Notas iniciais
Voltei meninas Valeu por cada comentario.. Desculpe demora hoje mais minha net ainda anda ruim das pernas.

Capítulo 42 – A Rosa de Ouro

P.O.V. Bella

Era mais um dia normal, ou quase normal, no acampamento, eu estava na praça sul, eu estava esperando por ela, como sempre ela estava atrasada.

— Está atrasada. – Digo, quando ela chega.

— Já disse, você que anda chegando antes. – Ela diz e se senta ao meu lado.

— Trouxe o que eu pedi?

— Claro. – Ela diz e me entrega um pequeno frasco com um líquido. — Não seria louca em não atender um pedido seu.

— Medo de morrer?

— Não tenho medo de morrer. – Ela diz. — Tenho uma pergunta, por que quer tanto esse encantamento?

— Não é da sua conta.

— Vamos, Bella, já tem semanas que ando te entregando essa poção do esquecimento, no mínimo devo saber para que está usando.

— Eu não vou dizer. – Digo.

— Se anda usando em você mesma será um problema. – Ela me diz. — Sabe, lembranças podem até ser ruins, mas esquecê-las é pior ainda, sempre existirá um grande vazio.

— Não vim fazer uma análise. – Digo, ficando de pé. – Se fosse faria terapia.

— Eu duvido muito que fosse fazer terapia. – Ela me diz, sorrindo. – Soube das últimas novidades?

— Do que está falando?

— Parece que encontraram a localização da Rosa de Ouro. – Ela me informa e eu olho para ela. – Não me olhe assim, eu não tenho nada a ver com isso, fiz exatamente o que você me mandou fazer, mas não tenho culpa se eles descobriram.

— Você sabe o por quê mandei esconder esse objeto.

— Existem várias lendas sobre ele, mas você deveria ter destruído ela, não escondido. – Ela me diz, levantando e batendo suas roupas. – Eles vão achar, se ela não achar primeiro, e eu sei exatamente que você sabe do que ela está atrás.

— Eu darei um jeito. – Digo.

— Você sabe por que ela deseja tanto a imortalidade?

— Eu sei.

— Então você sabe que existe um perigo bem maior do que ela.

— Seria cômico se não fosse trágico. – Eu digo. — O problema é que Margarida está disposta a trazer os mortos à vida e isso pode ser um problema.

— O problema é que ela está quase conseguindo.

— Darei um jeito nisso. – Digo. – Até mais.

— Outra coisa. – Ela diz, antes que eu sumisse. — Foi seu namorado que foi buscar a Rosa de Ouro.

Eu me viro bruscamente para poder olhar para ela, mas ela já havia sumido. Ela era tão rasteira quanto uma cobra.

(...)

Bato duas vezes na porta e fico esperando a porta ser aberta. A boa e velha senhora Sue abre a porta sorrindo para mim.

— Menina. – Ela diz. — O jovem Masen não se encontra em casa.

— Não vim falar com ele. – Digo. — Elizabeth se encontra?

— Claro, a senhora está sim. – Ela diz. — Entre.

— Obrigada. – Digo e sigo ela para dentro da casa. – Espere aqui, vou chamá-la.

Sue some e não demora muito Elizabeth aparece usando um lindo vestido longo azul marinho e seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo.

— Bella, querida. – Ela diz e me cumprimenta. — Edward não se encontra.

— Não vim falar com Edward. – Digo. – Quero falar com você.

— Nossa. – Ela diz surpresa. — Em que posso lhe ajudar?

— Pode me dizer por que a máquina do tempo do meu pai sumiu?

Elizabeth me olha e eu sei que ela não esperava que eu lhe perguntasse isso.

— Ele não lembra de ter feito uma. – Digo. — Poucas pessoas conseguem apagar tão bem lembranças, mas você sabe como, essa é a sua habilidade. Existem vários tipos de bruxas negras, você e minha mãe são o que nós chamamos de bruxa completa, porque você consegue usar qualquer tipo de magia que existe, mas pode se especializar em apenas uma, minha mãe domina a ilusão, ela confunde a realidade com o não real, já você, coleciona lembranças.

— Eu não sei do que você está falando. – Elizabeth diz.

