Descendentes
28 Capitulo 27
Notas iniciais
Capítulo 27 – Tic e tac faz o relógio
POV Bella
Estavam todos lá quando cheguei. John, Elizabeth, Marcos, Helena, Esme, Caius, Alice, Jasper, Demetri, Félix, Lucy e Edward. Rosie estava na enfermaria, seus ferimentos não foram graves, mas ela ficou em observação devido a pancada na cabeça.
— Comitê de boas-vindas. – Digo com sarcasmo e Edward morde os lábios, acho que tentando não rir.
— Sem sarcasmo, menina. – John diz e me olha feio, reviro os olhos. – Você não foi muito bem educada.
— John. – Charlie diz, meu pai e minha mãe vieram junto comigo. – Respeite a minha filha.
— Charlie, em nome da nossa amizade, esse é o único motivo dela ainda estar respirando.
— John! – Edward diz, repreendendo o comentário do pai.
— Tente. – Eu digo provocando também, não sou fã dele, é uma pena que ele seja pai do Edward. – Talvez você consiga sua morte.
— Garota insolente. – Ele grunhiu.
— Chega! – Carlisle disse. — Queremos ouvir sua parte da história, Edward já nos contou a dele, e Elizabeth também.
— E eu fui a única que não ouvi? – Pergunto.
— Bella, seria mais fácil se você facilitasse para todos nós.
— Ninguém nunca facilitou para mim, por que tenho que fazer isso agora? Me dê uma bom motivo.
— Garota! — John gritou. – Eu já estou perdendo a paciência com você!
— Não é um bom motivo. – Digo e me sento. – Quero ouvir também, por favor, do começo, e não façam resumo, gosto de histórias longas.
Era possível ver raiva nos olhos deles, mas todos pareceram engolir seu orgulho e falaram, Elizabeth foi a primeira, depois a tal Lucy que ainda não entendia o por quê dela estar aqui, a não ser o fato de que ela salvou o Edward, depois Edward contou seu lado da história, dizendo que antes de conseguir fugir ele foi atacado e preso, só depois descobriu que Heidi e a mãe estavam por trás da sua prisão.
— Agora pode nos contar sua versão da história?
— Eu encontrei uma bruxa negra. – Digo. – Ela me levou até você.
— Tia. – Elizabeth diz.
— Ela mesmo. – Digo. — Foi assim que descobri que você não estava morta.
— Você sempre soube o que estava acontecendo aqui?
— Do seu pequeno exército para me matar? – Digo com sarcasmo. — Irônico, sendo que foi eu que lhe salvei. Bela retribuição
— As circunstâncias eram outras.
— Ah, sério? – Digo. – Eu diria que você estava gostado da ideia de matar a filha de Ares.
— Garota. – Ele diz entre os dentes.
— Ainda bem que sou bem mais esperta que você. – Digo e então ele explode, ativando suas espadas.
— John. – Meu pai diz, entrando na frente. — Vai ter que me matar primeiro.
— Sai da frente, Charlie. – John diz e todos mantém os olhos atentos.
— Não faz isso, John! – Edward diz e sua arma está ativada.
Bato palmas como se tivesse aplaudindo um grande espetáculo.
— Adoro o cinismo de todos. – Digo, ficando de pé. – Já que vamos falar a verdade, vamos começar. Caius, você tentou me matar sete vez, sendo que em três eu me arrebentei toda.
Todos ficaram em choque com minhas palavras, Edward foi o único que não ficou surpreso.
— Você queria um soldado perfeito, e não se importava com o preço que teria que pagar, nem mesmo se eu morresse durante o processo da sua brilhante criação. – Digo e engulo em seco. —Parabéns, você criou um monstros, admire sua mais bela arma.
— Bella... – Edward diz, dando dois passos em minha direção, mas eu levanto a mão, impedindo ele de continuar.
— Esme, você sabia de todos os métodos que Caius usava em mim, você cuidou de cada ferimento meu. – Digo e ela tem os olhos lacrimejados já. – Mas não fez nada para impedi-lo.
Todos ficaram em silêncio, ninguém disse nada, apenas se encolheram em sua culpa.
— Marcos e Helena, vocês são dois bastardos filho da puta.
— Não fale assim dos meus pais. – Jasper gritou, ficando de pé, mas Marcos segurou o filho.
