chão, colocando a ponta afiada da sua lança em minha garganta.

— Você sempre soube a verdade. — Eu digo, deitada no chão, ele tinha sorriso no rosto, um lindo sorriso.

— Qual é o jeito de ter minha alma de volta?

— O Livro da Morte.

— Ele não é uma das relíquias, não é? — Ele pergunta.

— Não, ele é mais poderoso que todas as relíquias juntas. — Digo.

— Onde ele está?

— Debaixo da terra.

— Em solo proibido? — Ele diz, surpreso. — Você sabe onde estão todas as relíquias?

— Acha que a rainha está atrás de mim por que?

— Porque você tem o coração dela. — Ele diz, ironicamente.

— Isso também.

Ele desativa sua arma e me oferece sua mão para me ajudar a levantar, seguro a mão dele e o puxo, derrubando ele e ficando por cima.

— Entenda um coisa. — Digo, olhando para ele. — Se eu vou jogar uma bomba sobre você é melhor eu saber como desarmar, não acha?

— Pare de me esconder as coisa, Bella. — Ele diz. — Você é minha namorada, não minha inimiga.

— Velhos hábitos não são fáceis de quebrar, lembra disso. — Digo e me curvo sobre ele, beijando seus lábios.

O beijo que começou calmo então ganhou força, quando dei por mim minhas mãos estavam nos cabelos dele e eu estava sentada em seu colo com Edward segurando e apertando minha bunda. E então foi quando aconteceu, seus lábios saíram dos meus fazendo um caminho para meu pescoço e então ele mordeu, ele me mordeu e pela primeira vez eu realmente não me importei nem um pouco.

Continua...

“Às vezes as pessoas perdem a cabeça e se entregam às emoções. Você não!”

― Quebrando a Banca

Notas finais
O que acharam meninas? Vamos comentar? Esperando que sim! Eita Bella, ta ficando dificil sobreviver a vocÊ kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Anne minha linda ficou perfeito como sempre...rsrs postei aqui:https://www.wattpad.com/579791722-descendentes-cap%C3%ADtulo-44 E aqui também:http://levadapimentas.blogspot.com.br/2018/05/descendentes-capitulo-44.html Bjos meninas ate próximo capitulo rsrs