— Eu não posso fazer magia. – Digo. — Eu reconheço, é a única coisa que eu nunca poderei aprender mesmo tendo sangue de bruxa negra eu não posso lançar encantamentos, mas tenho o talento da minha mãe em criar ilusões, assim como consigo ler mentes. Não me orgulho disso, acho pessoal demais e invasivo.

— Isabella... – Ela começou.

— Eu sei que foi você que roubou a máquina do meu pai. – Digo, interrompendo ela. — Só quero saber, para o que quer?

— É uma máquina perigosa. – Ela diz, não tentando mais negar. — Se cair em mãos erradas será o nosso fim.

— Se a minha mãe descobrir ela virá atrás. – Eu digo, sabendo que isso é possível. — Por isso mandei meu pai destruir, ele construiu essa máquina para salvar a minha mãe quando ele acreditava que ela estava morta. Ele mesmo destruiria.

— Você não entende. – Elizabeth diz.

— Eu também não entendo por que mandaram uma equipe ir atrás da Rosa de Ouro, já que nós duas sabemos muito bem o que ela pode fazer.

— Você sabe?

— Sei todas as lendas que cercam esse lugar, sei da história da sua criação e dos cinco objetos mágicos, sei o que cada um deles pode fazer.

— Como? – Ela realmente está bem surpresa.

— Gosto de observar o mundo à minha volta. – Digo. — Não acha perigoso demais trazer um objeto desses para o acampamento?

— Margarida está tentando juntar os cinco objetos.

— E conceder o desejo. – Eu falo – Imagino que seja a morte de todos nós.

— Claro que não. – Elizabeth diz. — Ela pedirá o poder, e o poder dela já é forte o bastante para nos matar, ficará pior se ela ficar mais forte ainda.

— Ficará pior se ela acordar ele. – Digo e Elizabeth me olha assustada. – Conheço todas as lendas, já disse, ele apenas dorme, e ela está louca para acordar ele, ela não precisa de poder porque ela já tem, ela é imortal, assim ela só precisa dele. O problema é que ele nunca vai precisar dela.

— Eu... – Ela não consegue falar. — Como? – Elizabeth parece bem confusa com tudo o que lhe digo.

— Como? Como eu sei? – Eu questiono. — Ou como ela fará isso?

— Isabella, você precisa me dizer agora tudo o que você sabe.

— Não é assim que funciona. – Eu digo, me levantando. — Deveria destruir a relíquia, não trazê-la para cá, o acampamento não é seguro. – Eu falo, caminhando em direção à porta. – Destrua a máquina do tempo, ou ela nos destruirá.

Elizabeth não disse nada, apenas ficou me olhando em estado de choque, ela agora sabe que eu também sei.

(...)

Estava com Rosie e Tia na praça da cidade, já era noite, estava vendo as estrelas, na verdade eu estava vendo as estrelas elas estavam apenas matando o tempo.

— Emmett já voltou? – Eu perguntei.

— Ainda não. – Rosie diz.

— Teve notícias dele? – Eu pergunto.

— Não. – Ela me diz.

— Parece que vai chover. – Tia diz.

— O tempo pode mudar. – Eu comento. – É sempre assim. Assim como você, Tia. Quando vai falar com Thomas?

— O quê? – Ela diz, engasgando. – Por que eu falaria com aquele idiota?

— Porque você quer beijar ele novamente. – Eu comento e Rosie sorria ao meu lado.

— Não é verdade. – Ela diz. — Ele foi um babaca.

— Um babaca que te beijou de jeito. – Rosie comenta, se acabado de rir. — Desculpa, Tia.

— Por que fugir? – Eu digo. — Vai acabar voltando para ele mesmo, está andando em círculos.

— É verdade, se gosta dele. – Rosie comenta.

— Eu não gosto dele. – Tia diz.

— Gosta sim, e está louca para beijar ele. – Eu comento e ela bufa de raiva. — Pode fazer a cara que quiser, sabe que é verdade.

Foi quando aconteceu, eles chegaram, vários Soldados de Elite, avistei de longe Félix gritando as ordem.

— Leve os feridos para a enfermaria. – Ele ordenou, havia alguns feridos.