— Você os adora, mas eles não pensaram duas vezes em deixar você para trás. – Digo e Jasper paralisa. — Não pensaram muito no que fazer, você não era tão importante assim, nunca tentaram volta, nunca perguntaram por você, nunca falaram. Sabe qual é a parte mais revoltante disso tudo? É que Helena nunca agiu com mãe nem mesmo quando devia.
Ninguém disse nada, ninguém ousou dizer nada, apenas ouviam cada palavra que eu dizia.
— Félix e Demetri. O que dizer de vocês? – Digo, olhando para dois. — Obrigada por ter pelo menos confiado um pouco em mim, não foram de todos os piores.
— Bella, por favor, eu acho que já entendemos que você...
— Cala a boca, Carlisle! – Grito e ele se assusta. — Você foi o pior de todos, você sempre soube toda a verdade, sobre tudo. Estava sabendo quase tudo, Elizabeth estava morta, ou era para estar, assim como John, isso você não sabia, mas o resto, sabia de tudo o tempo todo e me deixou no escuro. Cretino!
— Querida. – Renée disse.
— Você também tem culpa. – Digo. – Vocês também sabiam toda a verdade e nunca me falaram, só que não dá para odiar vocês, já que são meus pais. Os únicos que conheci e que não tentaram me matar.
— Bella... – Charlie diz e vejo a tristeza no olhar dele.
— John e Elizabeth, bom, você dois são completos idiotas. – Digo e dou um sorriso. — Pelo menos o filho de vocês não é igual vocês, ele acredita em mim, não importa o quão louca a situação seja.
— Bella. – Edward diz e dessa vez se aproxima de mim. — Eu sinto muito.
— Você não tem culpa. – Digo. – Margarida é uma bruxa negra. – Falo e todos ficam em silêncio. — Mas vocês todos já sabiam disso, eu não, tive que quase morrer para saber. Heidi é como ela, eu não, não do jeito que ela queria, eu vi a mente de cada um de vocês assim que entrei na sala. Muito intrigante o que pensam sobre mim.
— Você... – Caius disse surpreso
— Sim, Caius, eu aprendi a usar os meus talentos de uma maneira bem intrigante, mas não tenho saco para ler mentes. Se quer saber, só fiz para garantir que estava tudo bem entre nessa sala.
— Então você voltou a ler mentes, isso é bom. – Ele diz.
— Estou com ódio de você, se eu fosse você, não usaria a palavra bom, pode sair contra você.
— Bella. – Carlisle diz. — Nós...
— Estavam com medo de mim! – Grito. — Eu sei muito bem o que sou, e o que é essa famosa marca do deus, obrigada por mentirem para mim a minha vida toda. Agora eu me recuso a dizer o que sei, e se quiserem vão descobrir sozinhos, porque eu não vou ajudar em mais nada.
— Não é assim que funciona, garota. – John diz e eu explodo.
Com um movimento de mão o corpo de John está colado contra o teto e ele está gritando, meus olhos estão brancos e sinto uma leve corrente elétrica percorrer meu corpo.
— É assim que funciona. – Eu digo. — Se não confiam em mim, por que terei que confiar em vocês?
— John. – Elizabeth grita, assim que os gritos de John ficaram mais altos. — Ela vai matá-lo, façam ela parar! – Ela grita, eu posso ouvir os gritos dela e sinto minha mão cada vez mais se fechando e o grito dele aumentando.
Então eu o sinto, os lábios de Edward sobre os meus, em um beijo singelo e delicado, que com os segundos vai ganhando força e vai virando um beijo urgente onde eu afundo a língua dentro da sua boca e ele corresponde da mesma maneira. Então todos nós ouvimos um baque de algo caindo no chão. Eu abro os olhos, me afastando de Edward e vejo o corpo de John no chão, sendo levantando por Carlisle, ele está vivo e respirando, mas parece tonto.
— Eu diria que isso foi algo que todos vocês pediram. – Edward diz, ficando na minha frente. – Ninguém chega perto da Bella, ou ameaça ela, ela vai falar quando ela achar que deve falar, e vai contar o que ela acha que deve contar. Se não gostarem descubram vocês mesmo, mas essa caçada à minha alimentadora e namorada termina aqui.
Eu confesso que queria arrancar as roupas dele ali mesmo e transar com ele, mesmo na frente deles todos. Mas tudo o que senti foi meu coração se encher ainda mais de alegria e felicidade por ser ele o cara que eu amava perdidamente.
Continua...
“Alguém tem que pagar. E não serei eu.”
― Wall Street — Poder e Cobiça
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