Avistei ao longe Edward, ao seu lado estavam Thomas e Emmett, foi quando Rosie gritou e correu, Jasper estava em uma das macas, ele estava ferido. Corremos em direção a ele.

— Jasper. – Rosie disse, havia muito sangue nele. – O que aconteceu com ele?

— Rosie, para trás. – Esme disse, aparecendo do nada e já cuidado do jovem Hale. Helena e Marcos apareceram poucos segundos depois. — Algumas costelas quebradas e uma lesão na perna, ele teve sorte de não ter perfurado nenhum órgão vital. Leve ele para a sala de emergência, vamos começar com o Hale.

— Ele vai viver. – Eu digo e Rosie me olha feio. – O quê?

— Vou com ele. – Rosie diz.

— Eu passo lá assim que relatar sobre a missão. – Emmett diz.

— Tudo bem. – Rosie diz e beija ele, rapidamente saindo.

— O que aconteceu? – Eu pergunto.

— Apanhadores de Alma, havia muito deles. – Edward explica.

— Cidade dos Mortos, é lá que eles habitam. – Eu informo.

— Como alguém consegue controlar essas coisas? – Thomas pergunta.

— Dando uma parte de sua alma para eles. – Eu informo. — Se você não morrer no processo, você pode ser o mestre deles quando tudo acabar.

— Rosie tinha um Apanhador de Alma. – Emmett lembra. – Como?

— O acordo de Rosie com o Apanhador de Alma dela foi diferente. – Eu informo. — É melhor você não perguntar, pode deixar ela irritada, taí algo que ela gostaria de esquecer.

— Vamos. – Félix diz. — Temos que relatar a missão.

— Claro. – Eles dizem.

— Vejo vocês depois. – Edward diz, ele está tenso, eu sei.

Eles partem, indo de encontro a sala do primeiro ministro.

— Qual era a missão deles? – Tia perguntou.

— Comprar a morte. – Digo e ela arregala os olhos, então eu sorrio.

(...)

Eu entrei pela janela do quarto dele, assim que coloquei meus pés no quarto eu ataquei ele, pulando em cima dele e o beijando, beijei ele porque senti sua falta, beijei ele com urgência porque ele estava vivo e salvo, apertei seu corpo para ter certeza de que ele era real. Arranquei a camisa dele jogando em algum canto do quarto, ele puxou minha blusa tirando com facilidade. Tropeçamos em algumas coisa pelo quarto até cairmos no chão, rindo feito bobos.

A boca dele deslizou por todo o meu pescoço, então ele foi descendo a mão pela minha barriga até encontrar o cós da minha calça, ele abriu olhando em meus olhos enquanto eu tinha um sorriso bobo na cara. Foi quando ouvimos o barulho.

— Ele está tomando banho. – Thomas disse. — Mãe, espera, não entra assim.

— Merda.

Em um movimento rápido estava flutuando com meu corpo colado ao teto do quarto dele. Com outro movimento de mão eu criei uma ilusão, me escondendo.

— Edward. – Ela disse, entrando de vez em seu quarto.

— Mãe, você podia pelo menos bater.

Elizabeth olha em volta como se suspeitasse de algo, mas eu sei que minha ilusão não tem falha, ela olhou para o filho.

— Preciso falar com vocês dois lá embaixo agora. – Ela diz. — Por favor, se vista.

— Eu ia tomar banho. – Edward informa.

— Faça isso depois. Agora vamos conversar, seu pai está esperando.

— Claro. – Edward diz.

Elizabeth sai do quarto e Thomas continua parado na porta olhando em volta.

— Eu sei que ela está aqui. – Thomas diz. – Essa foi por pouco, cunhadinha.

— Thomas. – Edward disse.

— Vamos logo ou mamãe volta aqui. – Thomas diz. — Saia pela janela, cunhadinha.

Edward bufou e empurrou o irmão para fora do quarto, fechando a porta ao sair. Voltei para o chão do quarto e vesti minha blusa, teríamos que fazer isso outra hora. Saí rapidamente pela janela.

(...)

— Sério? Aula de jardinagem? – Edward perguntou, vendo meu horário de aula, sim, as aulas tinham voltado ao normal. – Bella, você precisa treinar. – Ele me lembra.

— Ainda não. – Digo. — Gosto de flores, elas são encantadoras. – Digo, me sentando na mesa com minha bandeja de comida. – Como estão as coisas com sua família?

— Ainda estou de castigo pela morte da Lucy e por você ter sido pega seminua na minha cama.

— Quando seus pais vão superar isso? – Eu pergunto.

— Não sei. Acho que meu pai falou para o seu pai. – Ele me informa.

— Eu sei. – Digo. — Fiquei três hora ouvindo meu pai falar sobre os riscos que são uma gravidez indesejada.

— Nossa, eles são bem radicais.

— Seu pai também é bem careta. – Eu digo e ele fica frustrado.

— Nem me fala. – Edward diz, sentando também.

— Oi, vocês. – Jake disse, se juntando a nós junto com Nessie. – Soube que Jasper receberá alta amanhã.

— Bom para ele. – Digo e eles me olham. — Está bom, que ótimo.

— Você é terrível. – Edward diz, bagunçando meu cabelo. — Então o que andam fazendo? Está meio sumido, lobinho.

— Andei treinando e ensinado Nessie também a treinar.

— Não! A princesinha está sujando as mãos? Isso sim é incrível. – Comento e Edward me olha feio. – Ok. Que ótimo, parabéns.

Jake sorriu e Nessie fez uma careta, eu não havia perdido o meu humor negro, algumas vezes eu usava, o que era até relaxante já que me fazia lembrar de como eu era antes e Edward de algum modo ficava feliz com isso.

— Como estão Dom e Luke? – Eu pergunto.

— Eles estão bem.

— Devem estar mesmo, já que estão cercados por Soldados de Elite. – Emmett comenta, ele estava sentando com a gente.

— O medo da morte é o maior para aquele que pode morrer. – Eu digo e Edward me olha feio. – Está bem, vou ficar calada.

Terminamos nosso almoço, depois cada um seguiu para sua aula. O sol já estava se pondo quando eu saí do departamento de botânica do acampamento. Na praça centro-oeste, perto do alojamento das bruxas, houve uma grande explosão, havia muita fumaça e fogo vindo de lá.

— Agora ferrou. – Eu digo e vejo vários Soldados de Elite seguindo para lá.

(...)

P.O.V. Edward

Haviam vários Apanhadores de Alma, eles estavam atacando o acampamento, muita fumaça e fogo, algumas pessoas feridas, a prioridade era salvar os feridos e as pessoas inocentes que não sabiam lutar, Thomas lutava com alguns Apanhadores de Alma, assim como os outros Soldados faziam.

— Saia para uma área segura. – Eu estava ajudando um civil a sair do fogo cruzado, foi quando aconteceu.

Eu fui atacado por um rajada de vento forte lançada contra uma árvore.

— Aonde está? – Aquela voz que pouco ouvi, mas que eu conhecia bem, se pronunciou.

— Margarida!

— Diga agora onde está a Rosa de Ouro. – Ela gritou e com um movimento da mão dela, várias adagas foram lançadas em minha direção.

Ativei minha arma, girando minha lança criando um espécie de escudo que acabou repelindo o ataque.

— Vamos, jovem Drácula, me diga onde ela está. – Ela gritou, voltando a atacar, dessa vez usando uma espada de bronze.

— A Bella não está aqui. – Eu grito, contra-atacando a ela.

Ao longe várias batalhas aconteciam, vi Emmett cair pouco a frente após ser atacado por um Apanhador de Alma, mas Rosie matou esse Apanhador antes que ele chegasse perto de Emmett novamente. Demetri lutava com três de uma vez, e os outros seguiam lutando também.

— Não quero saber da Bella. – Ela gritou. — Ainda não chegou a hora dela. Onde está a Rosa de Ouro verdadeira?

— Você a pegou. – Eu acuso, contra-atacando usando o elemento raio contra ela. O que só faz ela recuar e desviar do meu ataque.

Eu sabia que a força dessa mulher era maior do que a minha, eu sempre soube, quando ela contra-atacou mandando minha lança para longe ela me segurou pelo pescoço, me levantando e eu senti o chão sumir sob meus pés e o ar começar a me faltar.

— Eu quero a verdadeira Rosa de Ouro, onde ela está? – Margarida pergunta.

— E.U. N.Ã.O. S.E.I. – Minha voz sai arrastada e quase sem força.

— Mentira! – Ela grita e choca meu corpo contra o troco da árvore atrás de mim. – Onde está? Me diga agora ou vou quebrar o seu pescoço.

— E.U. N.Ã.O. S.E.I. – Digo novamente, o ar está me faltando e não consigo me soltar dela, ela é forte.

— Então adeus, jovem Drácula.

— Adeus, Mamãe!

Então uma espada de prata atravessa o peito dela e eu sou livre. Bella estava em pé atrás dela e de mim. Bella puxou a espada e Margarida tinha um sorriso no canto dos lábios.

— Você sabe que eu não vou morrer. – Ela diz. — É apenas mais uma das minhas ilusões.

— Você toda é uma ilusão. – Bella diz.

— Foi você, não foi? Foi você que me enganou.

— Filho de peixe, peixinho é, mamãe. – Bella responde.

— Eu vou voltar e vou pegar a Rosa de Ouro.

E então toda a sua ilusão some, Bella desativa sua arma e me oferece a mão dela para me ajudar a levantar.

— Pode ser uma ilusão, mas chega até ser real. – Bella diz. — Tome cuidado com ela, você não tem força para vencê-la.

— E você tem?

— Claro que não. – Bella diz.

Ao poucos os Apanhadores de Alma foram mortos e tivemos alguns feridos, que foram levados para a enfermaria. Carlisle e meu pai se juntaram a nós.

— O que ela queria? – Carlisle perguntou.

— Não sei. – Digo, mentindo e Bella me olha de canto de olho. – Foi um ataque repentino.

— Precisamos reforçar nossas barreiras. – Carlisle diz.

— Você tem bruxas no seu acampamento, use-as. – Bella diz.

— O que está sugerindo, Senhorita Swan?

— O encantamento de “convitileza”. – Bella diz.

— Não é uma má ideia. – John comenta e olho sem entender e meu pai nota isso. — As pessoas terão que ser convidadas para entrar no acampamento, quem não tem permissão não pode entrar.

— Mas como isso seria usado? Quer dizer, feito.

— Ela é lançada sobre os livros de registro do acampamento. – Bella diz. — Nele contém os nomes de todos os moradores desse acampamento, eles são os únicos que poderão convidar qualquer pessoa a entrar, os que não são daqui precisarão de convite.

— E os traidores? – Eu questiono.

— São banido dos livros, deixa de ser do acampamento e passam a ser ninguém, ou um andarilho. – Bella explica.

— Talvez funcione. – Eu digo.

— É uma tentativa. – Carlisle diz. – Sam, peça para Carmelita e mais duas bruxas comparecerem à minha sala, falarei com ela para lançar o encantamento.

— Claro, senhor. – Sam diz, ele é o Soldado de Elite da guarda particular do meu tio.

— Você deveria ir para casa descansar. – Meu pai diz. — Amanhã voltaremos às nossas rotinas normais.

— Claro. – Eu digo e seguro a mão de Bella. — Você não vai fugir de mim sem me explicar umas coisas. — Informo ela assim que meu pai some.

— E a mim também. – Thomas diz, aparecendo do nada.

(...)

P.O.V. Bella

Estavam todos sentados na praça: Os Masen, Rosie, Emmett, Jake e Nessie que parecia estar cada dia mais envolvida à vida no acampamento.

— Por que? – Edward perguntou.

— Sério? Acho melhor esquecer.

— Não. – Emmett disse. — Nós quase morremos para pegar essa merda, eu quero saber o que é e agora.

— Depois não digam que eu não avisei. – Digo e Edward mantém os olhos em mim. — Começou bem antes, enquanto ainda vivíamos no mundo dos humanos.

— Pula. – Edward diz. — Todos nós conhecemos essa parte.

— Verdade. – Thomas disse.

— Para criar esse mundo foram precisos cinco relíquia, alguns chamam de Relíquias da Contradição e outras da Sorte. – Eu explico. – Cada uma tem um poder diferente, juntas elas se transformam em apenas uma, e quem a possui tem direto de ter um desejo realizado.

— O que quer dizer? – Rosie quis saber.

— Que Margarida está juntando elas para um propósito maior.

— Imortal. – Thomas diz.

— Ela já e imortal. – Eu informo. – Ela quer trazer algo de volta à vida.

— Está brincando? – Emmett diz.

— Não.

— Quem? – Edward me perguntou. — Quem ela quer trazer de volta à vida?

— Itaros. – Eu digo e Rosie arregalas os olhos. – Isso aí, esse mesmo.

— Se isso for verdade, será o nosso fim. – Rosie diz.

— Ok, ok, quem é esse Itaros? – Edward pergunta, ele não conhece essa história.

— Lembra que eu disse que sua família possui várias lendas?

— O que tem?

— Ele é nosso tio. – Thomas diz. — O único capaz de nos matar.

— Bingo. – Eu digo e Edward olha de mim para Thomas.

— Como?

— Nosso avô teve um filho fora do casamento. – Thomas diz. — Ele se envolveu com a Medusa, desse envolvimento de uma noite nasceu Itaros, Medusa já tinha amaldiçoados os deuses por terem feito isso a ela, Itaros nasceu com força de mil homens e o poder de matar semideus. Sua última batalha foi contra nosso avô, o qual lançou ele em um sono profundo e até hoje ele dorme.

— Esta é apenas mais uma das lendas. – Rosie diz. — Mas nunca ninguém achou o túmulo de Itaros.

— Todas as lendas são reais. – Eu digo e Edward me olha.

— Você sabe onde está o túmulo? – Ele me perguntou.

— Não. – Eu digo. — Mas a Rosa de Ouro pode mostrar. É por isso que a Margarida quer a Rosa de Ouro.

— Afinal o que é essa Rosa de Ouro? – Emmett faz a pergunta.

— Uma bússola mágica. – Eu digo. — Você só tem que perguntar e ela te mostrará onde achar. Qualquer coisa, não importa, basta perguntar e ela te dirá.

— Se é uma bússola por que chamam de Rosa de Ouro? – Emmett perguntou novamente.

— Ela tem formato de rosa e é feita de ouro. – Eu informo. — Ela foi criada por uma bruxa.

— Alice. – Edward diz. — Foi um ancestral dela que criou.

— Foi. – Eu digo.

— Se Margarida se deu ao trabalho de vir aqui atrás da bússola é porque ela está aqui.

— Não. – Eu digo.

— Mas você sabe onde ela está? – Thomas disse.

— Tecnicamente. – Eu comento. — Eu sabia onde estava, mas esqueci junto com algumas lembranças.

— Então tecnicamente ninguém sabe? – Thomas pergunta.

— Não também. – Eu digo. — Alice pode achar ela.

— O quê? – Edward diz.

— Tem a ver com sua linhagem.

— Magia atrai magia. – Tia diz, nos informando da sua presença. – Se foi ancestral dela e se ela for dessa linhagem sem alteração, sim, ela pode achar.

— Como? – Edward pergunta.

— Sangue, magia, qualquer um dos dois pode levar uma jovem bruxa branca até a rosa. – Tia explica. — Mas sendo essa relíquia, a melhor coisa é deixar ela onde está.

— Tarde demais. – Eu digo. — Alice já está atrás.

— Como? – Rosie pergunta.

— Olhe em sua volta, tem algo acontecendo na enfermaria. – Eu digo. — Se eu quero algo que só outra pessoa tem, lógico que vou usar algo para chegar nela.

— Não. – Rosie disse, entendendo.

— Foi tudo uma distração. – Eu digo e Rosie corre em direção à enfermaria.

— O que está havendo, Bella? O que está havendo? – Edward gritou.

— Jasper está morrendo.

Todo ficam em silêncio, só então se dando conta do que está acontecendo em nossa volta.

Continua...

“Às vezes os piores bandidos... são os melhores mocinhos.”

― Leverage

Notas finais
O que acharam? Vamos comentar? Esperando que sim! To sentindo falta de algumas leitoras, nunca mais vi comentários delas... Essa Bella ta pior a cada dia...rsrs Anne minha linda Brigadão duas vezes... Postado no blog meninas E aqui tambem:https://www.wattpad.com/573442404-descendentes-cap%C3%ADtulo-42/page/3 Vejo vocês durante a semana ..bjos.. Jul M